A mobilidade como novo capital simbólico nas organizações ou sejamos nômades? Outros Idiomas

ID:
426
Resumo:
O objetivo deste artigo, de natureza exploratória, é o de analisar a mobilidade como um novo capital simbólico no mundo organizacional. Argumentamos três questões-chave: a) a de que a mobilidade já é uma necessidade sócio-organizacional; b) a de que a   transformação ideológica dessa necessidade em virtude legitima a mobilidade como um novo capital; e c) a de que a circulação mundial de profissionais, por meio de processos de expatriação, e a de empresas, a partir de processos de relocalização, fusões e aquisições, traduzem um novo tipo de nomadismo que reforça a mobilidade como um valor desejável. Em virtude da ausência de bibliografia específica sobre o tema no universo organizacional, construímos ao longo do texto alguns conceitos, dentre eles o de mobilidade. Esta se refere à capacidade, à disposição e ao desejo que um individuo tem de mudar de país para interagir com diferenças em relação à sua cultura, à sua profissão, aos seus saberes e ao seu cargo. O conceito de capital simbólico foi tomado de empréstimo de Bourdieu, que desenvolveu e consolidou, progressivamente, elementos conceituais para uma teoria da ação social (1972, 1980 e 1994) e, junto com Passeron (1964 e 1970), analisou mecanismos de reprodução social.
Citação ABNT:
FREITAS, M. E.A mobilidade como novo capital simbólico nas organizações ou sejamos nômades?. Organizações & Sociedade, v. 16, n. 49, art. 3, p. 247-264, 2009.
Citação APA:
Freitas, M. E.(2009). A mobilidade como novo capital simbólico nas organizações ou sejamos nômades?. Organizações & Sociedade, 16(49), 247-264.
Link Permanente:
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Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português