Evidências sobre a caracterização e utilidade do orçamento empresarial nas indústrias de Santa Catarina Outros Idiomas

ID:
35055
Resumo:
O orçamento é uma ferramenta de gestão útil, adequada e amplamente utilizada, mas, tem sido criticada como imperfeita e ineficaz. Diante desta inquietação, o objetivo do estudo é identificar as evidências da percepção dos gestores sobre a caracterização e utilidade do orçamento empresarial nas indústrias de Santa Catarina. A metodologia da pesquisa é caracterizada quanto aos objetivos como de cunho descritivo, quanto aos procedimentos como levantamento e a abordagem do problema quantitativa. A amostra compreendeu 48 indústrias de grande porte do Estado de Santa Catarina, associadas à Federação das Indústrias de Santa Catarina. Os resultados indicam que as empresas preparam o orçamento com projeções anuais, estão comprometidas com o planejamento, controle e execução do orçamento, mantêm registros dos resultados, comparam o planejado com o realizado e analisam as variações. Conclui-se que o orçamento é amplamente utilizado diante das razões de planejamento operacional, avaliação de desempenho e motivação, comunicação dos objetivos e metas e formulação das estratégias. Contudo, empresas comprometidas com planejamento, execução e controle do orçamento influenciam positivamente na percepção dos gestores sobre a utilidade do orçamento para planejamento operacional e para avaliação de desempenho e motivação. Empresas que elaboram análises das variações do orçamento, podem influenciar positivamente na percepção dos gestores sobre a utilidade do orçamento para formulação das estratégias.
Citação ABNT:
MAGRO, C. B. D.; LAVARDA, C. E. F. Evidências sobre a caracterização e utilidade do orçamento empresarial nas indústrias de Santa Catarina . Advances in Scientific and Applied Accounting, v. 8, n. 1, p. 39-62, 2015.
Citação APA:
Magro, C. B. D., & Lavarda, C. E. F. (2015). Evidências sobre a caracterização e utilidade do orçamento empresarial nas indústrias de Santa Catarina . Advances in Scientific and Applied Accounting, 8(1), 39-62.
DOI:
10.14392/asaa.2015080103
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/35055/evidencias-sobre-a-caracterizacao-e-utilidade-do-orcamento-empresarial-nas-industrias-de-santa-catarina-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Abernethy, M. A.; Brownell, P. (1999). The role of budgets in organizations facing strategic change: an exploratory study. Accounting, Organizations and Society, 24, pp.189-204.

Abogun, S.; Fagbemi, T. O. (2011). The Global Debate on Budgeting: Empirical Evidence from Nigeria. International Business Research, 4(4). October.

Ahmad, N. N. N.; Sulaiman, M.; Alwi, N. M. (2003). Are budgets useful? A survey of Malaysian companies. Managerial Auditing Journal, 18(9), 717-724.

Almeida, L. B.; Machado, E. A.; Raifur, L. Nogueira, D. R. ( 2009). A utilização do orçamento como ferramenta de apoio à formulação das estratégias, de controle e interatividade: um estudo exploratório nas cooperativas agropecuárias da região Sul do Brasil. Revista Contabilidade Vista & Revista, 20(3), 65-99.

Anand, M.; Sahay, B. S.; Saha, S. (2004). Cost Management Practices in India: An Empirical Study. ASC1 Journal of management, 33(1/2), 1-13.

Barbosa Filho, F.; Parisi, C. (2006). Análise da aderência ao modelo Beyound Budgeting Round Table: o caso Sadia S.A. Revista Universo Contábil, 2(2).

Blocher, E. J. Chen, K. H.; Li, T. W. (2002). Cost Management: A Strategic Emphasis. 2 ed. MacGraw-Hill International, New York, NY.

Burchell, S.; Clubb, C.; Hopwood, A.; Hughes, A. (1980). The roles of accounting in organizations and society. Accounting Organizations and Society, v. 5, p. 5-27.

Cokins, G. (1999). New age accounting: activity-based budgeting (ABB). SAS White paper. Disponível em: . Acesso em: 24 mar. 2012.

Costa, A. M.; Moritz, G. O.; Machado, F. M. V. (2007). Contribuições do Orçamento Base Zero (OBZ) no Planejamento e Controle de Resultados em Organizações Empresariais. Revista Contemporânea de Contabilidade, 1(8), 85-98.

Covaleski, M. A.; Evans, J. H. Iii.; Luft, J. L.; Shields, M. D. (2003). Budgeting Research: Three Theoretical Perspectives and Criteria for Selective Integration. Journal of Management Accounting Research, v. 15, pp. 3-49.

Davila, A.; Wouters, M. (2005). Managing budget emphasis through the explicit design of conditional budgetary slack. Accounting, Organization and Society, v. 30, pp. 587-608.

Dugdale, D.; Lyne, S. (2006). Budgeting: Are Budgets Still Needed? Financial Management.

Ekholm, B.; Wallin, J. Is the annual budget really dead? The European Accounting Review, v. 9, pp. 519-539.

Ekholm. B.; Wallin, J. (2011). The Impact of Uncertainty and Strategy on the Perceived Usefulness of Fixed and Flexible Budgets. Journal of Business Finance & Accounting, 38(2), 145-164.

Ezzamel, M. (1990). The impact of environmental uncertainty, managerial autonomy and size on budget characteristics. Management Accounting Research, v. 1, pp. 181-197.

Fanning, J. (2002). Budgeting: evolution or revolution. Atos KPMG Consulting. London, 2002. Disponível em: . Acesso em: 16 abr.2012. 2002.

FIESC. (2012). Federação das indústrias do Estado de Santa Catarina. Disponível em:. Acesso em: 26 fev. 2012.

Frezatti, F.; Relvas, T. R. S.; Junqueira, E.; Nascimento, A. R.; Oyadomari, J. C. (2010). Críticas ao Orçamento: Problemas com o artefato ou a não utilização de uma abordagem abrangente de Análise? ASAA - Advances in Scientific and Applied Accounting, 3(2), 190-216.

Garrison, R. H.; Noreen, E. W. (2001). Contabilidade Gerencial. Rio de Janeiro: LTC.

Gurton, A. (1999). Bye bye budget... the annual budget is dead. Accountancy, v. 61, pp. 60-70.

Hair, J. F.; Black, W. C.; Babin, B. J.; Anderson, R. E. (2006). Multivariate Data Analysis. Seventh Edition. Prentice Hall: Upper Saddle River, New Jersey.

Hansen, S. C.; Otley, D. T.; Van Der Stede, W. A. (2003). Practice Developments in Budgeting: An Overview and Research Perspective. Journal of Management Accounting Research, 15(1), 95-116.

Hansen, S. C.; Van Der Stede, W. A. (2004). Multiple facets of budgeting: an exploratory analysis. Management Accounting Research, v. 15, pp. 415-439.

Hilton, R. W.; Maher, M. W.; Selto, F. H. (2000) Cost Management: Strategies for Business Decisions, McGraw-Hill International, New York, NY.

Hoffmann, J. A.; Stefano, S. R. (2008). Gestão em pequenas empresas: Análise em boa ventura de São Roque e Pitanga. Revista Eletrônica Lato Sensu – UNICENTRO, 6.

Hope, J.; Fraser, R. (1999). Beyond budgeting. Building a new management model for the information age. Management Accounting, v.77, pp. 16-21.

Hope, J.; Fraser, R. (2001). Beyond Budgeting Round Table. Disponível em . Acesso em: 10 fev.2012.

Hope, J.; Fraser, R. (2003). Who needs budgets? Harvard Business Review, 81(2), 108-115.

Hopwood, A. G. (1972). An Empirical Study of the Role of Accounting Data in Performance Evaluation. Journal of Accounting Research, v. 10.

Horngren, C. T.; Foster, G.; Datar, K. M. (2000). Contabilidade de custos. 9 ed. Rio de Janeiro: Ed. LTC.

Horngren, C. T.; Stratton, G. L.; Sutton, W. O.; Teall, H. D. (2004). Management Accounting. 4 ed. Prentice Hall, Toronto.

Jensen, M. C. (2001). Corporate budgeting is broken–let’s fix it. Harvard Business Review, pp. 95-101.

Jensen, M. C. (2003). Paying people to lie: the truth about the budgeting process. European Financial Management, v. 9, pp. 379-406.

Kennedy, A.; Dugdale, D. (1999). Getting the most from budgeting. Management Accounting: Magazine for Chartered Management Accountants, 77(2), 22-24.

Leahy, T. (2002). As 10 Maiores Armadilhas do Orçamento. Revista HSM Management, v. 32. mai/jun.

Leon, L.; Rafferty, P. D.; Herschel, R. (2012). Replacing the annual budget with business intelligence driver-based forecast. Intelligent Information Management, 4(6), 6-12.

Libby, T.; Lindsay, R. M. (2007). Beyond Budgeting or Better Budgeting? Strategic Finance, pp. 46-51, August.

Libby, T.; Lindsay, R. M. (2010). Beyond budgeting or budgeting reconsidered? A survey of North-American budgeting practice. Management Accounting Research, v. 21, pp. 56-75.

Macgrath, J.; Saha, S.; Welham, J.; El S. O. Maccauley, C.; Chant, D. (2004). A systematic review of the incidence of schizophrenia: the distribution of rates and the influence of sex, urbanicity, migrant status and methodology. BMC Med, 2(13), 2004.

Macnally, R. (2002). The annual budgeting process. Accounting Ireland, 34(1), 10-12.

Marginson, D. E. W.; Ogden, S. (2005). Coping with ambiguity through the budget: the positive effects of budgetary targets on managers’ budgeting behaviours. Accounting, Organizations and Society, v. 30, pp. 435-456.

Otley, D. (1999). Performance management a framework for management control systems research. Management Accounting Research, 10(4), 363-382.

Sebrae. (2012). Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. 2012. Disponível em: Acesso em: 12 fev. 2012.

Shastri, K.; Stout, D. E. (2008). Budgeting: Perspective from the real word. Management Accounting Quarterly, 10(1), 18-25.

Simons, R. (1990). The role of management control systems in creating competitive advantage: New perspectives. Accounting, Organizations and Society, v. 15, pp. 127-143.

Sivabalan, P.; Booth, P.; Malmi, T.; Brown, D. A. (2009). An exploratory study of operational reasons to budget. Accounting and Finance, v. 49, pp. 849-871.

Vanzella, C.; Lunkes, R. J. (2006). Orçamento baseado em atividades: um estudo de caso em empresa distribuidora de energia elétrica. Contabilidade Vista & Revista, 17(1), 113-132.

Wallander, J. (1999). Budgeting - an unnecessary evil. Scandinavian Journal of Management, v. 15, pp. 402-421.