O Papel das Fontes de Conhecimento Externo no Processo de Inovação da Micro e Pequena Empresa Outros Idiomas

ID:
43363
Resumo:
A inserção de fontes de conhecimento externo no processo de inovação das organizações tem feito com que muitas empresas obtenham bons resultados de inovação e elevado desempenho. Entre elas estão as micro e pequenas empresas, que têm apresentado sucesso na utilização dessas fontes e revelam peculiaridades em seu uso. Diante do exposto, o estudo buscou compreender o papel das fontes de conhecimento externo no processo de inovação da micro e pequena empresa, partindo da análise das fontes de conhecimento externo acessadas e de sua utilização nas estratégias de inovação dessas empresas. Trata-se de um estudo de múltiplos casos em sete empresas com práticas de inovação. Como resultado, seis empresas demonstraram utilizar as fontes de conhecimento externo em seu processo de inovação e venceram os desafios que as levaram a buscar o formato de inovação aberta como modelo de negócio. Além disso, os resultados apontaram que as micro e pequenas empresas não só utilizam o conhecimento externo em suas estratégias de inovação, como conseguem formar um processo de inovação efetivo por meio dessas fontes.
Citação ABNT:
SILVA, G.; DACORSO, A. L. R. O Papel das Fontes de Conhecimento Externo no Processo de Inovação da Micro e Pequena Empresa . Desenvolvimento em Questão, v. 14, n. 37, p. 231-261, 2016.
Citação APA:
Silva, G., & Dacorso, A. L. R. (2016). O Papel das Fontes de Conhecimento Externo no Processo de Inovação da Micro e Pequena Empresa . Desenvolvimento em Questão, 14(37), 231-261.
DOI:
http://dx.doi.org/10.21527/2237-6453.2016.37.231-261
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/43363/o-papel-das-fontes-de-conhecimento-externo-no-processo-de-inovacao-da-micro-e-pequena-empresa-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ALVES, C. A.; TIERGARTEN, M.; ARAÚJO JUNIOR, J. P. Vantagem competitiva a partir de uma abordagem de redes: estudo de caso na rede Graphia. Revista de Administração da Unimep, vol. 6, n. 3, 2008.

BIANCHI, M. et al. Enabling open innovation in small and medium sized enterprises: how to find alternative applications for your technologies. R&D Management, vol. 40, n. 4, p. 414-431, 2010.

BIRLEY, S. The role of networks in the entrepreneurial process. Journal of Business Venturing, vol. 1, p. 107-117, 1985.

BROSTRÖM, A. Firm’s rationales for interaction with research universities and the principles for public co-funding. Journal Technology Transference, vol. 37, p. 313-329, 2012.

BRUNSWICKER, S.; EHRENMANN, F. Managing open innovation in SMEs: a good practice example of a German software firm. International Journal of Industrial Engineering and Management (Ijiem), vol. 4, n. 1, p. 33-41, 2013.

CARBONE, F. et al. Open innovation in an enterprise 3.0 framework: three case studies. Expert Systems with Applications, vol. 39, p. 8929-8939, 2012.

CHESBROUGH, H. Inovação aberta: como criar e lucrar com a tecnologia. Trad. Luiz Claudio de Queiroz Faria. Rev. téc. Jonas Cardona Venturini. Porto Alegre: Bookman, 2012.

CHESBROUGH, H. Modelos de negócios abertos: como prosperar no novo cenário da inovação. Trad. Raul Rubenich. Rev. téc. Jonas Cardona Venturini. Porto Alegre: Bookman, 2012.

CHRISTENSEN, J. F.; OLESEN, M. H.; KJAER, J. S. The industrial dynamics of open innovation: evidence from the transformation of consumer electronics. Research Policy, vol. 34, n. 10, p. 1533-1549, 2005.

CLAUSEN, T. et al. Innovation strategies as a source of persistent innovation. Industrial and Corporate Change, vol. 21, n. 3, p. 553-585, 2011.

DAHLANDER, L.; GANN, D. M. How open is innovation? Research Policy, vol. 39, p. 699-709, 2010.

EISENHARDT, K. M. Building theories from case study research. Academy of management, vol. 14, n. 4, out. 1989.

ESTEVES, G.; NOHARA, J. J. Fatores críticos à estabilidade das alianças estratégicas das micro e pequenas empresas. Revista de Administração e Inovação, vol. 8, n. 3, 2011.

FIGUEIREDO, J. C. B.; GRIECO, A. M. O papel da inovação aberta na internacionalização de empresas em rede: o caso Brasil Foods. Revista de Administração e Inovação, vol. 10, n. 4, p. 63-84, 2013.

FLETCHER, M.; HARRIS, S. Knowledge acquisition for the internationalization of the smaller firm: content and sources. International Business Review, vol. 21, p. 631-647, 2012.

FORSMAN, H. Innovation capacity and innovation development in small enterprises: a comparison between the manufacturing and service sectors. Research Policy, vol. 40, p. 739-750, 2011.

FRANCO, M.; HAASE, H. Failure factors in small and medium-sized enterprises: qualitative study from an attributional perspective. Int Entrep Manag J., vol. 6, p. 503-521, 2010.

GASSMANN, O.; ENKEL, E.; CHESBROUGH, H. The future of open innovation. R&D Management, vol. 40, n. 3, 2010.

GEUMA, Y. et al. Development of dual technology roadmap (TRM) for open innovation: structure and typology. J. Eng. Technol. Manage, vol. 30, n. 3, 2013.

HAGEDOORN, J.; WANG, N. Is there complementarity or substitutability between internal and external R&D strategies? Research Policy, vol. 41, p. 1072-1083, 2012.

HENKEL, J. Selective revealing in open innovation processes: the case of embedded linux. Research Policy, vol. 35, n. 7, p. 953-969, 2006.

HOGENHUIS, B. N.; VAN DEN HENDE, E. A.; HULTINK, E. J. When Should Large Firms Collaborate with Young Ventures? Understanding young firms’ strengths can help firms make the right decisions around asymmetric collaborations. Research-Technology Management, vol. 59, n. 1, p. 39-47, 2016.

IBARRA, E. R. B.; RUEDA, J. A. C.; ARENAS, A. P. L. Mapping of the Challenges for the Open Innovation Model’s Implementation in Service Sector. Journal of Advanced Management Science, vol. 3, n. 4, 2015.

JOHANSON, J.; VAHLNE, J. E. The internationalization process of the firm: a model of knowledge development and increasing foreing market commitrnent. Journal of International Business Studies, vol. 8, n. 1, p. 23-32, 1977.

JONG, J. P. J.; MARSILI, O. The fruit flies of innovations: a taxonomy of innovative small firms. Research Policy, vol. 35, p. 213-229, 2006.

KAFOUROS, M. I.; FORSANS, N. The role of open innovation in emerging economies: do companies profit from the scientific knowledge of others? Journal of World Business, vol. 47, p. 362-370, 2012.

LAURSEN, K.; SALTER, A. Open for innovation: the role of openness in explaining innovation performance among U.K. manufacturing firms. Strategic Management Journal, vol. 27, n. 2, p. 131-150, 2006.

LAVIE, D.; DRORI, I. Collaborating for Knowledge Creation and Application: The Case of Nanotechnology Research Programs. Organization Science, vol. 23, n. 3, p. 704-724, maio/jun. 2012.

LECOCQ, X.; DEMIL, B. Strategizing industry structure: the case of open systems in a Low-tech industry. Strategic Management Journal, vol. 27, n. 9, p. 891-898, 2006.

LEE, S. et al. Open innovation in SMEs: an intermediated network model. Research Policy, vol. 39, n. 2, p. 290-300, 2010.

LICHTENTHALER, U. Open innovation in practice: an analysis of strategic approaches to technology transactions. IEEE Transactions on Engineering Management, vol. 55, n. 1, fev. 2008.

LINDEGAARD, S. A revolução da inovação aberta: princípios básicos, obstáculos e habilidades de liderança. São Paulo: Évora, 2011.

LOVE, J. H.; ROPER, S. SME innovation, exporting and growth: A review of existing evidence. International Small Business Journal, vol. 33, n. 1, p. 28-48, 2015.

MAÇANEIRO, M. B.; CHEROBIM, A. P. M. S. Fontes de financiamento à inovação: incentivos e óbices às micro e pequenas empresas – estudo de casos múltiplos no Estado do Paraná. Organizações & Sociedade, vol. 18, n. 56, p. 57-75, jan./mar. 2011.

PARIDA, V.; WESTERBERG, M.; FRISHAMMAR, J. Inbound open innovation activities in high-tech SMEs: the impact on innovation performance. Journal of Small Business Management, vol. 50, n. 2, p. 283-309, 2012.

PÉNIN, J.; HUSSLER, C.; BURGER-HELMCHEN, T. New shapes and new stakes: a portrait of open innovation as a promising phenomenon. Journal of Innovation Economics, vol. 1, n. 7, p. 11-29, 2011.

RAMMER, C.; CZARNITZKI, D.; SPIELKAMP, A. Innovation successof non-R&D-performers: substituting technology by management in SMEs. Small Business Economics, vol. 33, n. 1, p. 35-58, mar. 2009.

REED, R.; STORRUD-BARNES, S.; JESSUP, L.How open innovation affects the drivers of competitive advantage: Trading the benefits of IP creation and ownership for free invention. Management Decision, vol. 50, n. 1, p. 58-73, 2012.

ROBERTSON, P. L.; CASALI, G. L.; JACOBSON, D. Managing open incremental process innovation: absorptive capacity and distributed learning. Research Policy, vol. 41, p. 822-832, 2012.

RODRIGUES, L. C.; FRANÇA, A. L.; HERINGER, B. H. F. Inovação aberta e inovação distribuída em empresas de alta tecnologia. SIMPÓSIO DE GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, 26.; Vitória, ES, nov. 2010.

ROJAS, A. T.; MONROY, C. R.; PELUSO, N. B. La innovación abierta como elemento de análisis en las pequeñas y medianas industrias: caso sector metalmecánico. Revista de Administração e Inovação, vol. 8, n. 2, p. 5-28, 2011.

ROPER, S.; ARVANITIZ, S. From knowledge to added value: a comparative, panel-data analysis of the innovation value chain in Irish and Swiss manufacturing firms. Research Policy, vol. 41, p. 1093-1106, 2012.

SANTORO, G.; FERRARIS, A.; GIACOSA, E.; GIOVANDO, G. How SMEs Engage in Open Innovation: a Survey. Journal of the Knowledge Economy, p. 1-14, 2016.

SILVA, G.; DACORSO, A. L. R. Inovação aberta como uma vantagem competitiva para a micro e pequena empresa. Revista de Administração e Inovação, vol. 10, p. 251-268, 2013.

SILVA, G.; DACORSO, A. L. R. Perspectivas de inovação na micro e pequena empresa. Revista Economia & Gestão, vol. 13, p. 90-107, 2013.

SILVA, G.; DACORSO, A. L. R. Processo de inovação na micro e pequena empresa: implicações e achados em empresas sergipanas. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, vol. 8, p. 55-70, 2014.

SILVA, G.; DACORSO, A. L. R. Riscos e incertezas na decisão de inovar das micro e pequenas empresas. Revista de Administração Mackenzie, vol. 15, p. 229-255, 2014.

SILVA, G.; DACORSO, A. L. R.; MONTENEGRO, L. M. Mais do que negócios abertos, mentes abertas. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, vol. 5, n. 2, p. 3-23, 2016.

VAN DE VRANDE, V. et al. Open innovation in SMEs: trends, motives and management challenges. Technovation, vol. 29, n. 6/7, jun./jul. 2009.

VANHAVERBEKE, W.; VERMEERSCH, S.; DE SUTTER, S. Open innovation in SMEs: How can small companies and start-ups benefit from open innovation strategies? Flanders: Vlerick Leuven Gent Management School, 2012.

VENTURINI, K.; VERBANO, C.; BRON, A. Openness and innovation: an empirical analysis in firms located in the Republic of San Marino. International Journal of Engineering, vol. 5, n. 4, p. 60-70, 2013.

WANG, M. Exploring potential R&D collaborators with complementary technologies: the case of biosensors. Technological Forecasting & Social Change, vol. 79, p. 862-874, 2012.

XAVIER, W. S.; MARTINS, G. S.; LIMA, A. A. T. F. C. Rede de relacionamentos em pequenas empresas de base tecnológica (EBTS) incubadas: um estudo da sua importância para o desempenho organizacional na percepção dos empreendedores. Journal of Information Systems and Technology Management, vol. 5, n. 3, p. 433-452, 2008.

XIA, T.; ROPER, S. From capability to connectivity – Absorptive capacity and exploratory alliances in biopharmaceutical firms: A US-Europe comparison. Technovation, vol. 28, p. 776-785, 2008.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

ALSAATY, F. M. A model for building innovation capabilities in small entrepreneurial firms. Academy of Entrepreneurship Journal, vol. 17, n. 1, 2011.

REZENDE, S. F. L.; LIMA, W. M. A.; VERSIANI, Â. F. Evolução de conhecimentos no relacionamento comprador-fornecedor. Revista de Administração Contemporânea, vol. 16, n. 1, p. 39-58, jan./fev. 2012.

SERVIÇO Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Sebrae (Org.). 2011. Anuário do trabalho na micro e pequena empresa: 2010-2011. 4. ed. Brasília, DF: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE [responsável pela elaboração da pesquisa, dos textos, tabelas e gráficos].