A Resiliência Humana no Ambiente Acadêmico de Cursos Stricto Sensu Outros Idiomas

ID:
41076
Resumo:
Este estudo surgiu do interesse de compreender de que maneira se dá a questão da resiliência no ambiente acadêmico de pós-graduação stricto sensu, no qual os indivíduos são confrontados com demandas de alta dedicação e esforço que exigem a conformação a um novo modelo de realização de atividades. Como estratégia de pesquisa utilizou-se o estudo comparativo de casos, mediante método de coleta qualitativa empírica, com corte temporal transversal. Selecionaram-se duas antigas e conceituadas instituições de ensino superior na região Sul do Brasil, sendo uma pública e outra privada, nas quais foram entrevistados oito estudantes de cursos stricto sensu da área de Administração. Os dados das entrevistas foram triangulados com observação participante e resultados de um instrumento de diagnóstico psicológico dos pilares internos da resiliência. As análises mostraram que parece haver alguma relação entre os aspectos internos individuais e as condições externas enfrentadas. Indivíduos que apresentaram atributos intrínsecos de resiliência em maior grau mostraram-se mais preparados para lidar com as pressões externas. Porém, a questão da significação pessoal da conclusão do curso stricto sensu surgiu como maior fonte geradora da resiliência para as pessoas. Esta pesquisa mostrou a enorme complexidade da questão e como é amplo o espectro de características que determinam a capacidade de resiliência individual.
Citação ABNT:
ROGGE, J. F. N.; LOURENÇO, M. L. A Resiliência Humana no Ambiente Acadêmico de Cursos Stricto Sensu. Revista de Administração IMED, v. 5, n. 3, p. 291-301, 2015.
Citação APA:
Rogge, J. F. N., & Lourenço, M. L. (2015). A Resiliência Humana no Ambiente Acadêmico de Cursos Stricto Sensu. Revista de Administração IMED, 5(3), 291-301.
DOI:
10.18256/2237-7956/raimed.v5n3p291-301
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/41076/a-resiliencia-humana-no-ambiente-academico-de-cursos-stricto-sensu/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Bardin, L. (2009). Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA.

Barlach, L. (2005). O que é resiliência humana? Uma contribuição para a construção do conceito. 108 p. Dissertação (Mestrado). Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

Barlach, L., Limongi-França, A. C., & Malvezzi, S. (2008). O conceito de resiliência Aplicado ao Trabalho nas Organizações. Vol. 42, Num. 1 pp. 101-112. Revista Interamericana de Psicología/ Interamerican Journal of Psychology, Universidade de São Paulo.

Berger, P., & Luckmann, T. (2003). A Construção Social da Realidade: tratado de sociologia do conhecimento, trad. Floriano Fernandes, Rio de Janeiro, editora Vozes.

Cardoso, T. (2013). Construção e Validação de uma Escala dos Atributos Pessoais da Resiliência. Dissertação de Mestrado. Universidade Metodista de São Paulo.

Cardoso, T., & Martins, M.C.F. (2013). Escala dos Pilares da Resiliência (ERP). São Paulo: Vetor.

Coutu, D. L. (2002). How resilience works. Harvard Business Review, May, 46-54.

Creswell, J. W. (2007). Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto; tradução Luciana de Oliveira da Rocha. 2. ed. Porto Alegre: Artmed.

Dejours, C.; & Abdoucheli, E. (1994) Itinerário teórico em psicopatologia do trabalho. In Abdoucheli, E.; & Jayet, C. (Eds.), Psicodinâmica do trabalho: contribuições da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho (pp. 119-142). São Paulo, Brasil: Atlas.

Denzin, N. K. & Lincoln, Y. S. (2005). Handbook of Qualitative Research. Thousand Oaks: Sage.

Enriquez, E., (2000). Vida psíquica e organização. In: Vida Psíquica e Organização (P. Motta & M. E. Freitas, org.), pp. 11-22, São Paulo: Editora Fundação Getúlio Vargas.

Fineman, S. (2001). A emoção e o processo de organizar. In: Clegg, S. R. et al. Handbook de Estudos Organizacionais. Vol 2. Cap. 9. P157-189. São Paulo: Atlas.

Frankl, V. E. (1988) The will to meaning. New York: Meridian Books.

Frankl, V. E. (1990) Psicoterapia para todos (A. Allgayer, trad.). Petrópolis, RJ: Vozes.

Frankl, V. E. (1997) Em busca do sentido: um psicólogo no campo de concentração. Petrópolis, Brasil: Vozes.

Freitas, M. E. (1999). Cultura organizacional: identidade, sedução e carisma. Rio de Janeiro: FGV.

Freitas, M. E. (2002). A questão do imaginário e a fronteira entre a cultura organizacional e a psicanálise. In: Motta, F.C. P. & Freitas, M. E. Vida psíquica e organização. Cap. 3. P.41-74. Rio de Janeiro: FGV.

Giddens, A. (2002). Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

Gil, A. C. (2007). Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas.

Godoi, C. K.; Bandeira-de-Melo, R., & Silva, A. B. (2006). (Orgs.), Pesquisa qualitativa em estudos organizacionais: paradigmas, estratégias e métodos. São Paulo: Saraiva.

Grotberg, E. (1995). Fortaleciendo el espíritu humano (trad. Néstor Suárez Ojeda) La Haya, Fundación Bernard van Leer.

Grotberg, E. (2003). Resilience for Today: Gaining Strength from Adversity. Praeger Publishers.

Neuman, W. L. (1999). Social Research Methods: Qualitative and Quantiative Aproaches. 2. ed. Nedham Heights, USA: University of Wisconsin.

Oliveira, M. A. de; Reis, V. L. dos; Zanelato, L.S.; & Neme, C.M.B. (2008). Resiliência: Análise das Publicações no Período de 2000 a 2006. 28 (4), 754-76, Psicologia Ciência e Profissão.

Silveira, D. R.; & Mahfoud, M. (2008). Contribuições de Viktor Emil Frankl ao conceito de resiliência. Páginas:567-576. Outubro/ dezembro. Revista de Estudos de Psicologia. Campinas/SP.

Stake, R. E. (2009). A Arte da Investigação com Estudos de Caso. Tradução: Ana Maria Chaves, 2ª ed. Lisboa: Fundação Galouste Gulbenkian.

Triviños, A. N. S. (1987). Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas.