Influência da Teoria de Agência na alavancagem das empresas brasileiras Outros Idiomas

ID:
32102
Resumo:
Esta pesquisa buscou avaliar se a adesão às práticas de Governança Corporativa, em qualquer um dos níveis estabelecidos pela BM&FBovespa, reduz os conflitos de agência e, consequentemente, impacta no endividamento das empresas brasileiras de capital aberto. Para compor o modelo, foram adicionados outros fatores como lucratividade, tamanho e depreciação, uma vez que estes, teoricamente, também influenciam no volume de capital de terceiros das corporações. Os dados foram coletados por meio das demonstrações contábeis de 44 empresas que compõem o Índice Bovespa e dispostos no formato em painel, e o período analisado compreende os anos de 2004 a 2011. Foram testados três modelos: o de Estimador Comum, o de Efeitos Fixos e o de Efeitos Aleatórios, sendo este último o mais adequado, de acordo com os testes estatísticos realizados. No que tange à variável de Governança Corporativa, foi encontrada uma relação negativa, estatisticamente significativa, com o endividamento das empresas, confirmando a hipótese inicial. A Lucratividade também apresentou um resultado coerente com a teoria analisada indicando que corporações com maior lucratividade possuem menor volume de endividamento, por já suprir sua necessidade de caixa. Já as variáveis Tamanho e Depreciação não apresentaram resultados estatisticamente significativos e, portanto, não foram realizadas conclusões mais detalhadas.
Citação ABNT:
JUNQUEIRA, L. R.; SOARE, C. H.; MESQUITA, M. C.; BERTUCCI, L. A. Influência da Teoria de Agência na alavancagem das empresas brasileiras. Revista Economia & Gestão, v. 14, n. 35, p. 182-211, 2014.
Citação APA:
Junqueira, L. R., Soare, C. H., Mesquita, M. C., & Bertucci, L. A. (2014). Influência da Teoria de Agência na alavancagem das empresas brasileiras. Revista Economia & Gestão, 14(35), 182-211.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/32102/influencia-da-teoria-de-agencia-na-alavancagem-das-empresas-brasileiras/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ANDRADE, Adriana; ROSSETTI, José Paschoal. Governança corporativa: fundamentos, desenvolvimento e tendências. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

BOLSA DE VALORES, MERCADORIAS E FUTUROS DE SÃO PAULO – BM&FBOVESPA. Níveis Diferenciados de governança corporativa. Disponível em Acesso em: 25 set. 2012.

BRANDÃO, Mônica Mansur; BERNARDES, Patrícia. Governança corporativa e o conflito de agência entre os acionistas majoritários e os minoritários no sistema de decisões estratégicas das corporações brasileiras. XXIX Encontro Nacional da ANPAD – ENANPAD, 2005, Brasília. Anais... Brasília, 2005.

BURREL, G.; MORGAN, G. Sociological Paradigms and Organizational Analysis. London: Heinemann, 1979.

CATAPAN, A.; COLAUTO, R. D.; BARROS, C. M. E. A relação entre a Governança Corporativa e o desempenho econômico-financeiro de empresas de capital aberto do Brasil. Contabilidade, Gestão e Governança, Brasília, v. 16, n. 2, p. 16-30, maio/ago. 2013.

CICOGNA, Maria Paula Vieira; VALLE, Maurício Ribeiro do; TONETO JUNIOR, Rudinei. O impacto da adesão a padrões mais elevados de governança sobre o financiamento empresarial. XXIX Encontro Nacional da ANPAD – ENANPAD, 2005, Brasília. Anais... Brasília, 2005.

DE ANGELO, Harry; MASULIS, Ronald W. Leverage and Dividend Irrelevancy Under Corporate and Personal Taxation. The Journal of Finance, Malden, v. 36, n. 2, p. 453-64, May 1980.

GOYAL, Vidhan K.; LEHN, Kenneth; RACIC, Stanko. Growth Opportunities and Corporate Debt Policy: the Case of U.S. Defense Industry. Journal of Financial Economics, Rochester, v. 64, n. 1, p. 35-59, Apr. 2002.

GREENE, William H. Econometric Analysis. 4. ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall, 2000.

GUJARATI, Damodar N. Econometria básica. São Paulo: Makron Books, 2000.

HARRIS, Milton; RAVIV, Artur. Capital Structure and the Informational Role of Debt. The Journal of Finance, Malden, v. 45, n. 2, p. 321-49, June 1990.

HART, Oliver; MOORE, John. Debt and Seniority: an Analysis of the Role of Hard Claims in Constraining Management. American Economic Review, Pittsburgh, v. 85, n. 3, p. 567–85. June 1995.

JENSEN, Michael C.; MECKLING, William H. Theory of the Firm: Managerial Behavior, Agency Costs, and Ownership Structure. Journal of Financial Economics, Rochester, v. 3, n. 4, p. 305-60, Oct. 1976.

JOHNSTON, Jack e DiNARDO, John. Econometric Methods. 4th. ed. New York: McGraw-Hill, 1997.

LANG, Larry, OFEK, Eli; STULZ, Rene M. Leverage, Investment, and Firm Growth. Journal Financial Economics, Rochester, v. 40, n. 1, p. 3-29, Jan. 1996.

LELAND, Hayne E.; PYLE, David H. Informational Asymmetries, Financial Structure, and Financial Intermediation. The Journal of Finance, Malden, v. 32, n. 2, p. 371-87, May 1977.

MILLER, Merton. Debt and Taxes. The Journal of Finance, Malden, v. 32, n. 2, p. 261-75, May 1977.

MODIGLIANI, Franco; MILLER, Merton H. Corporate Income Taxes and the Cost of Capital: a Correction. American Economic Review, Pittsburgh, v. 53, n. 3, p. 433-43, June 1963.

MODIGLIANI, Franco; MILLER, Merton H. The Cost of Capital, Corporate Finance and the Theory of Investment. American Economic Review, Pittsburgh, v. 48, n. 3, p. 261-97, June 1958.

MYERS, Stewart C.; MAJLUF, Nicholas S. Corporate Financing and Investment Decisions when Firms Have Information that Investors do Not Have. Journal of Financial Economics, Rochester, v. 13, n. 2, p. 187-222, June 1984.

MYERS, Stewart C. The Capital Structure Puzzle. The Journal of Finance, Malden, v. 39, n. 3, p. 575-92, July 1984.

PEIXOTO, F. M.; BUCCINI, A. R. A. Separação entre propriedade e controle e sua relação com desempenho e valor de empresas brasileiras: onde estamos? Revista de Contabilidade e Organizações, São Paulo, v. 17, p. 48-59, 2013.

PEROBELLI, Fernanda Finotti Cordeiro; FAMÁ, Rubens. Determinantes da estrutura de capital: aplicação a empresas de capital aberto brasileiras. Revista de Administração, São Paulo, v. 37, n. 3, p. 33-46, jul./set. 2002.

PROCIANOY, Jairo Laser. Dividendos e tributação: o que aconteceu após 1988-1989. Revista de Administração, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 7-18, abr./jun. 1996.

PROCIANOY, J. L.; SCHNORRENBERGER, A. A influência da estrutura de controle nas decisões de estrutura de capital das companhias brasileiras. Revista Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, v. 58, n. 1, p. 121-146, 2004.

PROCIANOY, J. L.; VERDI, R. S. Adesão aos novos mercados da Bovespa: Novo Mercado, Nível 1 e Nível 2 – Determinantes e Consequências. Revista Brasileira de Finanças, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 107-136, 2009.

ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F. Administração financeira: corporate finance. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

SILVA, André Luiz Carvalhal; LEAL, Ricardo Pereira Câmara. Governança corporativa: evidências empíricas no Brasil. São Paulo: Atlas, 2007.

SILVA JUNIOR, Reinilson Rodrigues da; JUNQUEIRA, Luis Renato; BERTUCCI, Luiz Alberto. A relação entre a adoção das práticas de Governança Corporativa e a alavancagem financeira das empresas brasileiras do setor energético no ano de 2008. Gestão e Sociedade, Belo Horizonte, v. 3, n. 6, p. 315-334, jul./dez. 2009.

SILVEIRA, Alexandre Di Miceli da; BARROS, Lucas Ayres B. de C.; FAMÁ, Rubens. Estrutura de governança e valor das companhias abertas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 43, n. 3, p. 50-63, jul./set. 2003.

SIMERLY, Roy L.; LI, Mingfang. Environmental Dynamism, Capital Structure and Performance: a Theorical Integration and an Empirical Test. Strategic Management Journal, Malden, v. 21, n. 1, p. 31-49, Jan. 2000.

SMITH JR, Clifford W. Investment Banking and Capital Acquisition Process. Journal of Financial Economics, Rochester, v. 15, p. 3-29, 1986.

TITMAN, Sheridan; WESSELS, Roberto. The Determinants of Capital Structure Choice. The Journal of Finance, Malden, v. 48, n. 1, p. 1-19, Mar. 1988.

WOOLDRIDGE, Jeffrey M. Introductory Econometrics. Michigan: Michigan State University, IE – Thomson, 2003.