Preconceito Maquiado: O Racismo no Mundo Fashionista e da Beleza Outros Idiomas

ID:
44157
Resumo:
Neste artigo, analisou-se discursos sobre o blackface no mundo fashionista e da beleza a partir da busca pela representatividade e pelo protagonismo negro, em contraponto a uma liberdade de expressão artística do profissional da área. Foi investigado um caso de blackface publicado pela empresa de cosméticos Avon em sua rede social. O corpus de análise constituiu-se por discursos presentes nos comentários registrados na referida publicação. Os dados foram categorizados e analisados com base na vertente da análise crítica do discurso teorizada por Dijk (2012). Evidenciou-se que as práticas racistas continuam disseminadas na sociedade e seu reconhecimento ainda é dificultado por sua naturalização. Também foi evidenciado que a percepção do blackface como arte ou prática racista não está diretamente relacionada à cor da pele de quem a analisa, mas à sua percepção cognitiva embasada na sua cultura, experiência de vida, capacidade crítica, conhecimento histórico, entre outros fatores.
Citação ABNT:
LAGE, M. L. C.; PERDIGÃO, D. A.; PENA, F. G.; SILVA, M. A. F. Preconceito Maquiado: O Racismo no Mundo Fashionista e da Beleza . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, v. 10, n. 4, p. 47-62, 2016.
Citação APA:
Lage, M. L. C., Perdigão, D. A., Pena, F. G., & Silva, M. A. F. (2016). Preconceito Maquiado: O Racismo no Mundo Fashionista e da Beleza . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 10(4), 47-62.
DOI:
http://dx.doi.org/10.12712/rpca.v10i4.818
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/44157/preconceito-maquiado--o-racismo-no-mundo-fashionista-e-da-beleza-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
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