Fatores Desarticuladores da Cooperação em Arranjos Produtivos Locais: Um Estudo Quantitativo no APL de Confecções de Tobias Barreto/SE

ID:
37294
Resumo:
Em decorrência do ambiente competitivo e das suas limitações, as micro e pequenas empresas (MPE´s) têm procurado soluções por meio de novas formas de organização como os APLs (Arranjos Produtivos Locais). A maior parte da literatura sobre APL aponta para os fatores motivadores na criação desses arranjos. Entretanto poucos estudos focalizam os fatores que dificultam a cooperação neste tipo de rede. Sob essa perspectiva, o objetivo deste artigo é identificar quais os fatores que influenciam na desarticulação entre os atores do APL de confecções em Tobias Barreto/SE. A pesquisa utilizou o método quantitativo, e foram aplicados 224 questionários a micro e pequenas empresas participantes do APL de Tobias Barreto. Na análise dos dados, foi utilizado o teste de Mann-Whitney para teste de hipóteses, e a regressão logística univariada. Os resultados da pesquisa demonstram que o número de participantes, a falta de confiança entre eles, os conflitos e o aparecimento do comportamento oportunista são fatores que contribuem para a desarticulação entre os atores dos arranjos produtivos locais.
Citação ABNT:
OURO FILHO, A. M.; OLAVE, M. E. L.; BARRETO, I. D. C. Fatores Desarticuladores da Cooperação em Arranjos Produtivos Locais: Um Estudo Quantitativo no APL de Confecções de Tobias Barreto/SE. Brazilian Business Review, v. 12, n. 5, p. 17-40, 2015.
Citação APA:
Ouro Filho, A. M., Olave, M. E. L., & Barreto, I. D. C. (2015). Fatores Desarticuladores da Cooperação em Arranjos Produtivos Locais: Um Estudo Quantitativo no APL de Confecções de Tobias Barreto/SE. Brazilian Business Review, 12(5), 17-40.
DOI:
http://dx.doi.org/10.15728/bbr.2015.12.5.2
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/37294/fatores-desarticuladores-da-cooperacao-em-arranjos-produtivos-locais--um-estudo-quantitativo-no-apl-de-confeccoes-de-tobias-barreto-se/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ABRAMOVAY, R. O capital social dos territórios: repensando o desenvolvimento rural. Revista economia aplicada, v. 4, n. 2, abr/jun. 2000.

ALBAGLI, S.; MACIEL, M. L. Informação e conhecimento na inovação e no desenvolvimento local. Ciência da Informação, v. 33, n. 3, p. 9-16, 2004.

AMATO NETO, J. Redes de cooperação produtiva e clusters regionais: oportunidades para as pequenas e médias empresas. São Paulo: Atlas/ Fundação Vanzolini, 2000.

ANDREOLA, J. C. et al. Confidence factor in the construction of networks performance in cooperation inter-enterprise. African Journal of Business Management, v. 6, n. 14, abr.; 2012.

ARAGÃO, A. M. N. Governança e cooperação no desenvolvimento de arranjos produtivos locais: estudo de casos múltiplos de APL em Sergipe. 2011. Dissertação (Mestrado) Núcleo de Pós-graduação e Pesquisa em Economia da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, 2011.

ASSEL, H. The political role of trade associations in distributive conflict resolution. Journal of Marketing, v. 32, p. 08-21, abr.; 1968.

BABBIE, E. Métodos de pesquisas de Survey. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

BALESTRIN, A.; VARGAS, L. M. A dimensão estratégica das redes horizontais de PME´s: teorizações e evidências. Revista de Administração Contemporânea, Curitiba-PR, v. 8, ed. Especial, 2004.

BARCELLOS, P. et al. Insucesso em redes de cooperação: estudo de multicasos. Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão, 2012.

BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. Organizational economics: understanding the relationship between organizations and economic analysis. In: CLEGG, Stewart R.; HARDY, Cynthia. Handbook of organizational studies. London: Sage, 1996.

BARRETO, I. D. C. Revisão em regressão logística nominal multinomial, multicolinearidade e separação. 2011 Monografia. Departamento de Estatística da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, 2011.

BRUNI, A. L. Estatística aplicada à gestão empresarial. 2. ed. São Paulo, Atlas:2008.

BRYMAN, A.; CRAMER, D. Quantitative data analysis with SPSS release 10 for Windows. London: Routledge, 2001.

CAMARGO, M. E. et al. Collaborative networks, social capial and relationships marketing: competitive divergences, convergences and unfoldings. Global Journal of Management and Business Research, v. 10, n. 2, abr. 2010.

CASSIOLATO, J. E.; LASTRES, H. M. M. Arranjos e sistemas produtivos locais na indústria brasileira. Revista de Economia Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 5, ed. esp.; p. 103-136, 2001.

CASTELLS, M. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v.1.

CASTRO, L. H. Arranjo produtivo local. Brasília: SEBRAE, 2009. 44 p. (Série Empreendimentos Coletivos).

CASTRO, M.; BULGACOV, S.; HOFFMANN, V. E. Relacionamentos interorganizacionais e resultados: estudo em uma rede de cooperação horizontal da região central do Paraná. RAC - Revista de Administração Contemporânea, v. 15, n. 1, p. 25-46, 2011.

CHILD, J. Confiança e alianças internacionais: o caso das join ventures sino-estrangeiras. In: RODRIGUES, S. B. (Org.). Competitividade, alianças estratégias e gerência internacional. São Paulo: Atlas, 1999. p. 151-182.

COELHO, A. C. D.; CORRAR, L. J. Apropriação dos resultados corporativos aos fatores econômicos nas empresas de capital aberto e de capital fechado no Brasil: evidências de atributos discriminatórios. Revista Contemporânea de Economia e Gestão, v. 3, n. 2, p. 27-36, 2005.

CRAIG, J. G. The nature of co-operation. Montreal; New York; London: Black Rose Books, 1993.

CRESWELL, J. W. Research design: qualitative, quantitative and mixed methods approaches. 3. ed. Thousand Oaks: Sage, 2009.

CUNHA, J. A. C. Sobre arranjos produtivos locais e clusters. In: ENCONTRO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E GOVERNANÇA (EnAPG), 3.; 2008, Salvador (BA). Anais... Salvador: ANPAD, 2008.

DAS, T. K; KUMAR, R. Regulatory focus and opportunism in the alliance development process. Journal of Managemente, v. 37, 2011.

DINIZ, C. C; LEMOS, M. B. Economia e território. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.

ESCOBAR, H. E. H.; FERREIRA, M. J. B.; CRESPO, A. N. Redes locais de produção na indústria brasileira de móveis. Gestão e Desenvolvimento, Bragança Paulista, v. 5, n. 2, p. 105-118, jul./dez. 2000.

ESSER, M. D. Inter-organizacional conflict within decentralized organizations. University of Twente, Netherlands, 2011.

FÁVERO, L. P. et al. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

FREITAS, H. et al. O método de pesquisa survey. RAUSP - Revista de Administração da USP , v. 35, n. 3, p. 105-112, jul./set. 2000.

HALL, R. Organizations. structures, processes and outcomes. 5. ed. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1991.

HILL, M.; HILL, A. Investigação por questionário. Lisboa: Edições Sílabo, 2000.

HIRT, S. C.; SANNAMEES, B. ZALJEVIC, H. Microeconomics of competitiveness: the ICT cluster in Estonia. University of Applied Sciences Northwestern Switzerland, 2013.

HOFFMANN, V. E.; MOLINA-MORALES, F. X.; MARTÍNEZ-FERNÁNDEZ, M. T. Redes de empresas: proposta de uma tipologia para classificação aplicada na indústria de cerâmica de revestimento. Revista de Administração Contemporânea, n. 11, Edição Especial, p. 103-127, 2007.

HOSMER, D. W.; LEMESHOW, S. Applied logistic regression. 2. ed. New York: John Wiley & Sons, 2000.

HU, M. Termination of NGO alliances in China: typology and determinants. Indiana University, 2013

HUGGINS, R. Inter-firm network policies and firm performance: evaluating the impact of initiatives in the United Kingdom. Research Policy, v. 30, p. 443-458, 2001.

IACONO, A.; NAGATO, M. S. Uma análise e reflexão sobre os principais instrumentos para o desenvolvimento sustentável dos arranjos produtivos locais no Brasil. Revista Gestão industrial, Ponta Grossa PR, v. 3, n. 1, p. 37-51, 2007.

JESUS, P.; TIRIBA, L. Cooperação. In: CATTANI, A. D. (Org.). A outra economia. Porto Alegre: Veraz Editores, 2003.

KÖCKER, G. M.; GARNATZ, L.; KERGEL, H. Cluster in Germany and Korea: similarities and differences: VDI/VDE Innovation + Technik GmbH, Steinplatz 1, 10623 Berlin, 2010.

LIMA, P. E. S. Redes interorganizacionais: uma análise das razões de saída das empresas associadas. 2007. Dissertação (Mestrado) Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria (RS), 2007.

MAROCO, J. Análise estatística: com a utilização do SPSS. 3. ed. Lisboa: Silabo, 2007.

MARTINS, G. A.; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. São Paulo: Atlas, 2007.

MESSNER, D.; MEYER-STAMER, J. Governance and networks: tools to study the dynamics of clusters and global value chains. Paper prepared for the IDS/INEF Project The Impact of Global and Local Governance on Industrial Upgrading. University of Duisburg, 2000.

MEYER-STAMER J. Clustering and the creation of an innovationoriented environment for industrial competitiveness: beware of overly optimistic expectations. Institute for Development and Peace, University of Duisburg, Germany, and Fundação Empreender, Brazil. International High-Level Seminar on Technological Innovation, 2002.

NEUMAN, L. W. Social research methods: qualitative and quantitative approaches. 3. ed. Boston: Allyn & Bacon, 1997. Cap. 2.

ONUSIC, L. M. A qualidade de serviços de ensino superior: o caso de uma instituição de ensino. 2009. Tese (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Administração, Departamento de Administração, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), São Paulo, 2009.

PARK, S. H.; UNGSON, G. R. Interfirm rivalry and managerial complexity: a conceptual framework of alliance failure. Organization Science, v. 12, n. 1, jan. /feb. 2001.

PEREIRA, B. A. D. Estruturação de relacionamentos horizontais em rede. 2005. Tese (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Porto Alegre (RS), 2005.

PESTANA, M. H.; GAGEIRO, J. N. Análise de dados para ciências sociais: a complementaridade do SPSS. 4. ed. Lisboa: Edições Lisboa, 2005.

PONDY, L. R. Organizational conflict: concepts and models. Administrative Science Quarterly, v. 12, p. 296-320, set. 1997.

RAMÍREZ-RANGEL, H. A. Avaliando o terreno: os fundamentos sociais e institucionais da cooperação na pequena empresa. In: GUIMARÃES, N. A.; MARTIN, S. (Org.). Competitividade e desenvolvimento: atores e instituições locais. São Paulo: Editora Senac, 2001.

SANTOS, A. G. et al. Arranjos produtivos locais, política industrial e desenvolvimento. In: BNDS. Arranjos produtivos locais e desenvolvimento. São Paulo: BNDS. 2006. Disponível em: . Acesso em: 19 jul. 2013. 2006.

SAUNDERS, M.; LEWIS, P.; THORNILL, A. Research methods for business students. 2. ed. Harlow, England: Pearson Education, 2007.

SCHMITZ, H. Global competition and local cooperation: success and failure in the Sinos Valley, Brazil. World Development, Oxford, v. 27, n. 9, p. 1627-1650, 1999.

SEBRAE. Termo de referência para atuação do sistema SEBRAE em arranjos produtivos locais. Brasília, jul. 2003.

SEBRAE; DIEESE. Anuário do trabalho na micro e pequena empresa. 2011.

SIEGEL; S.; CASTELLAN JUNIOR, N. J. Estatística não-paramétrica para ciências do comportamento: métodos de pesquisa. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008.

SOUZA, K. J. F.; GOMES, M. L. B. Fatores facilitadores e que dificultam a formação para redes de cooperação produtiva: estudo de casos em pequenas empresas do setor metalmecânico. In: SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO (SIMPEP), 22.; 2005, Bauru (SP). Anais... Bauru: UNESP, 2005.

UZEA, F. N. Co-operation and coordination in the co-operative retailing system: essays on economic and identity strategies. 2010. Tese (Doutorado) Departament of Bioresource Policy, Business and Economics, University of Saskatchewan, 2010.

VALDÉS-LLANEZA, A.; GARCÍA-CANAL, E. Direct competition, number of partners and longevity of stakes in join ventures. Management International Review, 2006

VERSCHOORE, J. R. S. Redes de cooperação interorganizacionais: a identificação de atributos e benefícios para um modelo de gestão. 2006. Tese (Doutorado) – Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Porto Alegre (RS), 2006.

WEGNER, D.; PADULA, A. D. Quando as redes falham: um estudo de caso sobre o fracasso na cooperação interorganizacional. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO (ENANPAD), 32.; 2008, Rio de Janeiro (RJ). Anais... Rio de Janeiro: ANPAD, 2008.

WEGNER,D;. ZEN, A. C.; ANDINO, B. F. A. O último que sair apaga as luzes: motivos para a desistência da cooperação e encerramento de redes de empresas. Revista de Negocios, v. 16, n. 4, 2011.

WILLIANSON, O. Markets and hierarchies: analysis and antitrust implications. New York: Free Press, 1985.