Rede Slow Food: Considerações sobre Estrutura Organizacional e Atuação no Brasil Outros Idiomas

ID:
49244
Resumo:
O estudo tem como objetivo analisar a rede Slow Food, sua estrutura organizacional e analisar a distribuição geográfica dos convívios no Brasil. Trata-se de um estudo qualitativo e exploratório que fez uso de pesquisa documental e bibliográfica sobre a temática, especialmente sobre o eixo conceitual de sustentação dos preceitos Slow Food e de redes organizacionais. Os resultados indicam que a rede Slow Food valoriza as relações de cooperação, compartilhamentos, aprendizagens e ação coletiva por intermédio de seus projetos nacionais e internacionais em consonância com sua organização administrativa e que valoriza o fortalecimento dos elementos de convivialidade e coletividade. Identificou-se que sua atuação está distribuída em território nacional, porém concentrada nas regiões sudeste e sul, com ampla presença no estado de São Paulo, com 12 convívios presentes. Observa-se possibilidades de aprofundamento teórico para ampliar a discussão em diferentes contextos do Slow Food, seus projetos específicos e das relações com a hospitalidade e o turismo, relações não identificadas a priori nas bases do movimento.
Citação ABNT:
VALDUGA, V.; MACCOPPI, G. U.; MINASSE, M. H. S. G. G. Rede Slow Food: Considerações sobre Estrutura Organizacional e Atuação no Brasil. Rosa dos Ventos - Turismo e Hospitalidade, v. 10, n. 2, p. 403-421, 2018.
Citação APA:
Valduga, V., Maccoppi, G. U., & Minasse, M. H. S. G. G. (2018). Rede Slow Food: Considerações sobre Estrutura Organizacional e Atuação no Brasil. Rosa dos Ventos - Turismo e Hospitalidade, 10(2), 403-421.
DOI:
http://dx.doi.org/10.18226/21789061.v10i2p403
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/49244/rede-slow-food--consideracoes-sobre-estrutura-organizacional-e-atuacao-no-brasil/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Anderson, P. (1999) As origens da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Andrews, G. (2008) The Slow Food Story. Politics and pleasure. London: Pluto Press.

Bagnasco, A. (1999) Desenvolvimento Regional, sociedade local e economia difusa. In: Barquero, A. V. (2001) Desenvolvimento endógeno em tempos de globalização. Porto Alegre: UFRGS.

Batalha, M. O. (2004) Sistemas locais de produção de base agroindustrial: definições e propostas para a análise da competitividade. Especialização em Gestão de Agronegócios. Florianópolis: Ufscar.

Britto, J. (2002) Cooperação interindustrial e redes de empresas. In: Kupper, D. & Hasenclever, L. (org.). Economia industrial: fundamentos teóricos e práticos no Brasil. Rio de Janeiro, Campus, p. 345-388.

Chanial, P. & La-Ville, J.L. (2009) Associativismo. In: Cattani, A. (org.). Dicionário Internacional da Outra Economia. São Paulo: Almedina, p. 21-25.

Costa, N. (2005). I profissionisti dello svillupo turistico locale: i sistemi turistici locali come oportunitá di lavoro. Milano: Hoepli.

Dencker, A. F. M. (2007). Métodos e técnicas de pesquisa em Turismo. São Paulo: Futura.

Fleury, A. & Fleury, M. T. L (2000). : um quebra-cabeça caleidosc pico da ind stria brasileira. ão Paulo: Atlas.

Gentile, C. (2016) Slow Food na Itália e no Brasil: História, projetos e processos de valorização dos recursos locais. Tese, Doutorado em Desenvolvimento Sustentável, Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília, Brasília, 412 p.

Gohn, M. (2003) Movimentos sociais no início do século XXI: antigos e novos atores sociais. Petrópolis, RJ: Vozes.

Habermas, J. (2012) Teoria do agir comunicativo II. São Paulo; Martins Fontes.

Hall, C. M. (2001) Planejamento turístico: políticas, processos e planejamentos. São Paulo: Contexto.

Harvey, D. (2005) A condição pós-moderna. São Paulo: Loyola.

Jenkins, H. (2008) Cultura da convergência. São Paulo: Aleph.

Kirschbaum, C. (2015) As redes intra-organizacionais são inclusivas? Utopia e testes. Organizações & Sociedade, 22(74), 367-384. http://dx.doi.org/10.1590/1984-9230744

Laville, C. & Dionne, J. (1999) A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em Ciências Humanas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda; Belo Horizonte: UFMG.

Lee, K. H., Scott, N. & Packer, J. (2014) Where does food fit in tourism? Tourism Recreation Research, 39(2), 269-274. https://doi.org/10.1080/02508281.2014.11081770

Lemos, L. (2005) O valor turístico na economia da sustentabilidade. São Paulo: Aleph.

Lyotard, J. F. (1998) A condição pós-moderna. Rio de Janeiro: José Olympio.

Maccoppi, G. (2017) A ressignificação do Turismo a partir do Slow Tourism: Uma análise do Pólo de Enoturismo da Região Metropolitana de Curitiba. Dissertação Mestrado em Turismo, Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

Marrone, G. (2011) Brand on the run: Mirada semiótica sobre Slow Food. Tópicos del Seminário, 26, 59-92.

Mayer, H. & Knox, P. (2006) Slow cities: sustainable places in a fast world. Journal of Urban Affairs, 28(4), 321-334. doi:10.1111/j.1467-9906.2006.00298.x

Mintzberg, H. & Ashtrand, B. & Lampel, J. (2010) Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman.

Petrini, C. (2001) Slow food: The case for taste. New York: Columbia University Press.

Petrini, C. (2005) Buono, pulito e giusto. Principi di nuova gastronomia. Torino: Einaudi.

Petrini, C. (2012). A centralidade do alimento. Documento do VI Congresso Internacional do Slow Food (2012 2016). Roma.

Petrini, C. & Padovani, G. (2005) Slow Food revolution: Da Arcigola a Terra Madre. Una nuova cultura del cibo e della vita. Milan, Italy: Rizzoli.

Salvagni, J.; Valduga, V. & Nodari, C. H. (2016) Cooperação como propulsora da inovação em turismo na egião va e inho do io rande do ul, Brasil. , 10 (19), 253-262.

Santos, M. (2006) técnica e tempo razão e emoção. São Paulo: Edusp.

Sebastiani, R., Montagnini, F. & Dalli, D. (2013) Ethical consumption and new business models in the food industry. Evidence from the Eataly case. Journal of Business Ethics, 114(3), 473-488.

Shirky, C. (2008) Here comes everybody: the power of organizing without organizations. London: Penguin. Slow Food Brasil. (2017)

Slow Food International. (2016) Our Network.

Slow Food InternationaL. (2017) Slow Food Manifesto.

Sour, R. H. (1998) Poder, cultura e ética nas organizações. Rio de Janeiro: Campus.

Tencati, A. & Zsolnai, L. (2009) The collaborative enterprise. Journal of Business Ethics, 85(3), 367-376.

Tencati, A. & Zsolnai, L. (2012) The collaborative enterprise and sustainability: The case of Slow Food. Journal of Business Ethics, 110(3), 345-354. Link

UNISG (2017) Università degli Studi di Scienze Gastronomiche. History e Mission.

Walsh, B. (2008) Can Slow Food feed the world? Time, 172(11).