Sustentabilidade no Semiárido: Pesquisa nos Perímetros Irrigados do Baixo Jaguaribe – Ceará Outros Idiomas

ID:
48487
Resumo:
A seca é uma variação climática presente no semiárido cuja perenidade originou ações governamentais de caráter emergencial, entre elas os projetos de irrigação, os quais permitiram a expansão da lucratividade regional, bem como melhoraram a qualidade de vida da população. Um destes projetos foi o dos perímetros irrigados, que tinham como objetivo redistribuir as águas dos grandes rios para o sertão, transformar os sertanejos em pequenos e médios empresários e expandir o agronegócio. Este trabalho propôs-se a diagnosticar se a sustentabilidade, sob a ótica do Triple Bottom Line , modelo proposto por Elkington (2012), foi alcançada nos Perímetros Irrigados de Jaguaribe-Apodi, Morada Nova e Tabuleiros de Russas, no semiárido cearense. Por meio de pesquisa qualitativa, trabalhada em análise de conteúdo, e quantitativa, utilizando análise correlacional, concluiu-se que a região é carente de alguns padrões que definem a sustentabilidade e encontra-se diante de outra medida governamental que pode resultar em nova ação emergencial.
Citação ABNT:
TAVARES, J. C. S.; TASSIGNY, M. M.; BIZARRIA, F. P. A.; OLIVEIRA, A. G. Sustentabilidade no Semiárido: Pesquisa nos Perímetros Irrigados do Baixo Jaguaribe – Ceará. Desenvolvimento em Questão, v. 16, n. 42, p. 238-268, 2018.
Citação APA:
Tavares, J. C. S., Tassigny, M. M., Bizarria, F. P. A., & Oliveira, A. G. (2018). Sustentabilidade no Semiárido: Pesquisa nos Perímetros Irrigados do Baixo Jaguaribe – Ceará. Desenvolvimento em Questão, 16(42), 238-268.
DOI:
http://dx.doi.org/10.21527/2237-6453.2018.42.238-268
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/48487/sustentabilidade-no-semiarido--pesquisa-nos-perimetros-irrigados-do-baixo-jaguaribe-----ceara/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ALBUQUERQUE, J. A. de.; MONTE, F S de S.; PAULA, L A de M. Avaliação do Programa Transferência da Gestão de Perímetros de Irrigação na Percepção dos Irrigantes do Projeto Morada Nova. In: Documentos Técnico-Científicos, Fortaleza, v. 41, n. 4, p. 781-798, 2010. .

BARBIERI, J. C. et al. Inovação e sustentabilidade: novos modelos e proposições. RAE, v. 50, n. 2, 2010.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.

BARREIRA, C. Seca: reprodução, poder e rebelião. In: MAGALHÃES, A. R.; BEZERRA NETO, E. (Org.). Aspectos sociais e econômicos de variações climáticas e respostas governamentais no Brasil. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1991.

BAUER; M. W.; GASKELL, G. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som - um manual prático. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

BRACARENSE, P. A. Estatística aplicada às ciências sociais. Curitiba: Iesde Brasil, 2012.

BRASIL. Lei nº 12.787, de 11 de janeiro de 2013. Dispõe sobre a Política Nacional de Irrigação: altera o art. 25 da Lei no 10.438, de 26 de abril de 2002; revoga as Leis nos 6.662, de 25 de junho de 1979, 8.657, de 21 de maio de 1993, e os Decretos-Lei nos 2.032, de 9 de junho de 1983, e 2.369, de 11 de novembro de 1987; e dá outras providências. . Acesso em: 21 jul. 2013.

BURSZTYN, M. O poder dos donos: planejamento e clientelismo no Nordeste. Rio de Janeiro; Fortaleza: Banco do Nordeste, 2008.

CARVALHO, O. de. Plano integrado para o combate preventivo aos efeitos da seca no Nordeste. Brasília: Minter, 1973.

CHACON, S. S. O sertanejo e o caminho das águas: políticas públicas, modernidade e sustentabilidade no semiárido. Fortaleza: BNB, 2007.

CORRAR, L. J.; PAULO, E.; DIAS FILHO, J. M. Análise multivariada: para os cursos de administração, ciências contábeis e economia. São Paulo: Atlas, 2009.

DEMO, P. Aportes metodológicos às práticas sociais de enfrentamento da seca. In: MAGALHÃES, A. R.; BEZERRA NETO, E. (Org.). Aspectos sociais e econômicos de variações climáticas e respostas governamentais no Brasil. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1991.

DOURADO, A. et al. Perímetros públicos de irrigação: propostas para o modelo de transferência da gestão. Brasília: Fundace, 2006. .

DUARTE, R. S. O estado da arte das tecnologias para a convivência com as secas no Nordeste. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2002.

ELKINGTON, J. Sustentabilidade, canibais com garfo e faca. São Paulo: M. Books do Brasil, 2012.

FINAN, T. J. Drought and Demagoguery: A Political Ecology of Climate Variability in Northeast Brazil. Paper presented at the Workshop on “Public Philosophy, Environment, and Social Justice”, Carnegie Council on Ethics and International Affairs Merril House. New York, oct. 1999. . Acesso em: 17 jan. 1999.

FRANÇA, F. M. C. A Importância do agronegócio da irrigação para o desenvolvimento do Nordeste. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2001.

GAMBOA, F. B. ¿Sequía natural o sequía hidrológica? In: TADDEI, R.; GAMBOGGI, A. L. (Org.). Depois que a chuva não veio: respostas sociais às secas no Nordeste na Amazônia e no Sul do Brasil. Fortaleza: Funceme; Cifas. 2010.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1989.

HAGUETTE, T. M. F. Metodologias qualitativas na sociologia. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1997.

HAIR, Jr et al. Análise multivariada de dados. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009.

LACERDA, N. B. de; OLIVEIRA, T. S. Agricultura irrigada e a qualidade de vida dos agricultores em perímetros do Estado do Ceará, Brasil. Revista Ciência Agronômica, v. 38, n. 2, p. 216-223, 2007.

MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman, 2001.

MATTAR, F. N. Pesquisa em marketing: metodologia, planejamento. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

OLIVEIRA NETO, P. M. de et al. Conhecimento tradicional sobre produção agrícola em comunidades rurais no semiárido paraibano, Nordeste, Brasil. Biofar, v. esp.; p. 23-38, 2012. .

OLIVEIRA, A. G. de. Orientação para o mercado sustentável: um modelo de gestão para os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia Brasileiros. 2015. 215f. Programa de Pós-Graduação em Administração de Empresas. 2015. Tese (Doutorado) - Fortaleza: Unifor, 2015.

PINHEIRO, R. S.; MAYORGA, M I de O.; ABREU, F. A. R. Os perímetros irrigados e sua organização social: uma analogia dos perímetros do Baixo-Acaraú e do Jaguaribe Apodi no Ceará. Fortaleza: UFC. 2009. .

POMPEU, G.; TASSIGNY, M. Seca, fornalha e estado de emergência. Fortaleza: Inesp, 2006.

PONTES, A. Z. V. et al. Os perímetros irrigados como estratégia geopolítica para o desenvolvimento do semiárido e suas implicações à saúde, ao trabalho e ao ambiente. Revista Ciência & Saúde Coletiva, v. 18, n. 11, p. 3213-3222, 2013.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1989.

RIGOTTO, R. M.; FREITAS, B. M. C. Dossiê perímetros irrigados: perímetros irrigados e a expansão do agronegócio no campo: quatro décadas de violação de direitos no semiárido. 2012. .

ROOS, A.; BECKER, E. L. S. Educação ambiental e sustentabilidade. Revista Eletrônica em Educação, Gestão e Tecnologia Ambiental, v. 5, n. 5, p. 857-866, 2012. .

SACHETO, R. Agropolos: Sustentabilidade para a agricultura familiar. In: Inovação, v. 2, n. 1, p. 20-21, 2012. .

SACHS, I. Estratégias de transição para o século XXI - desenvolvimento e meio ambiente. São Paulo: Studio Nobel Fundap. 1993.

SAMPAIO, J. L. F. A História da ocupação e o processo de urbanização no semiárido brasileiro. In: Memórias do Seminário Natureza e Sociedade nos Semiáridos. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2002.

SEN, A. K. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

SOUSA, E M de O. O novo modelo de irrigação e os colonos de Morada Nova: Política para qual público? In: TADDEI, R.; GAMBOGGI, A. L. (Org.). Depois que a chuva não veio: respostas sociais às secas no Nordeste na Amazônia e no Sul do Brasil. Fortaleza: Funceme; Cifas. 2010.