"Um arranjo produtivo em xeque": campo, habitus e capital simbólico em uma Arranjo Produtivo Local moveleiro em Minas Gerais Outros Idiomas

ID:
18376
Resumo:
O Arranjo Produtivo Local de Ubá e região (APL de Ubá) gera cerca de nove mil empregos e abriga a sede da maior empresa de móveis de aço da América Latina, além de três outras grandes empresas. Entretanto, é marcado por relações de disputa que preocupam os próprios empresários locais. O problema investigado é até que ponto essas disputas, especialmente entre fabricantes e fornecedores, colocam em risco esse APL moveleiro. O objetivo neste artigo é apresentar um entendimento de como se dão as relações de poder entre os empreendedores locais fabricantes de móveis e os fornecedores dessas empresas, discutindo suas implicações para o APL. Os resultados apontam para a existência de problemas nas relações entre fabricantes e fornecedores decorrentes, principalmente, da acumulação desigual de capital simbólico, do predomínio de interesses diferentes em jogo (illusio), bem como dos princípios diferentes e em oposição que orientam as práticas dos agentes (habitus). Os resultados apontam os riscos que essa natureza de relações acarreta para o APL de Ubá.
Citação ABNT:
SOUZA FILHO, O. V.; SILVEIRA, R. Z.; CARRIERI, A. P.; TEIXEIRA, J. C. "Um arranjo produtivo em xeque": campo, habitus e capital simbólico em uma Arranjo Produtivo Local moveleiro em Minas Gerais. Revista de Administração, v. 48, n. 4, p. 671-687, 2013.
Citação APA:
Souza Filho, O. V., Silveira, R. Z., Carrieri, A. P., & Teixeira, J. C. (2013). "Um arranjo produtivo em xeque": campo, habitus e capital simbólico em uma Arranjo Produtivo Local moveleiro em Minas Gerais. Revista de Administração, 48(4), 671-687.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/18376/-um-arranjo-produtivo-em-xeque---campo--habitus-e-capital-simbolico-em-uma-arranjo-produtivo-local-moveleiro-em-minas-gerais/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Amato Neto, J. (2000). Redes de cooperação produtiva e clusters regionais. São Paulo: Atlas.

Araújo, E. A., Melo, A. V. C. (2007). Capital informacional e construção do poder simbólico: uma proposta epistemológica a partir de Pierre Bourdieu. In ENANCIB: Vol. 8. Salvador: Editora da UFBA.

Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.

Becattini, G. (1991). Italian industrial district: problems and perspectives. International Studies of Management & Organization, 21(1), 83-90.

Botelho, M. R. A., Bustamante, P. M. C. (2004). O arranjo produtivo de móveis de Ubá-MG (Relatório da Pesquisa Micro e Pequenas Empresas em Arranjos Produtivos Locais no Brasil). SEBRAE-UFSC-NEITECFEPESE. Florianópolis, SC. Recuperado em 16 outubro, 2012, de http://www.neitec.ufsc.br/cd_relatorio/arranjos_produtivos_locais/Artigo_Paula_e_Marisa-Moveleiro_de_Uba.pdf

Bourdieu, P. (1983). Pierre Bourdieu: sociologia. São Paulo: Ática.

Bourdieu, P. (1996). Razões práticas: sobre a teoria da ação. São Paulo: Papirus.

Bourdieu, P. (2001). Meditações pascalianas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

Bourdieu, P. (2004). O poder simbólico. 7a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

Bourdieu, P. (2004). Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: UNESP.

Bourdieu, P. (2004). Questões de sociologia. Portugal: Fim de Século.

Bourdieu, P. (2005). Esboço de auto-análise. São Paulo: Companhia das Letras.

Bourdieu, P., Chamboredon, J. C., Passeron, J. C. (2010). A construção do objeto. In P. Bourdieu, J. C. Chamboredon, & J. C. Passeron. Ofício de sociólogo: metodologia da pesquisa na sociologia (pp. 179-244). Petrópolis: Vozes.

Brandão, Z. (2010). Operando com conceitos: com e para além de Bourdieu. Educação e Pesquisa, 36(1), 227-241. doi: 10.1590/S1517-97022010000100003

Britto, J. (2002). Cooperação interindustrial e redes de empresas. In D. S. Kupfer, L. Hasenclever. Economia industrial: fundamentos teóricos e práticas no Brasil. Rio de Janeiro: Campus.

Bustamante, P. M. A. C. (2004). Arranjos e sistemas produtivos e inovativos locais: o caso do pólo moveleiro de Ubá – MG. Dissertação de mestrado em Economia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

Carvalho, C. A., Vieira, M. F. (2007). Sociedade, organizações e poder. In C. A. Carvalho, M. F. Vieira. O poder nas organizações. (pp. 7-34). São Paulo: Thomson Learning.

Casanova, J. L. (1995). Uma avaliação conceptual do habitus. Sociologia: problemas e práticas, v. 18, p. 45-68.

Casarotto Filho, N., Pires, L. H. (2001). Redes de pequenas e médias empresas e desenvolvimento local: estratégias para a conquista da competitividade global na experiência italiana. 2a ed. São Paulo: Atlas.

Cassiolato, J. E., Lastres, H. M. M. (2003). O foco em arranjos produtivos locais de micro e pequenas empresas. In H. M. M. Lastres, J. E. Cassiolato, M. L. Maciel (Orgs.). Pequena empresa: cooperação e desenvolvimento local. Rio de Janeiro: Relume Dumará.

Costa, A. B., Costa, B. M. (2005, dezembro). Cooperação e capital social em arranjos produtivos locais. Anais do Encontro Nacional de Economia (ANPEC) (pp. 1-16), Natal, RN, Brasil, 33. Recuperado em 16 outubro, 2012, de http://www.anpec.org.br/encontro2005/artigos/A05A113.pdf

Crocco, G., Galvão, A. P., Silva, M. C. P. (1999). Desenvolvimento local e espaço público na terceira Itália: questões para a realidade brasileira. In A. Urani, G. Cocco, & A. P. Galvão. Empresários e empregos nos novos territórios produtivos: o caso da Terceira Itália. Rio de Janeiro: DP&A.

Dubois, S. (2005). Domination and power in literature: a reflection bases on contemporary French poetry. Annual Meeting of the American Sociological Association (pp. 1-21). Philadelphia: American Sociological Association.

Emirbayer, M., Johnson, V. (2008). Bourdieu and organizational analysis. Theory & Society, 37(1), 1-44. doi: 10.1007/s11186-007-9052-y

Garcia, L. M. (2011). Análise do controle interno no poder executivo federal sob a perspectiva de Pierre Bourdieu: a história social como possibilidade de compreensão da produção e reprodução de práticas dos agentes. Tese de doutorado em Administração, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Gil, A. C. (2009). Métodos e técnicas de pesquisa social. 6a ed. São Paulo: Atlas.

Giuliani, E. (2005). Cluster absorptive capacity: why do some clusters forge ahead and others lag behind? European Urban and Regional Studies, 12(3), 269-288.

Gorini, A. P. F. (1999). Panorama do setor moveleiro no Brasil, com ênfase na competitividade externa a partir do desenvolvimento da cadeia industrial de produtos sólidos de madeira. São Paulo: BNDES.

Luciano Júnior, A. S., Salerno, L. P., Rosa, R. M. (2008). Bourdieu e a auto-análise: problematizações. Linhas (UDESC), 9(2), 153-155. doi: 10.5965%2Flnh.v9i2.1412

Marshall, A. (1984). Princípios de economia. São Paulo: Nova.

Misoczky, M. C. (2003, setembro). Pelo primado das relações nos estudos organizacionais: algumas indicações a partir de leituras enamoradas de Marx, Bourdieu e Deleuze. Anais do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Atibaia, SP, Brasil, 27.

Monczka, R., Morgan, J. P. (2000). Outsourcing: key to many competitive battles. Purchasing, v. 129, n. 3, p. 86.

Nogueira, M. A., Catani, A. (1998). Pierre Bourdieu: escritos de educação. 3a ed. Petrópolis: Vozes.

Oliveira, P. P. (2005). Illusio: aquém e além de Bourdieu. Mana, 11(2), 529-543. doi: 10.1590/S0104-93132005000200008

Putnam, R. (1996). Comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas.

Rosa, A. R. (2007). (O) Braço forte, (A) mão amiga: um estudo sobre dominação masculina e violência simbólica em uma organização militar. Dissertação de mestrado em Administração, Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais, Brasil.

Santa Rita, L. P., Sbragia, R. (2002). Aglomerados produtivos: acordos de cooperação e alianças estratégicas como condicionantes para o ingresso de PME’s moveleiras em um processo de desenvolvimento sustentado. Seminário de Gestión Tecnológica. (pp. 1-15) 10. Recuperado em 16 outubro, 2013, de http://www.oei.es/salactsi/santarita.pdf

Schmitz, H., Nadvi, K. (1999). Clustering industrialization: introduction. World Development, 27(9), 1503-1514.

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). (2003). Termo de referência para atuação do sistema SEBRAE em arranjos produtivos locais. Recuperado em 29 novembro, 2011, de http://201.2.114.147/bds/bds.nsf/50533C7F21014E5F03256FB7005C40BB/$File/NT000A4AF2.pdf

Skjoett-Larsen, T. (1999). Supply chain management: a new chalenge for researchers and managers in logistics. International Journal of Logistics Management, 10(2), 41-54. doi: 10.1108/09574099910805987

Teixeira, J. C. (2011). A dinâmica do campo científico e os capitais em jogo na pesquisa em uma universidade pública. Dissertação de mestrado em Administração, Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais, Brasil.

Teixeira, J. C., Antonialli, L. M., Cappelle, M. C. A. (2011, novembro). O campo científico na percepção de docentes/pesquisadores de uma universidade pública: entre regras e estratégias de sobrevivência. Anais do EnEPQ – Encontro de Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade da ANPAD, João Pessoa, PB, Brasil, 3.

Thiry-Cherques, H. R. (2006). Pierre Bourdieu: a teoria na prática. Revista de Administração Pública, 40(1), 27-55.

Triviños, A. N. S. (1987). Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas.

Zen, A. C. (2010). A influência dos recursos na internacionalização de empresas inseridas em clusters: uma pesquisa no setor vitivinícola no Brasil e na França. Tese de doutorado em Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.