Os Reflexos da Lei da Inovação em uma Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul (RS) Outros Idiomas

ID:
52464
Resumo:
A inovação tecnológica possui um papel importante e de grande influência no desenvolvimento da economia e da sociedade. Os órgãos públicos vêm incentivando e fomentando a inovação tecnológica por meio de políticas e regulamentações como a Lei da Inovação Tecnológica, que dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo. Dessa forma, o presente artigo tem como objetivo central identificar os reflexos da Lei da Inovação em uma Universidade Federal do RS. O estudo se caracteriza como do tipo qualitativo e exploratório. Foi realizado por meio da aplicação de entrevistas semiestruturadas com um gestor da Universidade e três responsáveis pela Agência de Inovação da Universidade. A partir da análise de resultados foi possível observar um fortalecimento da interação entre universidade e empresas e a facilitação nos processos de parcerias e na criação de órgãos responsáveis por essa iteração. No entanto, foi possível verificar que ainda há alguns desafios referentes à Lei da Inovação na Universidade, principalmente relacionado a aspectos operacionais, a falta de conhecimento dos docentes e também algumas barreiras ideológicas. Apesar das dificuldades, os entrevistados acreditam que a Lei da Inovação pode gerar inúmeros benefícios à instituição.
Citação ABNT:
PERLIN, A. P.; GOMES, C. M.; FRIZZO, K.; ROSSATO, G. Os Reflexos da Lei da Inovação em uma Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul (RS). Revista de Gestão e Secretariado, v. 9, n. 3, p. 1-20, 2018.
Citação APA:
Perlin, A. P., Gomes, C. M., Frizzo, K., & Rossato, G. (2018). Os Reflexos da Lei da Inovação em uma Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul (RS). Revista de Gestão e Secretariado, 9(3), 1-20.
DOI:
10.7769/gesec.v9i3.641
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/52464/os-reflexos-da-lei-da-inovacao-em-uma-universidade-federal-do-estado-do-rio-grande-do-sul--rs-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.

Bergerman, M. (2005). Inovação como instrumento de geração de riqueza no Brasil: o exemplo dos institutos privados de inovação tecnológica. Seminários temáticos para a 3a Conferência Nacional de CT&I, Parcerias Estratégicas.

Borges, M. C. A. de. (2015). Regulação da educação superior brasileira: a Lei de Inovação Tecnológica e da Parceria Público-Privada. Educação e Pesquisa, São Paulo, 41(4), 961-973.

Braga, C. S. C. & Filho, J C L da S. (2014). Leis complementares à Lei de Inovação Federal: impacto sobre o desempenho inovativo dos estados. In: Encontro da Anpad, 38, 2014. Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro.

Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm.

Brasil. (2004). Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo.

Etzkowitz, H. (2005). Reconstrução criativa: hélice tripla e inovação regional. Revista Inteligência Empresarial, n. 23. abr./maio/jun. 2005.

Etzkowitz, H. (2009). Hélice Tríplice: Universidade-Indústria-Governo - Inovação em Movimento. (1a ed.). Porto Alegre: EDIPUCRS.

Etzkowitz, H. & Spivack, R. N. (2001). Networks of Innovation: science, technology and development in the triple helix era. International Journal of Technology Management and Sustainable Development, 1(1), 7-20.

Etzkowitz, H. & Webster, A. (1998). Entrepreneurial Science: The Second Academic Revolution. In: Etzkowitz, H. & Webster, A. Capitalizing knowledge: new intersections of industry and academia. Albany: State University of New York Press.

Fujino, A. (2005). As relações universidade-empresa no Brasil sob a ótica da Lei de Inovação. RAI - Revista de Administração e Inovação, 2(1), 5-19.

Fujino, A. & Stal, E. (2004) Gestão da propriedade intelectual na universidade pública brasileira: diretrizes para licenciamento e comercialização. In: Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica, 23, 2004, Curitiba. Anais... São Paulo: FEA/USP, 1

Fujino, A.; Stal, E.; Plonski, G. A. (1999). A proteção do conhecimento na universidade. Revista de Administração, v. 34, n. 4, pp. 46-55.

Garnica, L. A.; Jugend, D. (2009). Estímulo à inovação em empresas de base tecnológica de pequeno porte: uma análise da lei federal brasileira de inovação. Revista da Micro e Pequena Empresa, Campo Limpo Paulista, v.3, n. 1, pp. 82-98.

Gubiani, S. J. (2011). Modelo para diagnosticar a influência do capital intelectual no potencial de inovação nas universidades. 2011. Tese de Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento), Curso Programa de Pós-graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

Machado, F. M.; Rupphental, J. E. (2014). Estudos dos pontos de conflito da Lei de Inovação. International Journal of Knowledge Engineering, v. 3, n. 6, pp. 230-245.

Maçonetto, M. R. (2010). Políticas públicas em inovação. Um estudo comparativo entre as estratégias empegadas no Programa de Inovação Tecnológica (PIT) e no Programa de Primeira Empresa Inovadora (PRIME). DISSERTAÇÃO de Mestrado em Administração. Programa de Pós-graduação em Administração de Organizações, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.

Malhotra, N. K. (2006). Pesquisa de Marketing: uma orientação aplicada. (4a ed.). Porto Alegre: Bookman.

Matias-Pereira, J. M.; Kruglianskas, I. (2005). Gestão de inovação: a Lei de Inovação Tecnológica como ferramenta de apoio às políticas industrial e tecnológica do Brasil. RAE-eletrônica, v. 4, n. 2.

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. (2016). Marco Legal da Inovação. http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/8477.html.

Nelson, R. R. (Ed.). (1993). National innovation systems: a comparative analysis. New York: Oxford University Press.

Neto, R. N. (2005). Regionalização de C&T e geração de riqueza. Seminários temáticos para a 3ª Conferência Nacional de C, T&I, Parcerias Estratégicas - n. 20, 2005.

Pacheco, E. R. M. de. (2010). Mapeamento do fomento à inovação tecnológica no Brasil. Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro.

Patel, P. & Pavitt, K. (1994). National innovation systems: why they are important, and how they might be measured and compared. Economics of Innovation and New Technology, v. 3, n. 1, pp. 77-95.

Plonski, G. A. (1995). Cooperação empresa-universidade: antigos dilemas, novos desafios. Revista USP: Dossiê Universidade-Empresa, v. 25, pp. 32-41.

Plonski, G. A. (2005). Bases para um movimento pela inovação tecnológica no Brasil. São Paulo em Perspectiva, v. 19, n. 1, pp. 25-33.

Reis, D. R. (2004). Gestão da Inovação Tecnológica. Barueri: Manole.

Richardson, R. J. (1999). Pesquisa social: métodos e técnicas. 3a ed. São Paulo: Atlas.

Sbragia, R.; Stal, E. (2004). A empresa e a inovação tecnológica: motivações, parcerias e papel do estado. Fórum de Líderes, v. 11, pp. 6-14, nov.

Schwwarzman, S. (2008). Pesquisa universitária e inovação no Brasil. Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Serzedello, N. T. B. & Tomaél, M. I. (2011). Produção tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (UEL): Mapeamento da área de Ciências Agrárias pela Plataforma Lattes. AtoZ: Novas Práticas em Informação e Conhecimento, v. 1, n. 1, pp. 23-37.

Viale, R. & Etzkowitz, H. (2005). Third academic revolution: polyvalent knowledge, The "DNA" of the Triple Helix." in Triple Helix 5. Turin, Italy.