Perdas por Imparidade: fatores Explicativos e Impactos

ID:
41966
Resumo:
Objetivo – Analisar o reconhecimento das imparidades nos ativos fixos tangíveis e intangíveis e sua relevância para os investidores nas empresas cotadas nas bolsas de Lisboa e de Madri. Metodologia – Suporta-se em uma análise quantitativa de dados sobre uma amostra de 80 empresas com títulos cotados nas bolsas de Lisboa e de Madri (2007-2011). Foram estimados modelos de regressão linear e não linear para dados em painel. Resultado – Constatou-se que o valor de imparidades teve uma tendência crescente e que essas perdas são as mais significativas nos intangíveis (em particular no goodwill). Comprovou-se que a probabilidade de reconhecimento das imparidades é influenciada positivamente pela dimensão das entidades e negativamente pelo valor de mercado (p < 0,10). As entidades portuguesas orientadas para a exportação têm uma maior probabilidade de não reconhecer imparidades, mas as que apresentam valores de mercado superior têm maior probabilidade de reconhecê-las. Esse comportamento contraria o manifestado pela amostra, em que essa relação é negativa (p < 0,10). Os resultados também sugerem que existe efeito de alisamento dos resultados por via das imparidades, sendo ele mais acentuado nas entidades do IBEX35. Quanto à relevância da imparidade para o valor de mercado, confirma-se uma relação negativa significativa, reforçando as conclusões de estudos anteriores. Contribuições – Esse estudo introduz o fator cultural na análise do reconhecimento das perdas por imparidade, destacando-se comportamentos distintos entre entidades portuguesas e espanholas.
Citação ABNT:
FERNANDES, J. S.; GONÇALVES, C.; GUERREIRO, C.; PEREIRA, L. N. Perdas por Imparidade: fatores Explicativos e Impactos . Revista Brasileira de Gestão de Negócios, v. 18, n. 60, p. 305-318, 2016.
Citação APA:
Fernandes, J. S., Gonçalves, C., Guerreiro, C., & Pereira, L. N. (2016). Perdas por Imparidade: fatores Explicativos e Impactos . Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 18(60), 305-318.
DOI:
10.7819/rbgn.v18i60.2300
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/41966/perdas-por-imparidade--fatores-explicativos-e-impactos-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
AbuGhazaleh, N. M.; Al-Hares, O. M.; Haddad, A. E. (2012). The value relevance of goodwill impairments: UK evidence. International Journal of Economics and Finance, 4(4), 206-216.

Albuquerque, F.; Almeida, C. A.; Quirós, J. (2011). The impairment losses in nonfinancial assets: Evidence from the Portuguese stock exchange. International Journal of Business Research, 11(2), 42-52.

Balsam, S. (1998). Discretionary accounting choices and CEO compensation. Contemporary Accounting Research, 15(3), 229-252.

Bartov, E. (1993). The timing of asset sales and earnings manipulation. The Accounting Review, 68(4), 840-855.

Brochet, F.; Welch, K. (2011). Top executive background and financial reporting choice: The case of goodwill impairment. Working Paper n. 11-088. Harvard Business School. Recuperado de http://www.hbs.edu/faculty/Publication%20Files/11-088.pdf.

Cameron, A. C.; Trivedi, P. K. (2010). Microeconomics using Stata. College Station, TX: Stata Press.

Campbell, J. Y.; Shiller, R. J. (1998). Valuation ratios and the long-run stock market outlook. The Journal of Portfolio Management, 24(2), 11-26.

Castro, E. N. (2012). A manipulação de resultados em Portugal através do Goodwill. (Dissertação de Mestrado). Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal.

Choi, W.W.; Kwon, S. S.; Lobo, G. J. (2000). Market valuation of intangible assets. Journal of Business Research, 49(1), 35-45.

Cormier, D.; Magnan, M.; Morard, B. (2000). The contratual and value relevance of reported earnings in a dividend-focused environment. The European Accounting Review, 9(3), 387-417.

Dechow, P. M.; Sloan, R. G.; Sweeney, A. P. (1995). Detecting earnings management. The Accounting Review, 70(2), 193-225.

Elliott, J.; Hanna, J. (1996). Repeated accounting write-offs and the information content of earnings. Journal of Accounting Research, 34(Suppl.), 135-155.

Elliott, J.; Shaw, W. (1988). Write-downs as accounting procedures to manage perceptions. Journal of Accounting Research, 26(Suppl.), 91-119.

Fernandes, J. S.; Gonçalves, C. I. (2014). A relevância do goodwill e respetivas imparidades para o valor de mercado das empresas com títulos cotados: O caso da Euronext Lisbon. Revista Contabilidade e Gestão, (15), 117-150.

Feuilloley, M.; Sentis, P. (2006). Pertinence économique de la norme IFRS 3 – phase 1 - Une analyse des dépréciations du goodwill par les entreprises françaises sur la période 2000-2004. Comptabilite, Controle, Audit et Institution(s). Recuperado de https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-00548081/document.

Francis, J.; Hanna, J. D.; Vincent, L. (1996). Causes and effects of discretionary asset write-offs. Journal of Accounting Research, 34(Suppl.), 117-134.

Healy, P. M.; Wahlen, J. M. (1999). A review of the earnings management literature and its implications for standard setting. Accounting Horizons, 13(4), 365-383.

Jennings, R.; Robinson, J.; Thompson, R.; Duvall, L. (1996). The relationship between accounting goodwill numbers and equity values. Journal of Business, Finance & Accounting, 23(4), 513-533.

Kvaal, E. (2005). Topics in accounting for impairment of fixed assets. (Series of Dissertations 3/2005). BI Norwegian School of Management. Recuperado de http://web.bi.no/forskning/papers.nsf/0/6f69655decead80cc125705e0049b44b/$FILE/05-03kvaal.pdf.

Lapointe-Antunes, P.; Cormier, D.; Magnan, M. (2009). Value relevance and timeliness of transitional goodwill-impairment losses: Evidence from Canada. The International Journal of Accounting, 44(1), 56-78.

Li, Z.; Shroff, P. K.; Venkatamaran, R.; Zhang, I. X. (2011). Causes and consequences of goodwill impairment losses. Review ofAccounting Studies, 16(4), 745-778.

Oliveira, L.; Rodrigues, L. L.; Craig, R. (2010). Intangible assets and value relevance: Evidence from the Portuguese stock exchange. The British Accounting Review, 42(4), 241-252.

Scott, W. R. (2003). Financial accounting theory. New Jersey: Prentice Hall.

Shen, P. (2000). The P/E ratio and stock market performance (Federal Reserve Bank of Kansas City). Economic Review, Fourth Quarter, p. 23-36.

Strong, J. S.; Meyer, J. R. (1987). Asset writedowns: Managerial incentives and security returns. The Journal of Finance,42(3), 643-661.

Watts, L.; Zimmerman, L. (1986). Positive accounting theory. New Jersey: Prentice-Hall.

Wines, G.; Ferguson, C. (1993). An empirical investigation of accounting methods for Goodwill and identifiable intangible assets: 1985 to 1989. Abacus, 29(1), 90-105.

Xu, W.; Anandarajan, A.; Curatola, A. (2011). The value relevance of Goodwill impairment. Research in Accounting Regulation, 23(2), 145-148.

Yanamoto, T. (2008). Assets impairment accounting and appraisers: Evidence from Japan. The Appraisal Journal, 76(2), 179-188.

Zucca, L. J.; Campbell, D. R. (1992). A closer look at discretionary writedowns of impaired assets. Accounting Horizons, 6(3), 30-41.