A Influência da Estratégia e da Capacidade de Executá-La no Desempenho Empresarial do Segmento de Confecções Outros Idiomas

ID:
38717
Periódico:
Resumo:
Este estudo buscou investigar a relação entre estratégia e desempenho por meio da identificação dos tipos de estratégia executados pelas empresas no segmento de confecções, bem como da capacidade de executá-las e da satisfação com o desempenho obtido. Além disso, buscou-se identificar a estratégia vencedora nesse segmento industrial, que vem sendo confrontado – com ampla desvantagem para as empresas brasileiras – com a competitividade das empresas asiáticas, sobretudo chinesas, na competição de baixo custo. Para atingir os objetivos da pesquisa, foi realizado um levantamento com empresários e executivos do ramo. O instrumento de coleta dos dados continha as escalas adaptadas de tipologia estratégica e de expectativa de desempenho usada por Parnell (2011) e da escala de mensuração da eficácia da execução estratégica proposta por Costa et al. (2012). Os dados foram tratados via estatística descritiva, análise fatorial exploratória e confirmatória e modelagem de equações estruturais. Os resultados evidenciaram que a capacidade de execução e a estratégia de diferenciação influenciam positivamente a satisfação com o desempenho empresarial. Por outro lado, não houve como confirmar ou negar o impacto da estratégia de liderança em custos e de enfoque no desempenho, dado que essas relações causais não se mostraram significativas.
Citação ABNT:
COSTA, R. B. L.; BATISTA, P. C. S.; ALMEIDA, F. E. B. A Influência da Estratégia e da Capacidade de Executá-La no Desempenho Empresarial do Segmento de Confecções . Revista Alcance, v. 22, n. 3, p. 349-362, 2015.
Citação APA:
Costa, R. B. L., Batista, P. C. S., & Almeida, F. E. B. (2015). A Influência da Estratégia e da Capacidade de Executá-La no Desempenho Empresarial do Segmento de Confecções . Revista Alcance, 22(3), 349-362.
DOI:
alcance.v22n3.p349-362
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/38717/a-influencia-da-estrategia-e-da-capacidade-de-executa-la-no-desempenho-empresarial-do-segmento-de-confeccoes-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ACERO, L. O impacto das mudanças tecnológicas nas qualificações de mão-de-obra e no emprego: o caso da indústria têxtil. Revista de Administração de Empresas RAE. Rio de Janeiro, v. 22, n. 4, p. 28-45, out. /dez. 1982.

AKTOUF, O. Governança e Pensamento Estratégico: uma crítica a Michael Porter. Revista de Administração de Empresas (RAE). São Paulo, v. 42, n. 3, p. 43-53, jul. /set. 2002.

ANSOFF, H. I. Corporate Strategy. New York: McGraw-Hill, 1965.

BECASSI, A. A.; JANUZZI, C. A. S. C. Estratégia de gestão e inovação tecnológica na indústria paulista do setor têxtil. In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA PUC, 13. , 2008, Campinas. Anais. . . Campinas: Pontifícia Universidade Católica, 2008. p. 1-4.

BIELSCHOWSKY, R.; STUMPO, G. A Internacionalização da indústria brasileira: números e reflexões depois de alguns anos de abertura. In: O Brasil e a Economia Global. Baumann, R. (Org. ). Rio de Janeiro: Elsevier, 1996.

BONELLI, R. As Estratégias dos Grandes Grupos Industriais Brasileiros nos Anos 90. Texto para Discussão n. 569, IPEA, 1998.

BORDEAN, O. N; BORZA, A.; GLASER-SEGURA, D. A Comparative Approach of the Generic Strategies within the Hotel Industry: Romania vs. USA. Management & Marketing, p. 501-514, 2011.

BRANDT, E. A. Truelo de Tipologias Estratégicas na Arena das Franquias de Fast Food no Brasil: Porter x Miles e Snow x Mintzberg. Estratégia e Negócios, v. 1, n. 2, jul./dez. 2008.

BYRNE, B. M. Structural equation modeling with AMOS, EQS, and LISREL: Comparative approaches to testing for the factorial validity of a measuring instrument. International Journal of Testing, 2001.

CAMPOS, A. C; DE PAULA, N. M. A indústria têxtil brasileira em um contexto de transformações mundiais. Revista Econômica do Nordeste, v. 37, n. 4, out. /dez. 2006.

ČATER T.; PUČKO D. Factors of Effective Strategy Implementation: Empirical Evidence from Slovenian Business Practice. Journal for East European Management Studies, Chemnitz, v. 15, n. 3, p. 207-236, 2010.

COAN, D.; KON, A. Transformações da Indústria Têxtil Brasileira: A transição para a modernização. Revista de Economia Mackenzie, v. 03, p. 11-34, 2006.

COSTA, R. B. L. da; BATISTA, P. C. S; ALMEIDA, F. E. B. de; MELO, R. S. Construção e Validação de Escala de Mensuração da Capacidade de Execução Estratégica. In: XV SEMEAD, 2012, São Paulo. XV SEMEAD Seminário de Administração USP/SP, 2012. v. 1. p. 1-1

DAMO, M. A. O Impacto das Estratégias Financeiras no Desempenho das Empresas: Uma análise do desempenho dos setores de elétrica, siderurgia e metalurgia, têxtil e telecomunicações. Dissertação de Mestrado, Departamento de Administração, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.

D'AVENI, R. A. Corporate spheres of influence. MIT Sloan Management Review, Summer, v. 45, n. 4, p. 38-46, 2004.

D'AVENI, R. A; DAGNINO, G. B; SMITH, K. G. The age of temporary advantage. Strategic Management Journal, v. 31, n. 13, p. 1371-1385, 2010.

DESARBO, W.; DI BENEDETTO, A.; SONG, M.; SINHA, I. J. Revisiting the Miles and Snow strategic framework: uncovering interrelationships between strategic types, capabilities, environmental uncertainty, and firm performance. Strategic Management Journal, v. 26, p. 47-74, 2005.

DESS, G. G; DAVIS, P. S. Porter’s (1980): generic strategies as determinants of strategic group membership and organizational performance. Academy of Management Journal, v. 27, n. 3, p. 467-488, 1984.

FARIAS, S. A.; SANTOS, R. C. Modelagem de equações estruturais e satisfação do consumidor: uma investigação teórica e prática. Revista Administração Contemporânea, Curitiba, v. 4, n. 3, Dec. 2000.

GARSON, G. D. PA 765 Statnotes: An online textbook, 2005. Disponível em: http://www2.chass.ncsu.edu/garson/pa765/statnote.htm. Acesso em: 17 de Maio de 2012. 2005.

GUROWITZ, E. M. The challenge of strategy implementation. Bespoke Solutions, 2007.

HAGUENAUER et al. Evolução das Cadeias Produtivas Brasileiras na Década de 90. Texto para discussão n. 786, IPEA, abril, 2001.

HAIR, J. F. et al. Análise multivariada de dados. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

HAMEL, G. Leading the Revolution. Boston: Harvard Business School Press, 2000.

HREBINIAK, L. G. Fazendo a estratégia funcionar: o caminho para uma execução bem-sucedida. Porto Alegre: Bookman, 2006.

HREBINIAK, L. G. Making strategy work: overcoming the obstacles to effective execution. Ivey Business Journal, mar./abr. 2008.

IACOBUCCI, D. Structural equations modeling: Fit Indices, sample size, and advanced topics. Journal of Consumer Psychology, v. 20, p. 90-98, 2010.

JÁCOME, R.; LISBOA, J.; YASIN, M. Time-based differentiation – an old strategic hat or an effective strategic choice: an empirical investigation. European Business Review, v. 14, p. 184-193, 2002.

KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P. Organização orientada para a estratégia: como as empresas que adotam o balanced scorecard prosperam no novo ambiente de negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

LEITNER, K.; GÜLDENBERG, S. Generic strategies and firm performance in SMEs: a longitudinal study of Austrian SMEs. Small Business Economics, v. 35, p. 169-189, 2009.

LOYOLA, A. Trabalho e Modernização na Indústria Têxtil. Revista de Administração de Empresas (RAE), v. 14, n. 5, 1974.

MARKIDES, C. In Search of Strategy. Sloan Management Review, v. 40, n. 3, 1999.

MCNAMARA, G.; VALEER, P. M.; DEVERS, C. Same as it ever was: the search for evidence on increasing hypercompetition. Strategic Management Journal, v. 24, n. 3, p. 261-278, 2003.

MIGUEL, P. L. de S.; BRITO, L. A. L. Antecedentes da gestão da cadeia de suprimentos: eles realmente existem? Estudo empírico no Brasil. RAE Electronica, v. 9, n. 2, 2010.

MILES, R. E.; SNOW, C. C. Organizational Strategy, Structure and Process, West, New York, NY. 1978.

MILLER, A.; DESS, G. G. Assessing Porter’s (1980) Model in Terms of Its Generalizability, Accuracy and Simplicity. Journal of Management Studies, v. 30, n. 4, p. 553-585, 1993.

MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman, 2000.

MINTZBERG, H. Generic Strategies: Toward a Comprehensive Framework. Advances in Strategic Management, v. 5, n. 1, p. 1-67, 1988.

OLSON, E. M; SLATER, S. F; HULT, G. T. M. The performance implications of fit among business strategy, marketing organization structure, and strategic behavior. Journal of Marketing, v. 69, n. 3, p. 49-65, 2005.

ORMANIDHI, O.; STRINGA, O. Porter’s Model of Generic Competitive Strategies An Insightful and Convenient Approach to Firms’ Analysis. Business Economics, v. 43, n. 3, p. 55-64, 2008.

PARNELL, J. A. Reframing the combination strategy debate: Defining forms of combination. Journal of Applied Management Studies, v. 9, p. 33-54, 2000.

PARNELL, J. A. Strategic capabilities, competitive strategy, and performance among retailers in Argentina, Peru and the United States. Management Decision, v. 49, p. 139-155, 2011.

PILATI, R; ABBAD, G. Análise fatorial confirmatória da escala de impacto do treinamento no trabalho. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 21, n. 1, p. 43-51, 2005.

PORTER, M. E. Estratégia Competitiva: Técnicas para análise de indústrias e da Concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1980.

PORTER, M. E. Vantagem competitiva: Criando e sustentando um desempenho superior. Tradução de: BRAGA, E. M. de P. Rio de Janeiro: Elsevier, 1985.

RAMANUJAM, V.; VENKATRAMAN, N. Planning system characteristics and planning effectiveness. Strategic Management Journal, v. 8, p. 453-68, 1987.

RANGEL, A. S; SILVA, M. M. DA; COSTA, B. K. RAI - Competitividade da Indústria Têxtil Brasileira. Revista de Administração e Inovação, v. 7, n. 1, p. 109-126, 2010.

RECH, S. R. Estrutura da Cadeia Produtiva da Moda. Modapalavra e-períodico, v. 1, n. 1, p. 7-20, 2008.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

ROSLI, M. M. Competitive Strategy of Malaysian Small and Medium Enterprises: An Exploratory Investigation. American International Journal of Contemporary Research, v. 2, n. 1, 2012.

SARAIVA, L.; RODRIGUES, L. P.; BARREIROS, J. Adaptação e Validação da versão portuguesa Peabody Developmental Motor Scales-2: um estudo com crianças pré-escolares. Revista da Educação Física - UEM, v. 22, n. 4, p. 511-521, 2012.

SCHNEIDER, A. B. et al. Michael Porter 30 anos depois de estratégia competitiva: influência do autor nos trabalhos brasileiros em estratégia – estudo bibliométrico em trabalhos dos últimos dez anos do Enanpad. IPL – Instituto Politécnico de Leitura– Working paper series, 2008.

SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

SILVA, E. L; MENEZES, E. M. Metodologia da pesquisa e elaboração da dissertação. UFSC: Florianópolis/SC, 2000.

SPECULAND, R. Strategy implementation: we got the people factor wrong! How to lead your saboteurs, groupies, double agents and mavericks. Human Resource Management International Digest, v. 14, p. 34-37, 2006.

VASQUES, A. G; SILVA, J. C. G. L; ALMEIDA, A. N. A Identificação da Orientação Estratégica da Empresa Florestal no Brasil – Uma Aplicação da Teoria De Porter. Floresta, v. 41, n. 4, p. 695-706, out./dez. 2011.

WIDODO, W. Building Strategy Quality. International Journal of Business and Management. v. 6, n. 8, 2011.

ZAHRA, S. A; COVIN, J. G. Business strategy, technology policy and firm performance. Strategic Management Journal, n. 14, p. 451-478, 1993.