Inovação e Capacidades Dinâmicas: As Relações entre as Múltiplas Inovações e as Capacidades de Detecção, Captura e Reconfiguração nas Academias 'Fitness' Outros Idiomas

ID:
52235
Resumo:
Em ambientes de mudanças, as capacidades dinâmicas tornaram-se fonte de vantagem competitiva para as organizações. Com a inovação associada a contextos de incertezas e transformações, o desenvolvimento de capacidades dinâmicas pelas empresas que buscam inovar passa a ser fundamental na busca por diferenciais competitivos. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo compreender as relações entre as múltiplas dimensões da inovação e as capacidades dinâmicas em MPEs do segmento de academias fitness na cidade de Natal/RN. Para compreender essa relação, a pesquisa teve como marco teórico os modelos das capacidades dinâmicas de detecção, captura e reconfiguração, bem como o Radar da Inovação. O estudo consiste em uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, desenvolvida com 15 academias atuantes na cidade de Natal/RN. Como resultado, foi possível notar que as múltiplas inovações desenvolvidas nos ciclos 0 e 1 do Programa ALI pelas academias estudadas refletem no desenvolvimento das capacidades dinâmicas de detecção, captura e reconfiguração. Foi possível, ainda observar que a variabilidade nos graus das múltiplas dimensões da inovação nas organizações pesquisadas são resultantes da influência do dinamismo do ambiente sobre os recursos, habilidades, competências e conhecimentos organizacionais, sendo esses critérios de distinção entre as organizações e de formação de vantagens competitivas. De forma conclusiva, foi possível identificar a aderência teórica entre os modelos do Radar da Inovação e das capacidades dinâmicas, o que permite que este estudo contribua nas discussões sobre inovação e formação de capacidades dinâmicas.
Citação ABNT:
SILVA, M. S. A.; D'ANJOUR, M. F.; MEDEIROS, B. C.; AÑEZ, M. E. M. Inovação e Capacidades Dinâmicas: As Relações entre as Múltiplas Inovações e as Capacidades de Detecção, Captura e Reconfiguração nas Academias 'Fitness'. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, v. 8, n. 1, p. 52-76, 2019.
Citação APA:
Silva, M. S. A., D'anjour, M. F., Medeiros, B. C., & Añez, M. E. M. (2019). Inovação e Capacidades Dinâmicas: As Relações entre as Múltiplas Inovações e as Capacidades de Detecção, Captura e Reconfiguração nas Academias 'Fitness'. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, 8(1), 52-76.
DOI:
https://doi.org/10.14211/regepe.v8i1.827
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/52235/inovacao-e-capacidades-dinamicas--as-relacoes-entre-as-multiplas-inovacoes-e-as-capacidades-de-deteccao--captura-e-reconfiguracao-nas-academias--fitness-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Andreeva, T. E.; Chayka, V. A. (2006). Dynamic capabilities: What they need to be dynamic? St. Petersburg: Institute of Management, St. Petersburg State University.

Bachmann, D. L.; Destefani, J. H. (2008). Metodologia para estimar o grau de inovação nas MPE: cultura do empreendedorismo e inovação. Curitiba: Bachmann & Associados. .

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.

Barney, J. B. (1986). Organizational culture: can it be a source of sustained competitive advantage? The Academy of Management Review, v. 11(3), 656-665.

Barney, J. B.; Ketchen Jr., D. J.; Wright, M. (2011). The future of resource-based theory: revitalization or decline? Journal of management, v. 37(5), 1299-1315.

Bessant, J.; Tidd, J. (2009). Inovação e empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman.

Capeleiro, M. C. C.; Araújo, R. M. (2013). Análise sobre a dimensão oferta no contexto inovação dentro do setor de estruturas pré-moldadas na grande natal. REVISTA REUNIR, v. 3(2), 39-65.

Chen, J.; Sawhney, M. (2010). Defining and measuring business innovation: The innovation radar. Kellogg School of Management working paper. .

Chen, J.; Sawhney, M.; Neubaum, D. O. (2013) Customer-Oriented Innovation and Firm Performance. Social Science Research Network. https://s3.amazonaws.com/academia.edu.documents/44802335/CustomerOriented_Innovation_and_Firm_Pe2016041625321y1f313.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAIWOWYYGZ2Y53UL3A&Expires=1516908721&Signature=5Pvf%2FN2BiJe5NrpVJ%2BEPvFtujQs%3D& responsecontentdisposition=inline%3B%20filename%3DCustomerOriented_Innovation_and_Fir m_Pe.pdf.>.

Christensen, C. (2001). O dilema da inovação. São Paulo: Makron Books.

Collis, D. J. (1994). Research note: how valuable are organizational capabilities? Strategic Management Journal, v. 15, n. Suppl., 143-152. doi: 10.1002/smj.4250150910

Drucker, P. (1986). Innovation and Entrepreneurship: Practice and Principles. New York: Harper & How – NY.

Eisenhardt, K. M.; Martin, J. A. (2000). Dynamic capabilities: what are they? Strategic management journal, v. 21, pp. 1105-1121.

Ellonen, H. K.; Jantunen, A.; Kuivalainen, O. (2011). The role of dynamic capabilities in developing innovation-related capabilities. International Journal of Innovation Management, v. 15(03), 459-478.

Everton Junior, A. (2017). MPE: avanços importantes para as micro e pequenas empresas 2017-2018. Rio de Janeiro: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Feitoza, R. A. A.; Teixeira, R. M. (2015). Inovação na Pequena Empresa: Mapeamento da produção científica internacional e nacional no período de 2000 a 2014. Revista da Micro e pequena empresa, v. 9(1), 90-102.

Flick, U. (2009). Introdução à pesquisa qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed.

Gibbs, G. (2009). Análise de dados qualitativos. Porto Alegre: Bookman.

Gonçalves Filho, C.; Veit, M. R.; Monteiro, P. R. R. (2013). Inovação, estratégia, orientação para o mercado e empreendedorismo: identificação de clusters de empresas e teste de modelo de predição do desempenho nos negócios. RAI Revista de Administração e Inovação, v. 10(2), 81-101.

Hamel, G.; Prahalad, C. K. (1995). Competindo pelo futuro. 10. ed. Rio de Janeiro: Editora Campus.

Helfat, C.; Finkelstein, S.; Mitchell, W.; Peteraf, M.; Singh, H.; Teece, D.; Winter, S. (2007). Dynamic capabilities: understanding strategic change in organizations. Malden, MA: Blackwell Publishing.

Lee, H.; Kelley, D. (2008). Building dynamic capabilities for innovation: an exploratory study of key management practices. R&d Management, v. 38(2), 155-168.

Mcgrath, R. G. (2013). The end of competitive advantage: How to keep your strategy moving as fast as your business. Harvard Business Review Press.

Meirelles, D. S.; Camargo, Á. A. B. (2014). Capacidades Dinâmicas: o que são e como identificá-las? RAC-Revista de Administração Contemporânea, v. 18. n. ed. esp., 41-64.

Moreira, D. A.; Queiroz, A. C. (2007) Inovação: conceitos fundamentais. In Moreira, D. A.; Queiroz, A. C. Inovação Organizacional e Tecnológica. São Paulo: Thomson Learning. pp. 1-20.

Nelson, R. R.; Winter, S. G. (1982). An evolutionary theory of economic change. Cambridge: Belknap Press.

Ngo, L. V.; O'cass, A. (2013). Innovation and business success: The mediating role of customer participation. Journal of Business Research, v. 66(8), 1134-1142.

OCDE.Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. (2006). Manual de Oslo: Proposta de Diretrizes para a Coleta e Interpretação de dados sobre Inovação Tecnológica. (3. ed.).

Oliveira, M. R. G.; Cavalcanti, A. M.; Paiva Júnior, F. G.; Marques, D. B. (2014). Mensurando a inovação por meio do grau de inovação setorial e do característico setorial de inovação. RAI Revista de Administração e Inovação, v. 11(1), 114-137.

Paredes, B. J. B.; Santana, G. A.; Cunha, T. N.; Aquino, J. T. (2015). Uma análise intrassetorial e intersetorial do grau de inovação de empresas de pequeno porte do estado de Pernambuco. RAI Revista de Administração e Inovação, v. 12(4), 140-161.

Penrose, E. (2006). Teoria do crescimento da firma. Campinas: Unicamp.

Prahalad, C. K.; Ramaswamy, V. (2004). O futuro da competição: como desenvolver diferenciais inovadores em parceria com clientes. Rio de Janeiro: Campus.

Sawhney, M.; Wolcotr, R.; Arroniz, I. (2006). The 12 Different Ways for Companies to Innovate. MIT Sloan Management Review. v. 47(3), 75-81.

Schumpeter, J. A. (1934). The theory of economic development: an inquiry into profits, capital, credit, interest and business cycle. Cambridge, MA, EUA: Harvard University Pres.

Schumpeter, J. A. (1942). Capitalism, socialism, and democracy. New York: Harper.

SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. (2013). Programa ALI ajuda a implantar práticas inovadoras gratuitamente no seu negócio. .

SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. (2015). Relatório executivo: participação das micro e pequenas empresas na economia brasileira. Brasília: SEBRAE.

Silva Néto, A. T.; Teixeira, R. M. (2011). Mensuração do grau de inovação de micro e pequenas empresas: estudo em empresas da cadeia têxtil-confecção em Sergipe. RAI Revista de Administração e Inovação, v. 8(3), 205-229.

Simões, L. C.; Oliveira, M. A. C.; Mendes, D. R. F.; Pinheiro, A. A. (2015). Radar da inovação: um estudo de caso das prestadoras de serviço de Brasília/DF. REGEPE - Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, v. 4(2), 133-152.

Teece, D. J. (2007). Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic management journal, v. 28(13), 1319-1350.

Teece, D. J.; Pisano, G.; Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, pp. 509-533.

Theriou, N. G.; Aggelidis, V.; Theriou, G. N. (2009). A theoretical framework contrasting the resource-based perspective and the knowledge-based view. European Research Studies, v. 12(3), p. 177.

Ukko, J.; Saunila, M. (2013). The role of reflection in facilitating and assessing innovativeness. Journal of Technology Management & Innovation, v. 8(4), p. 170-176.

Vergara, S. C. (2011). Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 13. ed.). São Paulo: Editora Atlas.

Vieira, M. M. F. (2004). Por uma boa pesquisa (qualitativa) em administração. In: Vieira, M. M. F.; Zouain, D. M (Org.). Pesquisa qualitativa em administração. p. 2-23. Rio de Janeiro: FGV.

Wernerfelt, B. (1984). A resource-based view of the firm. Strategic Management Journal, v. 5(2), 171-180.

Zahra, S. A.; Sapienza, H. J.; Davidsson, P. (2006). Entrepreneurship and dynamic capabilities: A review, model and research agenda. Journal of Management studies, v. 43(4), 917-955.

Zaltman, G.; Duncan, R.; Holbeck, J. (1973). Innovation and organizations. New York: Wiley.

Zollo, M.; Winter, S. G. (2002). Deliberate learning and the evolution of dynamic capabilities. Organization science, v. 13(3), 339-351.

ACAD. Associação Brasileira de Academias (2017). Relatório global IHRSA: Fitness cresce no mundo e Brasil ainda sofre com crise econômica. Revista Acad Brasil, v. 18(3), 10-21.

Carvalho, G. D. G.; Silva, W. V.; Póvoa, Â. C. S.; Carvalho, H. G. (2015). Radar da inovação como ferramenta para o alcance de vantagem competitiva para micro e pequenas empresas. RAI Revista de Administração e Inovação, v. 12(4), 162-186.

Leavy, B. (2013). Rita McGrath explores the risks and opportunities of the transient-advantage economy. Strategy & Leadership, v. 41(4), 10-16.

Silva Néto, A. T.; Teixeira, R. M. (2014). Inovação de micro e pequenas empresas: mensuração do grau de inovação de empresas participantes do Projeto Agentes Locais de Inovação. BBR-Brazilian Business Review, v. 11(4), 1-29.