Fatores Explicativos das Políticas Contábeis de Propriedade para Investimento e Hedge Accounting de Empresas Listadas na BM&FBovespa Outros Idiomas

ID:
52040
Resumo:
O estudo das políticas contábeis tem como referência o trabalho de Watts e Zimmerman (1979) e a principal finalidade da teoria positiva da contabilidade é prover explicações para as políticas contábeis adotadas pelas empresas (WATTS, 1992; CABELLO, 2012). O presente artigo tem por objetivo evidenciar os fatores explicativos das políticas contábeis de propriedade para investimento e hedge accounting utilizadas por empresas listadas na BM&F BOVESPA. Embora não se tenha encontrado suporte para os fatores explicativos das políticas de propriedade para investimento, evidencia-se que as políticas de hedge accounting encontram explicação nos fatores explicativos analisados. O estudo se justifica na busca dos determinantes das escolhas de políticas contábeis utilizadas por empresas brasileiras de capital aberto e na provisão de explicações específicas para os padrões encontrados. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como descritivo, realizado por meio de análise documental e abordagem quantitativa no período de 2010 a 2016. Para responder à questão de pesquisa foi utilizada a técnica estatística de regressão logística. Nos resultados encontrados, verificou-se que a política contábil Propriedade para Investimento não se apresentou relacionada com as variáveis analisadas. Em relação à política contábil Hedge Accounting, verificou-se que as variáveis: tamanho da empresa e auditadas por big four podem ser considerados como fatores determinantes para a sua utilização nas empresas da BM&F Bovespa que compõem a amostra da pesquisa.
Citação ABNT:
SANTOS, C. A. D.; FLORIANI, R.; KLANN, R. C. Fatores Explicativos das Políticas Contábeis de Propriedade para Investimento e Hedge Accounting de Empresas Listadas na BM&FBovespa . Gestão & Regionalidade, v. 34, n. 102, p. 116-139, 2018.
Citação APA:
Santos, C. A. D., Floriani, R., & Klann, R. C. (2018). Fatores Explicativos das Políticas Contábeis de Propriedade para Investimento e Hedge Accounting de Empresas Listadas na BM&FBovespa . Gestão & Regionalidade, 34(102), 116-139.
DOI:
10.13037/gr.vol34n102.4340
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/52040/fatores-explicativos-das-politicas-contabeis-de-propriedade-para-investimento-e-hedge-accounting-de-empresas-listadas-na-bm-fbovespa-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
AHMEDA, A. S.; DUELLMAN, S. Accounting Conservatism and Board of Director Characteristics: An Empirical Analysis. Journal of Accounting and Economics, n.43, p.411-437, 2007.

ALBANEZ, T.; VALLE, M. R.. Impactos da assimetria de informação na estrutura de capital de empresas brasileiras abertas. Revista Contabilidade & Finanças, v.20, n. 51, p. 6-27, 2009.

ANDRADE, M. E. M. C.; SILVA, D. M. da; MALAQUIAS, R. F.. Escolhas contábeis em propriedades para investimento. Revista Universo Contábil, v. 9, n. 3, p. 22-37, 2013.

ASTAMI, E. W.; TOWER, G. Accounting-Policy Choice and Firm Characteristics in the Asia Pacific Region: An international Empirical Test of Costly Contracting Theory. The International Journal of Accounting, n.41, p. 1-21, 2006.

BEEKES, W.; POPE, P.; YOUNG, S. The Link Between Earnings Timeliness, Earnings Conservatism and Board Composition: Evidence from the UK. Corporate Governance: An International Review, n.12, p. 47–59, 2004.

BRAGA, J. P.; OLIVEIRA, J. R. S.; SALOTTI, B. M. Determinantes do nível de divulgação ambiental nas demonstrações contábeis de empresas brasileiras. Revista de Contabilidade da UFBA, v.3, n.3, p.81-95, 2010.

CABELLO, O. G.. Análise dos efeitos das práticas de tributação do lucro na ETR das companhias abertas brasileiras: uma abordagem da teoria das escolhas contábeis.2012. 153 f. Tese (Doutorado em Ciências Contábeis) USP, São Paulo, 2012

CAPELLETTO, L. R.; DE OLIVEIRA, J. L.; CARVALHO, L. N.. Aspectos do hedge accounting não implementados no Brasil. Revista de Administra da Universidade de São Paulo, v. 42, n. 4, 2007.

CHRISTENSEN, H. B.; NIKOLAEV, V. Who uses fair value accounting for non-financial assets after IFRS adoption. Working Paper. Chicago Business School. p.1-46, 2009.

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). Pronunciamento Técnico

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). Pronunciamento Técnico CPC 38: Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração. CPC, 2009.

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). Pronunciamento Técnico CPC 39: Instrumentos financeiros: apresentação. CPC, 2009.

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). Pronunciamento Técnico CPC 40: Instrumentos financeiros: evidenciação. CPC, 2009.

CONCEIÇÃO, L. C. P. A opção pelo “justo valor” como método de avaliação de activos na adopção das IAS/IFRS em Portugal: uma análise exploratória. 2009. 81 f. Dissertação (Mestrado) Departamento de Faculdade de Economia, Universidade do Porto, Porto.

COSTA, T. A.; SILVA, A. H. C.; LAURENCEL, L. C.. Escolha de práticas contábeis: um estudo sobre propriedades para investimento em empresas brasileiras não financeiras de capital aberto. Revista de Contabilidade e Organizações, São Paulo, v.18, n. 7, p. 25-36, 2013.

COUTINHO, A. H.; SANCOVSCHI, M.; SLOMSKI, V. Mudanças de Práticas Contábeis em Empresas Privatizadas: Estudo de Casos no Segmento de Serviços Públicos de Distribuição de Gás. Revista Brasileira de Contabilidade, n. 166, p. 22-37, 2007.

COUTINHO, J. R. R. O uso de derivativos de câmbio e o custo de capital: evidências das empresas brasileiras. Dissertação (Mestrado em Economia Empresarial) FGV, São Paulo, 2010.

CPC 28: Propriedades para investimento. CPC, 2009.

DEMARIA, S.; DUFOUR, D.. First time adoption of IFRS, fair value option, conservatism: Evidences from French listed companies. 2008. Disponível em: Acesso em: 25 mai. 2015.

DIAS FILHO, J. M. D.; MACHADO, Luiz Henrique Baptista. Abordagens da pesquisa em contabilidade. In: LOPES, Alexsandro Broedel; IUDÍCIBUS, Sérgio de (Coord). Teoria avançada da contabilidade. São Paulo. 2. ed: Atlas, 2012. p 17-71.

DIETRICH, J. R.; HARRIS, M. S.; MULLER, K. A. The reliability of investment property fair value estimates. Journal of Accounting and Economics, v. 30, p. 125 – 158, 2001.

FÁVERO, L. P.; BELFIONE, P.; DA SILVA, F. L.; CHAN, B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

FENN, G.; POST, M.; SHARPE, S.. Debt maturity and the use of interest rate derivatives by nonfinancial firms. Capital Markets Section Federal Reserve Board paper, 1996

FERREIRA, A. C. S. Teoria Positiva da Contabilidade. Revista de Contabilidade e Comércio, v. 59, n. 234/235, 2005.

FIELDS, T. D.; LYS, T. Z.; VINCENT, L.. Empirical research on accounting choice. Journal of Accounting and Economics, v. 31, p. 255-307, 2001.

FINANCIAL ACCOUNTING STANDARDS BOARD (FASB). Statement Number 133 -Accounting for derivative e hedging instruments. Stanford: FASB, 1998.

GALDI, F. C.; GUERRA, L. F. G.. Determinantes para utilização de hedge accouting: uma escolha contábil. REPeC Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, v.3, n. 2, p. 23-44, 2009.

GOMES, C.V.; DE SOUZA, P.; LUNKES, R.J. PrIATRIDIS, G. Hedging and earnings management in the light of IFRS implementation: Evidence from the UK stock market. The British Accounting Review, v. 44, p. 21–35, 2012.

HAGELIN, N.; PRAMBORG, B. Hedging foreign exchange exposure: risk reduction form transaction and translation hedging. Journal of International Financial Management and Accounting, v. 15, n. 1, p. 1-20, 2004.

IQUIAPAZA, R. A.; LAMOUNIER, W. M.; AMARAL, H. F.. Assimetria de informações e pagamentos de proventos na Bovespa. Munich Personal RePEc Arquive – MPRA Paper, n. 1673, nov. 2007. Disponível em: . Acesso em: 20 mai. 2015.

IUDÍCIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R. Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável a todas as sociedades. São Paulo: Atlas, 2013.

JOSEPH, N. Foreign exchange rate risk, financial reporting and hedging policies. In S. Dahiya (Ed.), The current state of business disciplines. Spellbound Publications, v. 3, p.1039-1060, 2000.

LI, Y.; MCCONOMY, B. An empirical examination of factors affecting the timing of environmental accounting standard adoption and the impact on corporate valuation. Journal of Accounting, Auditing and Finance, v. 14, p. 279–313, 1999.

LUCA, M. M. M.; SANTOS, S. M.; OLIVEIRA, M. C.; PINHO, D. R.; OLIVEIRA, B. C. Responsabilidade social corporativa: um estudo sobre o comportamento das distribuidoras de energia elétrica da região nordeste. Revista Alcance, v.14, n.1, p.69-88, 2007. áticas contábeis divulgadas por empresas de materiais básicos antes e após a vigência da lei 11.638/07. Registro Contábil, v.5, n. 1, p.167, 2014.

MARTENS S.; STEVENS K. T. Positive accounting theory and the obligation for post-retirement benefits. Critical Perspectives on Accounting, v.4, p. 275-295, 1993.

MOURA, G. D.; DAGOSTINI, L.; THEIS, M. B.; KLANN, R. C.. Fatores determinantes para utilização do Hedge em empresas brasileiras listadas na BM&Fbovespa. In: XIII Congresso USP de Controladoria e Contabilidade. In: CONGRESSO USP, n. 13., 2013., São Paulo. Anais... São Paulo, 2013.

MOURA, G. D.; KLANN, R. C. Competitividade de mercado, hedge e hedge accounting: um estudo sob a ótica contingencial. Revista de Contabilidade da UFBA, v. 10, n. 3, p. 63-87, 2016.

PANARETOU, A.; SHACKLETON, M. B.; TAYLOR, P. A. Corporate risk management and hedge accounting. Contemporary accounting research, v. 30, n. 1, p. 116-139, 2013.

PINCUS, M.; RAJGOPAL, S. The interaction of accounting policy choice and hedging: evidence from oil and gas firms. Accounting Review, n. 77, p. 127-160, 2003.

RAMLALL, I.; Determinants of Hedging: An Empirical Investigation for Mauritius. Journal of Financial Risk Management, v. 6, n. 3-4, p. 99120, 2009.

RONEN, J.; YAARI, V. Earnings Management: emerging insights in theory, practice, and research. Springer, 2008.

SAITO, R.; SCHIOZER, R. F. Uso de derivativos em empresas não financeiras listadas em bolsa no Brasil. R. Adm., v. 42, n. 1, p. 97-107, 2005.

SANTOS, M.A.C.; DIAS, L.N.S.; DANTAS, J. A.. Teoria normativa e positiva da contabilidade. In: NIYAMA, J. K.(Org.). Teoria avançada da contabilidade. São Paulo. Atlas, 2014. p.1-37.

SERAFINI, D. G.; SHENG, H. H. O uso de derivativos da taxa de câmbio e o valor de mercado das empresas brasileiras listadas na bovespa. RAC-Revista de Administração Contemporânea, v. 15, n. 2, p. 283-303, 2011.

SILVA, A. H. C. Escolha de práticas contábeis no Brasil: uma análise sob a ótica da hipótese dos covenants contratuais. 2008. 151 f. Tese (Doutorado) USP, São Paulo.

SINGH, J.P. Hedge accounting under IFRS 9: an analysis of reforms, Audit Financiar, v. 15, n. 145, p. 103-103, 2017.

STREET, D.; GRAY, S. Factors influencing the extent of corporate compliance with International Accounting Standards: summary of a research monograph. Journal of International Accounting, Auditing and Taxation, v. 11, n. 1, p. 51– 76, 2002.

TOIGO, L. A.; BRIZOLLA, M. M.; FERNANDES, F. C. Características determinantes das companhias do novo mercado que adotam o hedge accounting. Sociedade, Contabilidade e Gestão, v. 10, n. 2, 2015.

WATTS, R. L. Accounting choice theory and market-based research in accounting. British Accounting Review, 24, p. 235-267, 1992.

WATTS, R.L.; ZIMMERMAN, J.L. Demand for and supply of accounting theory: the market for excuses. The Accounting Review, v. LIV, nº 2, p. 273-305, 1979.

WATTS, R.L.; ZIMMERMAN, J.L. Positive accounting theory: a ten year perspective. The Accounting Review, v.65, nº 1, p. 161-156, Jan. 1990.

WAWERU, N. M.; PROTNTUI, P.; MANGENA, M.. Determinants of different accounting methods choice in Tanzania: A positive accounting theory approach. Journal of accounting in emerging economies, v. 1, n.2, p. 144-159, 2011.