O Desenvolvimento da Capacidade Inovativa: O Caso da Fratelli Indústria Metalúrgica e Energias Renováveis – Santa Rosa/RS Outros Idiomas

ID:
51015
Resumo:
OBJETIVO DO ESTUDO: Identificar, compreender e analisar os mecanismos e instrumentos organizacionais de desenvolvimento da capacidade inovativa na Fratelli, indústria do setor metalúrgico e energias renováveis. Buscou-se descrever e analisar os comportamentos e habilidades, processos e rotinas e mecanismos de aprendizagem e governança do conhecimento que sustentam o desenvolvimento da capacidade inovativa. METODOLOGIA/ABORDAGEM: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, realizada mediante estudo de caso. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com o proprietário e gerente de projetos e interpretados por intermédio da análise de conteúdo. ORIGINALIDADE/RELEVÂNCIA: Estudar o modo como pequenas organizações desenvolvem processos inovativos para competir no mercado, se reveste de importância acadêmica, uma vez que boa parte dos estudos sobre inovação encontrados na literatura, tem concentrado atenção em explorar esses processos em empresas de grande porte. PRINCIPAIS RESULTADOS: Os resultados mostraram que os mecanismos e instrumentos desencadeadores do desenvolvimento da capacidade inovativa, constituem-se na habilidade do empreendedor em identificar oportunidades mercadológicas, analisar o ambiente e antecipar tendências futuras. Abertura em receber ideias de clientes e funcionários, o investimento em treinamentos e formação acadêmica da equipe, propiciaram ambiente inovador, estimulando o desenvolvimento de inovações. CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS/METODOLÓGICAS: A contribuição deste estudo reside no fato de explorar os mecanismos organizacionais que propiciam o desenvolvimento da capacidade inovativa de pequenas empresas. Explorar tais mecanismos reveste-se de importância para a compreensão dos processos organizacionais antecedentes da inovação nas empresas de pequeno porte.
Citação ABNT:
WELTER, C. V. N.; SAUSEN, J. O.; CAPPELLARI, G. O Desenvolvimento da Capacidade Inovativa: O Caso da Fratelli Indústria Metalúrgica e Energias Renováveis – Santa Rosa/RS . Revista Ibero-Americana de Estratégia, v. 17, n. 3, p. 100-115, 2018.
Citação APA:
Welter, C. V. N., Sausen, J. O., & Cappellari, G. (2018). O Desenvolvimento da Capacidade Inovativa: O Caso da Fratelli Indústria Metalúrgica e Energias Renováveis – Santa Rosa/RS . Revista Ibero-Americana de Estratégia, 17(3), 100-115.
DOI:
10.5585/ ijsm.v17i3.2623
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/51015/o-desenvolvimento-da-capacidade-inovativa--o-caso-da-fratelli-industria-metalurgica-e-energias-renovaveis-----santa-rosa-rs-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Ambrosini, V., Bowman, C., & Collier, N. (2009). Dynamic capabilities: an exploration of how firms renew their resource base. British Journal of Management, 20(1), 9-24.

Andreeva, T., & Chaika, V. (2006). Dynamic Capabilities:what they need to be dynamic?St. Petersburg State University. São Petersburgo.

Barbieux, D. (2011, setembro). Proposição de um modelo de análise de capacidade inovativa: das informações à mudança tecnológica. In Anais, 35 Encontro Anual da Anpad, Rio de Janeiro: Anpad.

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.

Bernard, H. R., & Gravlee, C. C. (2014). Handbook of methods in cultural anthropology. Rowman & Littlefield.

Çakar, N. D. & Ertürk, A. (2010). Comparing innovation capability of small and mediumsized enterprises: Examining the effects of organizational culture and empowerment. Journal of Small Business Management, 48(3), 325-359.

Cetindamar, D., Phaal, R., & Prostre, D. (2009). Understanding Technology management as a dynamic capability: A framework for Technology management activities. Technovation, 29, 237-246.

Collis, D. J. (1994). Research note: how valuable are organizational capabilities? Strategic Management Journal,143-152.

Correio, M. R. W., Cabral, A. C. A., Santos, S. M., Pessoa, M.N.M., & Roldan, V. P. S. (2013). Capacidade inovativa: um estudo com empresas da indústria de vestuário do Ceará. Gestão Contemporânea, 10(14), 91-118.

Eisenhardt, K. M., & Martin, A. (2000). Dynamic capabilities: what are they? Strategic Management Journal, 21(10-11), 1105-1121.

Flick, U. (2004). Uma introdução à pesquisa qualitativa. 2. ed. Porto Alegre: Bookman.

Gerard, J. A. (2011). A Theory of Organizational Routines: Development of a Topology and Identification of Contextual Determinants. Ann Arbor: ProQuest UMI Dissertation Publishing.

Gil, A. C. (2002) Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas.

Godoy, A. S. (1995) Introdução a pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, 35 (2), 57-63.

Guerra, R. M. A., Tondolo, V. A. G., & Camargo, M. E. (2016). O Que (Ainda) Podemos Aprender Sobre Capacidades Dinâmicas. Revista IberoAmericana de Estratégia, 15(1), 44-64.

Helfat, C., Finkelstrein, S., Mitchell, W., Peteraf, M., Singh, H., Teece, D., & Winter, S. (2007). Dynamic Capabilities: Understanding Strategic Changes In Organizations. Malden: Blackwell Publishing.

Hurley, R., & Hult. G. T. M. (1998) Innovation, market orientation, and organizational learning: An integration and empirical examination. Journal of Marketing, 62(3), 42-54.

Ibarra, E. R. B., & Herrera, L. Capacidad de innovación y configuración de recursos organizativos. Intangible Capital, 5(3), 301-320.

Kim, W. C., & Mauborgne, R. (1999). Strategy, value innovation and the knowledge economy. Sloan Management Review, 40, 41-53.

Lawson, B., & Samson, D. (2001). Developing innovation capability in organizations: a dynamic capabilities approach. International Journal of Innovation Management, 5(3), 377-400.

Majumdar, S. K. (2000). Sluggisn giants, sticky cultures, and dynamic capability transformation. Journal of Business Venturing, 15(1) 59-78.

Mathiassen, L., & Vainio, A. M. (2007) Dynamic capabilities in small software firms: a senseandrespond approach. IEEE Transactions on Engineering Management, 54 (3), 522-538.

Meirelles, D. S., Camargo, A. A. B. (2014). Capacidades Dinâmicas: O Que São e Como Identificá-las? Revista de Administração Contemporânea, Rio de Janeiro, 18, 41-64.

Minayo, M. C. S. (org.). (2013). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 33.ed. Petrópolis, RJ: Vozes.

Neely, A. D., & Hii, H. H. (1999). The innovative capacity of firms. Report commissioned by the Government Office for the East of England.

Nelson, R. R., & Winter, S. G. (1982). An Evolutionary Theory of Economic Change.Cambridge: Belknap Press.

Peng, D. X., & Schroeder, R. G., Shah, R. (2008). Linking routines to operations capabilities : a new perspective. Journal of Operations Management, 26(6), 730–748.

Schumpeter, J. A. (1982). Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Tradução de: Maria Silvia Possas. São Paulo: Editora Abril Cultural.

Silva, M. J. (2008). Determinantes da capacidade inovadora empresarial ao nível da inovação no processo: modelo Logit. In: Anais, 17 International conference AEDEM, Bahia: Universidade Federal de Bahia.

Teece, D. J. (2007) Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic Management Journal, 28 (13), 1319–1350.

Teece, D. J., Pisano, G., & Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, 18, 7, 509-533.

Teece, D., & Pisano, G. (1994). The dynamic capabilities of firms: an introduction. Industrial and Corporate Change, 3(3), 537-556.

Tidd, J., Bessant, J., & Pavitt, K. (2008). Gestão da inovação (3a. ed.). Porto Alegre.

Tondolo, V. A. G., & Bitencourt, C. C. (2014). Compreendendo as capacidades dinâmicas a partir de seus antecedentes, processos e resultados. Brazilian Business Review, 11(5), 124147.

Valladares, P. S. D. de A., Vasconcellos, M. A. de., & Di Serio, L. C. (2014). Capacidade de Inovação: Revisão Sistemática da Literatura. Revista de Administração Contemporânea, 18(5), 598-626.

Vieira, F. (2007). Distritos industriais e inovação: o sector dos moldes em Portugal. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção de Sistemas) – Universidade do Minho – Escola de Engenharia, Portugal.

Wang, C. L., & Ahmed. P. K. (2004). The development and validation of the organizational innovativeness construct using confirmatory factor analysis. European Journal of Innovation Management, 7 (4), 303-313.

Wang, C. L., & Ahmed. P. K. (2007). Dynamic capabilities: a review and research agenda. International Journal of Management Reviews, 9(1), 31-51.

Winter, S. G. (1964). Economic ‘Natural Selection’ and the Theory of the Firm. Yale Economic Essays, 4, 225-272.

Winter, S. G. (2003). Understanding Dynamic Capabilities. Strategic Management Journal, 24, 991-995.

Yin, R. K. (2010). Estudo de caso: planejamento e métodos (3a ed.). Porto Alegre: Bookman

Zahra, S. A., Sapienza, H. J., & Davidsson, P. (2006). Entrepreneurship and dynamic capabilities: a review, model and research agenda. Journal of Management Studies, 43(4), 917–955.

Zollo, M., & Winter, S. G. (2002). Deliberate Learning and the Evolution of Dynamic Capabilities.Organization Science, 13(3), 339-351.