Colaboração Acadêmica em Bancas de Mestrado na PósGraduação Stricto Sensu em Contabilidade Outros Idiomas

ID:
40928
Resumo:
A partir das relações sociais dos pesquisadores, o conhecimento científico é criado e desenvolvido (Kuhn, 1978). Essa colaboração científica pode ser identificada por meio da análise das redes sociais (Barabási, 2003; Godechot & Mariot, 2004; Katz, 1993; Newman, 2001; Price, 1966; Smith, 1958). Tendo por base tal premissa, este trabalho tem como objetivo identificar e analisar a dinâmica da estrutura de relacionamentos existentes entre os programas de pós-graduação stricto sensu na área de Ciências Contábeis no Brasil, sob a ótica das redes sociais por meio da interação em bancas de mestrado. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo, utilizando-se da Análise de Redes Sociais para identificar a estrutura da rede científica e acadêmica por meio da colaboração dos docentes dos programas de pósgraduação stricto sensu em Ciências Contábeis na participação em bancas de mestrado. Foram identificados 241 professores de 18 programas de pós-graduação stricto sensu em Ciências Contábeis que colaboraram entre si em 1.002 bancas de mestrado no período de 2002 a 2010. Verificou-se que a criação de novos programas de pós-graduação stricto sensu e a inserção de novos docentes foi decisiva para o aumento da colaboração em bancas de mestrado. Diante de tais evidências, os resultados identificaram um campo contábil com um futuro cenário de evolução da colaboração científica e acadêmica, confirmando que o conhecimento científico é criado e desenvolvido a partir das relações sociais dos atores envolvidos na área.
Citação ABNT:
BARBOSA NETO, J. E.; CUNHA, J. V. A. Colaboração Acadêmica em Bancas de Mestrado na PósGraduação Stricto Sensu em Contabilidade. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 19, n. 1, p. 126-145, 2016.
Citação APA:
Barbosa Neto, J. E., & Cunha, J. V. A. (2016). Colaboração Acadêmica em Bancas de Mestrado na PósGraduação Stricto Sensu em Contabilidade. Contabilidade, Gestão e Governança, 19(1), 126-145.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/40928/colaboracao-academica-em-bancas-de-mestrado-na-posgraduacao-stricto-sensu-em-contabilidade/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Balancieri, R. (2004). Análise de redes de pesquisa em uma plataforma de gestão em ciência e tecnologia: uma aplicação à Plataforma Lattes. (Dissertação de mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

Barabási, A. (2003). Linked: how everything is connected to everything else and what it means for business, science, and everyday life. [S. l.]: A Plume Book.

Beaver, D. B.; Rosen, R. (1979). Studies in scientific collaboration: part III: professionalization and the natural history of modern scientific coauthorship. Scientometrics, 1(3), 231-245.

Borgatti, S. P.; Everett, M. G.; Freeman, L. C. (2002). UCINET for Windows: Software for Social Network Analysis. Boston: Harvard Analytic Technologies.

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (2004). Relatório de avaliação capes 2007-2009. Brasília.

Crubellate, J. M.; Rossoni, L.; Mello, C. M.; Valenzuela, J. B. (2008). Respostas estratégicas de programas paranaenses de mestrado/doutorado em administração à avaliação da CAPES: configurando proposições institucionais a partir de redes de cooperação Acadêmica. Revista de Negócios, 13(2), 77-92.

Cruz, A. P. C. (2010). Perspectiva colaborativa no campo de contabilidade gerencial: uma análise institucional no triênio 2007-2009. (Dissertação de mestrado). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

Cruz, A. P. C.; Espejo, M. M. S. B.; Costa, F. (2010). Perspectiva colaborativa no campo de pesquisa em contabilidade gerencial: uma análise institucional no triênio 2007-2009. Anais do Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 34.

Dantas, F. (2004). Responsabilidade social e pós-graduação no Brasil: ideias para (avali)ação. Revista Brasileira de Pós-graduação, 1(2), 141-159.

Espejo, M. M. S. B.; Cruz, A. P. C.; Walter, S. A.; Gassner, F. P. (2009). Campo da Pesquisa em contabilidade: uma análise de redes sob a perspectiva institucional. Anais do Congresso da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Contabilidade, São Paulo, SP, Brasil, 3.

Freeman, L. C. (1984). Turning a profit from mathematics: the case of social networks, Journal of Mathematical Sociology, 10(3/4), 343-360.

Gall, M. D.; Gall, J. P.; Borg, W. R. (2007). Educational research: an introduction. 8a ed. Boston: Person/Allyn and Bacon.

Giddens, A. (1989). A Constituição da sociedade. São Paulo: Martins Fontes.

Glänzel, W. (2001). National characteristics in international scientific co-authorship relations. Scientometrics, 51(1), 69-115.

Glänzel, W.; Leta, J.; Thijs, B. (2006). Science in Brazil.Part 1: a macro-level comparative study. Scientometrics, 67(1), 67-86.

Glänzel, W.; Schubert, A. (2004). Analyzing Scientific Networks through co-authorship. In: H. F. Moed, W. Glänzel, & U. Schmoch, (Eds.), Handbook of quantitative science and technology research. (Chap. 11). pp. 257-276. Netherlands: Kluwer Academic Publishers.

Godechot, O.; Mariot, N. (2004). Les deux formes du capital social: Structure relationnelle des jurys de thèses et recrutement en science politique. Revue Française de Sociologie, 45(2), 243-282.

Granovetter, M. S. (1973). The strength of weak ties. The American Journal of Sociology, 78(6), 1360-1280.

Hatch, M. J. (1997). Organization theory: modern, symbolic and postmodern perspectives. Oxford: Oxford University Press.

Katz, J. S. (1993). Bibliometric assessment of intranational university-university collaboration. (Doctoral dissertacion). Science Policy Research Unit, University of Sussex, Brighton, United Kingdom.

Kodama, F. (1992). Technology fusion and the new R&D. Harvard Business Review, 56(3), 70-78.

Kuhn, T. S. (1978). A Estrutura das revoluções científicas. 2a ed. São Paulo: Perspectiva.

Machado-da-silva, C. L.; Fonseca, V. S. (1999). Competitividade organizacional: conciliando padrões concorrenciais e padrões institucionais. In: VIEIRA, M; OLIVEIRA, L. M. (Orgs.). Administração contemporânea: perspectivas estratégicas. São Paulo: Atlas.

Marteleto, R. M. (2001). Análise de redes sociais: aplicação nos estudos de transferência da informação. Revista Ciência da Informação, 30(1), 71-81.

Martins, G. A.; Theófilo, C. R. (2007) Metodologia da investigação científica para Ciências Sociais Aplicadas. São Paulo: Atlas.

Martins, G. S. (2009). A Construção do conhecimento científico no campo de gestão de operações no Brasil: uma análise sob a ótica de Redes Sociais do período 1997-2008. (Dissertação de mestrado). Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, SP, Brasil.

Mello, C. M.; Crubellate, J. M.; Rossoni, L. (2010). Dinâmica de relacionamento e prováveis respostas estratégicas de programas brasileiros de pós-graduação em administração à avaliação da Capes: proposições institucionais a partir da análise de redes de coautorias. Revista de Administração Contemporânea, 14(3), 434-457.

Milgram, S. (1967). The small world problem. Psychology Today, 1(1), 61-67.

Moody, J. (2004). The structure of a social science collaboration network: disciplinary cohesion from 1963 to 1999. American Sociological Review, 69(2), 213-238.

Nascimento, S.; Beuren, I. M. (2010). Redes sociais na produção científica dos programas de pós-gradução de Ciências Contábeis do Brasil. Anais do Congresso da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Contabilidade, Natal, RN, Brasil, 4.

Newman, M. E. J. (2001). The structure of scientific collaboration networks. Proceedings of National Academy Sciences, 98(2), 404-409.

Newman, M. E. J. (2004). Coauthorship networks and patterns of scientific collaboration. Proceedings of the National of Academic Sciences, 101 (1), 5200-5205.

Plataforma Lattes - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Recuperado de http://lattes.cnpq.br/index.htm.

Popper, K. (1972). Conjecturas e refutações. Brasília: UNB.

Price, D. J. S.; Beaver, D. B. (1966). Collaboration in an invisible college. American Psychologist, 21(3), 1011-1018.

Ritzer, G. (1988). Sociological metatheory: a defense of a subfield by a delineation of its parameters. Sociological Theory, 6(3), 187-200.

Rossoni, L. (2006). A Dinâmica de relações no campo da pesquisa em organizações e estratégia no Brasil: uma análise institucional. (Dissertação de mestrado). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

Schubert, A.; Braun, T. (1990). International collaboration in the sciences. Scientometrics, 19(1/2), 3-10.

Scott, J. (2000). Social network analysis: a handbook. 2a ed. London: Sage Publications.

Smith, M. (1958). The trend toward multiple authorship in psychology. American Psychologist, 13(10), 596-599.

Stefaniak, B. (1982). Individual and multiple authorship of papers in chemistry and physics. Scientometrics, 4(1/2), 331-337.

Storer, N. W. (1970). The internationality of science and the nationality of scientists. International Science Journal, 22(1), 87-104.

Uzzi, B.; Spiro, J. (2005). Collaboration and creativity: the small world problem. American Journal of Sociology, 111(2), 447-504.

Walter, S. A.; Cruz, A, P. C, Espejo, M. M. S. B.; Gassner, F. P. (2009). Uma análise da evolução do campo de ensino e pesquisa em contabilidade sob a perspectiva de redes. Anais do Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, São Paulo, SP, Brasil, 9.

Wasserman, S.; Faust, K. (1994). Social network analysis: methods and applications. Cambridge: Cambridge University Press.

Watts, D. J.; Strogatz, S. H. (1998). Collective dynamics of “small-world” networks. Nature, 393(4), 440-442.

Weisz, J.; Roco, M. C. (1996). Redes de pesquisa e educação em engenharia nas américas. Rio de Janeiro: FINEP.

Wuchty, S.; Jones, B. F.; Uzzi, B. (2007). The increasing dominance of teams in production of knowledge. Science , 316(10), 1036-1039.