A Associação Brasileira de Pesquisa em Secretariado (ABPSEC) à Luz da Teoria da Ação Coletiva Outros Idiomas

ID:
45633
Resumo:
Os objetivos que nortearam este estudo foram: analisar os incentivos para a formação da ABPSEC à guisa da Teoria da Ação Coletiva e compreender aspectos determinantes e os desafios para o fortalecimento da ação coletiva. Em termos metodológicos, foi uma pesquisa qualitativa, cuja coleta de dados se deu por meio de entrevistas aplicadas a associados da ABPSEC e a análise ocorreu de forma descritiva. Os resultados apontaram que diversos motivos (positivos e negativos) incentivaram a criação da ABPSEC, tais como: a preocupação dos pesquisadores com o aumento e com a melhoria da pesquisa em Secretariado Executivo e a discussão do MEC sobre a extinção dos cursos de graduação nessa área. Em relação aos benefícios, foi possível encontrar os de cunho científico, social/psicológico, cultural, político, econômico, além de externalidades positivas. Por fim, os aspectos determinantes considerados positivos para a manutenção da ABPSEC foram: a formalização da associação, a heterogeneidade do grupo, a presença de liderança, o conhecimento dos indivíduos e a reputação. Já os aspectos considerados negativos foram: a presença de racionalidade individual, os free riders, o tamanho do grupo e a falta de comunicação face a face. Ademais, a falta de recursos financeiros também foi citada como dificuldade para a manutenção da ABPSEC. Logo, à guisa da Teoria da Ação Coletiva, pode-se concluir que, por apresentar incentivos positivos e negativos, benefícios, mas também desafios, o caso da ABPSEC pode ser amplamente relacionado com os aspectos teórico-empíricos defendidos pela referida Teoria.
Citação ABNT:
WENNINGKAMP, K. R.; SCHMIDT, C. M.; CIELO, I. D.; SANCHES, F. C. A Associação Brasileira de Pesquisa em Secretariado (ABPSEC) à Luz da Teoria da Ação Coletiva . Revista Capital Científico - Eletrônica, v. 15, n. 2, p. 1-19, 2017.
Citação APA:
Wenningkamp, K. R., Schmidt, C. M., Cielo, I. D., & Sanches, F. C. (2017). A Associação Brasileira de Pesquisa em Secretariado (ABPSEC) à Luz da Teoria da Ação Coletiva . Revista Capital Científico - Eletrônica, 15(2), 1-19.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/45633/a-associacao-brasileira-de-pesquisa-em-secretariado--abpsec--a-luz-da-teoria-da-acao-coletiva---/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ABPSEC. Associados. 2015. Disponível em: . Acesso em: 25 jun 2015.

ABPSEC. Estatuto. 2013. Disponível em: . Acesso em: 25 jun 2013.

ABPSEC. Quem somos. 2015. Disponível em: . Acesso em: 25 jun 2015.

AUSTIN, J. E. Parcerias. São Paulo: Futura, 2001.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições, 2004.

BRITO, C. M. Towards an institutional theory of the dynamics of industrial networks. Journal of Business & Industrial Marketing, v. 16, n. 3, p. 150-166, 2001.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.

GRANOVETTER, M. The strength of the weak ties. American Journal of Sociology. v. 78, n. 6, p. 1360-1380, 1973.

KATZ, J. S.; MARTIN, B. R. What is Research Collaboration? Research Policy, n.26, p.118, 1997.

LAZZARETTI, M. Â. Mancur Olson e A Lógica da Ação Coletiva aplicada ao MST. Tempo da Ciência. v. 21, n. 41, p. 145-162, 2014.

LAZZARINI, S. G.; CHADDAD, F. R.; COOK, M. L. Integrating Supply Chain and Network Analysis: the study of netchains. Journal on Chain and Network Science, v. 1, n. 1, p. 7-21, 2001.

MAEDA, M. Y.; SAES, M. S. M. A lógica da ação coletiva: a experiência do Condomínio Agrícola Leópolis. In: XII SEMINÁRIOS EM ADMINISTRAÇÃO - SEMEAD, 2009, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2009.

MELLO, C. M.; CRUBELLATE, J. M.; ROSSONI, L. Dinâmica de Relacionamento e Prováveis Respostas Estratégicas de Programas Brasileiros de Pós-Graduação em Administração à Avaliação da da Capes: proposições institucionais a partir da análise de redes de co-autorias. Revista de Administração Contemporânea, v. 14, n. 3, p. 434-457, 2010.

MÉNARD, C. The economics of hybrid Organizations. Journal of Instituonal and Theoretical Economics. v. 160, n. 3, p. 345-376, 2004.

MOE, T. A calculus of group membership. American Journal of Political Science, v. 24, n. 4, p. 593-632, 1980.

NASSAR, A. M. Eficiência das associações de interesse privado nos agronegócios brasileiros. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Administração. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, 2001.

OBERSON, B. Sociologie de l’action collective.Résumé du cours no 5 Le tournant par Mancur Olson. 2009. Disponível em: . Acesso em: 16 mai 2017. 2009.

OLSON, M. A lógica da ação coletiva: os benefícios públicos e uma teoria dos grupos sociais. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1999.

OSTROM, E. Collective Action and Local Development Processes. Sociologica. Bologna, 2007.

SACHS, I. Inclusão social pelo trabalho: desenvolvimento humano, trabalho descente e futuro dos empreendedores de pequeno porte. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.

SANDLER, T. Global Collective Action. University of Southern California: Cambridge, 2004.

SCHMIDT; C. M.; CIELO; I. D.; SANCHES, F. C. Mapeamento de redes: um estudo sobre as relações entre universidades e docentes em cursos de Secretariado Executivo. In: DURANTE, Daniela. Pesquisa em Secretariado: cenários, perspectivas e desafios. Passo Fundo: Editora UPF, 2012.

SCHMIDT, C. M. Projetos cooperados e ações coletivas. Apostila elaborada para o Programa Regional de Formação para o Desenvolvimento Econômico Local com Inclusão Social, 2015.

ZYLBERSZTAJN, D.; FARINA, E. Strictly coordinate food-systems: exploring the limits of the Coasian Firm. International Food and Agribusiness Management Review, v. 2, n. 2, p. 249-265, 1999.