Remuneração Variável Incentiva a Criação de Folga Orçamentária? Outros Idiomas

ID:
39378
Resumo:
O estudo verifica em que medida a remuneração variável é um incentivo para os gestores criarem folga no processo orçamentário. A pesquisa foi realizada em empresa que possui remuneração variável atrelada às metas orçamentárias. O questionário foi encaminhado para os 48 gestores, sendo que a amostra constitui-se dos 32 respondentes. O instrumento de coleta de dados consistiu de um questionário traduzido da pesquisa de Onsi (1973). Para delimitar a existência ou não dos elementos de folga organizacional utilizou-se de estatística descritiva. Em seguida, compararam-se as médias das notas das respostas de dois grupos de respondentes: os com maior e os com menor alcance das metas orçamentárias. Os resultados indicaram que os gestores que tiveram desempenho inferior no alcance das metas são mais propensos a criar folga em seus orçamentos. Assim, conclui-se que a remuneração variável atrelada às metas orçamentárias pode contribuir para a prática de criação de folga no processo orçamentário.
Citação ABNT:
BEUREN, I. M.; VERHAGEM, J. A. Remuneração Variável Incentiva a Criação de Folga Orçamentária? . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, v. 9, n. 4, p. 128-143, 2015.
Citação APA:
Beuren, I. M., & Verhagem, J. A. (2015). Remuneração Variável Incentiva a Criação de Folga Orçamentária? . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 9(4), 128-143.
DOI:
http://dx.doi.org/10.12712/rpca.v9i4.580
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/39378/remuneracao-variavel-incentiva-a-criacao-de-folga-orcamentaria--/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ANTHONY, R. N.; GOVINDARAJAN, V. Sistemas de controle gerencial. São Paulo: Atlas, 1998.

BEUREN, I. M.; SILVA, T. P. Participação no orçamento empresarial como forma de valorização das pessoas: análise na perspectiva da justiça organizacional. Revista Organizações em Contexto (Online), v. 10, n. 19, p. 71-101, 2014.

BEUREN, I. M.; STAROSKY FILHO, L.; KRESPI, N. T. Folga organizacional versus desempenho financeiro: um estudo nas empresas da BM&FBovespa. Contaduria y Administracion, v. 59, n. 2, p. 145-177, 2014.

BOURGEOIS, L. J. On the measurement of organizational slack. Academy of Management Review, v. 6, p. 29-39, 1981.

BOURGEOIS, L. J.; SINGH, J. V. Organizational slack and political behavior among top management teams. Academy of Management Proceedings, p. 43-48, 1983.

BROMILEY, Philip. Testing a causal model or corporate risk taking and performance. The Academy of Management Journal. v. 34, n. 1, p.37-59, 1991.

CORRÊA, W. E. Participação nos lucros ou resultados: uma metodologia inteligente aplicável a todas as empresas. São Paulo: Atlas, 1999.

CYERT, R. M.; MARCH, J. G. A behavioral theory of the firm. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1963.

DAVILA, A.; WOUTERS, M. Managing budget emphasis through the explicit design of conditional budgetary slack. Accounting, Organization and Society, v. 30, n. 6, p. 587-608, 2005.

ESPEJO, M. M. S. B. Perfil dos atributos do sistema orçamentário sob a perspectiva contingencial: uma abordagem multivariada. 2008. 216f. Tese (Doutorado em Ciências Contábeis) - Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2008.

FACÓ, J. F. B. Capacidade de inovação organizacional: uma análise aplicada à indústria de transformação paulista. 2009. 215 f. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) - Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, Brasil, 2009.

FISCHER, A. L. Um resgate conceitual e histórico dos modelos de gestão de pessoas. In: FLEURY, M. T. L.; SAMPAIO, J. R. (orgs.). As pessoas na organização. São Paulo: Gente, 2002.

FLECK, D. L.; SENDER, G. Folga organizacional em bancos brasileiros nos anos 1990. In: HILAL, A.; MACEDO-SOARES, T. (orgs.). Estudos em negócios II. Rio de Janeiro: Mauad, 2005.

FREZATTI, F. Orçamento empresarial: planejamento e controle gerencial. São Paulo: Atlas, 2006.

FREZATTI, F.; RELVAS, T.; JUNQUEIRA, E. R.; NASCIMENTO, A. R.; OYADOMARI, J. C. Críticas ao orçamento: problemas com o artefato ou a não utilização de uma abordagem abrangente de análise? Advances in Scientific and Applied Accounting, v. 3, n. 2, p. 190-216, 2010.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

HAIR JR, J. F. Análise multivariada de dados. Traduzido por Adonai Schlup Sant’Anna e Anselmo Chaves Neto. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

HANSEN, S. C.; OTLEY, D. T.; VAN DER STEDE, W. A. Practice developments in budgeting: an overview and research perspective. Journal of Management Accounting Research, v. 15, n. 1, p. 95-116, 2003.

INDJEJIKIAN, R. J.; MATEJKA, M. Organizational slack in decentralized firms: the role of business unit controllers. The Accounting Review, v. 81, n. 4, p. 849-872, 2006.

JENSEN, M. C.; MURPHY, K. J. Performance pay and top-management incentives. The Journal of Political Economy, v. 98, n. 2, p. 225-264, 1990.

JUNQUEIRA, E.; OYADOMARI, J. C. T.; MORAES, R. O. Reservas orçamentárias: um ensaio sobre os fatores que levam à sua constituição. ConTexto, v. 10, n. 17, p. 31-42, 2010.

KRAUTER, E.; SOUSA, A. F. Executive compensation and corporate financial performance: empirical evidences on Brazilian industrial companies. Journal of Modern Accounting and Auditing, v. 9, n. 5, p. 650-661, 2013.

LAVARDA, C. E. F; FANK, O. L. Relação da assimetria da informação, da participação orçamentária e do risco na criação da folga orçamentária. Contextus, v. 12, n. 1, p. 81-110, 2014.

LEITE, R. M.; SILVA, H. F. N.; CHEROBIM, A. P. M. S.; BUFREM, L. S. Orçamento empresarial: levantamento da produção científica no período de 1995 a 2006. Revista Contabilidade & Finanças, USP, v. 19, n. 47, p. 56-72, 2008.

LIMA, A. F. Estudo da relação causal entre os níveis organizacionais de folga, o risco e o desempenho financeiro de empresas manufatureiras. 2008. 252f. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, Brasil, 2008.

LUNKES, R. J. Manual do orçamento. São Paulo: Atlas, 2003.

MACHADO, D. G.; BEUREN, I. M. Política de remuneração de executivos: um estudo em empresas industriais brasileiras, estadunidenses e inglesas. Gestão & Regionalidade, v. 30, n. 90, 2014.

MARQUART, A.; LUNKES, R. J.; ROSA, F. S. Um estudo sobre práticas de remuneração estratégica nas maiores empresas de Santa Catarina. Gestão e Sociedade (UFMG), v. 6, n. 2, p. 296-317, 2012.

MARTINS, G. A.; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. São Paulo: Atlas, 2007.

MUSSA, A.; RÊGO, R. H. T.; SECURATO, J. R. O processo orçamentário e as imagens da organização. In: CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE, 10.; 2010, São Paulo. Anais... São Paulo: FEA/USP, 2010.

NEELY, A.; SUTCLIFF, M. R.; HEYNS, H. R. Driving value through strategic planning and budgeting. New York: Accenture, 2001.

NOHRIA, N.; GULATI, R. What is the optimum amount of organizational slack?A study of the relationship between slack and innovation in multinational firms. European Management Journal, v. 15, n. 6, p. 603-611, 1997.

ODELIUS, C. C.; SANTOS, A. R. Percepção de justiça organizacional de sistemas de remuneração em organizações públicas. Alcance (Univali), v. 15, n. 2, p. 226-242, 2008.

OLIVEIRA, C. R.; LAVARDA, C. E. F.; PATON, C. Fatores determinantes da folga orçamentária associados ao ciclo de vida organizacional. In: SEMINÁRIOS EM ADMINISTRAÇÃO, 13.; 2010, São Paulo. Anais... São Paulo: FEA/USP, 2010.

ONSI, M. Factor analysis of behavioral variables affecting budgetary slack. The Accounting Review, v. 48, n. 3, p. 535-548, 1973.

QUINTAS, T. T.; BEUREN, I. M. Abordagens sobre folga organizacional nas pesquisas publicadas em periódicos internacionais: um ensaio teórico. Revista de Administração da UFSM, v. 4, n. 1, p. 53-72, 2011.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

SENDER, G. O papel da folga organizacional nas empresas: um estudo em bancos brasileiros. 226 f. 2004. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, 2004.

SHARFMAN, M. P.; WOLF, G.; CHASE, R. B.; TANSIK, D. A. Antecedents of organizational slack. The Academy of Management Review, v. 13, n. 4, p. 601-614, 1988.

SOARES, J. P. R. F. A influência da orientação à geração de valor ao acionista nas práticas de gestão de pessoas. 113 f. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2006.

TAN, J.; PENG, M. W. Organizational slack and firm performance during economic transitions: two studies from an emerging economy. The Strategic Management Journal. v. 24, n. 13, p. 1249-1263, 2003.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

WOOD JUNIOR, T.; PICARELLI FILHO, V. Remuneração estratégica: nova vantagem competitiva. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.