Inteligência Emocional e Engajamento no Ambiente de Trabalho: Estudo Empírico a Partir de Gestores e Equipes Outros Idiomas

ID:
51096
Resumo:
O objetivo deste artigo é identificar possíveis relações entre as dimensões de inteligência emocional e dimensões de engajamento no trabalho em trabalhadores gaúchos. Trata-se de uma pesquisa descritiva tipo survey, com abordagem qualitativa e quantitativa dos dados. Os participantes do estudo são 132 profissionais, que ocupam cargos de gestão ou são membros de equipes, que possuem atividade formal de trabalho remunerada, e atuam no estado do Rio Grande do Sul. Os instrumentos de pesquisa aplicados foram o Emotional Intelligence Appraisal ® (EIA), questionário elaborado por Travis Bradberry e Jean Greaves (2016) e o Utrecht Work Engagement Scale (UWES-17) elaborado por Schaufeli e Bakker (2003) e adaptado por Angst, Benevides-Pereira e Porto Martins (2009). Identificouse que os profissionais gestores e membros de equipes possuem altos níveis de inteligência emocional (77,27%) e engajamento no trabalho (67,33%). Existe relação forte e positiva entre as dimensões de inteligência emocional e engajamento no trabalho (0,613), ou seja, quanto mais índices de inteligência emocional o profissional apresentar, maior será o seu engajamento em relação ao seu trabalho. As evidências contribuem para as decisões organizacionais que implicam nos objetivos das organizações.
Citação ABNT:
HANSEN, R.; FABRICIO, A.; ROTILI, L. B.; LOPES, L. F. D. Inteligência Emocional e Engajamento no Ambiente de Trabalho: Estudo Empírico a Partir de Gestores e Equipes. Revista Gestão Organizacional, v. 11, n. 1, p. 3-24, 2018.
Citação APA:
Hansen, R., Fabricio, A., Rotili, L. B., & Lopes, L. F. D. (2018). Inteligência Emocional e Engajamento no Ambiente de Trabalho: Estudo Empírico a Partir de Gestores e Equipes. Revista Gestão Organizacional, 11(1), 3-24.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/51096/inteligencia-emocional-e-engajamento-no-ambiente-de-trabalho--estudo-empirico-a-partir-de-gestores-e-equipes/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
AZEVEDO, Alzira. O poder transformador da empatia nas relações humanas. VOCÊ S/A, Rio de Janeiro maio. 2016. Disponível em: < http://vocesa.uol.com.br/noticias/mercado/opoder-transformador-da-empatia-nas-relacoes-humanas.phtml#.V-3FrogrLDc>. Acesso em: 29 set. 2016.

BAKKER, A. B, DEMEROUTI, E., HAKANEN, J.J., e XANTHOPOULOU, D. Job Resources Boost Work Engagement, particularly when job demands are high. Washington: Journal of educational Psychology, 99, 274-284. 2007.

BAKKER, A. B., ALBRECHT, S. L., LEITER, M. P. Key questions regarding work engagement. European Journal of Work and Organizational Psychology, 20(1), 4-28, 2011.

BAKKER, A. B., Albrecht, S. L., Leiter, M. P. Work engagement: further reflections on the state of play. European Journal of Work and Organizational Psychology, 20(1), 74-88, 2011.

BAKKER, A. B., DEMEROUTI, E. Towards a model of work engagement. Career Development International, 13(3), 209-233, 2008.

BRACKETT, M. A., MAYER, J. D. (2003). Convergent, discriminant, and incremental Validity of Competing Measures of Emotional Intelligence. Personality and Social Psychology Bulletin, 9, 1147-1158.

BRADBERRY, Travis, GREAVES Jean. Inteligência Emocional 2.0 – São Paulo: HSM Editora, 2016

BRANCO, M. A. Da Veiga. Auto-Motivação, Coimbra (Pt): Quarteto Editora, 2004

CHERNISS, C. (2002). Competência social e emocional no local de trabalho. Em R. Bar-On J. D. A. Parker (Orgs.). Manual de inteligência emocional (pp. 315-328). Porto Alegre: Artmed.

DAVIDSON, Richard J. O estilo emocional do cérebro; Rio de Janeiro: Sextante, 2013.

DEL PRETTE, A e DEL PRETTE, Z.A.P. Psicologia das Relações Interpessoais: vivências para o trabalho em grupo. Petrópolis: Ed. Vozes, 2001.

FIELD, Andy. Discovering Statitics Using Sps. Third Edition. Sage, 2009.

GOLEMAN, Daniel, ph.D. A inteligência emocional na formação do líder de sucesso. Rio de Janeiro – Ed. Objetiva, 1ºed, 2015.

GOLEMAN, Daniel, ph.D. A inteligência emocional: a teoria revolucionaria que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro – Ed. Objetiva, 1995.

GOLEMAN, Daniel, ph.D. A inteligência emocional: a teoria revolucionaria que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro – Ed. Objetiva, 2012.

GOLEMAN, Daniel, ph.D. O Poder da Inteligência emocional / Daniel Goleman, Richard Boyatzis, Annie Mckee; tradução de Cristina Serra. – Rio de Janeiro: campus, 2002.

GOLEMAN, Daniel, ph.D. Trabalhando com a inteligência emocional, Rio de Janeiro Editora Objetiva, 1999.

GOLEMAN, Daniel; BOYATZIS, Richard; MCKEE, Annie. O poder da inteligência emocional. Rio de Janeiro: Campus, 2002.

GONZALES-ROMA, Vicente, SCHAUFELI, Wilmar B., BAKKER, Arnold B., LLORET, Susana. Burnout and work engagement: Independent factors or opposite poles? Journal of Vocational Behavior 68, p.165-174, 2006.

HALLBERG, U. E.; SCHAUFELI, W. B. “Same same” but different? Can work engagement be discriminated from job involvement and organizational commitment? European Psychologist, v. 11, n. 2, p. 119-127, 2006.

KAHN, W. A. Psychological conditions of personal engagement and disengagement at work. Academy of Management Journal, v. 33, n. 4, p. 692-724, 1990.

KRZNARIC, Roman. O poder da empatia: a arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo tradução Maria Luiza X. de A. Borges. – 1ª.ed. – Rio de Janeiro: Zahar, 2015.

LOPES, Luis Felipe Dias. Métodos Quantitativos. 1ª edição, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, 2016.

LUTHANS, F., & YOUSSEF, C. M. Emerging positive organizational behavior. Journal of Management 33, 321–349, 2007.

MAYER, J. D. & Salovey, P. (1997). What is emotional intelligence? Em P. Salovey & D. J. Sluyter (Orgs.), Emotional development and emotional intelligence: Implications for Educators (pp. 3-31). New York: Basic Books.

MENDENHALL, William. Probabilidade e estatística. Traduzido por: José Fabiano da Rocha. Rio de Janeiro: Campus, 1985.

MERSINO, Anthony C. Inteligência emocional para gerenciamento de projetos. São Paulo:

PARODI, Karin. Engajamento: o grande desafio das organizações, 2015. Disponível em:< http://hbrbr.com.br/engajamento-o-grande-desafio-das-organizacoes/ >. Acesso em: 09 de 0ut. 2016.

PORTELLA, M.; STINGEL, A.; BASTOS, M. C. Curso de Formação em terapia CognitivoComportamental. Apostila para consulta. Rio de Janeiro, 2005.

RAIOL, Sérgio Luiz da Silva. Inteligência Emocional no Trabalho. Montevideo (Uy), 2008. Disponível em Acesso em: 26 setembro 2016.

Roberts, R. D.; Flores-Mendoza, C. E., & Nascimento, E. (2002). Inteligência Emocional: Um Construto Científico? Cadernos de Psicologia e Educação Paidéia, 12 (23), 77-92.

ROGERS, C. R.; KINGET, G. M. Psicoterapia e Relações Humanas, v. 1, Belo Horizonte – Editora Interlivros, 1977.

SALANOVA, M.; SCHAUFELI, W. B. El. Engagement en el trabajo. Madrid: Alianza Editorial, 2009.

Salovey, P. & Mayer, J. D. (1990). Emotional Intelligence Imagination. Cognition and Personality, 9, 185-211.

SCHAUFELI, W. B.; BAKKER, A. B. Job demands, job resourcesand their relationship with burnout and engagement: a multisample study.Journal of Organizational Behavior, v.25, p.293-315, 2004.

SCHAUFELI, Wilmar; DIJKSTRA, Pieternel; VASQUEZ, Ana C. O engajamento no Trabalho – São Paulo – Editora Casapsi – 2013.

SELIGMAN, M. E. P. & Csikszentmihalyi, M. (2001). Positive psychology: an introduction. American Psychologist, 55(1), 5-14.

SHAUFELI, Wilmar; BAKKER, Arnold. UWESUtrecht Work Engagement Scale Preliminary Manual.Occupational. Health Psychology Unit Utrecht University, 2003. Adaptado e traduzido por: ANGST, Rosana, BENEVIDES-PEREIRA, Ana Maria T., PORTO-MARTINS, Paulo C. Escala de Engagement do Trabalho de Utrecht, 2009.