Capacidade absortiva em agências de viagens: um estudo no Estado de Sergipe, Brasil Outros Idiomas

ID:
40080
Resumo:
Este artigo tem como objetivo analisar a capacidade absortiva de agências de viagens, com base no modelo de capacidade absortiva de Zahra e George (2002). A pesquisa se justifica dada a representativa do segmento turístico no setor de serviços e a necessidade de utilizar medidas de inovação mais próximas das especificidades do setor e voltadas às capacidades dinâmicas dessas empresas. O estudo é quantitativo, com abordagem exploratória e descritiva. Foi utilizada uma survey, tendo um questionário como instrumento de coleta de dados. A pesquisa foi realizada junto às agências de viagens filiadas à ABAV Sergipe – Associação Brasileira das Agências de Viagens do Estado de Sergipe, totalizando inicialmente 50 empresas listadas, das quais 08 não puderam participar, de modo que foi obtido um total de 42 (84%) respondentes, incluindo as agências de viagens localizadas no interior do Estado. A tabulação e análise dos dados foram feitas com o auxílio dos softwares IBM SPSS Statistics 19, Minitab 17 e Microsoft Excel 2007. Os resultados demonstraram que a imitação criativa é uma das principais fontes de inovação para as agências do Estado de Sergipe e fruto do relacionamento com clientes e outras empresas, sejam concorrentes ou fornecedores, o que torna essas empresas abertas para novos conhecimentos. As agências pesquisadas também criam redes informais que garantem que o conhecimento e as informações de que necessitam sejam transmitidas dentro da organização de maneira rápida e dinâmica. Como contribuição, o artigo avança na literatura de inovação e turismo, ao estudar a inovação sob uma perspectiva diferente da shumpeteriana, propondo uma lente de análise alternativa.
Citação ABNT:
BEZERRA, ?. D.; SILVA, G.; SILVA, D. E. P. Capacidade absortiva em agências de viagens: um estudo no Estado de Sergipe, Brasil. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, v. 10, n. 1, p. 89-107, 2016.
Citação APA:
Bezerra, ?. D., Silva, G., & Silva, D. E. P. (2016). Capacidade absortiva em agências de viagens: um estudo no Estado de Sergipe, Brasil. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, 10(1), 89-107.
DOI:
http://dx.doi.org/10.7784/rbtur.v10i1.1054
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/40080/capacidade-absortiva-em-agencias-de-viagens--um-estudo-no-estado-de-sergipe--brasil/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Araújo, R. M.; Silva, A. M.; Christo, R. S. C. (2012). Turismo na era on-line: um estudo sobre emarketing em agências de viagens de Natal-RN. Holos, v. 4, p. 199-215.

Babbie, E. (2003). Métodos de pesquisa de survey. Belo Horizonte: UFMG.

Barney, J. (1991). Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, 17(1), 99-120.

Barney, J. B. (1986). Strategic factor markets: Expectations, luck, and business strategy. Management Science, 32(10), 1231-1241.

Bryman, A.; Bell, E. (2011). Business Research Methods. 3. ed. New York: Oxford University Press.

Buhalis, D. (1998). Strategic use of information technologies in the tourism industry. Tourism Management, 19(5), 409-421.

Buhalis, D.; Law, R. (2008). Progress in information technology and tourism management: 20 years on and 10 years after the Internet - The state of eTourism research. Tourism Management, 29(4), 609-623.

Camison, C.; Monfort-Mir, V. M. (2012). Measuring innovation in tourism from the Schumpeterian and the dynamic-capabilities perspectives. Tourism Management, 33(4), 776-789.

Castells, M. (1999). A Sociedade em Rede. 6. ed. São Paulo: Paz e Terra.

Caves, R. E.; Porter, M. E. (1977). From entry barriers to mobility barriers: Conjectural decisions and contrived deterrence to new competition. The Quarterly Journal of Economics, p. 241-261.

Chesbrough, H. (2003). Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology. Boston: Harvard Business Review.

Cohen, W. M.; Levinthal, D. A. (1990). Absorptive capacity: a new perspective on learning and innovation. Administrative Science Quarterly, p. 128-152.

Dias, R. (2008). Sociologia das Organizações. São Paulo: Atlas.

Dierickx, I.; Cool, K. (1989). Asset stock accumulation and sustainability of competitive advantage. Management Science, 35(12), 1504-1511.

Donaire, D.; Silva, M. P.; Gaspar, M. A. (2009). A rede de negócios do turismo: um estudo sobre suas características e implicações estratégicas. Turismo-Visão e Ação, 11(1), 112-134.

Dosi, G.; Nelson, R.; Winter, S. (Eds.). (2000). The nature and dynamics of organizational capabilities. Oxford University Press.

Gallouj, F.; Weinstein, O. (1997). Innovation in services. Research Policy, 26(4), 537-556.

Gorni, P. M.; Dreher, M. T.; Machado, D. D. P. N. (2009). Inovação em serviços turísticos: a percepção desse processo em agências de viagens. Revista Acadêmica Observatório de Inovação do Turismo, 4(1).

Hatten, K. J.; Schendel, D. E. (1977). Heterogeneity within an industry: firm conduct in the US brewing industry, 1952-71. The Journal of Industrial Economics, p. 97-113.

Hjalager, A. M. (2002). Repairing innovation defectiveness in tourism. Tourism Management, 23(5), 465-474.

Hjalager, A. M. (2010). A review of innovation research in tourism. Tourism Management, 31(1), p. 112.

Lago, R.; Cancellier, E. L. P. L. (2005). Agências de viagens: desafios de um mercado em reestruturação. Turismo – Visão e Ação, 7(3), 495-502.

Lins, H. N. (2013). A pós-modernidade e sua narrativa: o setor de turismo em debate. Human and Social Sciences, 35(1), 37-47.

Lohmann, P. (2012). A inovação do turismo no Brasil: os desafios na construção de sua trajetória. Revista Acadêmica Observatório de Inovação do Turismo, 7(2).

Luna, E. D. S.; Tibcherani, F. A. D. O.; Bleyer, V. M. D. L. (2012). Tecnologia da Informação nas agências de viagens. Anuário da Produção Científica dos Cursos de Pós-Graduação, 5(5), 45-61.

Machado, D. D. P. N.; Dreher, M. T.; Gorni, P. M. (2009). Inovação em serviços turísticos: a percepção desse processo em agências de viagens. Revista acadêmica Observatório de Inovação do Turismo, 1(2).

Minghetti, V.; Buhalis, D. (2010). Digital Divide in Tourism. Journal of Travel Research, 49(3), 267281.

Molina, S. (2004). O Pós-Turismo. 2. ed. rev. São Paulo: Aleph.

Neuman, L. W. (1997). Social research methods: qualitative and quantitative approaches. 3. ed. Boston: Allyn & Bacon.

Newbert, S. L. (2008). Value, rareness, competitive advantage, and performance: a conceptual-level empirical investigation of the resource-based view of the firm. Strategic Management Journal, 29(7), 745-768.

Powell, T. C. (2001). Competitive advantage: logical and philosophical considerations. Strategic Management Journal, 22(9), 875-888.

Prahalad, C. K.; Hamel, G. (1990). The core competence of the corporation. Harvard Business Review, 90(3), 79-90.

Priem, R. L.; Butler, J. E. (2001). Is the resource-based “view” a useful perspective for strategic management research? Academy of Management Review, 26(1), 22-40.

Santos Filho, J. (2011). Do pensar histórico à negação do pós-turismo: ensaio crítico sobre pósturismo. Rosa dos Ventos -Turismo e Hospitalidade, 3(3).

Schumpeter, J. (1961). Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura.

Silva, G.; Dacorso, A. L. R. (2013). Inovação aberta como uma vantagem competitiva para a micro e pequena empresa. Revista de Administração e Inovação, 10(3), 251-268.

Silva, G.; Silva, D. E. P. (2015). Inovação aberta em serviços e o papel do cliente no ambiente de negócios: uma análise com estudantes universitários. Navus-Revista de Gestão e Tecnologia, 5(3), 74-87.

Silva, V. D. (2011). O Pós-Turismo na Sociedade da Informação. International Business and Economics Review, 123. 135.

Srour, R. H. (1998). Poder, Cultura e Ética nas Organizações. São Paulo: Campus.

Tang, H. K. (1998). An Integrative model of innovation in Organizations. Technovation, 18(5), 297-309.

Teece, D. J.; Pisano, G.; Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, 18(7), 509-533.

Thomas, R.; Shaw, G.; Page, S. J. (2011). Understanding small firms in tourism: A perspective on research trends and challenges. Tourism Management, 32(5), 962-976.

Vasconcellos, L. H. R.; Marx, R. (2011). Como ocorrem as inovações em serviços? Um estudo exploratório de empresas no Brasil. Gestão & Produção, 18(3), 443-460.

Wernerfelt, B. (1984). A resource-based view of the firm. Strategic Management Journal, 5(2), 171-180.

World Travel & Tourism Council. (2012). Travel & Tourism Economic Impact 2012 Brazil. Disponível em: . Acesso em: 08 de outubro,2015.

Zahra, S. A.; George, G. (2002). Absorptive capacity: A review, reconceptualization, and extension. Academy of Management Review, 27(2), 185-203.