Intervenientes do Processo de Transferência Tecnológica em uma Universidade Pública Outros Idiomas

ID:
45842
Resumo:
Este estudo tem por objetivo investigar os intervenientes do processo de transferência tecnológica em uma universidade pública, analisando sua agência de inovação sob o ponto de vista da proteção de propriedade intelectual. A estratégia de Estudo de Caso único foi adotada por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores da agência e com 13 pesquisadores que participam ativamente do processo, com coleta de documentos e observação direta. Como resultado, verificou-se que a institucionalização da agência foi precedida de uma série de estímulos governamentais de apoio à inovação e de parcerias realizadas com outras instituições. Identificaramse seus intervenientes, entre os quais as principais barreiras estão: sobrecarga de atividades, desconhecimento e desinteresse dos pesquisadores, deficiências no processo de redação da patente e carência de capital humano nas atividades da agência, burocracia e falta de suporte pela universidade. Já entre os facilitadores, estão: a experiência acadêmica por parte dos pesquisadores, a divulgação da cultura de propriedade intelectual, a terceirização do processo de redação da patente por parte da agência e de sua institucionalização pela universidade. Os pesquisadores são motivados a engajarem-se no processo de transferência tecnológica principalmente pela consciência sobre a relevância de proteger as descobertas, pelo acesso a recursos para pesquisa, pelos ganhos econômicos e pelo prestígio acadêmico.
Citação ABNT:
ROSA, R. A.; FREGA, J. R. Intervenientes do Processo de Transferência Tecnológica em uma Universidade Pública . Revista de Administração Contemporânea, v. 21, n. 4, p. 435-457, 2017.
Citação APA:
Rosa, R. A., & Frega, J. R. (2017). Intervenientes do Processo de Transferência Tecnológica em uma Universidade Pública . Revista de Administração Contemporânea, 21(4), 435-457.
DOI:
http://dx.doi.org/10.1590/1982-7849rac2017160097
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/45842/intervenientes-do-processo-de-transferencia-tecnologica-em-uma-universidade-publica-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Baldini, N.; Grimaldi, R.; Sobrero, M. (2007). To patent or no to patent?A survey of Italian inventors on motivations, incentives and obstacles to university patenting. http://dx.doi.org/10.1007/s11192-007-0206-5. Scientometrics, 70(2), 333-354.

Bardin, L. (2010). Análise de conteúdo. 5a ed. Lisboa: Edições 70.

Berbegal-Mirabent, J.; García, J. L. S.; Ribeiro-Soriano, D. E. (2015). University–industry partnerships for the provision of R&D services. http://dx.doi.org/10.1016/j.jbusres.2015.01.023. Journal of Business Research, 68(7), 1407-1413.

Borsoi, I. C. F. (2012). Trabalho e produtivismo: saúde e modo de vida de docentes de instituições públicas de ensino superior. http://dx.doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v15i1p81-100. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 15(1), 81-100.

Bozeman, B.; Rimes, H.; Youtie, J. (2015). The evolving state-of-the-art in technology transfer research: revisiting the contingent effectiveness model. http://dx.doi.org/10.1016/j.respol.2014.06.008. Research Policy, 44(1), 34-49.

Brescia, F.; Colombo, G.; Landoni, P. (2016). Organizational structures of knowledge transfer offices: an analysis of the world’s top-ranked universities. http://dx.doi.org/10.1007/s10961-014-9384-5. The Journal of Technology Transfer, 41(1), 132-151.

Chais, C. C.; Scopel, A. M.; Machado, C. P.; Oléa, P. M. (2013). Atuação dos núcleos de inovação tecnológica na promoção do desenvolvimento regional a partir da abordagem da tríplice hélice. http://dx.doi.org/10.5007/1983-4535.2013v6n4p171. Revista GUAL, 6(4), 171-189.

Closs, L.; Ferreira, G.; Sampaio, C.; Perin, M. (2012). Intervenientes na transferência de tecnologia universidade-empresa: o caso PUCRS. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rac/v16n1/a05v16n1.pdf. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-65552012000100005. Revista de Administração Contemporânea, 16(1), 61-78.

Cruz, C. H. de B. (2010). Ciência, tecnologia e inovação no Brasil: desafios para o período 2011 a 2015. Recuperado de http://www.ifi.unicamp.br/~brito/artigos/CTI-desafios-InteresseNacional-07082010-FINAL.pdf. Revista Interesse Nacional, (10), 1-22.

Derrick, G. E. (2015). Integration versus separation: structure and strategies of the technology transfer office (TTO) in medical research organizations. http://dx.doi.org/10.1007/s10961-014-9343-1. The Journal of Technology Transfer, 40(1), 105-122.

Desidério, P. H. M.; Zilber, M. A. (2014). Barreiras no processo de transferência tecnológica entre agências de inovação e empresas: observações em universidades públicas e privadas. http://dx.doi.org/10.20397/g&t.v14i2.650. Revista Gestão & Tecnologia, 14(2), 99-124.

D’Este, P.; Perkmann, M. (2011). Why do academics engage with industry?The entrepreneurial university and individual motivations. http://dx.doi.org/10.1007/s10961-010-9153-z. Journal of Technology Transfer, 36(3), 316-339.

Dias, A.; Porto, G. S. (2013). Gestão de transferência de tecnologia na inova Unicamp. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rac/v17n3/a02v17n3.pdf. http://dx.doi.org/10.1590/S141565552013000300002. Revista de Administração Contemporânea, 17(3), 263-284.

Dias, A.; Porto, G. S. (2014). Como a USP transfere tecnologia? http://dx.doi.org/10.1590/S1984-92302014000300008. Organizações & Sociedade, 21(70), 489-508.

Eberhart, M. E.; Pascuci, L. (2014). O processo decisório e suas implicações na cooperação universidade, empresa e governo: um estudo de caso. http://dx.doi.org/10.5007/1983-4535.2014v7n2p221. Revista GUAL, 7(2), 221-242.

Eisenhardt, K. M.; Graebner, M. E. (2007). Theory building from cases: opportunities and challenges. http://dx.doi.org/10.5465/AMJ.2007.24160888. Academy of Management Journal, 50(2), 25-32.

Etzkowitz, H. (2003). Research groups as ‘quasi-firms’: the invention of the entrepreneurial university. http://dx.doi.org/10.1016/S0048-7333(02)00009-4. Research Policy, 32(1), 109-121.

Ferreira, A.; Amaral, M.; Leopoldi, M. A. (2013). Análise da interação universidade-empresa sob a perspectiva do corpo docente: um estudo de caso em uma universidade pública. Recuperado de http://www.spell.org.br/documentos/download/37576. Revista de Administração, Contabilidade e Economia, 12(2), 677-708.

Ferreira. G. C.; Soria, A. F.; Closs, L. (2012). Gestão da interação Universidade-Empresa: o caso PUCRS. http://dx.doi.org/10.1590/S010269922012000100006. Sociedade e Estado, 27(1), 79-94.

Fitzgerald, C.; Cunningham, J. A. (2016). Inside the university technology transfer office: mission statement analysis. http://dx.doi.org/10.1007/s10961-015-9419-6. The Journal of Technology Transfer, 41(5), 1235-1246.

f Lucena, R. M.; Sproesser, R. L. (2015). Análise da gestão de licenciamento de patentes: estudo multicasos de instituições federais de ensino superior. http://dx.doi.org/10.11606/rai.v12i3.100934. Revista de Administração e Inovação, 12(3), 28-55.

Garnica, L. A.; Torkomian, A. L. V. (2009). Gestão de tecnologia em universidades: uma análise do patenteamento e dos fatores de dificuldade e de apoio à transferência de tecnologia no Estado de São Paulo. http://dx.doi.org/10.1590/S0104530X2009000400011. Gestão & Produção, 16(4), 624-638.

Hayter, C. S.; Rooksby, J. H. (2016). A legal perspective on university technology transfer. http://dx.doi.org/10.1007/s10961-015-9436-5. The Journal of Technology Transfer, 41(2), 270-289.

Huyghe, A.; Knockaert, M.; Piva, E.; Wright, M. (2016). Are researchers deliberately bypassing the technology transfer office?An analysis of TTO awareness. http://dx.doi.org/10.1007/s11187-016-9757-2. Small Business Economics, 47(3), 589-607.

Kalar, B.; Antoncic, B. (2015). The entrepreneurial university, academic activities and technology and knowledge transfer in four European countries. http://dx.doi.org/10.1016/j.technovation.2014.11.002. Technovation, 36/37, 1-11.

Kaymaz, K.; Yasin Eryiğit, K. Y. (2011). Determining factors hindering university-industry collaboration: an analysis from the perspective of academicians in the context of entrepreneurial science paradigm. Retrieved from http://www.acarindex.com/dosyalar/makale/acarindex-1423904053.pdf. International Journal of Social Inquiry, 4(1), 185-213.

Kruglianskas, I.; Matias-Pereira, J. (2005). Um enfoque sobre a lei de inovação tecnológica do Brasil. Recuperado de www.spell.org.br/documentos/download/12194. Revista de Administração Pública, 39(5), 1011-1028.

Livesey, F. (2014). Report on survey of Brazilian Technology Transfer Offices (TTOs). (Report), Cambridge, UK. University of Cambridge Entreprise. Retrieved from http://www.inova.unicamp.br/sites/default/files/images/FCO_BrazilTTOsurveyReport_0.pd.

Martins, R. O. (2010). Os núcleos de inovação tecnológica como estratégia das políticas de inovação do MCT (2004-2010). Latin American Journal of Business Management, 3(2), 226-247. Recuperado de http://www.lajbm.net/index.php/journal/article/view/95/60.

Muscio, A. (2010). What drives the university use of technology transfer offices? Evidences from Italy. http://dx.doi.org/10.1007/s10961-009-9121-7. Journal of Technology Transfer, 35(2), 181-202.

Nd. Decreto n. 5.563, de 11 de outubro de 2005. (2005). Regulamenta a Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004, que dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, DF: Casa Civil.

Nd. Lei n. 10.973, de 2 de dezembro de 2004. (2004). Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. Brasília, DF: Casa Civil.

Nd. Resolução n. 01 – COUN. (2015). Regulamenta a proteção de direitos relativos à invenção, modelo de utilidade, desenho industrial, programa de computador, topografia de circuito integrado, cultivar e qualquer outro desenvolvimento tecnológico que acarrete o surgimento de novo produto, processo ou aperfeiçoamento incremental, no âmbito da UFPR. Curitiba, PR: Universidade Federal do Paraná. Recuperado de https://drive.google.com/file/d/0By8XpF6NPwpNDRRVUhycGFUNnc/view.

Nd. Resolução n. 02 – COUN. (2015). Regulamenta o registro e a proteção de direitos relativos à marca, no âmbito da UFPR. Curitiba, PR: Universidade Federal do Paraná. Recuperado de https://drive.google.com/file/d/0By8Xp-F6NPwpYWVoUGRWRW40VEk/view.

Noveli, M.; Segatto, A. P. (2012). Processo de cooperação universidade-empresa para a inovação tecnológica em um parque tecnológico: evidências empíricas e proposição de um modelo conceitual. http://dx.doi.org/10.5773/rai.v1i1.610. Revista de Administração e Inovação, 9(1), 81-105.

Núcleo de Inovação Tecnológica do Paraná. (n.d.). Catálogo de patentes. Recuperado de http://nitpar.pr.gov.br/catalogo-de-patentes/catalogo-de-patentes/.

O’Kane, C.; Mangematin, V.; Geoghegan, W.; Fitzgerald, C. (2015). University technology transfer offices: the search for identity to build legitimacy. http://dx.doi.org/10.1016/j.respol.2014.08.003. Research Policy, 44(2), 421-437.

Ranking Universitário Folha. (2015). Ranking por indicador de inovação. Recuperado de http://ruf.folha.uol.com.br/2015/ranking-de-universidades/ranking-por-inovacao..

Resolução n. 09 – COUN. (2003). Regulamenta a proteção de direitos relativos à propriedade industrial e intelectual no âmbito da UFPR. Curitiba, PR: Universidade Federal do Paraná. Recuperado de http://www.prppg.ufpr.br/sites/default/files/documentos/pesquisa/resolucoes/coun0903.pdf.

Rothaermel, F. T.; Agung, S. D.; Jiang, L. (2007). University entrepreneurship: a taxonomy of the literature. http://dx.doi.org/10.1093/icc/dtm023. Industrial and Corporate Change, 16(4), 691-791.

Santana, E. E.; Porto, G. C. (2009). E agora, o que fazer com essa tecnologia? Um estudo multicaso sobre as possibilidades de transferência tecnológica na USP-RP. Revista de Administração Contemporânea, 13(4), 410-429. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rac/v13n3/v13n3a05.pdf. http://dx.doi.org/10.1590/S141565552009000300005.

Siegel, D. S.; Veugelers, R.; Wright, M. (2007). Technology transfer offices and commercialization of university intellectual property: performance and policy implications. http://dx.doi.org/10.1093/oxrep/grm036. Oxford Review of Economic Policy, 23(4), 640-660.

Siegel, D. S.; Waldman, D.; Link, A. (2003). Assessing the impact of organizational practices on the relative productivity of university technology transfer offices: an exploratory study. http://dx.doi.org/10.1016/S0048-7333(01)00196-2. Research Policy, 32(1), 27-48.

Silva, L. C. S.; Kovaleski, J. L.; Gaia, S. (2013). Gestão do conhecimento organizacional visando à transferência de tecnologia: os desafios enfrentados pelo NIT da Universidade Estadual de Santa Cruz. http://dx.doi.org/10.14488/1676-1901.v13i2.1314. Produção Online, 13(2), 77-702.

Vinig, T.; Lips, D. (2015). Measuring the performance of university technology transfer using meta data approach: the case of Dutch universities. http://dx.doi.org/10.1007/s10961-014-9389-0. The Journal of Technology Transfer, 40(6), 10341049.

Wu, Y.; Welch, E. W.; Huang, W. (2015). Commercialization of university inventions: individual and institutional factors affecting licensing of university patents. http://dx.doi.org/10.1016/j.technovation.2014.09.004. Technovation, 36(37), 12-25.

Yin, R. K. (2015). Estudo de caso: planejamento e métodos. 5a ed. Porto Alegre: Bookman.