Capacidades e trajetórias de inovação de empresas brasileiras Outros Idiomas

ID:
38133
Resumo:
Todos os tipos de empresas têm condições e precisam inovar? Como se dá o processo de inovação? Quais são as características necessárias para inovar? O setor de atividade e o nível tecnológico influenciam? Para responder a esses questionamentos é preciso ir além do conceito de inovação como a simples criação de algo novo. É preciso considera-la, principalmente, como uma iniciativa de mudança para preencher lacunas de conhecimento e de mercado, e assim, gerar resultados para as empresas. Sabe-se que todas as empresas sempre têm uma base tecnológica (i.e. um produto e seu processo) como objeto de seus negócios (a saber, a gestão interna e as transações externas). E, por isso, sempre são constituídas, em menor ou maior grau, por quatro funções básicas - desenvolvimento, operação, gestão e comercialização. A inovação emerge justamente dessas funções e, para cada uma delas, corresponderá uma capacidade de inovação. Assim, o objetivo do presente artigo é identificar as capacidades de inovação de empresas industriais brasileiras e, com isso, explicitar suas trajetórias de inovação. Para realizar o objetivo proposto, utilizou-se como base de dados os resultados oriundos de projeto de pesquisa uma amostra de 1326 empresas industriais brasileiras. O projeto desenvolveu-se em três fases: (i) desenvolvimento de um modelo teórico de capacidades de inovação da firma; (ii) fase exploratória e; (iii) levantamento de dados (survey) junto às empresas de setores industriais do estado do Rio Grande do Sul. Considerando o perfil da amostra, concluiu-se que a empresa típica é uma prestadora de serviços industriais, com baixo potencial de inovação. Seja por conta dos ramos de atividade, em sua maioria de baixa e média baixa intensidade tecnológica, seja pela predominância de um modelo de gestão familiar focado em custos, sua trajetória de inovação é restrita à manutenção da qualidade e à maximização da produção.
Citação ABNT:
REICHERT, F. M.; CAMBOIM, G. F.; ZAWISLAK, P. A. Capacidades e trajetórias de inovação de empresas brasileiras. Revista de Administração Mackenzie, v. 16, n. 5, p. 161-194, 2015.
Citação APA:
Reichert, F. M., Camboim, G. F., & Zawislak, P. A. (2015). Capacidades e trajetórias de inovação de empresas brasileiras. Revista de Administração Mackenzie, 16(5), 161-194.
DOI:
http://dx.doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n5p161-194
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/38133/capacidades-e-trajetorias-de-inovacao-de-empresas-brasileiras/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Amendola, M., & Gaffard, J.-L. (1988). The innovative choice: an economic analysis of the dynamics of technology. New York: Blackwell.

Archibugi, D., & Pianta, M. (1996). Measuring technological change though patents and innovation surveys. Technovation, 16(9), 451-468.

Argyres, N. (1996). Evidence on the role of firm capabilities in vertical integration decisions. Strategic Management Journal, 17(2), 129-150.

Barnard, C. (1966). The functions of the executive. Cambridge: Harvard University Press. (Obra original publicada em 1938).

Bell, M. & Pavitt, K. (1995). The development of technological capabilities. Trade, technology and international competitiveness, Washington, DC, 1(1).

Chandler, A. D., Jr. (1977). The visible hand. Cambridge, MA, London: The Belknap Press of Harvard University Press.

Chandler, A. D., Jr. (1990). Scale and scope. Cambridge, MA: The Belknap Press of Harvard University Press.

Christensen, J. F. (1995). Asset profiles for technological innovation. Research Policy, 24(5), 727-745.

Coase, R. (1937). The nature of the firm. Economica, 4(16), 386-405.

Coombs, J. E., & Bierly, P. E. (2006). Measuring technological capability and performance. R&D Management, 36(4), 421-438.

David, P. A. (2000). Path dependence, its critics and the quest for “historical economics”. In P. Garrouste & S. Ioannides (Eds.). Evolution and path dependence in economic ideas: past and present. Cheltenham: Edward Elgar.

Dosi, G. (1988). Sources, procedures, and microeconomic effects of innovation. Journal of Economic Literature, XXVI, 1120-1171.

Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) (2010). Cadastro das indústrias, fornecedores e serviços. Porto Alegre: Editora Brasileira de Guias.

Freeman, C., & Soete, L. (2008). A economia da inovação industrial. Campinas: Unicamp.

Guan, J., Ma, N. (2003). Innovative capability and export performance of Chinese firms. Technovation, 23(9), 737-747.

Hall, L., & Bagchi-Sen, S. (2002). A study of R&D, innovation, and business performance in the Canadian biotechnology industry. Technovation, 22, 231-244.

Hayes, R. H., Pisano, G. P. (1994). Beyond world-class: the new manufacturing strategy. Harvard Business Review, 72(1), 77-86

Iammarino, S., Padilla-Pérez, R., & Von Tunzelmann, N. (2008). Technological capabilities and global-local interactions: the electronics industry in two Mexican regions. World Development, 36(10), 1980-2003.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2009). Resultados das empresas industriais – Brasil. Recuperado em 15 janeiro, 2014, de http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/industria/ pia/empresas/2008/defaulttabpdf.shtm.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Divisão regional por mesorregiões. Recuperado em 3 agosto, 2014, de http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/default_div_int.shtm?c=1.

Kotabe, M., Srinivasan, S. S., & Aulakh, P. (2002). Multinationality and firm performance: the moderating role of R&D and marketing capabilities. Journal of International Business Studies, 33(1), 79-97.

Lall, S. (1992). Technological capabilities and industrialization. World Development, 20(2), 165-186.

Langlois, R. N., & Foss, N. (1999). Capabilities and governance: the rebirth production in the theory of economic organization. Kyklos, 52(2), 201-218.

Leonard-Barton, D. (1992). Core capabilities and core rigidities: a paradox in managing new product development. Strategic Management Journal, 13(S1), 111-125.

Madanmohan, T., Kumar, U., & Kumar, V. (2004). Import-led technological capability: a comparative analysis of Indian and Indonesian manufacturing firms. Technovation, 24, 979-993.

Madhok, A. (1996). The organization of economic activity: transaction costs, firm capabilities and the nature of governance. Organization Science, 7(5), 577-590.

Mayer, K., & Salomon, R. (2006). Contract design as a firm capability: an integration of learning and transaction cost perspectives. Academy of Management Review, 49(5), 942-959.

Mintzberg, H. (1973). The nature of managerial work. New York: Harper & Row.

Organisation for Economic Co-operation and Development (2011). Technology intensity definition. Recuperado em 3 agosto, 2014, de http://www.oecd.org/dataoecd/43/41/48350231.pdf.

Organisation for Economic Co-operation and Development (2014). Reviewing the nomenclature for high-technology trade – the sectoral approach. Recuperado em 3 dezembro, 2014, de www.oecd. org/std/its/41419823.ppt.

Organisation for Economic Co-operation and Development – OECD (2005). Oslo Manual: Guidelines for Collecting and Interpreting Innovation (3rd Edition, 162), Paris. Recuperado em setembro, 2015, de http://www.oecd.org/sti/inno/oslomanualguidelinesforcollectingandinterpretinginnovationdata3rdedition. htm.

Penrose, E. (1959). The theory of the growth of the firm. New York: Oxford University Press.

Pufal, N. A., Zawislak, P. A., Alves, A. C., & Gamarra, J. E. T. (2014). Management capability and the paradox of the organized firm. Strategic Management Quarterly, 2, 47-69.

Reichert, F. M., Beltrame, R. S., Corso, K. B., Trevisan, M., & Zawislak, P. A. (2011). Technological capability’s predictor variables. Journal of Technology Management & Innovation, 6(1), 14-25.

Riordan, M. H., & Williamson, O. E. (1985). Asset specificity and economic organization. International Journal of Industrial Organization, 3(4), 365-378.

Schumpeter, J. A. (1912). The theory of economic development. New Jersey: Transaction.

Schumpeter, J. A. ([1942] 2008). Capitalism, socialism and democracy. New York: Harper Perennial Modern Thought.

Schumpeter, J. A. (1942). Capitalism, socialism and democracy. New York: Harper.

Slack, N., & Lewis, M. (2002). Operations strategy. Harlow: Pearson Education.

Slack, N., & Lewis, M. (2008). Operations Strategy (2a. ed.). Harlow: Pearson Education.

Teece, D. (1986). Profiting from technological innovation. Research Policy, 15(6), 285-305.

Tsai, K. (2004). The impact of technological capability on firm performance in Taiwan’s electronics industry. Journal of High Technology Management Research, 15, 183-195.

Williamson, O. (1985). The economic institutions of capitalism. New York: Free Press.

Williamson, O. (1996). Economics and organization: a primer. California Management Review, 38(2), 131-146.

Williamson, O. (1999). Strategic research: governance and competence. Strategic Management Journal, 20(12), 1087-1108.

Williamson, O. (2002). The theory of the firm as governance structure: from choice to contract. The Journal of Economic Perspectives, 16(3), 171-195.

Yam, R., Lo, W., Tang, E., & Lau, A. (2011). Analysis of sources of innovation, technological innovation capabilities, and performance: an empirical study of Hong Kong manufacturing industries. Research Policy, 40(3), 737-747.

Zawislak, P. A., Alves, A. C., Tello-Gamarra, J., Barbieux, D., & Reichert, F. M. (2012). Innovation capability: from technology development to transaction capability. Journal of Technology Management and Innovation, 7(2), 14-27.

Zawislak, P. A., Alves, A. C., Tello-Gamarra, J., Barbieux, D., & Reichert, F. M. (2013a). Influences of internal capabilities of firms on their innovation performance: a case study investigation in Brazil. International Journal of Management, 30(1), 329-348.

Zawislak, P. A., Tello-Gamarra, J., Alves, A. C., Barbieux, D., & Reichert, F. M. (2014). The different innovation capabilities of the firm: further remarks upon the Brazilian experience. Journal of Innovation Economics, 13, 129-150.

Zawislak, P. A., Zen, A. C., Fracasso, E. M., Reichert, F. M., & Pufal, N. A. (2013b). Types of innovation in low-technology firms of emerging markets: an empirical study in Brazilian Industry. Revista de Administração e Inovação, 10(1), 212-231.