Capacidades dinâmicas: o que são e como identificá-las? Outros Idiomas

ID:
33789
Resumo:
O fenômeno das capacidades dinâmicas nas organizações constitui um ramo de grande interesse para pesquisadores na área de administração, em campos diversos do conhecimento, desde gerenciamento estratégico, empreendedorismo, marketing, gestão de recursos humanos, gestão de operações, até sistema de informação. A partir da a proposta original de Teece, Pisano e Shuen (1997), vários têm sido os esforços teóricos no sentido de desenvolver o conceito de capacidades dinâmicas. Todavia, ao realizar um levantamento desses esforços, constatase uma miríade de definições, algumas até bastante semelhantes, e, principalmente, notam-se fortes controvérsias sobre os condicionantes e os elementos componentes das capacidades dinâmicas. Verifica-se que a evolução do entendimento do que é capacidade dinâmica está associada a dois aspectos fundamentais: elementos componentes e mecanismos pelos quais a empresa desenvolve capacidades dinâmicas. O artigo propõe um modelo integrador das várias definições apresentadas pelos autores pesquisados em que os elementos determinantes da existência de capacidades dinâmicas incluem o conjunto de comportamentos, habilidades, rotinas, processos e mecanismos de aprendizagem e governança do conhecimento, voltados para a mudança e a inovação. Esses elementos são desenvolvidos ao longo da trajetória organizacional, num processo cumulativo de conhecimento e aprendizagem.
Citação ABNT:
MEIRELLES, D. S.; CAMARGO, ?. A. B. Capacidades dinâmicas: o que são e como identificá-las? . Revista de Administração Contemporânea, v. 18, n. Ed.Esp., p. 41-64, 2014.
Citação APA:
Meirelles, D. S., & Camargo, ?. A. B. (2014). Capacidades dinâmicas: o que são e como identificá-las? . Revista de Administração Contemporânea, 18(Ed.Esp.), 41-64.
DOI:
10.1590/1982-7849rac20141289
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/33789/capacidades-dinamicas--o-que-sao-e-como-identifica-las----/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Ambrosini, V., Bowman, C., & Collier, N. (2009). Dynamic capabilities: an exploration of how firms renew their resource base. British Journal of Management, 20(S1), S9-S24. doi: 10.1111/j.1467-8551.2008.00610.x

Amit, R., & Schoemaker, P. J. H. (1993). Strategic assets and organizational rent. Strategic Management Journal, 14(1), 33-46. doi: 10.1002/smj.4250140105

Andreeva, T., & Chaika, V. (2006). Dynamic capabilities: what they need to be dynamic? [Working Paper, 10 (E)] St. Petersburg State University, São Petersburgo.

Aragão, L. A., Forte, S. H. A. C., & Oliveira, O. V. de (2010). Visão baseada em recursos e capacidades dinâmicas no contexto brasileiro: a produção e a evolução acadêmica em dez anos de contribuições. Revista Eletrônica de Administração, 16(2), 373-396. Recuperado de http://seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/38853/25025

Arend, R. J., & Bromiley, P. (2009). Assessing the dynamic capabilities view: spare change, everyone? Strategic Organization, 7(1), 75-90. doi: 10.1177/1476127008100132

Augier, M., & Teece, D. J. (2008). Strategy as evolution with design: the foundations of dynamic capabilities and the role of managers in the economic system. Organization Studies, 29(8/9), 1187-1208. doi: 10.1177/0170840608094776

Barney, J. B. (1986). Organizational culture: can it be a source of sustained competitive advantage? The Academy of Management Review, 11(3), 656-665. doi: 10.5465/AMR.1986.4306261

Barney, J. B., & Hesterly, W. S. (2011). Administração estratégica e vantagem competitiva (3a ed.). São Paulo: Pearson Prentice Hall.

Barreto, I. (2010). Dynamic capabilities: a review of past research and an agenda for the future. Journal of Management, 36(1), 256-280. doi: 10.1177/0149206309350776

Brandão, H. P., Borges-Andrade, J. E., Puente-Palacios, K., & Laros, J. A. (2012). Relationships between learning, context and competency: a multilevel study. Brazilian Administration Review, 9(1), 1-22. Retrieved from http://www.scielo.br/pdf/bar/v9n1/a02v9n1.pdf. doi: 10.1590/S1807-76922012000100002

Burlamaqui, L., & Proença, A. (2003). Inovação, recursos e comprometimento: em direção a uma teoria estratégica da firma. Revista Brasileira de Inovação, 2(1), 79-110.

Bygdas, A. L. (2006, July). Enacting dynamic capabilities in distributed organisational environments. Proceedings of the EGOS Conference, Bergen, Norway, 22.

Carnasciali, A. M. S. dos, & Delazari, L. S. (2011). A localização geográfica como recurso organizacional: utilização de sistemas especialistas para subsidiar a tomada de decisão locacional do setor bancário. Revista de Administração Contemporânea, 5(1), 103-125. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rac/v15n1/v15n1a07.pdf. doi: 10.1590/S1415-65552011000100007

Cohen, M. D., & Bacadyan, P. (1994). Organizational routines are stored as procedural memory: evidence from a laboratory study. Organizational Science, 5(4), 554-568. doi: 10.1287/orsc.5.4.554

Collis, D. J. (1994). Research note: how valuable are organizational capabilities? Strategic Management Journal, 15(Suppl.), 143-152. doi: 10.1002/smj.4250150910

Cyert, R., & March, J. G. (1963). A behavioral theory of the firm. Prentice Hall: Englewood Cliffs.

Dosi, G., Faillo, M., & Marengo, L. (2008). Organizational capabilities, patterns of knowledge accumulation and governance. Organization, 29(8/9), 1164-1185. doi: 10.1177/0170840608094775

Dosi, G., Nelson, R. R., & Winter, S. G. (2000). Introduction: the nature and dynamics of organizational capabilities. In G. Dosi, R. Nelson, & S. G. Winter (Eds.), The nature and dynamics of organisational capabilities (pp. 12-33). Oxford: Oxford Press.

Eisenhardt, K. M., & Martin, J. A. (2000). Dynamic capabilities: what are they? Strategic Management Journal, 21(10/11), 1105-1121. doi: 10.1002/1097-0266(200010/11)21:10/11<1105::AIDSMJ133>3.0.CO;2-E

Fleury, M. T. L. (2009). Organizational culture and the renewal of competences. Brazilian Administration Review, 6(1), 1-14. Retrieved from http://www.scielo.br/pdf/bar/v6n1/v6n1a02.pdf. doi: 10.1590/S1807-76922009000100002

Gavetti, G., & Levinthal, D. (2000). Looking forward and look backward: cognitive and experiential search. Administration Science Quarterly, 45(1), 113-137. doi: 10.2307/2666981

Gerard, J. A. A (2009). Theory of organizational routines: development of a topology and identification of contextual determinants (Dissertation thesis). ProQuest UMI Dissertation Publishing, Ann Arbor, Michigan.

Gonçalves, C. A., Brandão, E. A., & Muniz, R. M. (2008). A inovação e o design estético na geração de capacidades dinâmicas: um estudo de caso BTOB. PRETEXTO, 9(2), 9-38.

Grant, R. (1991). The resource-based theory of competitive advantage: implications for strategy formulation. California Management Review, 33(3), 114-135.

Hayes, R., Wheelwright, S., & Clark, K. (1988). Dynamic manufacturing: creating the learning organization. New York: Free Press.

Helfat, C. E., Finkelstein, S., Mitchell, W., Peteraf, M., Singh, H., Teece, D., & Winter, S. G. (Eds.). (2007). Dynamic capabilities: understanding strategic changes in organizations. Malden, MA: Blackwell Publishing.

Helfat, C. E., & Peteraf, M. A. (2003). The dynamic resource-based view: capability lifecycles. Strategic Management Journal, 24(10), 997-1010. doi: 10.1002/smj.332

Helfat, C. E., & Peteraf, M. A. (2009). Understanding dynamic capabilities: progress along a developmental path. Strategic Organization, 7(1), 91-102. doi: 10.1177/1476127008100133

Helfat, C. E., & Winter, S. G. (2011). Untangling dynamic and operational capabilities: strategy for the (n)ever -changing world. Strategic Management Journal, 32(11), 1243-1250. doi: 10.1002/smj.955

Leite, J. B. D., & Porsse, M. C. de (2003). Competição baseada em competências e aprendizagem organizacional: em busca da vantagem competitiva [Edição Especial]. Revista de Administração Contemporânea, 7, 121-141. doi: 10.1590/S1415-65552003000500007

Leonard-Barton, D. (1992). Core capabilities and core rigidities: a paradox in managing new product development [Special Issue]. Strategic Management Journal, 13, 111-125. doi: 10.1002/smj.4250131009

Lin, Y., & Wu, L.-Y. (2014). Exploring the role of dynamic capabilities in firm performance under the resource-based view framework. Journal of Business Research, 67(3), 407-413. doi: 10.1016/j.jbusres.2012.12.019

Macedo-Soares, T. D. L. V. A., & Figueira, L. A. P. A. (2007). Gestão estratégica da energia nucleoelétrica no Brasil: recursos e competências críticos para seu sucesso [Edição Especial]. Revista de Administração Contemporânea, 11, 55-76. doi: 10.1590/S1415-65552007000500004

Maciel, C. O. de, Sato, K. H., & Kato, H. T. (2012). Capacidades dinâmicas e rituais de interação entre alta e média gerência: proposta de um framework. Revista de Administração Pública, 46(2), 599-619. doi: 10.1590/S0034-76122012000200012

Makadok, R. (2001). Toward a synthesis of the resource-based and dynamic capability views of rent creation. Strategic Management Journal, 22(5), 387-401. doi: 10.1002/smj.158

McKelvie, A., & Davidsson, P. (2009). From resource base to dynamic capabilities: an investigation of new firms. British Journal of Management, 20(Suppl.), S63-S80. doi: 10.1111/j.1467-8551.2008.00613.x

Monteiro, C. S. M. R. do, Silva, B. R., & Ladeira, R. (2008). Estratégias no varejo de alimentos: um estudo com análise fatorial e de clusters. Revista Gestão e Planejamento, 9(2), 178-198.

Muzzio, H. (2010). A legitimidade cultural local nas práticas estratégicas de PMES. PRETEXTO, 11(2), 80-94.

Nelson, R. R. (1991). Why do firms differ, and how does ite matter? Strategic Management Journal, 12(S2), 61-74. doi: 10.1002/smj.4250121006

Nelson, R. R., & Winter, S. G. (1982). An evolutionary theory of economic change. Cambridge: Belknap Press.

Nobre, F. S., Tobias, A. M., & Walker, D. S. (2011). Uma visão da empresa baseada em habilidades: contextos estratégicos e contingenciais. Revista de Administração Contemporânea, 15(3), 413-432. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rac/v15n3/v15n3a04.pdf. doi: 10.1590/S1415-65552011000300004

Oxford University Press. (2010). New Oxford American dictionary. Oxford: Author.

Pavlou, P. A. & El Sawy, O. A. (2011). Understanding the elusive black box of dynamic capabilities. Decision Sciences Journal, 42(1), 239-273. doi: 10.1111/j.1540-5915.2010.00287.x

Pelaez, V., Melo, M., Hofmann, R., & Aquino, D. (2008). Fundamentos e microfundamentos da capacidade dinâmica da firma. Revista Brasileira de Inovação, 7(1), 101-125.

Penrose, E. (2006). Teoria do crescimento da firma (T. Szmrecsany, Trad.). Campinas: Unicamp. (Obra original publicada em 1959).

Peteraf, M. A. (1993). The cornestones of competitive advantage: a resource-based view. Strategic Management Journal, 14(3), 179-191. doi: 10.1002/smj.4250140303

Picoli, F. R., Souza, C. P. S, & Takahashi, A. R. W. (2013, setembro). Produção nacional em capacidades dinâmicas: um estudo bibliométrico. Anais do Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 37.

Pitassi, C. (2012). Inovação aberta na perspectiva das empresas brasileiras de base tecnológica: proposta de articulação conceitual. Revista de Administração e Inovação, 9(3), 77-102. doi: 10.5773/rai.v9i3.678

Prahalad, C. K., & Hamel, G. (1990). The core competence of the corporation. Harvard Business Review, 68(3), 79-91

Rumelt, R. P. (1984). Toward a strategic theory of the firm. In R. B. Lamb (Ed.), Competitive strategic management (pp. 556-570). Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.

Salvato, C. (2009). Capabilities unveiled: the role of ordinary activities in the evolution of product development processes. Organization Science, 20(2), 384-409. doi: 10.1287/orsc.1080.0408

Schumpeter, J. A. (1942). Capitalism, socialism, and democracy. New York: Harper.

Stefano, G. D., Peteraf, M., & Verona, G. (2010). Dynamic capabilities deconstructed: a bibliographic investigation into the origins, development, and future directions of the research domain. Industrial and Corporate Change, 19(4), 1187-1204. doi: 10.1093/icc/dtq027

Teece, D. J. (1976). The multinational corporation and the resource cost of international technology transfer. Cambridge, MA: Ballinger.

Teece, D. J. (1986). Profiting from technological innovation: implications for integration, collaboration, licensing and public policy. Research Policy, 15(6), 285-305. doi: 10.1016/0048-7333(86)90027-2.

Teece, D. J. (1988). Technological change and the nature of the firm. In G. Dosi, C. Freeman, R. Nelson, G. Silverberg, & L. Soete (Eds.), Technical change and economic theory (pp. 256-281). New York: Pinter Publishers.

Teece, D. J. (2007). Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic Management Journal, 28(13), 1319–1350. doi: 10.1002/smj.640

Teece, D. J. (2009). Dynamic capabilities & strategic management. Oxford: Oxford University Press.

Teece, D. J., & Pisano, G. (1994). The dynamics capabilities of firms: an introduction. Industrial and Corporate Change, 3(3), 537-556. doi: 10.1093/icc/3.3.537-a

Teece, D. J., Pisano, G., & Shuen, A. (1997.). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, 18(7), 509-533. doi: 10.1002/(SICI)1097-0266(199708)18:7<509::AIDSMJ882>3.0.CO;2-Z

Teece, D. J., Rumelt, R., Dosi, G., & Winter, S. (1994). Understanding corporate coherence: theory and evidence. Journal of Economic Behavior and Organization, 23(1), 1-30. doi: 10.1016/0167-2681(94)90094-9

Tsoukas, H., & Chia, R. (2002). On organizational becoming: rethinking organizational change. Organization Science, 13(5), 567-582. doi: 10.1287/orsc.13.5.567.7810

Van de Ven, A. H. (1992). Suggestions for estudying strategy process: a research note. Strategic Management Journal, 13(S1), 169-188. doi: 10.1002/smj.4250131013

Van de Ven, A. H. (2007). Engaged scholarship: a guide for organizational and social research. Oxford: Oxford University Press.

Vogel, R., & Güttel, W. H. (2013). The dynamic capability view in strategic management: a bibliometric review. International Journal of Management Reviews, 15(4), 426-446. doi: 10.1111/ijmr.12000

Wang, C. L., & Ahmed, P. K. (2007). Dynamic capabilities: a review and research agenda. International Journal of Management Reviews, 9(1), 31-51. doi: 10.1111/j.1468-2370.2007.00201.x

Wernerfelt, B. (1984). A resource-based view of the firm. Strategic Management Journal, 5 (2), 171-180.

Winter, S. G. (1964). Economic 'natural selection' and the theory of the firm. Yale Economic Essays, 4, 225-272.

Winter, S. G. (2003). Understanding dynamic capabilities. Strategic Management Journal, 24(10), 991-995. doi: 10.1002/smj.318

Wu, L.-Y. (2010). Applicability of the resource-based and dynamic-capability views underenvironmental volatility. Journal of Business Research, 63(1), 27–31. doi: 10.1016/j.jbusres.2009.01.007

Zahra, S. A., Sapienza, H. J., & Davidson, P. (2006). Entrepreneurship and dynamic capabilities: a review, model and research agenda. Journal of Management Studies, 43(4), 917-955. doi: 10.1111/j.1467-6486.2006.00616.x

Zollo, M., & Winter, S. G. (2002). Deliberate learning and the evolution of dynamic capabilities. Organization Science, 13(3), 339-351. doi: 10.1287/orsc.13.3.339.2780