Corrupção Organizacional e uma Justificação Decolonial para as Práticas de 'Whistleblowing' Outros Idiomas

ID:
59504
Resumo:
Neste ensaio, exploramos as noções de corrupção organizacional e sua respectiva denúncia (whistleblowing), a partir do olhar decolonial trazido pelo filósofo Enrique Dussel. Visamos responder a seguinte pergunta: Como a noção de Parousía, de Enrique Dussel, pode prover uma justificação teórica para as práticas de whistleblowing? Apresentamos a visão das organizações como instâncias de mediação, que possuem existência delegada e que devem cumprir certos requisitos para serem legitimadas. Em seguida, exploramos como a corrupção organizacional deriva de um exercício fetichizado do poder. Observamos que o ato de whistleblowing pode ser visto como um impulso de alteridade em que o sujeito, ainda que a custo de sua própria vida e bem-estar, é guiado pela responsabilidade com o outro. Práticas de whistleblowing, quando analisadas à luz do pensamento de Dussel, podem ser justificadas como o desejo de superação das injustiças individuais por um dever ético de servir ao coletivo.
Citação ABNT:
COUTO, F. F.; PALHARES, J. V.; CARRIERI, A. P. Corrupção Organizacional e uma Justificação Decolonial para as Práticas de 'Whistleblowing'. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, v. 19, n. 3, p. 337-358, 2020.
Citação APA:
Couto, F. F., Palhares, J. V., & Carrieri, A. P. (2020). Corrupção Organizacional e uma Justificação Decolonial para as Práticas de 'Whistleblowing'. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, 19(3), 337-358.
DOI:
http://dx.doi.org/10.21529/RECADM.2020014
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/59504/corrupcao-organizacional-e-uma-justificacao-decolonial-para-as-praticas-de--whistleblowing-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português