Ansiedade e Desempenho Acadêmico: Um Estudo com Alunos de Ciências Contábeis Outros Idiomas

ID:
48120
Resumo:
O presente estudo analisou o fenômeno ansiedade entre estudantes de Ciências Contábeis de uma Universidade Pública Brasileira, com o propósito de verificar se a mesma está significativamente associada ao desempenho acadêmico. A pesquisa é de caráter exploratório, com uma abordagem quantitativa, utilizando-se do questionário IDATE (Inventário de Ansiedade Traço-Estado), testado, validado e traduzido por Biaggio (1998). A amostra foi composta por 205 estudantes, do turno noturno, cursando entre o 2º e o 10º período do curso de graduação em Ciências Contábeis. As análises foram realizadas por meio dos testes “t” de Student, Correlação de Pearson e Análise de Regressão Linear Múltipla. De acordo com o levantamento bibliográfico, a ansiedade gera reações indesejadas no corpo, como dificuldade de concentração, “brancos”, inquietações e dores de cabeça, e estes efeitos causados pela ansiedade poderiam influenciar o desempenho acadêmico dos alunos. Os principais resultados do presente estudo indicam que, de fato, os estudantes mais ansiosos no cotidiano tendem a ficar mais ansiosos que os demais em momentos de avaliação, que as mulheres tendem a apresentar maiores níveis de ansiedade que os homens e que os alunos mais ansiosos, de final de curso, homens e que não participaram de atividades acadêmicas tendem a apresentar rendimentos acadêmicos inferiores aos demais. Consequentemente, de acordo com os resultados encontrados, os estudantes que compuseram a amostra da pesquisa poderiam potencialmente apresentar desempenho superiores, caso fosse possível controlar a sua ansiedade estado. Estes resultados sugerem que as instituições e professores, ao buscarem formas de diminuir os níveis de ansiedades dos discentes, poderiam elevar os níveis de rendimento acadêmico dos estudantes.
Citação ABNT:
REIS, C. F.; MIRANDA, G. J.; FREITAS, S. C. Ansiedade e Desempenho Acadêmico: Um Estudo com Alunos de Ciências Contábeis. Advances in Scientific and Applied Accounting, v. 10, n. 3, p. 319-333, 2017.
Citação APA:
Reis, C. F., Miranda, G. J., & Freitas, S. C. (2017). Ansiedade e Desempenho Acadêmico: Um Estudo com Alunos de Ciências Contábeis. Advances in Scientific and Applied Accounting, 10(3), 319-333.
DOI:
http://dx.doi.org/10.14392/asaa.2017100305
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/48120/ansiedade-e-desempenho-academico--um-estudo-com-alunos-de-ciencias-contabeis/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Akram Rana, R.; Mahmood, N. (2010). The Relationship between Test Anxiety and Academic Achievement. Bulletin of Education and Research, 32(2), 63-74.

Amorim-Gaudêncio, C. & A. Sirgo. (1999). Ansiedade aos exames: um problema atual. Psico, 30, 75-80.

Andrade, L.; Gentil Filho, V.; Laurenti, R.; Lolio, C. (1998). Prevalence of Mental Disorders in an Epidemiological Catchment Area in the City of São Paulo, Brazil. Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol, 316-325.

Andrade, L. H. S. G. & Gorenstein, C. (1998). Aspectos gerais das escalas de avaliação de ansiedade. Revista de Psiquiatria Clínica, 25, 285-290.

Bardagi, M. P. & Hutz, C.S. (2011). Eventos Estressores no Contexto Acadêmico: uma breve revisão da literatura brasileira. Interação em Psicologia, 15(1), 111-119.

Barlow, D. H. (1999). Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos. 2 ed. Porto Alegre: Artmed.

Biaggio, A. M. B. (1998). Ansiedade, raiva e depressão na concepção de C. D. Spielberger. Revista de Psiquiatria Clínica, 25, 291-293.

Biaggio, A. M. B.; Natalício, L. F. S.; Spielberger, C. D. (1977) . Desenvolvimento da forma experimental em português do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE), de Spielberger. Arquivos Brasileiros de Psicologia Aplicada, 29, 31-44.

Brasil.Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. (2013). Diretoria de Informações e Estatísticas Educacionais (INEP/SEEC). Censo do Ensino Superior,

Brown, L. A. et al. (2014). Changes in self-efficacy and outcome expectancy as predictors of anxiety outcomes from the calm study. Depression and Anxiety, 31, 678-689.

Calais, S. L.; Carrara, K.; Brum, M. M.; Batista, K.; Yamada, J. K.; Oliveira, J. R. S. (2007). Stress entre calouros e veteranos de jornalismo. Estudos de Psicologia, 24(1), 69-77. https://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000100008

Campbell, M. M. (2007). Motivational Systems Theory and The Academic Performance Of College Students. Journal of College Teaching & Learning (TLC), 4(7), 11-23.

Cassady, J. C.; Johnson, R. E. (2002). Cognitive Test Anxiety and Academic Performance. Contemporary Educational Psychology, 27, 270-295. https://doi.org/10.1006

Chapell, M. S.; Blanding, Z. B.; Silverstein, M. E.; Takahashi, M.; Newman, B.; Gubi, A.; McCann, N. (2005). Test Anxiety and Academic Performance in Undergraduate and Graduate Students. Journal of Educational Psychology, 97(2), 268-274. https://doi.org/10.1037/0022-0663.97.2.268

Costa, E. R. & Boruchovitch, E. (2004). Compreendendo relações entre estratégias de aprendizagem e a ansiedade de alunos do ensino fundamental de Campinas. Psicologia: Reflexão e Crítica, 17(1), 15-24. https://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722004000100004

Cruz, C. M. V. M.; Pinto, J. R.; Almeida, M.; Aleluia S. (2010). Ansiedade nos estudantes do ensino superior: um estudo com estudantes do 4º Ano do curso de licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Viseu. Millenium, (38), 223-242.

Dalgalarrondo, P. (2008). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas.

D’Avila, G. T.; Soares, D. H. P. (2003). Vestibular: fatores geradores de ansiedade na cena da prova. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4(1-2), 105-116. Recuperado em 14 de fevereiro de 2017, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902003000100010&lng=pt&tlng=pt.

Farooqi, Y. N.; Ghani, R.; Spielberger, C. D. (2012). Gender Differences in Test Anxiety and Academic Performance of Medical Students. International Journal of Psychology and Behavioral Sciences, 2(2), 38-43. https://doi.org/10.5923/j.ijpbs.20120202.06

Guimarães, M. F. (2014). Depressão, ansiedade estresse e qualidade de vida de estudantes de universidades pública e privada. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Mestrado em Psicologia da Saúde, da Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo.

Homes, D. S. (1997). Psicologia dos Transtornos Mentais. Tradução de Sandra Costa. 2 ed. Porto Alegre: Artmed.

Kaipper, M. B. (2008). Avaliação do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) através da Análise Rasch. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Karino, C. A. (2010). Avaliação do efeito da ansiedade no desempenho em provas. 2010. 175 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações Instituto de Psicologia) - Universidade de Brasília, Brasília.

Kennedy, Peter. (2009). Manual de Econometria. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier.

La Rosa, Jorge. (1998). Ansiedade, sexo, nível sócio-econômico e ordem de nascimento. Psicologia: Reflexão e Crítica, 11(1), 59-70. https://dx.doi.org/10.1590/S0102-79721998000100004

Lipp, M. E. & Malagris, L. E. N. (2001). O stress emocional e o seu tratamento. In: Rangé, B. (2001). Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. Porto Alegre: Artmed Editora, 475-490.

Macher D.; Paechter M.; Papousek I.; Ruggeri K. (2011). Statistics anxiety, trait anxiety, learning behavior, and performance. Eur. J. Psychol. Educ., n. 27, 483-498

Miranda, G. J.; Lemos, K. C. S.; Pimenta, A. S. O. & Ferreira, M. A. (2015). Determinantes do Desempenho Acadêmico na Área de Negócios. Meta: Avaliação, 7, 175-209.

Mondardo, A. H.; Pedon, E. A. (2012). Estresse e desempenho acadêmico em estudantes universitários. Revista de Ciências Humanas, 6(6), 159-180.

Moresi, E. (2003). Metodologia de Pesquisa. Brasília: Universidade Católica de Brasília-UCB, Pró-Reitoria de Pós Graduação - PRPG.

Moura, A. C. R.; Miranda, G. J. & Pereira, J. M. (2015). Desempenho Acadêmico em Ciências Contábeis: turno noturno versus diurno. Enfoque: Reflexão Contábil, v. 34, 57-70.

Munhoz, A. M. H. (2004). Uma análise multidimensional da relação entre inteligência e desempenho acadêmico em universitários ingressantes. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

Oliveira, K. L.; Santos, A. A. A. (2006). Compreensão de textos e desempenho acadêmico. Psic: revista da Vetor Editora, 7(1), 19-27. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-73142006000100004&lng=pt&tlng=pt.

Oliveira, M. A. & Duarte, A. M. M. (2004). Controle de respostas de ansiedade em universitários em situações de exposições orais. Rev. Bras. Ter. Comport. Cogn., 6(2), 183-200.

Rezende, M. S.; Miranda, G. J.; Pereira, J. M.; Cornachione, E. B. (2017). Stress e desempenho acadêmico na pós-graduação stricto sensu em ciências contábeis no Brasil. Education Policy Análysis Archives, 25, p. 96.

Serra, A. S. V. (1980). O que é ansiedade? Psiquiatria Clínica, 1(2), 93-104.

Soares, A. B. & Martins, J. S. R. (2010). Ansiedade dos estudantes diante da expectativa do exame vestibular. Paidéia, 20(45), 57-62.

Spielberger, C. D.; Biaggio, A.; Natalicio, L. F. Manual do Idate. Rio de Janeiro, R. J.: CEPA, 1979.

Vitasari, P.; Wahab, M. N. A.; Othman, A.; Herawan, T.; Sinnadurai, S. K. (2010). The Relationship between Study Anxiety and Academic Performance among Engineering Students. Procedia - Social and Behavioral Sciences, 8(Supplement C), 490-497. https://doi.org/https://doi.org/10.1016/j.sbspro.2010.12.067

Zeidner, M. Anxiety. In: Peterson, E. B.; Mcgaw, B (Eds.). International Encyclopedia of Education. v. 6, p. 549-557. Oxford: Elsevier, 2010.