Gestão Participativa: A Prática em uma Grande Siderúrgica Outros Idiomas

ID:
50873
Resumo:
Nosso objetivo foi compreender como as práticas de gestão participativa (GP) foram desenvolvidas em uma empresa siderúrgica considerando como agente e estrutura se constroem mutuamente numa perspectiva bourdieana. Fizemos entrevistas não estruturadas com trabalhadores da empresa e com sindicalistas e as analisamos com base na Teoria de Campos. Observamos que mesma estrutura que delimita as ações também proporciona resistências e incorporações, num processo conturbado, mas passível de acomodações e transições, idas e vindas, que requerem a prática dos agentes para alimentarem o campo a partir das capacidades inventivas e dóxicas que valorizam agência e estrutura, simultaneamente, ora privilegiando uma, ora, a outra. A análise nos permitiu perceber que as práticas de GP permitiram que houvesse tanto avanços quanto permanências de relações de dominação nas relações de trabalho e gestão de pessoas.
Citação ABNT:
NATT, E. D. M.; BRETAS, P. F. F.; MOURA-PAULA, M.; CARRIERI, A. P. Gestão Participativa: A Prática em uma Grande Siderúrgica . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, v. 12, n. 2, p. 102-116, 2018.
Citação APA:
Natt, E. D. M., Bretas, P. F. F., Moura-paula, M., & Carrieri, A. P. (2018). Gestão Participativa: A Prática em uma Grande Siderúrgica . Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 12(2), 102-116.
DOI:
http://dx.doi.org/10.12712/rpca.v12i2.1081
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/50873/gestao-participativa--a-pratica-em-uma-grande-siderurgica-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
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