Estratégia de Inovação no 'Cluster' Calçadista do Estado do Rio Grande do Sul Outros Idiomas

ID:
52878
Resumo:
O cluster calçadista deste estado tem notória participação no cenário brasileiro e na pauta de exportações. Cluster este que, sofreu com o ataque de grandes concorrentes mundiais competindo em baixo custo dentre outros fatores macroeconômicos. O estudo busca compreender com um olhar para a inovação, como um grande fornecedor de insumos têxteis deste cluster sobreviveu às situações diversas. A pesquisa procura identificar se há existência de alguma estratégia de inovação seguindo a taxonomia proposta por Tigre (2006) e Freeman & Soete (2006). A coleta de dados se deu em: i) estudos setoriais do setor calçadista; ii) dados extraídas do INPI, da PINTEC (2008) e da PINTEC (2011); iii) entrevistas semiestruturadas com a gestão da empresa; iv) pesquisa documental em relatórios contábeis permitidos pela empresa. Constatou-se que a empresa investe significativamente acima dos padrões da indústria no quesito inovação. Como principal resultado destaca-se que, a empresa não apenas manteve-se no mercado, como experimentou melhorias consideráveis nos resultados econômicos a partir da implantação de estratégia de inovação ofensiva. O estudo demonstrou ainda que, a adoção de uma estratégia de inovação deve estar ligada implicitamente na estratégia da empresa, como fonte de geração de vantagem competitiva.
Citação ABNT:
GEWEHR, A. C.Estratégia de Inovação no 'Cluster' Calçadista do Estado do Rio Grande do Sul . Revista Economia & Gestão, v. 18, n. 51, p. 45-61, 2018.
Citação APA:
Gewehr, A. C.(2018). Estratégia de Inovação no 'Cluster' Calçadista do Estado do Rio Grande do Sul . Revista Economia & Gestão, 18(51), 45-61.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/52878/estrategia-de-inovacao-no--cluster--calcadista-do-estado-do-rio-grande-do-sul-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ABICALCADOS. Ano fecha com indicadores negativos para calçadistas. Disponível em: . Acesso em: 24 de Jan, 2015.

ABICALCADOS. As perdas milionárias do setor calçadista. Disponível em: . Acesso em: 20 de Dez, 2014.

ABICALCADOS. Comércio exterior de calçados: Exportação. Disponível em: . Acesso em: 24 de Jan, 2015.

ALBUQUERQUE, E. M. Sistema Nacional de Inovação no Brasil: uma análise introdutória a partir de dados disponíveis sobre a ciência e a tecnologia. Revista de Economia Política, v. 16, n. 3 (63), jul/set, 1996.

ANDRADE, J. E. P.; CORRÊA, A. R. Panorama da indústria mundial de calçados, com ênfase na América Latina. BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n.13, p.95-126, 2001.

ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

ASSINTECAL. Estudo dos pólos calçadistas brasileiros em 2011. Disponível em: . Acesso em: 24 de Jan, 2015.

ASSINTECAL. Quantificação do uso de materiais na indústria calçadista. Disponível em: . Acesso em: 20 de Dez, 2014.

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. Disponível em:. Acesso em 8 de out. 2015.

BOVESPA.BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. Disponível em: Acesso em: 20 de Dez, 2014.

CAMPOS, S. H.; CALANDRO, M. L. Nova configuração do mercado internacional de calçados e os impactos sobre a indústria calçadista gaúcha. Ensaios FEE, Estudos Setoriais, v. 30, Número Especial, p. 517-546, 2009.

CGEE – CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS. Estudo prospectivo: cadeia coureiro-calçadista e artefatos. Série Cadernos da Indústria ABDI, v. 4. Brasília: ABDI, 2008.

COOPER, D. R.; SCHINDLER, P. S. Métodos de Pesquisa em Administração. Trad. Luciana de Oliveira da Rocha. 7ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

CORRÊA, A. R. O complexo coureiro-calçadista brasileiro. BNDES Setorial, n.14, p.65-92, 2001.

COSTA, A. B. O desenvolvimento econômico na visão de Joseph Schumpeter. Cadernos IHU Idéias, n. 47, p.1-22, 2006.

COSTA, A. B.; FROEHLICH, C. Trajetória empresarial em cluster calçadista brasileiro: o caso da Paquetá Calçados. Ensaios FEE, v.29, n.2, p.385-408, 2008.

COUROMODA. 7 Clusters calçadistas: Brasil, um grande player mundial. Disponível em: . Acesso em: 20 de Dez, 2014.

COUTINHO, L. G.; FERRAZ, J. C. Estudo da competitividade da indústria brasileira. 2ª Ed. Campinas: Papirus, 2004.

DAL-SOTO, F. O desenvolvimento de competências organizacionais para a inserção internacional: um estudo no setor de componentes para couro, calçados e artefatos do Vale do Sinos. 2004. 184 f. Dissertação (Mestrado em Administração), Unisinos, São Leopoldo, RS, 2004.

FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS. Disponível em: . Acesso em: 8 de out. 2015.

FRANCISCHINI, S. N.; AZEVEDO, P. F. Estratégias das empresas do setor calçadista diante do novo ambiente competitivo: análise de três casos. Gestão & Produção, v.10, n.3, p.251-265, 2003.

FREEMAN, C.; SOETE, L. A Economia da Inovação Industrial. São Paulo: Unicamp, 2006.

GHEMAWAT, P. A. Estratégia e o Cenário dos Negócios. Porto Alegre: Bookman, 2000.

GIANISELLA, R. L. G.; SOUZA, M. A.; ALMEIDA, L. B. Adoção de Alianças Estratégicas por Empresas dos Pólos Calçadistas do Vale do Rio dos Sinos-RS e de Franca-SP: um estudo exploratório. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, v. 10, n. 26, p. 45-62, 2008.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GUIDOLIN,S.; COSTA, A.; ROCHA, E. Indústria calçadista e estratégias de fortalecimento da competitividade. BNDES Setorial, n.31, p. 147-184, 2010.

HANSEN, P. B.; et al.; Análise do arranjo coureiro calçadista do RS a luz do conceito de competitividade sistêmica. Encontro Nacional de Engenharia de produção – ENGEP, Florianópolis, UFSC, Nov de 2004, v.24, p3681-3688.

HITT, M. A.; IRELAND, D. R.; HOSKISSON, R. E. Administração estratégica: competitividade e globalização. 2ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2008.

HUMPHREY, J.; SCHMITZ, H. (2000) Governance and Upgrading: Linking Industrial Cluster and Global Value Chain Research. IDS Working Paper 120 Institute of Development Studies, University of Sussex.

IBGE (2015). Instituto brasileiro de geografia e estatística: IPCA. Disponível em: < https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/economicas/precos-e-custos/9256-indicenacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html?=&t=downloads>. Acesso em: 2 de Out.2015.

INSTITUTO NACIONAL DA PROTEÇÃO INDUSTRIAL. Disponível em: . Acesso em: 8 de out. 2015. KAY, J. The structure of strategy.Business Strategy Review, v. 4, n. 2, p.17-37, 1993.

IPEA (2015). Instituto de pesquisa e economia aplicada. Disponível em:. Acesso em: 2 de Out.2015.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 9 ed. São Paulo, Atlas: 2008.

LEI Nº 10.973. Disponível em:. Acesso em: 05 de out. 2015.

LEI Nº 11.196. Disponível em:. Acesso em: 05 de out. 2015.

LOPES, H. C. O Setor calçadista do Vale dos Sinos/RS: um estudo a partir do modelo EstruturaConduta-Desempenho. In:Anpec Sul, 2012. Porto Alegre: AnpecSul, 2012.

MARCOVICH, J. Competitividade e Tecnologia no Brasil. Série Política Científica e Tecnológica – 11. Instituto de Estudos Avançados, 1992, 15p.

N E O O – iretri es para Coleta e Interpretação de ados sobre Inovação. . ed., OCDE ( . ed. de , tradu ido para o portugu s em 200 pela inep). Disponível em: . Acesso em: 10 de out. 2015.

NORONHA, E. G.; TURCHI, L. M. Cooperação e conflito: estudo de caso do complexocoureiro calçadista no Brasil. Texto para discussão. IPEA, Brasília, n.861, p. 1-44, 2002.

PADOVEZE, Clóvis L. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. 3 ed. São Paulo, Atlas, 2000.

PATTON, M. Q. Qualitative Evaluation and Research Methods. Thousand Oaks. Sage, 1990.

PAVITT, K. (1984) Sectoral patterns of technical change: towards a taxonomy and a theory. Revista Brasileira de Inovação, v. 2, n. 2, 2003.

PINTEC. Pesquisa de Inovação Tecnológica 2008, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: . Acesso em 10 out. 2015.

PINTEC. Pesquisa de Inovação Tecnológica 2011, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: . Acesso em 10 out. 2015.

PORTAL ABDI . Disponível em: . Acesso em: 06 out. 2015.

PORTER, Michael E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. 2ª ed. Rio de janeiro: Elsevier, 2004.

REVISTA DIGITAL. Indústria brasileira amplia percentual da receita investido em P&D. Disponível em: . Acesso em 9 de out. 2015.

ROESCH, S. M. A. Projetos de estágio e de pesquisa em administração: guia para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudos de caso. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2010.

SCHMIDT, S. Mudanças estratégicas das empresas calçadistas do Vale do Rio dos Sinos. Revista Organizações & Sociedade, UFBA, Salvador, v.18, n.58, p.371-388, 2011.

SCHNEIDER, L. C.; DIEHL, C. A.; HANSEN, P. B. Análise da cadeia de valor em duas empresas do setor calçadista. Revista Gestão Industrial, v. 7, n. 3, 2011.

SCHREIBER, D.; PUFFAL, D. P.; TONDOLO, V. A. G. Análise compreensiva do processo de gestão do conhecimento nas indústrias de calçados. XV Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais – SIMPOI, FGV-EASP. São Paulo, 15 p., 2012.

TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Gestão da inovação. 3ª ed. Porto Alegre, Bookman, 2008.

TIGRE, P. B. Gestão da inovação: a economia da tecnologia no Brasil. Rio de Janeiro, Elsevier, 2006.

YIN, Robert. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

ZAWISLAK, P. A inovação no setor calçadista brasileiro: um exemplo de atividade de resolução de problemas. In: FENSTERSEIFER, J.(Org.).O complexo calçadista em perspectiva: tecnologia e competitividade. Porto Alegre: Ortiz, 1995. p. 143-182.