Empreendedorismo, competitividade e crescimento econômico: evidências empíricas Outros Idiomas

ID:
1282
Resumo:
Apesar do crescente interesse pelo empreendedorismo, existe uma lacuna no que se refere à existência de análises de sua relação com o crescimento econômico e com a competitividade. O objetivo deste estudo é analisar a taxa de empreendedorismo total, medida pelo GEM, avaliando-se quais as variáveis que possuem maior relevância na explicação do empreendedorismo. A pesquisa investigou, em caráter exploratório, a influência da renda per capita e de variáveis macroeconômicas e microeconômicas definidas no Global Competitiveness Index [GCI] na Taxa de Empreendedorismo Total dos países pesquisados pelo GEM. Para atingir tal fim, essa pesquisa utilizou uma amostra de 64 países, com dados transversais referentes ao ano de 2007; foram construídos dois modelos econométricos, utilizando-se, na estimativa das equações, o Método de Mínimos Quadrados. Os resultados encontrados indicam que a relação entre empreendedorismo e níveis de renda segue o padrão da curva U. Por outro lado, embora vários autores identifiquem que fatores de competitividade são importantes para o desenvolvimento do empreendedorismo, a pesquisa não chegou à mesma conclusão. O estudo aponta que esses aspectos parecem atuar em direção contrária à promoção do empreendedorismo nos países menos ricos, e de maneira insignificante nos países mais ricos.
Citação ABNT:
FONTENELE, R. E. S.Empreendedorismo, competitividade e crescimento econômico: evidências empíricas. Revista de Administração Contemporânea, v. 14, n. 6, art. 6, p. 1094-1112, 2010.
Citação APA:
Fontenele, R. E. S.(2010). Empreendedorismo, competitividade e crescimento econômico: evidências empíricas. Revista de Administração Contemporânea, 14(6), 1094-1112.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/1282/empreendedorismo--competitividade-e-crescimento-economico--evidencias-empiricas/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Acs, Z. J., & Armington, C. (2004). Employment growth and entrepreneurial activity in cities. Regional Studies, 38 (8), 911-928.

Acs, Z. J., & Audretsch, D. B. (1990). Innovation and small firms. Cambridge, MA: MIT Press.

Acs, Z. J., & Audretsch, D. B. (2003). Innovation and technological ch ange. In Z. J. Acs & D. B. Audretsch (Eds.), Handbook of entrepreneurship research (pp. 55-79). Boston: Kluwer Academic Publishers.

Araújo, E. B. (1988). Entrepreneurship e intrapre neurship: uma trajetória literária de 1979 a 1988. Revista de Administração de Empresas, 28 (4), 67-79.

Arruda, C., Tello, R., & Araújo, M. (2007). Análise do relatório de competitividade de 2006–2007 do World Economic Forum (WEF). Recuperado em 5 junho, 2008, de http://www.fdc.org.br/parcerias/upload/outros/ analise_global_compe titiveness_report_2006_20 07.pdf

Audretsch, D. B., Carree, M. A., Stel, A. J. van, & Thurik, R. (2005). Does self-employment reduce unemployment? [Scales-paper Nº 200504]. EIM Business & Policy Research , Zoetermeer, NL.

Audretsch, D. B. (1995). Innovation and industry evolution. Cambridge: MIT Press.

Audretsch, D. B., & Feldman, M. (1996). R& D spillovers and the geography of innovation and production. American Econom ic Review, 86 (3), 630-640.

Audretsch, D. B., & Stephan, P. (1996). Company-scientist lo cational links: the case of biotechnology. American Economic Review, 86 (3), 641-652.

Audretsch, D. B., & Thurik, A. R. (2001a). A model of entrepreneurial economy. Recuperado em 16 abril, 2008, de https://p apers.econ.mpg.de/egp/disc ussionpapers/2004-12.pdf

Audretsch, D. B., & Thurik, A. R. (2001b). What is new about the new economy: sources of growth in the managed and entrepreneurial economies. Industrial and Corporate Change, 10 (1), 267-315.

Audretsch, D. B., Weigand, J., & Weigand, C. (2 001). Does the small business innovation research program foster entrepreneurial behavior? Evid ence from Indiana. In C. Wessner (Ed.), The small business innovation research program (SBIR): an as sessment of the department of defense fast track initiative (pp. 160–193). Washington, DC: National Academy Press.

Barbetta, P. A. (2003). Estatística aplicada às ciências sociais. Florianópolis: Editora UFSC.

Barros, A. A., & Pereira, C. M. M. A. (2008). Empreendedorismo e crescimento econômico: uma análise empírica. Revista de Administração Contemporânea, 12 (4), 975-993.

Baumol, W. J. (1968). Entrepreneurship in economic theory. American Economic Review, 58 (2), 64-71.

Bleaney, M., & Nishiyama, A. (2002). Expl aining growth: a contest between models. Journal of Economic Growth, 7 (1), 43-56.

Brock, W. A., & Evans, D. S. (1989). Small business economics. Small Business Economics, 1 (1), 7-20.

Carree, M. A., & Thurik, A. R. ( 1999). Industrial stru cture and economic growth. In D. B. Audretsch & A. R. Thurik (Eds.), Innovation, industry evolution and employment (pp. 86-110). Cambridge: Cambridge University Press.

Carree, M. A., & Thurik, A. R. (1998). Small fi rms and economic growth in Europe, Atlantic. Economic Journal, 26 (2), 137-146.

Carree, M. A., & Thurik, A. R. (2003). The impact of entrepreneurship on economic growth. In D. B. Audretsch & Z. J. Acs (Eds.), Handbook of entrepreneurship research (pp. 437-471). Boston/Dordrecht: Kluwer Academic Publishers.

Carree, M. A., Stel, A. van, T hurik, R., & Wennekers, S. (2002). Economic development and business ownership: an analysis using data of 23 OECD countries in the period 1976-1996. Small Business Economics, 19 (3), 271-290.

Carvalho, J. E. (1992). Gestão da produtividade: técnicas de avaliação e métodos profissionais. Lisboa: Universidade Lusíada.

Castells, M. (1999). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra.

Cunha, L. (1997). Economia e política do turismo. Lisboa: McGraw-Hill.

Global Entrepreneurship Monitor. (2007). Relatório global – 2007. Recuperado em 30 abril, 2009, de http://www.gemconsortium.org/download/ 1287668796437/GEM_200 7_Executive_Report

Hair, J. F., Jr., Anderson, R. E., Tatham, R. L., & Black, W. C. (2005). Análise multivariada de dados (5a ed.). Porto Alegre: Bookman.

Kirzner, I. (1973). Competition and entrepreneurship. Chicago: University of Chicago Press.

Konings, J. (1995). Job creation and job de struction in the UK manufacturing sector. Oxford Bulletin of Economics and Statistics, 57 (1), 5-24.

Krugman, P., & Baldwin, R. (2001). Agglomeration, integration and tax harmonization [HEI Working Paper Nº 01/200]. The Graduate Institute of International Studies ,Geneva, Suíça. Recuperado em 12 março, 2009, http://repec.graduateinst itute.ch/pdfs/Working_pap ers/HEIWP01-2001.pdf

Lambing, P. A., & Kuehl, C. R. (2007). Entrepreneurship (4th ed.). New Jersey: Prentice Hall.

Loveman, G. W., & Sengenberger, W. (1991). The re-emergence of small-scale production: an international comparison. Small Business Economics, 3(1),1-37.

Lucas, R. (1988). On the mechanics of economic development. Journal of Monetary Economics, 22 (1), 3-42.

Mendenhall, W., & Sincich, T. (1993). A second course in business statistics: regression analysis (4th ed.). New York: Macmillan.

Moreira, C. A., & Melo, M. C. ( 2003). Comércio bilateral Brasil-Estados Unidos: uma qualificação das pautas de exportação e importação. Indicadores econômicos FEE/ Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser, 31(3), 71-96. Recuperado em 15 fevereiro, 2009, de http://www.fee.rs.gov.br/sitefee/ download/indicadores/rie3103.pdf

P. D., Storey, D. J., & Westhead, P. (1994). Cross national comparison of the variation on the new firm formation rates. Regional Studies, 28 (4), 443-456.

Pestana, M. H., & Gage iro, J. N. (2000). Análise de dados para ciências sociais: a complementaridade do SPSS (2a ed.). Lisboa: Silabo.

Porter, M. E. (1993). A vantagem competitiva das nações . Rio de Janeiro: Campus.

Rei, C. (2007). Breve digressão teórica sobre as determinantes da produtividade. Revista da Ciência da Administração, 1. Recuperado em 15 maio, 2008, de http://fcap.adm.br/revistas /RCA/HTML/v01/RC Av01a06.htm

Reynolds, P. D. (1999). Creative destruction: source or symptom of economic grow th? In Z. J. Acs, B. Carlsson, & C. Karlsson (Eds.), Entrepreneurship, small and medium-sized enterprises and the macroeconomy (pp. 97-136). Cambridge, UK: Cambridge University Press.

Reynolds, P. D., Bygrave, W. D., Autio, E. (2003). Global entrepreneurship mon itor [Relatório Global – 2003]. Recuperado em 18 abril,2009, de http://www.insme.org/docume nti/gem_2003_global_report.pdf

Reynolds, P. D., Bygrave, W. D., Autio, E., Bosma, N. (2007). Global entrepreneurship monitor: executive report. Babson College, London Business School and Kauf fman Center. Recuperado em 22 abril, 2009, de http://www.gemconsortium.org/downloa d/1287691934984/GEM_2007_Executive_Report.pdf Reynolds,

Robson, G. B., & Gallagher, C. C. (1994). Cha nge in the size distribution of U.K. firms. Small Business Economics, 6 (4), 299-312.

Robson, M. T. (1998). Self-emp loyment in the UK regions. Applied Economics, 30 (3), 313-323.

Romer, P. (1994). The origins of endogenous growth. The Journal of Economic Perspectives, 8 (1), 3-22. Recuperado em 15 abril, 2009, de http ://www.iset.ge/old/upl oad/Romer%201994.pdf

Sala-i-Martin, X., & Mulligan, C. B. (2000). Measuring aggregate human capital. Journal of Economic Growth, 5 (3), 215-252.

Sala-i-Martin, X., Blanke, J., Hanouz, M. D., Geiger, T., Mia, I., & Paua, F. (2008). The global competitiveness index: measuring the productive potential of nations. In The Global Competitiveness Report 2007-2008. World Economic Forum (Chap. 1.1, pp. 3-49). Hampshire: Palgrave Macmillan. Recuperado em 15 abril, 2009, de http://www.forumdaliberdade.com.br/fl2 009/apresentacao_arquivos/Chapter1_.pdf

Schumpeter, J. A. (1934). The theory of economic development. Cambridge, MA: Harvard University Press.

Schumpeter, J. A. (1942). Capitalismo, socialismo e democracia (S. G. de Paula, Trad.). Rio de Janeiro: Zahar. (Obra original publicada em 1984).

Stel, A. van, Carree, M., & Thurik, R. (2005). The effect of entrepreneurial ac tivity on national economic growth. Small Business Economics, 24 (3), 311-321.

Tenani, P. S. (2004). Human capital and growth . São Paulo: M Books do Brasil.

Thurik, A. R. (1996). Small firms, entrepreneurship and economic growth. In P.H. Admiraal (Ed.), Small business in the modern economy (pp. 126–152). Oxford: Basil Blackwell Publishers.

Thurik, A. R. (1999). Entrepreneursh ip, industrial transformation and growth. In G. D. Libecap (Ed.), The sources of entrepreneurial activity: advances in the study of entrepreneurship, innovation, and economic growth (Vol. 11, pp. 29-65). St amford, CT: JAI Press.

Wennekers, S., Stel, A. van, Thurik, R., & Reynolds , P. (2005). Nascent entrepreneurship and the level of economic development. Small Business Economics, 24 (3), 293-309.

World Bank. (2007). Doing business 2007: how to reform: comparing regulation in 175 economies. Recuperado em 12 fevereiro, 2009, de http:/ /portugues.doingbusiness.org/Reports/DoingBusiness/Doing-Business-2007