Autogestão e Práticas Organizacionais Transformadoras Contribuições a Partir de um Caso Empírico Outros Idiomas

ID:
39681
Resumo:
O avanço das iniciativas coletivistas de trabalho tem alcançado amplo destaque nas últimas décadas, o que justifica a importância de discussões que contribuam com suas formas de organização. É neste sentido que o presente trabalho teve por objetivo trazer aportes para fomentar a discussão da autogestão nas organizações solidárias. Para tal, realizou-se uma revisão da literatura, bem como recorreu-se a uma pesquisa participante em uma organização coletivista da Venezuela, com o intuito de elucidar exemplos empíricos que possam aprofundar na fundamentação de práticas da organização do trabalho nos empreendimentos solidários. Enquanto apontamentos, constatou-se que na organização do trabalho o objeto empírico analisado caminha para um conjunto de princípios que visam a negar a lógica de dominação burocrática, dando ênfase a um modo de gestão que preza a distribuição equitativa do capital, a negação das hierarquias e que conciliam o pensar com o agir. No mesmo sentido, a observância de princípios que trazem ideias da equidade em detrimento da igualdade, bem como do consenso em contraponto à votação, apontam para o aprofundamento na constituição de modos de gestão que visam à descentralização do poder.
Citação ABNT:
PINHEIRO, D. C.; PAULA, A. P. P. Autogestão e Práticas Organizacionais Transformadoras Contribuições a Partir de um Caso Empírico . Desenvolvimento em Questão, v. 14, n. 33, p. 233-266, 2016.
Citação APA:
Pinheiro, D. C., & Paula, A. P. P. (2016). Autogestão e Práticas Organizacionais Transformadoras Contribuições a Partir de um Caso Empírico . Desenvolvimento em Questão, 14(33), 233-266.
Link Permanente:
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Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
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