A Representação do Vinho do Vale do São Francisco na Mídia Outros Idiomas

ID:
4055
Resumo:
O estabelecimento de produtos inovadores no mercado representa um problema para os empreendedores, principalmente quando não há uma cultura de produção e consumo do produto. Neste contexto, a vitivinicultura do Vale do São Francisco depara-se com o desafio de ser reconhecida como produtora de vinhos finos de qualidade. A construção dessa identidade ocorre em vários momentos, e tem a influência de diversos atores, entre eles, a mídia. Assim, reconhecendo a dimensão significativa da representação cultural, buscamos compreender como estão sendo formadas as representações associadas ao vinho do Vale na mídia. O corpus da pesquisa foi formado com matérias de mídias impressas, televisivas, radiofônicas e digitais. Em sua análise, utilizamos a semiologia estruturalista de Barthes. Observamos que a representação cultural do vinho tem ocorrido de forma estigmatizada, permeada por preconceitos. A predominância dos aspectos negativos na representação deste produto tem causado um distanciamento do reconhecimento desejado.
Citação ABNT:
SOUZA, A. C. R.; MACEDO, J. S.; MELLO, S. C. B. A Representação do Vinho do Vale do São Francisco na Mídia. Innovation and Management Review, v. 8, n. 3, art. 17, p. 6-32, 2011.
Citação APA:
Souza, A. C. R., Macedo, J. S., & Mello, S. C. B. (2011). A Representação do Vinho do Vale do São Francisco na Mídia. Innovation and Management Review, 8(3), 6-32.
DOI:
10.5773/rai.v8i3.784
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/4055/a-representacao-do-vinho-do-vale-do-sao-francisco-na-midia/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Amaral, R. M. (2005). Representações sociais e o discurso midiático: como os meios de comunicação de massa fabricam a realidade. Revista Lâmina, v. 1, p. 1-15.

Barthes, R. (1967). A atividade estruturalista. In C. H. Escobar (Org.), O método estruturalista. (pp. 57-63). Rio de Janeiro: Zahar.

Barthes, R. (1993). Mitologias. (9a ed.). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

Barthes, R. (2006). Elementos da semiologia. (17a ed.). São Paulo: Cultrix.

Bergmann, L. M. (2007). Manifestações dos alunos sobre professores/escola no Orkut. Anais do Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais (SIGET), Santa Catarina.

Campos, M. B. (2006). A mídia colaborado na constituição dos corpos na contemporaneidade. Anais do Seminário Fazendo Gênero 7, Florianópolis.

Charaudeau, P. (2006). Discurso das mídias (A. S. M. Correa, Trad.). São Paulo: Contexto.

Chartier, R. (2002). A história cultural: entre práticas e representações. (2a ed.). Algés: Difusão Editorial.

Creswell. J. W. (2007). Qualitative inquiry& research design: choosing among five approaches. (2nd ed.). Thousand Oaks: Sage.

Denzin, N. K.; Lincoln, Y. S. (1994). Introduction: entering the field of qualitative research. In N. K. Denzin, & Y. S. Lincoln (Eds.), Handbook of qualitative research. (pp. 1-18). Thousand Oaks: Sage.

Du Gay, P. (1997). Introduction. In P. Du Gay (Ed.), Production of culture/cultures of production (pp. 1-11). London: Sage Publications.

Du Gay, P.; Hall, S.; Janes, L.; Mackay, H.; Negus, K. (1997). Doing cultural studies: the story of the Sony walkman. London: Sage Publications.

Dweck, D. (2006). Está sobrando vinho: consumo baixo, boas safras e novos produtores deixaram bilhões de litros encalhados. Recuperado em 19 de janeiro, 2011, de http://veja.abril.com.br/081106/p_068.html.

Freire Filho, J. (2005). Força de expressão: construção, consumo e contestação das representações midiáticas das minorias. Revista FAMECOS, v. 28, p, 18-29.

Garcia-Parpet, M. F. (2004). Mundialização dos mercados e padrões de qualidade: vinho, o modelo francês em questão. Tempo Social, 16(2), 129-150.

Garcia, A. D.; Rocha, S.; Hinerasky, D. (2007). O gaúcho na tela: a representação da identidade cultural regional na série históricas curtas. Anais do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 30. São Paulo.

Gendron, B. (1986). Theodor Adorno meets the cadillacs. In T. Modelski (Ed.), Studies in entertainment. (pp. 18-36). Bloomington: University Press.

Guerra, V. M. L. (2006). Discurso, representação e relações intersemióticas. Estudos Lingüísticos, v. 35, p. 1970-1980.

Hall, S. (1997). Introduction. In S. Hall (Ed.), Representation: cultural representations and signifying practices. (pp. 1-12). London: Sage Publications.

Hall, S. (1997). Representation cultural representations and signifying practices. London: Sage Publications.

Hall, S. (1997). The work of representation. In S. Hall (Ed.), Representation: cultural representations and signifying practices. (pp. 13-74). London: Sage Publications.

Llopis, G. Y. (1997). Denominações de origem e indicações geográficas de produtos vitivinícolas. (J. Tonietto, Trad.). Bento Gonçalves: Embrapa.

Machado, R. (2004). Em volta do vinho. São Paulo: Globo.

Marx, K.; Engels, F. (2004). A ideologia alemã. São Paulo: Martin Claret.

Minayo, M. C. S. (2000). O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. (7a ed.). São Paulo: Hucitec.

Moreno, M. V. F.; Garcia-Pardo, I. P. (2009). Estrategia de innovación como factor determinante del éxito de las cooperativas vitivinícolas de castilla la mancha. Revesco, 98(2), 70-96.

Negus, K. (1997). The production of culture. In P. Du Gay (Ed.), Production of culture/cultures of production. (pp. 67-118). London: Sage Publications.

Nixon, S. (1997). Circulating culture. In P. Du Gay (Ed.), Production of culture/cultures of production. (pp. 177-234). London: Sage Publications.

Nogueira, C. M. M. (2004). Considerações sobre o modelo de análise do discurso de Patrick Charaudeau. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, 6(1), 1-6.

Oliveira, F. O.; Werba, G. C. (1998). Representações sociais. In M. G. C. Jacques et al. Psicologia social contemporanea: livro-texto. (pp. 104-117). Petrópolis: Vozes.

Oliveira, I. S. (2004). Questões de representações e posições discursivas. Estudos Lingüísticos, v. 33, p. 1187-1192.

Paiva Jr.; F. G.; Leão, A. L. M. S.; Mello, S. C. B. (2007). Validade e confiabilidade na pesquisa qualitativa em administração. Anais do Encontro de Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade, 1. Recife.

Robinson, J. (1999). The Oxford companion of wine. Oxford: Oxford University Press.

Roese, M. (2008). O mondovino de cabeça para baixo: as transformações no mercado internacional do vinho e o novo empresariado vinícola. Revista de Sociologia e Política, 16(31), 71-83.

Rüdiger, F. (2007). Introdução às teorias da cibercultura: tecnocracia, humanismo e crítica no pensamento contemporâneo. (2a ed.). Porto Alegre: Sulina.

Santis, A. (2008). Vinhos do Sol lutam por mercado. Jornal do Commercio. maio 29.

Sgarbieri, A. N. (2006). Representações do gênero feminino da mídia impressa. Estudos Lingüísticos, v. 35, p. 386-371.

Silva, D. R. (2009). A mitologia na representação cultural e no consumo: efeito e recepção do signo da cachaça. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

Slater, D. (2002). Cultura do consumo & modernidade. São Paulo: Nobel.

Soares, M. C. (2007). Representações da cultura midiática: para a crítica de um conceito primordial. Anais do COMPÓS, 16. Curitiba.

Thiry-Cherques, H. R. (2008). Métodos estruturalistas: pesquisa em ciência de gestão. São Paulo: Atlas.

Woodward, K. (2000). Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In T. T. Silva, S. Hall, & K. Woodward (Orgs), Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. (pp. 7-72). Petrópolis: Vozes.