A entrevista não-estruturada como forma de conversação: razões e sugestões para sua análise Outros Idiomas

ID:
12175
Resumo:
A entrevista não-estruturada — aquela em que é deixado ao entrevistado decidir-se pela forma de construir a resposta — tem sido cada vez mais utilizada na pesquisa de administração. Rompendo com a concepção tradicional da linguagem (que encerraria “conteúdos”), a proposta deste artigo é a de que a análise de entrevistas muito ganharia com uma aproximação à análise pragmática da linguagem, e a razão principal a favor disso é a de que a entrevista não-estruturada ou semi-estruturada realmente é uma forma especial de conversação. O problema específico em foco é como saltar legitimamente da fala de um entrevistado e, em seguida, de vários deles, para um significado interpretativo. Dialogando com o texto de Bardin, levanta-se, inicialmente, um argumento sobre o que possa estar acontecendo com a “análise de conteúdo”. Lembra-se, a seguir, onde estaria um “divisor de águas” a distinguir a análise de conteúdo da análise pragmática da conversação. Passa-se a uma reinterpretação da entrevista e aos conceitos básicos para sua análise, na ótica adotada, para chegar-se, finalmente, à sugestão de procedimentos sistemáticos em apoio e facilitação do trabalho de análise. A intenção é oferecer mais uma alternativa à prática de pesquisa acadêmica.
Citação ABNT:
MATTOS, P. L.A entrevista não-estruturada como forma de conversação: razões e sugestões para sua análise. Revista de Administração Pública, v. 39, n. 4, p. 823-847, 2005.
Citação APA:
Mattos, P. L.(2005). A entrevista não-estruturada como forma de conversação: razões e sugestões para sua análise. Revista de Administração Pública, 39(4), 823-847.
Link Permanente:
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Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português