Reflexividade e Criticidade no Ensino de Graduação em Administração Outros Idiomas

ID:
40883
Resumo:
O ensaio objetiva levantar a hipótese de que existe uma lacuna no ensino de administração no que se refere à reflexividade e à criticidade e, como consequência, há necessidade de estudos empíricos e novos ensaios que possibilitem avaliações consistentes dos cursos visando sua atualização. As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) estabelecem habilidades técnicas e reflexivas aos egressos dos cursos. Porém as matrizes curriculares parecem priorizar conteúdos técnicos, em detrimento da formação reflexiva, ética, criativa e crítica. Como consequência, graduados em administração aparentam ter limitada capacidade de avaliar criticamente seus atos e limitações para propor soluções aos dilemas enfrentados pela sociedade contemporânea. O ensaio apresenta um panorama do pensamento crítico em administração, a partir de uma abordagem pluralista, considerando a diversidade epistemológica desse campo de estudos.
Citação ABNT:
KOPELKE, A. L.; BOEIRA, S. L. Reflexividade e Criticidade no Ensino de Graduação em Administração . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, v. 10, n. 1, p. 78-95, 2016.
Citação APA:
Kopelke, A. L., & Boeira, S. L. (2016). Reflexividade e Criticidade no Ensino de Graduação em Administração . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 10(1), 78-95.
DOI:
http://dx.doi.org/10.12712/rpca.v10i1.683
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/40883/reflexividade-e-criticidade-no-ensino-de-graduacao-em-administracao-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
AKTOUF, O. A administração entre a tradição e a renovação. São Paulo: Atlas, 1996.

ALCADIPANI, R. Resistir ao produtivismo: uma ode à perturbação Acadêmica. Cad. EBAPE.BR [online]. vol.9, n.4, pp. 1174-1178, 2011.

ALHADEFF-JONES, M. The three generations of complexity theories : nuances and ambiguities. Educational Philosophy and Theory, vol. 40, n . 1., p. 66-82. Journal compilation. Philosophy of Education Society of Australasia. Published by Blackwell Publishing, 9600 Garsington Road, Oxford, OX4 2DQ, UK and 350 Main Street, Malden, MA 02148, USA, 2008. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

AMADO, G., FAUCHEUX, C.; LAURENT, A. Mudança organizacional e realidades culturais: contrastes franco-americanos. In CHANLAT, J.F. O indivíduo na organização: dimensões esquecidas volume 2. São Paulo: Atlas, 1994.

AZEVÊDO, A. A sociologia antropocêntrica de Alberto Guerreiro Ramos. Tese (Doutorado em Sociologia). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2006.

BARIANI Jr., E. Guerreiro Ramos e a redenção sociológica: capitalismo e sociologia no Brasil. São Paulo: UNESP, 2011.

BERTERO, C. O.; ALCADIPANI, R. Guerra fria e ensino do management no Brasil: o caso da FGVEAESP. Revista de Administração de Empresas, v. 52, n. 3, p. 284-299, 2012.

BIELSCHOWSKY, R. Cinquenta anos de pensamento na CEPAL – uma resenha. Rio de Janeiro : Record, 2000, p. 15-68.

BURREL, G.; MORGAN, G. Sociological paradigms and organizational analysis. London: Heinemann, l979.

CALDAS, M. P.; BERTERO, C. O. Teoria das organizações. São Paulo: Atlas, 2007.

CAVALCANTI, B.; DUZERT, Y.; MARQUES, E. (Orgs.) Guerreiro Ramos. Coletânea de depoimentos; collection of testimonials. Rio de Janeiro: FGV, 2014.

CHANLAT, J-F. Análise das organizações: panorama da produção em língua francesa contemporânea (1950-2000). In: CHANLAT, J. F.; FACHIN, R.; FISCHER, T. Análise das organizações: perspectivas latinas. Vol. 1: Olhar histórico e constatações atuais. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006.

CHANLAT, J-F. Ciências sociais e management: reconciliando o econômico e o social. São Paulo: Atlas, 2000.

CNE (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO). Resolução CNE/CES 4/2005. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração, bacharelado, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 19 de julho de 2005, Seção 1, p. 26. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

DAVEL, E; ALCADIPANI, R. Estudos Críticos em Administração: a Produção Científica Brasileira nos Anos 1990. RAE Revista de Administração de Empresas, vol. 43, n. 4, out-dez 2003. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

DEMO, P. Sociedade provisória – perspectivas de uma metodologia processual dialética. In: Metodologia científica em ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1985.

DEWEY, J. Vida e educação. Tradução e estudo preliminar por Anísio Teixeira. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1965.

DOMINGUES, I. Em busca do método. In: DOMINGUES, I. (Org.). Conhecimento e transdisciplinaridade II: aspectos metodológicos. Belo Horizonte: IEAT/Editora UFMG, 2005.

ETKIN, J. Gestion del capital social y la organización sustentable: La superación de ambivalencias en la dimensión humana y cultural. Documento de estudio para el Programa de Formación en Excelencia Gerencial. Facultad de Ciencias Económicas de la UBA. Buenos Aires, 2008.

ETKIN, J. Inteligencia política y superación de las tensiones en la organización. Revista Gestão e Planejamento, Salvador-BA, ano 7, nº 13, jan./jun. 2006, p. 07-13. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

FADUL, E.M.C.; MAC-ALLISTER DA SILVA, M.A. Limites e possibilidades disciplinares da administração pública e dos estudos organizacionais. RAC Revista de Administração Contemporânea, v. 13, n. 3, p. 351-365, jul/ago, 2009. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

FARIA, J. H. Teoria crítica em estudos organizacionais no Brasil: o estado da arte. Cadernos EBAPE. BR, v. 7, n. 3, artigo 8, Rio de Janeiro, Set. 2009. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

FISCHER, T. Alice através do espelho ou Macunaíma em Campus Papagalli? Mapeando rotas de ensino dos estudos organizacionais no Brasil. In: CHANLAT, J.F.; FACHIN. R.; FISCHER, T. (Orgs.). Análise das organizações: perspectivas latinas. Vol. 1.: Olhar histórico e constatações atuais. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2006.

FORTIN, R. Compreender a complexidade. Introdução a O método de Edgar Morin. Lisboa: Instituto Piaget, 2007.

FRANÇA FILHO, G. C. Decifrando a noção de paraeconomia em Guerreiro Ramos: a atualidade de sua proposição. Organizações & Sociedade, v. 17, n. 52, art. 10, p. 175-197, 2010. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

FRANÇA FILHO, G. C. Para um olhar epistemológico da administração: problematizando o seu objeto. In: SANTOS, R. S. (Org.). A administração política como campo do conhecimento. São Paulo: Mandacaru, 2004.

GAIGER, L. I. A Economia Solidária e a revitalização do paradigma cooperativo. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol.28 n. 82, São Paulo, jun./2013. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

GARDNER, H. Inteligência: um conceito reformulado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

GAULEJAC, V. Gestão como doença social: Ideologia, poder gerencialista e fragmentação social. Aparecida – SP, Ideias & Letras, 2007.

GIANNOTTI, J. A. A universidade em ritmo de barbárie. São Paulo: Brasiliense, 1986.

GIROLETTI, D. Administração no Brasil: potencialidades, problemas e perspectivas. RAE Revista de Administração de Empresas. Vol. 45. Edição Especial Minas Gerais. 2005. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015. GREY, C. Um livro bom, pequeno e acessível sobre estudos organizacionais. 2ª ed. Porto Alegre: BOOKMAN, 2010.

GREY, C. Um livro bom, pequeno e acessível sobre estudos organizacionais. 2ª ed. Porto Alegre: BOOKMAN, 2010.

GRISALES, R. M. Formar em administración: por una nueva fundamentación filosófica. Bogotá: Siglo del Hombre Editores, Universidad EAFIT, 2011.

GUERREIRO RAMOS, A. A nova ciência das organizações: uma reconceituação da riqueza das nações. 2º ed, Rio de Janeiro: Ed da Fundação Getúlio Vargas, 1989.

GUERREIRO RAMOS, A. A redução sociológica: Introdução ao estudo da razão sociológica. Instituto Superior de Estudos Brasileiros. Rio de Janeiro: 1958.

GUERREIRO RAMOS, A. Homem-organização e homem-parentético. In: GUERREIRO RAMOS, A. Mito e verdade da revolução brasileira. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1963.

GUERREIRO RAMOS, A. Modelos de homem e teoria administrativa. RAP Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro, v. 18, n.2, p. 3-12, abr/jun 1984. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

HENDERSON, H.; SETHI, S. Mercado ético: a força do novo paradigma empresarial. São Paulo: Cultrix, 2007.

HOLANDA, S. B. de. Raízes do Brasil. 13ª edição. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979.

INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Anísio Teixeira. Resumo técnico: senso da educação superior 2009. Brasília: INEP, 2010. 37 p.

LAW, J. Organization, narrative and strategy. In: HASSARD, J., PARKER, M. (Orgs.). Towards a new theory of organizations. Londres: Routledge, 1994, p. 248-268.

LEISINGER, K. M.; SCHMITT, K. Ética empresarial: responsabilidade global e gerenciamento moderno. Petrópolis: Vozes, 2001.

LE MOIGNE, J-L. La théorie du système général – théorie de la modélisation. Paris: Presses Universitaires de France, 1977.

MARIOTTI, H.; ZAUHY, C. Gestão da complexidade: Ferramentas conceituais e práticas. Disponível em:< http://www.humbertomariotti. com.br/gestao.html> Acesso em: 17 de janeiro de 2014.

MORIN, E. A via para o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.

MORIN, E. Complejidad restringida y complejidad generalizada o las complejidades de la Complejidad. Utopía y Praxis Latinoamericana, vol. 12, núm. 38, julio-septiembre, 2007a, pp. 107-119, Universidad del Zulia, Maracaíbo, Venezuela. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

MORIN, E. Em busca dos fundamentos perdidos: textos sobre o marxismo. 2ª ed. Porto Alegre: Sulina, 2004.

MORIN, E. Le paradigme perdu: la nature humaine. Paris: Editions du Seuil, 1973.

MORIN, E. O método 5: a humanidade da humanidade. Porto Alegre: Sulina, 2002.

MORIN, E. Restricted complexity, general complexity. In: GERSHENSON, C.; AERTS, D.; EDMONDS, B., Worldviews, science and us: Philosophy and complexity. Singapore: World Scientific Pub Co Inc., 2007b.

MOTTA, F. P. Organização & poder: empresa, estado e escola. São Paulo: Atlas, 1986.

MOTTA, F. P. Teoria das organizações: evolução e crítica. 2ª ed. revista e ampliada. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

NICOLINI, A. Qual será o futuro das fábricas de administradores? Revista de Administração de Empresas – RAE, vol. 43, nº 2, p.43-54, abr./maio/ jun./2003.

PAES-DE-PAULA, A. P.; MARANHÃO, C. M. S. A.; BARRETO, R. O.; KLECHEN, C. F. A tradição e a autonomia dos Estudos Organizacionais Críticos no Brasil. RAE Revista de Administração de Empresas. Vol.50, n.1, jan./mar. 2010. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

PAES-DE-PAULA, A. P. Teoria crítica nas organizações. São Paulo, Thompson Learning, 2008.

REED, M. Teorização organizacional: um campo historicamente contestado. In: CLEGG, S. R.; HARDY, C.; NORD, W.R. Handbook de estudos organizacionais: modelos de análise e novas questões em estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 1998.

RIBEIRO, D. A.; SACRAMENTO, A.R.S. Ensino e currículo em administração: a opção brasileira. Revista Gestão e Planejamento, Salvador-BA, V. 10, nº 2, p. 193-205, jul./dez. 2009.

RODRIGUES, S. B.; CARRIERI, A. P. A Tradição Anglo-Saxônica nos Estudos Organizacionais Brasileiros. RAC – Revista de Administração Contemporânea, Edição Especial 2001: 81-102. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

ROULEAU, L. Emoção e repertórios de gênero nas organizações. In: DAVEL, E.; VERGARA, S. (Orgs.) Gestão com pessoas e subjetividade. São Paulo: Atlas, 2007.

SANTOS, B. S. A Crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez, 2011.

SARAIVA, L. A. S. A educação superior em administração no Brasil e a questão da emancipação: um túnel no fim da luz? Revista Gestão e Planejamento, Salvador, v. 12, n. 1, p. 41-60, jan./ jun. 2011. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

SÉGUIN, F.; CHANLAT, J-F. (Orgs.) L´analyse de organisations: une anthologie sociologique. Tome 1 Les théories de l´organisation. Montréal: Gaëtan Morin Éditeur Itée, 1992.

SERVA, M. A importação de metodologias administrativas no Brasil – uma análise semiológica, in RAP Revista de Administração Pública, 26(4):128-44, out/dez 1992. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

SILVA, A. O. Maurício Tragtenberg: militância e pedagogia libertária. Ijuí: Ed. Unijuí, 2008.

SINAY, M. C. F.; DALBEM, M. C.; LOUREIRO, I. A.; VIEIRA, J. M. Ensino e pesquisa em gestão ambiental nos programas brasileiros de pós-graduação em administração. Revista de Administração Mackenzie, v. 14, n. 3, p. 55-82, 2013. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2015.

SORJ, B. A nova sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

SOUZA, J. A tolice da inteligência brasileira: ou como o país se deixa manipular pela elite. São Paulo: LeYa, 2015.

SOUZA-SILVA, J. C.; DAVEL, E. Concepções, práticas e desafios na formação do professor: examinando o caso do ensino superior de administração no Brasil. Organizações & Sociedade, Salvador, v. 12, n. 35, p. 113134, out./ dez. 2005.

TRAGTENBERG, M. A delinqüência acadêmica: o poder sem saber e o saber sem poder. São Paulo: Rumo Gráfica Editora, 1979.

TRAGTENBERG, M. Administração, poder e ideologia. São Paulo: Ed. Moraes, 1980.

TRAGTENBERG, M. Burocracia e ideologia. São Paulo: Ed. Ática, 1985.

TRAGTENBERG, M. Memórias de um autodidata no Brasil. São Paulo, Ed. Escuta, 1999