Comércio internacional de tecnologias ambientais: o padrão histórico em análise Outros Idiomas

ID:
42855
Resumo:
Durante as negociações da Rodada Doha (2001-2007), diversos estudos reportaram a preocupação dos países em desenvolvimento com as negociações sobre a liberalização do comércio de bens e serviços ambientais. Partindo dessa discussão inicial, o presente artigo analisa o comércio internacional de tecnologias ambientais entre 2002 e 2013, mais especificamente os fluxos de comércio entre os países-membros da OCDE e os não membros. O objetivo é analisar em que medida os países desenvolvidos seguem na liderança das exportações e aqueles em desenvolvimento limitam-se à condição de importadores de bens ambientais. Os resultados evidenciam este padrão de comércio, mas o cenário muda com a ascensão da China e o declínio da participação dos EUA e do Japão. No tocante ao nível de proteção tarifária sobre bens ambientais, os países-membros da OCDE seguem muito mais abertos, ou seja, aplicam baixas tarifas médias de importação comparadas àquelas dos países não membros.
Citação ABNT:
NASCIMENTO, R. M.; ALMEIDA, L. T. Comércio internacional de tecnologias ambientais: o padrão histórico em análise . Revista Brasileira de Inovação, v. 15, n. 2, p. 247-274, 2016.
Citação APA:
Nascimento, R. M., & Almeida, L. T. (2016). Comércio internacional de tecnologias ambientais: o padrão histórico em análise . Revista Brasileira de Inovação, 15(2), 247-274.
Link Permanente:
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Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
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