'Disclosure' Ambiental Negativo e Desempenho em Empresas Listadas na B3 Outros Idiomas

ID:
56858
Resumo:
Recentes impactos ambientais negativos fizeram aumentar a preocupação dos stakeholders com relação ao nível de responsabilidade ambiental da empresa. As atividades empresariais têm causado diversos danos ao meio ambiente, e os stakeholders têm buscado informações que diferenciem a empresa mais comprometida com o desenvolvimento sustentável, já que as agressões ao meio ambiente podem vir a comprometer o desempenho empresarial. Nesse contexto, este estudo tem por objetivo analisar os efeitos do disclosure ambiental negativo no desempenho da empresa causadora do desastre ou sinistro. Foram analisadas 277 empresas listadas na B3 que divulgaram relatórios GRI e/ou cujas informações ambientais foram divulgadas na mídia, no período de 2013-2017. Para análise dos dados, aplicaram-se a estatística descritiva e uma regressão linear múltipla. Os resultados evidenciam que o disclosure ambiental negativo não tem impacto no desempenho operacional da empresa, porém influencia o seu valor de mercado, confirmando os preceitos da Teoria dos Stakeholders e da Teoria do Disclosure Voluntário. Dessa forma, conclui-se que os stakeholders reagem à divulgação das informações ambientais negativas.
Citação ABNT:
PRUDÊNCIO, P. A.; FORTE, H. C.; LUCA, M. M. M.; VASCONCELOS, A. C. 'Disclosure' Ambiental Negativo e Desempenho em Empresas Listadas na B3. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 13, n. 2, p. 58-74, 2019.
Citação APA:
Prudêncio, P. A., Forte, H. C., Luca, M. M. M., & Vasconcelos, A. C. (2019). 'Disclosure' Ambiental Negativo e Desempenho em Empresas Listadas na B3. Revista de Gestão Social e Ambiental, 13(2), 58-74.
DOI:
http://dx.doi.org/10.24857/rgsa.v13i2.1872
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/56858/-disclosure--ambiental-negativo-e-desempenho-em-empresas-listadas-na-b3/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Andrade, L. P., Bressan, A. A., Iquiapaza, R. A., & Moreira, B. C. de M. (2013). Determinantes de adesão ao Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa e sua relação com o valor da empresa. Revista Brasileira de Finanças, 11(2), 181-213.

Araújo, F. S. M., Soares, R. A., & Abreu, M. C. S. (2018). Avaliação das reações do mercado de capitais no Brasil e na Austrália após o acidente ambiental da mineradora Samarco. Revista Catarinense Da Ciência Contábil, 17(52), 7–22.

Basso, L. F. C., & Krauter, E. (2003). Participação nos lucros/resultados e criação de valor: um estudo exploratório. Organizações & Sociedade, 10(26), 157-178.

Blanc, R., Islam, M. A., Patten, D. M., & Branco, M. C. (2012). Corporate anti-corruption disclosure: an examination of the impact of media exposure and country-level press freedom. Accounting, Auditing and Accountability Journal, 30(8), 1-30.

Bouten, L., Everaert, P., Liedekerke, L. Van, Moor, L. De, & Christiaens, J. (2011). Corporate social responsibility reporting: a comprehensive picture? Accounting Forum, 35(3), 187-204.

Brown, N., & Deegan, C. (1998). The public disclosure of environmental performance informationa dual test of media agenda setting theory and legitimacy theory. Accounting and Business Research, 29(1), 21-41.

Burgwal, D. Van, & Vieira, R. J. O. (2014). Determinantes da divulgação ambiental em companhias abertas holandesas. Revista Contabilidade & Finanças, 25(64), 60-78.

Capelle-Blancard, G., & Laguna, M.-A. (2010). How does the stock market respond to chemical disasters? Journal of Environmental Economics and Management, 59(10), 192-205.

Cardoso, V. I. da C., Luca, M. M. M. De, & Gallon, A. V. (2014). Reputação corporativa e o disclosure socioambiental de empresas brasileiras. Contabilidade, Gestão e Governança, 17(2), 2644.

Clarkson, P. M., Li, Y., Richardson, G. D., & Vasvari, F. P. (2008). Revisiting the relation between environmental performance and environmental disclosure: an empirical analysis. Accounting, Organizations and Society, 33(4-5),303-327.

Collis, J., & Hussey, R. (2005). Pesquisa em Administração: um guia prático para alunos de graduação e pós-graduação (2a ed.). Porto Alegre: Bookman.

Cunha, J. V. A. da, Ribeiro, M. de S., & Santos, A. dos. (2005). A demonstração do valor adicionado como instrumento de mensuração da distribuição da riqueza. Revista Contabilidade & Finanças, 16(37), 7-23.

Dasgupta, S., Hong, J. H., Laplante, B., & Mamingi, N. (2006). Disclosure of environmental violations and stock market in the Republic of Korea. Ecological Economics, 58(4), 759-777.

Deegan, C. (2000). Firms’ disclosure reactions to major social incidents: Australian evidence. Accounting Forum, 24(1), 101-130.

Deegan, C. (2002). The legitimising effect of social and environmental disclosures – a theoretical foundation. Accounting, Auditing & Accountability Journal, 15(3), 282-311.

Deegan, C., & Rankin, M. (1996). Do Australian companies report environmental news objectively? Accounting, Auditing & Accountability Journal, 9(2), 50-67.

Domenico, D. D. I., Tormem, L., & Mazzioni, S. (2017). Nível de disclosure nos relatórios de sustentabilidade em conformidade com a Global Reporting Initiative (GRI). Revista Catarinense da Ciência Contábil, 16(49), 84-100.

Donaldson, T., & Preston, L. E. (1995). The stakeholder theory of the corporation: concepts, evidence, and implications. Academy of Management Review, 20(1), 65–91.

Dye, R. A. (1985). Disclosure of nonproprietary information. Journal of Accounting Research, 23(1), 123-145. Economatica – Tools for Investment Analysis (n.d.). Base de dados [CD-ROM]. São Paulo.

Fernandes, S. M. (2013). Os efeitos do disclosure ambiental negativo involuntário: um estudo de evento nas companhias brasileiras com alto índice de poluição. Revista Contabilidade e Organizações, 7(17), 59-72.

Ferreira, J. V., Neto, Silva Gomes, S. M. da, Bruni, A. L., & Dias, J. M., Filho. (2017). Do environmental disasters impact on the volume of socio-environmental investment and disclosure of Brazilian companies? Advances in Environmental Accounting and Management, 6(1), 159-187.

Freeman, R. E. (1984). Strategic management: a stakeholder approach. Boston: Pitman Publishing.

Frooman, J. (1997). Socially irresponsible and illegal behavior and shareholder wealth: a metaanalysis of event studies. Business and Society, 36(3), 221–249.

Góis, A. D., Luca, M. M. M. De, & Vasconcelos, A. C. de. (2015). Determinantes da divulgação dos indicadores de desempenho a GRI nas empresas do Brasil e da Espanha. Revista Ambiente Contábil, 7(1), 155-175.

Gray, D. E. (2012). Pesquisa no mundo real (2a ed.). Porto Alegre: Penso.

Heflin, F., & Wallace, D. (2017). The BP Oil Spill: shareholder wealth effects and environmental disclosures. Journal of Business Finance and Accounting, 44(3–4), 337–374.

Holtz, L., Souza, J. A., Salaroli, A. R., & Vargas, L. H. F. (2014). Divulgação de informações de caráter social e ambiental nos websites das maiores empresas com atividades no Espírito Santo. Revista de Gestão Social e Ambiental, 8(2), 36-48.

Humphrey, P., Carter, D. A., & Simkins, B. (2016). The market’s reaction to unexpected, catastrophic events: the case of oil and gas stock returns and the Gulf oil spill. The Journal of Risk Finance, 17(1), 2–25.

Jones, R., & Murrell, A. J. (2001). Signaling positive corporate social performance. Business and Society, 40(1), 59-78.

Lanoie, P., Laplante, B., & Roy, M. (1998). Can capital markets create incentives for pollution control? Ecological Economics, 26(1), 31-41.

Lorraine, N. H. J., Collison, D. J., & Power, D. M. (2004). An analysis of the stock market impact of environmental performance information. Accounting Forum, 28(1), 7-26.

Martins, M. A. (2006). Avaliação de desempenho empresarial como ferramenta para agregar valor ao negócio. ConTexto, 6(10), 1-27.

Murcia, F. D., & Santos, A. dos. (2009). Fatores determinantes do nível de disclosure voluntário das companhias abertas no Brasil. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 3(2), 72-95.

Murray, A., Sinclair, D., Power, D., & Gray, R. (2006). Do financial markets care about social and environmental disclosure? Accounting, Auditing and Accountability Journal, 19(2), 228-255.

Mussoi, A., & Bellen, H. M. Van. (2010). Evidenciação ambiental: uma comparação do nível de evidenciação entre os relatórios de empresas brasileiras. RCO – Revista de Contabilidade e Organizações, 4(8), 55-78.

Nogueira, K. G. de F., & Angotti, M. (2011). Os efeitos da divulgação de impactos ambientais: um estudo de eventos em companhias petrolíferas. Revista Contemporânea de Contabilidade, 8(16), 65-87.

Pargal, S., & Wheeler, D. (1996). Informal regulation of industrial pollution in developing countries: evidence from Indonesia. Journal of Political Economy, 104(6), 1314–1327.

Ribeiro, A. M., Bellen, H. M. Van, & Carvalho, L. N. G. de. (2011). Regulamentar faz diferença? O caso da evidenciação ambiental. Revista Contabilidade & Finanças, 22(56), 137-154.

Ricardo, V. S., Barcellos, S. S., & Bortolon, P. M. (2017). Relatório de sustentabilidade ou relato integrado das empresas listadas na BM&FBovespa: fatores determinantes de divulgação. Revista de Gestão Social e Ambiental, 11(1), 90-104.

Roesch, S. A. (2006). Projetos de estágio e de pesquisa em administração: guia para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudos de caso (3a ed.). São Paulo: Atlas.

Rufino, M. A., & Machado, M. Reis. (2015). Fatores determinantes da divulgação de informações voluntária social: evidências empíricas no Brasil. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 9(4), 380-396.

Sampaio, M. S., Gomes, S. M. da S., Bruni, A. L., & Dias, J. M., Filho. (2012). Evidenciação de informações socioambientais e isomorfismo: um estudo com mineradoras brasileiras. Revista Universo Contábil, 8(1), 105-122.

Santana, L. M. de, Góis, A. D., Luca, M. M. M. De, & Vasconcelos, A. C. de. (2015). Relação entre disclosure socioambiental, práticas de governança corporativa e desempenho empresarial. Revista Organizações em Contexto, 11(21), 49-72.

Schadewitz, H., & Niskala, M. (2010). Communication via responsibility reporting and its effect on firm value in Finland. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 17(2), 96– 106.

Silva, T. L. da, Vicente, E. F. R., Pfitscher, E. D., & Rosa, F. S. da. (2013). Environmental disclosure – informações sobre resíduos sólidos divulgadas pelas empresas potencialmente poluidoras listadas na BM&FBovespa. Revista Ambiente Contábil, 5(2), 229-249.

Skillius, Å., & Wennberg, U. (1998). Continuity, credibility and comparability: key challenges for corporate environmental performance measurement and communication. Lund: European Environment Agency.

Souza, F. C. de, Murcia, F. D.-R., & Marcon, R. (2011). Bonding hypothesis: análise da relação entre disclosure, governança corporativa e internacionalização de companhias abertas no Brasil. Contabilidade, Gestão e Governança, 14(2), 62-81.

Souza, M. M. de, Lunkes, R. J., & Uhlmann, V. O. (2010). Disclosure ambiental das empresas do setor de biocombustíveis com ações listadas na Bovespa: análise das demonstrações financeiras do período de 2004 a 2008. Revista Capital Científico, 8(1), 93-106.

Tannuri, G., & Bellen, H. M. Van. (2014). Indicadores de desempenho ambiental evidenciados nos relatórios de sustentabilidade: uma análise à luz de atributos de qualidade. Revista de Gestão Social e Ambiental, 8(1), 2-19.

Verrecchia, R. E. (2001). Essays on disclosure. Journal of Accounting and Economics, 32(1-3), 97180.

Xu, X. D., Zeng, S. X., & Tam, C. M. (2012). Stock market’s reaction to disclosure of environmental violations: evidence from China. Journal of Business Ethics, 107(2), 227-237.

Xu, X. D., Zeng, S. X., Zou, H. L., & Shi, J. J. (2014). The impact of corporate environmental violation on shareholders’ wealth: a perspective taken from media coverage. Business Strategy and the Environment, 25(2), 73-91.