Determinantes da Estrutura de Capital: Um Estudo sobre Empresas Mineiras de Capital Fechado Outros Idiomas

ID:
45081
Resumo:
Objetivo: - Identificar variáveis determinantes da estrutura de capital de empresas em geral (tanto de capital aberto quanto fechado) bem como desenvolver modelos econométricos que expliquem a relação entre as variáveis determinantes identificadas e a estrutura de capital das empresas estudadas (considerando diferentes horizontes temporais). Fundamento: Trata-se de um estudo baseado nas principais teorias de estrutura de capital, a tradeoff theory (TOT) e a pecking order theory (POT). Método: - Realizou-se uma análise de 126 empresas de capital fechado pertencentes a 17 diferentes setores de atividade econômica conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas [CNAE] por um período de 4 anos. Foram coletadas demonstrações financeiras publicadas no Diário Oficial de Estado de Minas Gerais. Utilizou-se o modelo de regressão múltipla com dados em painel. Resultados: - Constatou-se uma preferência média de capitais de terceiros das empresas analisadas em relação ao capital próprio, sendo o vencimento de curto prazo o mais utilizado. As variáveis investigadas apresentaram um comportamento similar ao apresentador pelas empresas de capital aberto. Verificou-se também que as variáveis determinantes da estrutura de capital seguiram as orientações teóricas da TOT ou da POT de forma alternativa e que ambas coexistem na explicação do nível de endividamento das empresas investigadas. Contribuições: - Os achados da pesquisa contribuem para a compreensão de que o comportamento das variáveis determinantes da estrutura de capital é semelhante ao verificado em empresas de capital aberto. Ademais, as proxies porte da empresa e tangibilidade de ativos apresentaram consistência estatística nas estimações realizadas enquanto os escudos fiscais demonstraram não serem proxies relevantes.
Citação ABNT:
AVELAR, E. A.; CAVALCANTI, J. M. M.; PEREIRA, H. R.; BOINA, T. M. Determinantes da Estrutura de Capital: Um Estudo sobre Empresas Mineiras de Capital Fechado . Revista Evidenciação Contábil & Finanças, v. 5, n. 2, p. 23-39, 2017.
Citação APA:
Avelar, E. A., Cavalcanti, J. M. M., Pereira, H. R., & Boina, T. M. (2017). Determinantes da Estrutura de Capital: Um Estudo sobre Empresas Mineiras de Capital Fechado . Revista Evidenciação Contábil & Finanças, 5(2), 23-39.
DOI:
10.18405/recfin20170202
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/45081/determinantes-da-estrutura-de-capital--um-estudo-sobre-empresas-mineiras-de-capital-fechado--/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Bae, K. H.; Kang, J. K.; Wang, J. (2011). Employee treatment and firm leverage: A test of the stakeholder theory of capital structure. Journal of Financial Economics, 100, 130-153.

Bressan, V. G. F. (2009). Seguro depósito e moral hazard nas cooperativas de crédito brasileiras. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, Brasil.

Brito, G. A. S.; Corrar, L. J.; Batistella, F. D. (2007). Fatores determinantes da estrutura de capital das maiores empresas que atuam no Brasil. Revista Contabilidade & Finanças, São Paulo, 43, 919.

Brito, R. D.; Lima, M. R. (2009). A Escolha da Estrutura de Capital sob Fraca Garantia Legal: O Caso do Brasil. Revista Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, 59(2), 177-208.

Ceretta, P. S.; Vieira, K. M. V.; Fonseca, J L da F.; Trindade, L de L. (2009). Determinantes da estrutura de capital: uma análise de dados em painel de empresas pertencentes ao Ibovespa no período de 1995 a 2007. Revista de Gestão - USP, 16(4), 29-43.

Colman, D. L. (2014). Testes empíricos das teorias de pecking order e trade off estático em companhias fechadas brasileiras. Dissertação de Mestrado, Instituto de Ensino e Pesquisa, São Paulo, SP, Brasil.

Correa, C. A.; Basso, L. F. C.; Nakamura, W. T. (2013). A estrutura de capital das maiores empresas brasileiras: análise empírica das teorias de pecking order e trade-off, usando panel data. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, 149(4), 106-133.

De Angelo, H.; Masulis, R. (1980). Optimal Capital Structure under Corporate anda Personal Taxation. Journal of Financial Economics, 8, 3-29

Eid, W., Jr. (1996). Custo e estrutura de capital: o comportamento das empresas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, 36(4), 51-59.

Estado De Minas Gerais. (2016). Boas razões para se investir em Minas Gerais. Disponível em: . Acesso em: 2 fev. 2016.

Fama, E. F.; French, K. R. (2002). Testing Trade-Off and Pecking Order Predictions about Dividends and Debt. The Review of Financial Studies, 15(1), 1-33.

Fama, E. F.; French, K. R. (2005). Financing decisions: who issues stock? Journal of Financial Economics, 76, 549-582.

Frank, M. Z.; Goyal, V. K. (2003). Testing the pecking order theory of capital structure. Journal of Financial Economics, 67(2), 217-248.

Gonçalves, D. L. (2014). Determinantes da estrutura de capital de sociedades anônimas mineiras de capital fechado. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil.

Gujarati, D.; Porter, D. C. (2011). Econometria básica. 5 ed. Porto Alegre: AMGH.

Hair, J. F, Jr.; Black, W. C.; Babin, B. J.; Anderson, R. E.; Tatham, R. L. (2009). Análise multivariada de dados . 6ª ed. Porto Alegre: Bookman .

Handoo, A.; Sharma, K. (2014). A study on determinants of capital structure in India. IIMB Management Review, 26, 170-182.

Harris, M.; Raviv, A. (1991). The Theory of Capital Structure. The Journal of Finance, 46(1), 297-355.

Hovakimian, A.; Kayhan, A.;Titman, S. (2012). Are Corporate Default Probabilities Consistent with the Static Trade-off Theory? The Review of Financial Studies, (25)2, 315-340.

Iquiapaza, R. A.; Amaral, H. F.; Araújo, M da S. B. de. (2008). Testando as previsões da pecking order theory no financiamento das empresas brasileiras: uma nova metodologia. Revista de Administração Mackenzie, 9(3), 157-183.

Jong, A.; Verbeek, M.; Verwijmeren, P. (2011). Firms’ debt-equity decisions when the static trade-off theory and the pecking order theory disagree. Journal of Banking & Finance, 35, 1303-1314.

Katagiri, M. (2014). A macroeconomic approach to corporate capital structure. Journal of Monetary Economics, 66, 79-94.

Laguardia, H. (2014). Minas Gerais tem só 15 empresas ativas na Bovespa. O Tempo, 23 jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: 2 fev.2016.

Leal, R. P. C. (2008). Estrutura de capitais comparada: Brasil e mercados emergentes. Revista de Administração de Empresas, 48(4), 67-78.

Leary, M. T.; Roberts, M. R. (2010). The pecking order, debt capacity, and information asymmetry. Journal of Financial Economics, 95, 332-355.

Lin, Y. H.; Hu, S Y.; Chen, M. S. (2008). Testing pecking order prediction from the viewpoint of managerial optimism: Some empirical evidence from Taiwan. Pacific-Basin Finance Journal, 16, 160-181.

Modigliani, F.; Miller, M. H. 1963). Corporate income taxes and the cost of capital: a correction. The American Review, 53(3), 433-443.

Myers, S. C. (1984). The effect of Capital Structure on a Firm’s Liquidation Decision. Journal of Financial Economics, 13, 51-137.

Myers, S. C.; Majluf, N. S. (1984). Corporate financing and investment decisions when firms have information that investors do not have. Journal of Financial Economics, 13(2), 187-221.

Nakamura, W. T.; Forte, D.; Martin, D. M. L.; Costa, A C F da;& Amaral, A C do. (2007). Determinantes de estrutura de capital no mercado brasileiro - análise de regressão com painel de dados no período 1999-2003. Revista de Contabilidade & Finanças, 44, 72-85.

Oliveira, G. R.; Tabak, B. M.; Resende, J. G. L.; Cajueiro, D. O. (2013). Determinants of the level of indebtedness for Brazilian firms: A quantile regression approach. EconomiA, 14, 123-138.

Öztekin, Ö.; Flannery, M. J. (2012). Institutional determinants of capital structure adjustment speeds. Journal of Financial Economics, 103, 88-112.

Perobelli, F. F. C.; Famá, R. (2002). Determinantes da estrutura de capital: aplicação a empresas de capital aberto brasileiras. Revista de Administração da USP, 37(3), 33-46.

Perobelli, F. F. C.; Famá, R. (2003). Fatores determinantes da estrutura de capital para empresas latino-americanas. Revista de Administração Contemporânea, Curitiba, 7(1), 9-35.

Rajan, R. G.; Zingales, L. (1995). What Do We Know about Capital Structure?Some Evidence from International Data. The Journal of Finance, 50(5)1421-1460.

Shen, C. H-h. (2014). Pecking order, access to public debt market, and information asymmetry. International Review of Economics and Finance, 29, 291-306.

Thippayana, P. (2014). Determinants of Capital Structure in Thailand. Procedia - Social and Behavioral Sciences, 143, 1074-1077.

Titman, S.; Wessels, R. (1988). The Determinants of Capital Structure Choice. The Journal of Finance, 43(1), 1-19.

Tucker, J.; Stoja, E. (2011). Industry membership and capital structure dynamics in the UK. International Review of Financial Analysis, 20, 207-214.

Wooldridge, J. M. (2002). Econometric Analysis of Cross Section and Panel Data. Cambridge: MIT Press.

An, Z. (2012). Taxation and capital structure: Empirical evidence from a quasi-experiment in China. Journal of Corporate Finance, 18, 683-689.

Modigliani, F.; Miller, M. H. (1958). The cost of capital, corporation finance and the theory of investment. The American Review, 48(3), 261-297.

Myers, S. C. (1984). The capital structure puzzle. The Journal of Finance, 39(3), 574-592.