A legitimidade cognitiva da disciplina de Planejamento Tributário no Brasil Outros Idiomas

ID:
32653
Resumo:
Este artigo tem como objetivo a identificação e análise das características da legitimidade cognitiva da disciplina de Planejamento Tributário no Brasil. A legitimidade cognitiva significa que o corpo de conhecimento produzido pela academia torna-se aceito pela comunidade científica como parte do sistema de ensino superior e de pesquisa. Esta pode ser investigada por meio de análises das publicações, congressos e seminários, disciplinas acadêmicas, livros e manuais. A pesquisa caracteriza-se como descritiva com abordagem qualitativa. O trabalho abrangeu publicações em periódicos diretamente vinculados à área contábil e inclusos no Qualis da CAPES, bem como artigos científicos publicados nos dois congressos e eventos de contabilidade, qualificados como E1 no Qualis da CAPES. Além disto, analisaram-se também livros e manuais sobre o tema Planejamento Tributário e, por fim, nas disciplinas de Planejamento Tributário dos cursos de graduação de Ciências Contábeis das universidades federais do Brasil. Os resultados mostram que há legitimidade cognitiva do Planejamento Tributário, tanto em relação aos livros e manuais, quanto à disciplina acadêmica. Já em relação à legitimidade cognitiva nas publicações em revistas científicas e congressos há potencial e oportunidade para crescimento. O estudo contribui para proporcionar uma perspectiva global sobre a pesquisa em planejamento tributário, o que pode incentivar a criação de eventos e revistas específicas e desenvolver bases de dados, visando ampliar a legitimidade do tema.
Citação ABNT:
LUNKES, R. J.; FERREIRA, L. F.; RECH, J. O.; RENZZIERI, T. A legitimidade cognitiva da disciplina de Planejamento Tributário no Brasil. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 17, n. 2, p. 45-59, 2014.
Citação APA:
Lunkes, R. J., Ferreira, L. F., Rech, J. O., & Renzzieri, T. (2014). A legitimidade cognitiva da disciplina de Planejamento Tributário no Brasil. Contabilidade, Gestão e Governança, 17(2), 45-59.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/32653/a-legitimidade-cognitiva-da-disciplina-de-planejamento-tributario-no-brasil/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Aldrich, H. (1999).Organizations evolving. Thousand Oaks, CA: Sage.

Becher, T. (1989). Academic tribes and territories. Intellectual enquiry and the cultures of disciplines. Buckingham and Bristol: SRHE and Open University Press.

Benbasat, I.; & Zmud, R. Te identity crisis within the IS discipline: defining and communicating the discipline’s core properties. MIS Quarterly. 27(2), 183-194. 2003.

Beuren, I. M.; Sclindewin; A. C.; & Pasqual, D. L. (2007). Abordagem da controladoria em trabalhos publicados no EnANPAD e no Congresso USP de controladoria e contabilidade de 2001 a 2006. Revista de Contabilidade e Finanças, v. 18, n. 45, p. 1-30.

Castro, C. De M. (1977). A prática da pesquisa. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 156p.

Cervo, A. L.; Bervian, P. A.; & Silva, R. (2007). Metodologia cientifica. 6 ed. São Paulo (SP): Pearson Prentice Hall.

Coad Informações Confiáveis. (2012). Livros COAD. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2012.

Drori, I.; Honig, B.; & Sheafer, Z. (2009). Te life-cycle of an internet firm: Scripts, legitimacy and identity. Entrepreneurship Teory and Practice. v. 33, p. 715-738.

Editora Atlas S.A. (2012). Livros Contabilidade e Finanças. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2012.

Editora Saraiva. (2012). Livros Editora Saraiva. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2012.

Fiscosoft. (2012). Livros FISCOSOFT. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2012.

França, J. A. (1998). O benefício da substituição de dividendos e da remuneração do trabalho de sócios dirigentes pelos juros sobre o capital próprio - JCP. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, Brasília, v. 1, n. 1, p. 61-72.

Gil, A. C. (1991). Como elaborar projetos de pesquisa. 3a ed. São Paulo: Atlas, 159p.

Guah, M. W.; & Fink, K. (2009). Investigating legitimacy and identity for healthcare. Proceedings of the AMCIS, 2009, Information Systems Research.

Hunt, C. S.; & Aldrich, H. E. (1996). Why even Rodney Dangerfield has a home page: legitimizing the world wide web as a medium for commercial endeavors. Cincinnati: Academy of Management, Academy of Management Annual Meeting.

IOB. (2012). Livros IOB. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2012.

Januzzi, L.; Almeida, M.R.; Castro, P.N.; Amaral, S.C.; Nascimento, T.A.; & Barros, V.C. (2000). Planejamento tributário. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, Brasília, v. 3, n. 2, p. 49-72.

Jenkins, R. (2004). Social identity. London: Routledge.

Karlsson, T.; & Wigren, C. (2010). Start-ups among university employees: the influence of legitimacy, human capital and social capital. The Journal of Technology Transfer. 35(2), 125.

Klöppel, F.; Lunkes, R.J.; & Schmitz, E. (2013). Análise Sobre a(s) Linha(s) de Pesquisa dos Professores de Programas de Pós-Graduação em Contabilidade. Revista Capital Científico, v. 11, n. 1, p. 1-16.

Lounsbury, M.; & Glynn, M. A. (2001). Cultural entrepreneurship: stories, legitimacy, and the acquisition of resources. Strategic Management Journal. v. 22, p. 545-564.

Lunkes, R. J.; Gasparetto, V.; Schnorrenberger, D.; & Rosa, F. S. (2014). Estudo descritivo sobre o desenvolvimento da contabilidade gerencial no Brasil sob a perspectiva da legitimidade. Advances in Scientific and Applied Accounting, 7(1), 97-121.

Lunkes, R. J.; Schnorremberger, D.; Souza, C. M.; & Rosa, F.S. (2012). Análise da legitimidade sociopolítica e cognitiva da controladoria no Brasil. Revista de Contabilidade & Finanças, v. 23, n. 59, p. 83-101. ISSN 1808-057X.

Machado, M. C.; & Nakao, S. H. (2012). Diferenças entre lucro tributável e o lucro contábil das empresas brasileiras de capital aberto. Revista Universo Contábil, v. 8, n. 3, p. 100-112.

Malaquias, R. F.; Giachero, O. S.; Costa, E. L.; & Lemos, S. (2007). Juros sobre o capital próprio: uma análise envolvendo a empresa pagadora e o acionista recebedor. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, Brasília, v. 10, n. 2, p. 43-68.

Messner, M.; Becker, C.; Schäffer, U.; & Binder, C. (2008). Legitimacy and identity in germanic management accounting research. European Accounting Review. 17(1), 129-159.

Meyer, J. W.; & Rowan, B. (1977). Institutionalized organizations: formal structure as myth and ceremony. American Journal of Sociology. 83(2), 340-363.

Pohlmann, M. C.; & Iudícibus, S. (2006). Classificação da pesquisa tributária: uma abordagem interdisciplinar. Revista Enfoque Reflexão Contábil, Maringá, v. 25, n. 3, p. 5771.

Rezende, G. P.; & Nakao, S. H. (2012). Gerenciamento de resultados e a relação com o lucro tributável das empresas brasileiras de capital aberto. Revista Universo Contábil, v. 8, n. 1, p. 06-21.

Ribeiro, A. E. L.; & Mário, P. C. (2008). Utilização de metodologias de reestruturação societária como ferramenta de planejamento tributário: um estudo de caso. Revista Contabilidade Vista e Revista, Belo Horizonte, v. 19, n. 4, p. 107-128.

Richardson, R. (1999). Pesquisa Social: métodos e técnicas. 3 ed. São Paulo: Atlas, 334p.

Richartz, F.; Krüger, L.M.; Lunkes, R.J.; & Borgert, A. (2012). Análise Curricular em Controladoria e as Funções do Controller. Revista Iberoamericana de Contabilidad de Gestión, v. 9, n. 19, p. 25-39.

Rowe, F.; Truex Iii, D.P.; &Kvasny, L. (2004). Cores and definitions: building the cognitive legitimacy of the information systems discipline across the Atlantic. IFIP International Federation for Information Processing. v. 143, p. 83-101. DOI: 10.1007/1-4020-8095-6_6.

Santos, R. C.; & Souza, A. A. (2005). Planejamento tributário: o impacto dos programas governamentais simples e simples geral nas micro e pequenas empresas. Revista Contabilidade Vista e Revista, Belo Horizonte, v. 16, n. 1, p. 73-88.

Scott, W. R. (2001). Institutions and organizations. 2. ed. London: Sage Publications.

Silva, D.H.F.; Gallo, M.F.; Pereira, C.A.; & Lima, E.M. (2004). As operações de fusão, incorporação e cisão e o planejamento tributário. In: Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, 4.São Paulo. Anais... São Paulo: FEA/USP.

Suchman, M. C. (1995). Managing legitimacy: strategic and institutional approaches, Academy of Management Review. 30(3), 571-610.

Terence, A. C. F.; & Escrivão Filho, E. Abordagem quantitativa, qualitativa e a utilização da pesquisa-ação nos estudos organizacionais.In: XXVI ENEGEP, 2006, Fortaleza. XXVI ENEGEP. Fortaleza: Enegep, 2006. p. 1 - 9. Disponível em: . Acesso em: 16 out. 2012.

Zimmerman, M. A.; & Zeitz, G. J. (2002). Beyond survival: achieving new venture growth by building legitimacy. Academy of Management Review. 27(3), 414-431.

Zott, C.; &Huy, Q. N. (2007). How entrepreneurs use symbolic management to acquire resources. Administrative Science Quarterly, 52(1), 70-105.