Como Sobreviver em um Ambiente de Financiamento Instável? Gestão de Recursos em Organizações Empreendedoras do Terceiro Setor que Atuam com o Esporte Outros Idiomas

ID:
41568
Resumo:
Esta pesquisa tem por objetivo identificar quais são as estratégias, relacionadas à gestão de recursos utilizadas pelas organizações do terceiro setor (OTS) que atuam com o esporte educacional e de participação visando à continuidade de seus projetos e sua sobrevivência. O método adotado foi o qualitativo e está baseado na perspectiva fenomenológica, visto que retrata a realidade a partir das experiências subjetivas dos participantes da pesquisa. Para tal, a entrevista foi o instrumento utilizado para coletar os dados. Fizeram parte dessa pesquisa quatro fundadores e sete coordenadores ou diretores de organizações renomadas no Brasil, totalizando onze entrevistas. Os dados foram categorizados à luz de Flores (1999) e o recurso utilizado para auxílio da organização das categorias foi o software Atlas ti, evidenciando duas categorias: Sustentabilidade/Sobrevivência e Gestão Organizacional. Observou-se pelos resultados que socializar experiências de captação e mobilização de recursos pode contribuir para o avanço da sustentação das organizações. A dependência de financiamento é apontada como uma preocupação e um desafio para a sobrevivência das OTS, pela pouca flexibilidade na mobilização de recursos, gerando insegurança para a execução de projetos de médio e logo prazos. A estratégia que essas Organizações vêm buscando para minorar esses problemas é o fortalecimento da instituição por meio de novas parcerias e da articulação em rede visando à construção de políticas públicas para atender as necessidades da população no que tange ao acesso à prática de esportes e também que atendam às especificidades do setor.
Citação ABNT:
MOTA, A. L. C.; NASSIF, V. M. J. Como Sobreviver em um Ambiente de Financiamento Instável? Gestão de Recursos em Organizações Empreendedoras do Terceiro Setor que Atuam com o Esporte. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, v. 5, n. 1, p. 3-27, 2016.
Citação APA:
Mota, A. L. C., & Nassif, V. M. J. (2016). Como Sobreviver em um Ambiente de Financiamento Instável? Gestão de Recursos em Organizações Empreendedoras do Terceiro Setor que Atuam com o Esporte. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, 5(1), 3-27.
DOI:
1014211/regepe.v5i1.309
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/41568/como-sobreviver-em-um-ambiente-de-financiamento-instavel--gestao-de-recursos-em-organizacoes-empreendedoras-do-terceiro-setor-que-atuam-com-o-esporte/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
CARVALHO, A. O.; FADUL, E. M. C. Os Fatores Críticos de Sucesso na Gestão de Organizações Não Governamentais. APGS, v. 4, n. 2, p. 148-171, 2012.

ARMANI, D. O Desenvolvimento Institucional como condição de sustentabilidade das ONGs no Brasil. In: CÂMARA, C. (Org.) Aids e Sustentabilidade: sobre as ações das Organizações da Sociedade Civil. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.

ATLETAS PELO BRASIL. I Relatório Cidades do Esporte. 1 ed. novembro, 2014.

AUSTIN, J.; STEVENSON, H.; WEI-SKILLERN, J. Social and commercial entrepreneurship: Same, different, or both? Entrepreneurship Theory and Practice, v. 30, n. 1, p. 1-22, 2006.

BAGGENSTOSS, S.; DONADONE, J. C. Empreendedorismo social: reflexões acerca do papel das organizações e do Estado. Gestão e Sociedade, v. 7, n. 16, p. 112-131, 2013.

BORDIN, E. M. B. A Gestão Social no contexto das Organizações da Sociedade Civil: desafios para efetivação da cidadania. Cadernos Gestão Social, v. 4, n. 1, p. 39-56, 2013.

BRASIL. Constituição Federal brasileira. São Paulo: Tecnoprint, 1988.

BRESSER-PEREIRA, L. C.; GRAU, N. C. (Orgs.). O público não-estatal na reforma do Estado. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1999.

BUENO, L. Políticas públicas do esporte no Brasil: razões para o predomínio do alto rendimento. 2008. 200 f. Tese (Doutorado em Administração Pública e Governo). Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2008.

CARVALHO, M. C. B. A ação em rede na implementação de políticas e programas sociais públicos. Disponível em: . Acesso em: 05 jul. 2007.

CRESWELL, J. W. Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Artmed, 2007.

DACIN, P. A.; DACIN, M. T.; MATEAR, M. Social entrepreneurship: Why we don’t need a new theory and how we move forward from here. Academy of Management Perspectives, v. 24, n. 3, p. 37-57, 2010.

DOWBOR, L. Gestão social e transformação da sociedade. 2006. Disponível em: . Acesso em: 17 set. 2006.

EASTERBY-SMITH, M.; THORPE, R.; LOWE, A. Pesquisa gerencial em administração. São Paulo: Pioneira, 1999.

FALCONER, A. P. A Promessa do Terceiro Setor: um estudo sobre a construção do papel das Organizações Sem Fins Lucrativos e do seu campo de gestão. São Paulo: CEATS/USP, 1999.

FISCHER, R. M. A constituição dos três setores no Brasil. In: FISCHER, R. M. O desafio da colaboração: práticas de responsabilidade social entre empresa e Terceiro Setor. São Paulo: Gente, 2002.

FLORES, J. G. Análisis de datos cualitativos: aplicaciones a la investigación educativa. Barcelona: LTC, PPU S.A, 1994.

FRANÇA FILHO, G. C. Definindo gestão social. In: SILVA JR et al. (Orgs.): Gestão Social: Práticas em Debate, Teorias em Construção. Universidade Federal do Ceará, 2008.

GOHN, M. G. Movimentos sociais na contemporaneidade. Revista Brasileira de Educação, v. 16, n. 47, p. 333-361, 2011.

GOHN, M. G. O Novo Associativismo e o Terceiro Setor. Revista Serviço Social e Sociedade, v. 19, n. 58, p. 9-23, 1998.

KATZENSTEIN, J.; CHRISPIN, B. R. Social Entrepreneurship and a New Model For International Development In The 21st Century. Journal of Developmental Entrepreneurship, v. 16, n. 1, p. 87-102, 2011.

MAGALHÃES, O. A. V. et al. (Re) Definindo a sustentabilidade no complexo contexto da gestão social: reflexões a partir de dias práticas sociais. Cadernos EBAPE.BR, v. 4, n. 2, p. 1-17, 2006.

MAIA, M. Gestão Social - Reconhecendo e construindo referenciais. Revista Virtual Textos & Contextos, n. 4, dez. 2005

MAIR, J. Social Entrepreneurship: taking stock and looking ahead. IESE Business School - University of Navarra, WP n. 888, Nov. 2010.

MAIR, J.; MARTÍ, I. Social entrepreneurship research: a source of explanation, prediction, and delight. J World Business, v. 41, n. 1, p. 36-44, 2006.

MARTINS, G. A.; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

MELO NETO, F. P.; FROES, C. Gestão da responsabilidade social corporativa: o caso brasileiro. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.

PEREIRA, R. S.; MORAES, F. C. C.; MATTOS JUNIOR, A. B.; PALMISANO, A. Especificidades da Gestão no Terceiro Setor. Revista Organizações em Contexto, v. 9, n. 18, p. 167-195, 2013.

SACHS, I. Sociedade, Cultura e Meio Ambiente. Mundo & Vida, v. 2, n.1, 2000.

SHORT, J. C.; MOSS, T. W.; LUMPKIN, G.T. Research in social entrepreneurship: Past contribution and future opportunities. Strategic Entrepreneurship Journal, v. 3, n. 2, p. 161-194, 2009.

SILVA, A. A. A gestão da seguridade social brasileira: entre a política pública e o mercado. São Paulo: Cortez, 2004.

SILVA, A. C. A. Trajetórias de classe e empreendedorismo social: um estudo exploratório. Tese de Mestrado em Intervenção Social, Inovação e Empreendedorismo, Faculdade de Economia e à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. Universidade de Coimbra, 2012.

SILVA, C. G. E. Gestão, legislação e fontes de recursos no terceiro setor brasileiro: uma perspectiva histórica. RAP, v. 44, n. 6, p. 1301-1325, 2010.

TENÓRIO, F. G. Gestão de ONGs: principais funções gerenciais. 11. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009.

ZAHRA, S. A. et al. Atypology of social entrepreneurs: Motives, search processes and ethical challenges. Journal of Business Venturing, v. 24, n. 5, p. 519-532, 2009.