Participação on-line e off-line no Brasil: relações e condicionantes Outros Idiomas

ID:
44134
Resumo:
Nas últimas décadas, a democracia se consolidou como a melhor configuração governamental, entretanto, tem se falado em uma crise da democracia representativa que se expressa numa queda nas modalidades tradicionais de participação e na confiança nas instituições políticas. Concomitante a esse processo, emergem as tecnologias digitais, que, por meio da internet, criam o ciberespaço, apresentando uma nova via para o ativismo político e social. Instigados por esse contexto, pesquisadores do comportamento político têm analisado quais características comportamentais, sociais e demográficas influenciam no ciberativismo, questionando se são as mesmas que condicionam as ações presenciais. Alguns autores concluíram que indivíduos que já participam são mais propensos ao ciberativismo, bem como a rede pode fortalecer as modalidades de protesto. Além disso, pesquisas apontam a centralidade do interesse por assuntos políticos, do acesso à informação, da educação e, em alguns casos, da idade na caracterização dos ativistas digitais. Diante desse quadro internacional, a presente pesquisa questiona qual o perfil do ativista on-line brasileiro. Para tanto, se utiliza do banco de dados do Latin American Public Opinion Project (Lapop) do ano de 2012.
Citação ABNT:
RIBEIRO, E. A.; BORBA, J.; HANSEN, J. R. Participação on-line e off-line no Brasil: relações e condicionantes . Revista do Serviço Público, v. 67, n. 4, p. 497-523, 2016.
Citação APA:
Ribeiro, E. A., Borba, J., & Hansen, J. R. (2016). Participação on-line e off-line no Brasil: relações e condicionantes . Revista do Serviço Público, 67(4), 497-523.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/44134/participacao-on-line-e-off-line-no-brasil--relacoes-e-condicionantes-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Baquero, M. Capital social como caminho alternativo na construção democrática: reflexões sobre o Brasil. In: Nazzari, R.K. Temas de ciência política: teoria do conhecimento; metodologia nas ciências sociais; teorias políticas; comportamento político. p. 193-221. EDUNIOESTE, Cascavel, 2004.

Barber, B. Strong democracy: participatory politics for new age. 20 ed. California: University Of California Press, 2003.

Barnes, S. H.; Kaase, M. (Orgs.). Political action: mass participation in five Western democracies. Beverly Hills, CA: Sage, 1979.

Best, S. J.; Krueger, B. Analyzing the representativeness of internet political participation. Political Behavior, v. 27, n. 2, p. 183-216, 2005. Disponível online em: . Acesso em: janeiro de 2010. 2005.

Borba, J. Participação política: a centralidade dos repertórios. Revista Debates, Porto Alegre, v. 6, n. 1, p. 123-147, 2012. Disponível on-line em: . Acesso em: julho de 2014. 2012.

Borba, J. Participação política: uma revisão dos modelos de participação. Revista Estado e Sociedade, Brasília, v. 27, n. 2, p. 263-288, 2012. Disponível on-line em:. Acesso em: agosto de 2014. 2012.

Borba, J.; Ribeiro, E. Participação convencional e não convencional na América Latina. Revista Latino-Americana de Opinión Pública, v. 1, p. 53-76, 2010.

Boulianne, S. Does internet use affect engagement?A meta-analysis of research. Political Communication, v. 26, n. 2, p. 193-211, 2009. Disponível on-line em: . Acesso em: janeiro de 2015. 2009.

Brundidge, J.; Rice, R. Political engagement on-line: do the information rich get richer and like-minded more similar. In: Chadwick, A.; Howard, P. The Routledge Handbook of Internet Politics. New York: Routledge, 2009.

Castells, M. A galáxia da internet: reflexões sobre internet, negócios e sociedade. Tradução de Rita Espanha. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.

Castells, M. A sociedade em rede - a era da informação: economia, sociedade e cultura. v. 1. [Tradução: Roneide Venancio Majer e Klauss Brandini Gerhardt, 13ª reimpressão com novo prefácio]. São Paulo, SP: Paz e Terra, 2010.

Castro, H. C. O.; Reis, F. T. Participação política no Brasil no século XXI: mudanças e continuidades. Teoria e Pesquisa: Revista de Ciência Política, v. 21, n. 2, p. 2033, 2012. Dísponivel on-line em: . Acesso em: outubro de 2014. 2012.

Dalton, J.; VAN SICKLE, A. The resource, structural, and cultural bases of protest. Publicado por Center for the Study of Democracy CSD, University of California em 08/08/2005. Disponível on-line em: plataforma escholarship . Acesso em: janeiro de 2015. 2005.

Digby, P. G. N. Approximating the tetrachoric correlation coefficient. Biometrics, v. 39, p. 753-757, 1983.

Ekman, J.; Amna, E. Political participation and civic engagement: towards a new typology. Human Affairs, v. 22, n. 3, p. 283-300, 2012. Disponível em: . Acesso em: novembro de 2014. 2012.

Fundação Perseu Abramo. Projeto Manifestações Março/2015. Disponível on-line em: . Acesso em: abril de 2015.

Gimenes, E. R.; Ribeiro, E. A.; Borba, J. Simpatia partidária e participação em partidos políticos na América Latina: determinantes individuais e de contexto do partidarismo. In: Congresso da Associação Brasileira de Ciência Política, 9.; Brasília, 2014. Anais... Brasília: ABCP, 2014. Disponível on-line em: . Acesso em: dezembro de 2014.

Hafner-Fink, M.; Oblak Črnič, T. Digital citizenship as multiple political participation? Predictors of digital political participation in Slovenia. Teorija in Praska, let. 51, p. 1284-1303, n. 6, 2014. Disponível on-line em: Acesso em: janeiro de 2015. 2014.

Hair, et al. Multivariate data analysis. New York: Macmillan Publishing, 1984.

Hirschman, A. De consumidor a cidadão: atividades privadas e participação na vida pública. São Paulo: Brasiliense, 1983.

Inglehart, R. A revolução silenciosa na Europa: mudanças intergeracionais em sociedades pós-industriais. Revista Sociologia e Política, Curitiba, v. 20, n. 43, p. 159-191, out. 2012. Disponível on-line em: . Acesso em: setembro de 2014.

Inglehart, R. The silent revolution in Europe: intergenerational change in postIndustrial societies. American Political Science Review, v. 65, n. 4, p. 991-1017, Dec. 1971.

Inglehart, R.; Welzel, C. Modernização, mudança cultural e democracia: a sequência do desenvolvimento humano. São Paulo: Francis, 2009.

International Telecommunication Union (Itu). Mensuring the information society report 2014. Geneva, Switzerland: ONU, 2014. ISBN 978-92-61-15291-8. Disponível on-line em: . Acesso em: janeiro de 2015. 2014.

Latin American Public Opinion Project (Lapop). Disponível on-line em: . Acesso em: 21 de agosto de2013.

Lévy, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. Tradução Luiz Paulo Rouanet. São Paulo, SP: Edições Loyola, 1999.

Miguel, L. F.; Biroli, F. Caleidoscópio convexo: mulheres, política e mídia. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

Milbrath, L. W. Political participation. Chicago: RandMcNally, 1965.

Norris, P.; CURTICE, J. If you build a political web site, will they come? The internet and political activism in Britain. International Journal of Electronic Government Research, v. 2, n. 2, p. 1-21, 2006. Disponível on-line em: . Acesso em: dezembro de 2014. 2006.

Norris, P. Democratic Phoenix: reinventing political activism. Cambridge: Cambridge University Press, 2002. Disponível on-line em: . Acesso em: maio de 2014. 2002.

Norris, P. Digital divide: civic engagement, information poverty anda the internet worldwide. Cambridge: Cambridge University Press, 2001. Disponível on-line em: . Acesso em: outubro de 2014.

Norris, P. Political activism: new challenges, new opportunities. In: Boix; Stokes, D. The oxford handbook of comparative politics. p. 628-652. Oxford: Oxford University Press, 2007. Disponível on-line em: . Acesso em: junho de 2014. 2007.

Okado, L. A. T.; Ribeiro, E. A. Condição juvenil e participação política no Brasil. Paraná Eleitoral: revista brasileira de direito eleitoral e ciência política, v. 4, n. 1, p. 53-78, 2015. Disponível on-line em: . Acesso em: maio de 2015.

Putnam, R. Making democracy work. Princeton: Princeton University Press, 1993.

Rennó, L. R. Confiança interpessoal e comportamento político: microfundamentos da teoria do capital social na América Latina. Revista Opinião Pública, Campinas, v. 7, n. 1, p. 33-59, 2001. Disponível on-line em: Acesso em: dezembro de 2014. 2001.

Rennó, L. R. Estruturas de oportunidade política e engajamento em organizações da sociedade civil: um estudo sobre a América Latina. Revista Sociologia Política, Curitiba, v. 21, nov., p. 71-82, 2003. Disponível on-line em: . Acesso em: dezembro de 2014. 2003.

Ribeiro, E.; Borba, J. As dimensões da participação política no Brasil. Teoria e Pesquisa: Revista de Ciência Política, v. 20, p. 11-36, 2011. Disponível on-line em: . Acesso em: agosto de 2014. 2011.

Ribeiro, E; Borba, J. Participação e pós-materialismo na América Latina. Revista Opinião Pública, v. 16, n. 1, p. 28-63, 2010. Disponível on-line em: . Acesso em: julho de 2014. 2010.

Ribeiro, E.; Borba, J. Participação política na América Latina. Maringá: Eduem, 2015.

Ribeiro, E. Valores pós-materialistas e cultura política no Brasil. Maringá: Eduem, 2011.

Schlegel, Rogério. Internauta brasileiro: perfil diferenciado, opiniões indiferenciadas. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 17, n. 34, p. 137-157, out. 2009. Disponível on-line em: . Acesso em: fevereiro de 2014. 2009.

Schumpeter, J. A. Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 1984.

Van Deth, J. Studying political participation: towards a theory of everything? In: ECPR Joint Sessions. Grenoble, France: 2001. Disponível online em: . Acesso em: setembro de 2014. 2001.

Verba, S.; Schlozman, K. L.; Brady, H. E. Voice and equality: civic voluntarism in American politics. Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1995.

Xenos, M.; Moy, P. Direct and differential effects of the internet on political and civic engajament. Journal of Communication, International Communication Association, v. 57, p. 704-718, 2007. Disponível online em: . Acesso em: janeiro de 2015. 2007.