Tecnologias de informação e comunicação na oferta de serviços financeiros para a população de baixa renda: os correspondentes bancários do Banco Lemon Outros Idiomas

ID:
3635
Resumo:
Bancos brasileiros têm desenvolvido iniciativas inovadoras para levar serviços financeiros à população de baixa renda por meio de correspondentes bancários (CBs). O Banco Lemon é um caso interessante a ser investigado, pois implantou um modelo de negócios exclusivamente baseado no uso de CBs e focado nos clientes de baixa renda. Este artigo descreve o processo de adoção da tecnologia de CBs no Banco Lemon para ofertar serviços financeiros para a população de baixa renda, fazendo um resgate histórico das suas atividades, desde sua criação até o ano de 2009. O artigo também discute o relativo sucesso do banco na operação de serviços de arrecadação e os resultados pouco expressivos nas iniciativas de concessão de crédito.
Citação ABNT:
YOKOMIZO, C. A.; DINIZ, E. H.; CHRISTOPOULOS, T. P. Tecnologias de informação e comunicação na oferta de serviços financeiros para a população de baixa renda: os correspondentes bancários do Banco Lemon. Journal of Information Systems and Technology Management, v. 7, n. 3, art. 6, p. 599-618, 2010.
Citação APA:
Yokomizo, C. A., Diniz, E. H., & Christopoulos, T. P. (2010). Tecnologias de informação e comunicação na oferta de serviços financeiros para a população de baixa renda: os correspondentes bancários do Banco Lemon. Journal of Information Systems and Technology Management, 7(3), 599-618.
DOI:
10.4301/S1807-17752010000300005
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/3635/tecnologias-de-informacao-e-comunicacao-na-oferta-de-servicos-financeiros-para-a-populacao-de-baixa-renda--os-correspondentes-bancarios-do-banco-lemon/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Abramovay, R. (2004). As finanças na luta contra a pobreza. Desafios do Desenvolvimento, 3, p. 66-67.

Abramovay, R. (2004). Finanças sociais. Desafios do Desenvolvimento, 3, p. 28-29.

Ariza, A. M. P. (2006). Ampliación del acceso a los servicios financieros mediante corresponsales no bancarios: la experiencia de Brasil y Perú. Documentos Asobancaria, 3.

Barbieri, J. C.; Simantob, M. A.; Andreassi, T. A. (2009). Inovação em Serviços: Conceituação e Marco Teórico. In J. C. Barbieri & M. A. Simantob (Ed.). Organizações Inovadoras do Setor Financeiro. p. 21-33. São Paulo: Saraiva.

Beck, T.; Levine, R.; Loayza, N. (2000). Finance and the Sources of Growth. Journal of Financial Economics, 58(1/2), 261-300.

Berger, M. (2006). The Latin American Model of Microfinance. In M. Berger, L. Goldmark, & T. Miller-Sanabria (Ed.). An Inside View of Latin American Microfinance. Washington, DC: Inter-American Development Bank.

Bittencourt, G.; Magalhães, R.; Abramovay, R. (2005). Informação de crédito: um meio para ampliar o acesso dos mais pobres ao sistema financeiro. Pesquisa & Debate, 16(28), 203-248.

Carvalho, C. E.; Abramovay, R. (2004). O difícil e custoso acesso ao sistema financeiro. In C. A. Dos Santos (Ed.). Sistema Financeiro e as Micro e Pequenas Empresas: Diagnósticos e Perspectivas. Brasília: Sebrae.

Castello, S.; Danel, C. (2006). The Right Technology for Microfinance. In M. Berger, L. Goldmark, & T. Miller-Sanabria (Ed.). An Inside View of Latin American Microfinance. Washington, DC: Inter-American Development Bank.

Caudill, S. B.; Gropper, D. M.; Hartarska, V. (2009). Which Microfinance Institutions Are Becoming More Cost Effective with Time? Evidence from a Mixture Model, Journal of Money, Credit and Banking, 41(4), 651-672.

Cernev, A. K.; Diniz, E. H.; Jayo, M. (2009). As cinco ondas de Inovações Tecnológicas em Bancos. In J. C. Barbieri & M. A. Simantob. Organizações Inovadoras do Setor Financeiro. pp. 45-68. São Paulo: Saraiva.

Christensen, C.; Craig, T.; Hart, S. (2001). The Great Disruption. Foreign Affairs. Mar.-Apr.

Claessens, S. (2006). Access to financial services: a review of the issues and public policy objectives. The World Bank Research Observer, 21(2), 207-240.

Cotler, P.; Woodruff, C. (2008). The Impact of Short-Term Credit on Microenterprises: Evidence from the “Fincomun-Bimbo” Program in Mexico. Economic Development and Cultural Change, 56(4), 829-849.

Demirgüç-Kunt, A.; Maksimovic, V. (1998). Law, Finance, and Firm Growth. Journal of Finance, 53(6), 2107-2137.

Diniz, E. H.; Pozzebon, M.; Jayo, M. (2008). Banking technology to scale microfinance: the case of banking correspondents in Brazil. International Conference on Information Systems, Proceedings of the 29th IEEE/ACIS ICIS, Paris.

Diniz, H. E. (2004). Evolução e segmentação no perfil dos serviços bancários pela internet. Relatório de Pesquisa. FGV/EAESP/GVPesquisa, 40.

Diniz, H. E. (2007). Correspondentes bancários e microcrédito no Brasil: tecnologia bancária e ampliação dos serviços financeiros para a população de baixa renda. Relatório de Pesquisa. FGV/EAESP/GVPesquisa.

Eisenhardt, K. M. (1989). Building theories from case study research. Academy of Management Review, 14, p. 532-550.

Expanding Horizons. (2008). Mobile phones can bring banking within everyone’s reach. Recuperado em 20 dezembro, 2008, de http://expandinghorizons.nokia.com/issues/?issue=ExpandingHorizonsQ12008.

Ferreira, E. C. (2008). Correspondentes bancários. GV-executivo, 7(4).

Hair JR, J. F.; Money, A. H.; Samouel, P.; Page, M. (2007). Research methods for business. 1a ed. West Sussex: John Wiley & Sons.

Heffernan, S. (1996). Modern Banking in Theory and Practice. 1a ed. West Sussex: John Wiley & Sons.

Ivatury, G. (2006). Using technology to build inclusive financial systems. The Consultative Group to Assist the Poor (CGAP), FocusNote, 32. Janeiro

Ivatury, G.; Mas, I. (2008). The early experience with branchless banking. The Consultative Group to Assist the Poor (CGAP), FocusNote, 46. Abril

Klapper, L.; Laeven, L.; Rajan, R. (2004). Business Environment and Firm Entry: Evidence from International Data. Policy Research. Working Paper n. 3232. Washington: DC: WB

Kumar, A. (2005). Directions in Development: Access to Financial Services in Brazil. 30858. Washington, DC: The World Bank.

Kumar, A.; Nair, A.; Parsons, A.; Urdapilleta, E. (2006). Expanding banking outreach through retail partnership: correspondent banking in Brazil. Working Paper n. 85. Washington, DC: The World Bank.

Latiffe, H. I. (2006). The Future of Microfinance: Visioning the Who, What, When, Where, Why, and How of Microfinance Expansion Over the Next 10 Years. Grameen Trust Bangladesh. Proceedings of the Global Microcredit Summit 2006.

Ledgerwood, J. (1999). Microfinance handbook: an institutional and financial perspective. Washington, DC: The World Bank.

Naqvi, F. B.; Guzmán, G. F. (2003). Microfinanças em Foco. Revista de Administração de Empresas Executivo, 2(4).

Nascimento, J. O. (2006). Congresso e Exposição de Automação Bancomercial e AutoAtendimento. ABACO.

Nichter, S.; Goldmark, L.; Fiori, A. (2002). Entendendo as microfinanças no contexto brasileiro. Rio de Janeiro: Programa de Desenvolvimento Institucional, BNDES.

Pozzebon, M.; Diniz, E. H.; Jayo, M. (2008). Adapting the structurationist view of technology for studies at the community/societal levels. In Y. K. Dwivedi (Ed.) Handbook of research on contemporary theoretical models in information systems. New York: IGI Publishing.

Prahalad, C. K.; Hammond, A. (2002). Serving the world’s poor, profitably. Harvard Business Review, 80(9), 48-57.

Prahalad, C. K.; Hart, S. (2002). The Fortune at the Bottom of the Pyramid. Strategy + Business, 26. New York: Booz Allen Hamilton. First Quarter.

Rhyne, E.; Otero, M. (2006). Microfinance Through The Next Decade: Visioning The Who, What, Where, When And How. Proceedings of The Global Microcredit Summit. November

SEBRAE. (2008). Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Recuperado em 13 agosto, 2008, de http://www.sebrae.com.br.

Soares, M. M.; Alves, S D da S. (2006). Microfinanças: Democratização do Crédito no Brasil. Banco Central do Brasil. 3a ed. Revista Ampliada: São Paulo.

Solo, T. M.; Manroth, A. (2006). Access to financial services in Colombia: the 'unbanked' in Bogotá. World Bank Policy Research. Working Paper n. 3834.

Stegman, M. A.; Rocha, M.; Davis, W. (2005). The Role of Technology in Serving the Unbanked. A report prepared for the Center for Community Capitalism.

Yunus, M.; Jolis, A. (2002). O Banqueiro dos Pobres. São Paulo: Ática.