Do discurso e de sua análise: reflexões sobre limites e possibilidades na Ciência da Administração Outros Idiomas

ID:
18852
Periódico:
Resumo:
Considerando que tanto o discurso da empresa como o discurso científico (paradigma dominante) constituem-se, atualmente, em um veículo de manifestação/legitimação direta da ideologia vigente, seja para convencer, impor ou estabelecer acordos sobre o indivíduo, neste trabalho discutimos as características, os usos e as possibilidades da análise do discurso como uma proposta teórica e metodológica que, além de desnudar a crença em um único sentido, em uma única verdade, forneça meios que possibilitem promover tanto teorias e práticas distantes do modelo hegemônico como, principalmente, (re)construir sentidos e práticas, em todos os aspectos da vida humana envolvida, que estejam, de certa maneira, livres das pressões e do discurso e da ideologia vigente. Para concretizar essa proposta, primeiramente, apresentamos as noções gerais sobre discurso e análise do discurso, em seguida, abordamos as características de duas correntes da análise do discurso, a corrente francesa e a corrente inglesa – cuja evolução culminou na análise crítica do discurso – e, por fim, tecemos algumas considerações acerca das possibilidades de uso e de que maneira tal proposta pode auxiliar a romper com algumas práticas de pesquisa tradicionalmente elitistas e excludentes dentro da Ciência da Administração.
Citação ABNT:
RODRIGUES, M. S.; DELLAGNELO, E. H. L. Do discurso e de sua análise: reflexões sobre limites e possibilidades na Ciência da Administração. Cadernos EBAPE.BR, v. 11, n. 4, p. 621-621, 2013.
Citação APA:
Rodrigues, M. S., & Dellagnelo, E. H. L. (2013). Do discurso e de sua análise: reflexões sobre limites e possibilidades na Ciência da Administração. Cadernos EBAPE.BR, 11(4), 621-621.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/18852/do-discurso-e-de-sua-analise--reflexoes-sobre-limites-e-possibilidades-na-ciencia-da-administracao/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ABRAHAM, Y. M. L‟entreprise est-elle nécessaire? In: DUPUIS, J. P. (Org.). Sociologie de l’entreprise. Montréal: Gaëtan Morin, 2006. p. 323-374.

AINSWORTH, S.; HARDY C. The enterprising self: an unsuitable job for an older worker. Organization, v. 15, n. 3, p. 389-405, 2008.

ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. 3. ed Lisboa: Presença, 1980.

ALTHUSSER, L. Sobre a reprodução. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.

ALVES, M. A.; GOMES, M. V. P.; SOUZA, C. M. L. Análise do discurso no Brasil: será ela crítica? In: EnANPAD, 30., 2006, Salvador. Anais... Salvador: ANPAD, 2006. p. 1-16

BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1979.

BALLALAI, R. Notas e subsídios para a análise do discurso: uma contribuição à leitura do discurso da administração. Fórum Educacional, v. 13, n. 1/2, p. 56-80, 1989.

BARTHES, R. Ensaios críticos. Lisboa: Ed. 70, 1971.

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

BOURDIEU, P. A economia das trocas linguísticas. São Paulo: Edusp, 1996.

BOURDIEU, P. Sociologia. São Paulo: Ática, 1994.

BREI, V.; MISOCZKY, M. C. O poder simbólico do discurso da água e a reorganização do campo da água potável na França. In: EnANPAD, 31., 2006, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: ANPAD, 2007. p. 1-16.

BURREL, G.; MORGAN, G. Sociological paradigms and organizational analysis. London: Heinemann, 1979.

CABRAL, A. C. A análise do discurso como estratégia de pesquisa no campo da administração: um olhar inicial. In: EnANPAD, 23., 1999, Foz do Iguaçu. Anais... Foz do Iguaçu, PR: ANPAD, 1999. p. 1-16.

COOPER, R.; BURRELL, G. Modernismo, pós-modernismo e análise organizacional: uma introdução. Revista de Administração de Empresas, v. 46, n. 1, p. 87-101, 2006.

DAUDI, P. Power in the organization: the discourse of power in managerial praxis. Oxford: Basil Blackwell, 1986. DU GAY, P. Against „enterprise‟ (but not against „enterprise‟, for that would make no sense). Organization, v. 11, n. 1, p. 37-57, 2004.

DU GAY, P. Against „enterprise‟ (but not against „enterprise‟, for that would make no sense). Organization, v. 11, n. 1, p. 37-57, 2004.

DUMONT, L. Homo aequalis: gênese e plenitude da ideologia econômica. Bauru, SP: Edusc, 2000.

DURKHEIM, É. As regras do método sociológico. São Paulo: Martin Claret, 2001.

DUSSEL, E. Vivemos uma primavera política. Florianópolis: UFSC, 2006. Não publicado.

EAGLETON, T. Ideologia: uma introdução. São Paulo: Ed. Unesp/Boitempo, 1997.

FAIRCLOUGH, N. Analysing discourse: textual analysis for social research. London: Routledge, 2003.

FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Brasília, DF: Ed. UnB, 2001.

FARIA, J. H. F.; MENEGHETTI, F. K. Discursos organizacionais. In: EnANPAD, 25., 2001, Campinas. Anais... Campinas, SP: ANPAD, 2001. p. 1-16.

FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.

FOUCAULT, M. A ordem do discurso. 15. ed. São Paulo: Loyola, 2007.

FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 2008.

FOURNIER, V.; GREY, C. Too much, too little and too often: a critique of du Gay's analysis of enterprise. Organization, v. 6, n. 1, p. 107-128, 1999.

GADET, F.; HAK, T. (Org.). Por uma análise automática do discurso. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 1990.

GRAY, J. Cachorros de palha: reflexões sobre humanos e outros animais. Rio de Janeiro: Record, 2007.

GREGOLIN, M. R. V. Foucault e Pêcheux na análise do discurso: diálogos e duelos. São Carlos: Claraluz, 2004.

GUERREIRO RAMOS, A. A nova ciência das organizações. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1989.

GUERREIRO RAMOS, A. A Redução Sociológica. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1996.

HALLIDAY, M. A. K. An introduction to functional grammar. London: Arnold, 1994.

HARVEY, D. From managerialism to entrepreneurialism: the transformation in urban governance in late capitalism. Geografiska Annaler, v. 71, n. 1, p. 3-17, 1989.

MAINGUENEAU, D. Gênese dos discursos. Trad. Sírio Possenti. Curitiba: Criar, 2005.

MAINGUENEAU, D. Novas tendências em análise do discurso. Campinas, SP: Unicamp, 1993.

MARCUSE, H. A ideologia da sociedade industrial. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1973.

MARX, K. A ideologia alemã. São Paulo: Hucitec, 1984.

MISOCZKY, M. C. Estudos críticos do discurso. Porto Alegre: Ed. UFGRS, 2004. Não publicado.

ORLANDI, E. Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas, SP: Pontes, 2002.

PÊCHEUX, M; FUCHS, C. A propósito da análise automática do discurso. In: GADET, F.; HAK, T. (Org.). Por uma análise automática do discurso: uma introdução a obra de Michel Pecheux. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 1990. p. 163-252.

PÊCHEUX, M. Semântica e discurso. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 1995.

PEREIRA, I. M.; MISOCZKY, M. C. Peter Drucker e a legitimação do capitalismo tardio: uma análise crítica de discurso In: EnANPAD, 30., 2006, Salvador. Anais... Salvador: ANPAD, 2006. p. 1-16.

RODRIGUES, M. S. O novo ministério da verdade: o discurso de Veja sobre o campo do ensino superior e a consolidação da empresa no Brasil. 410 f. Tese (Doutorado em Administração) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2013.

ROSA FILHO, D. S.; MISOCZKY, M. C. Proposta de referencial de análise de políticas públicas fundamentado em relações sociais mediadas pela linguagem, relações de poder e razão prática. In: EnANPAD, 30., 2006, Salvador. Anais... Salvador: ANPAD, 2006. p. 1-16.

SALAMAN, G.; STOREY, J. Understanding enterprise. Organization, v. 15, n. 3, p. 315-323, 2008.

SANTOS, B. S. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

SAUSSURE, F. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1987.

SOLÉ, A. Créateurs de mondes: nos possibles, nos impossibles. Paris: Rocher, 2000.

SOLÉ, A. L‟entreprisation du monde. In: CHAIZE, J.; TORRES, F. Repenser l'entreprise: saisir ce qui commence, vingt regards sur une idée neuve. Paris: Le Cherche Midi, 2008. p. 27-54.

SOLÉ, A. ¿Qué es una empresa? Construcción de un idealtipo transdisciplinario. Paris: [s.n], 2004. Não publicado.

THOMPSON, J. B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de mas sa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

VAN DIJK, T. A. Principles of critical discourse analysis. Discourse & Society, v. 4, n. 2, p 249-283, abr. 1993.

WACQUANT, L. O legado sociológico de Pierre Bourdieu: duas dimensões e uma nota pessoal. Revista de Sociologia e Política, n. 19, p. 95-110, nov. 2002.

WITTGENSTEIN, L. J. J. Investigações filosóficas. São Paulo: Nova Cultura, 1996.