Escravidão Contemporânea e Toyotismo Outros Idiomas

ID:
53057
Resumo:
Neste artigo, estamos identificando relações entre a gestão toyotista, como formulada por seu criador, Taiichi Ohno, e praticada por várias empresas, e elementos que caracterizam o trabalho escravo contemporâneo. Nossos referenciais reúnem a psicodinâmica dejouriana, o aporte que descreve o trabalho escravo contemporâneo e formulações de Ohno, em seu O sistema Toyota de produção. Confrontando os dois primeiros elementos com as concepções e a prática toyotistas, podemos associar esse discurso corrente entre as organizações e nas próprias escolas de gestão com a incidência da escravidão contemporânea. A conclusão a que chegamos é de que há um recuo histórico a padrões primitivos do capitalismo, com ilimitada disposição para cortar custos e, nesse contexto, crescente desapreço pelos custos sociais. Isto está levando ao aparente paradoxo de constatar-se, muito além de reminiscências feudais ou escravagistas, a difusão e naturalização das condições coloniais-escravocratas de trabalho no modo de produção capitalista.
Citação ABNT:
GURGEL, C.; MARINHO, M. Escravidão Contemporânea e Toyotismo. Organizações & Sociedade, v. 26, n. 89, p. 317-337, 2019.
Citação APA:
Gurgel, C., & Marinho, M. (2019). Escravidão Contemporânea e Toyotismo. Organizações & Sociedade, 26(89), 317-337.
DOI:
10.1590/1984-9260896
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/53057/escravidao-contemporanea-e-toyotismo/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português