'Hedge Accounting' e Reclassificação dos Instrumentos financeiros: Um Estudo sobre o Impacto no Valor das Firmas Brasileiras Outros Idiomas

ID:
59883
Resumo:
Para gerir os riscos de mercado, as companhias podem usar diversas estratégias, entre elas, o hedge accounting. Essa prática contábil pode ser usada para gerenciamento de resultado e poderia reduzir o valor das empresas, como indica a literatura. Neste contexto, o objetivo é analisar o impacto da prática do hedge accounting e também sobre o uso da reclassificação de instrumentos financeiros sobre o valor das firmas. Para tal, o estudo foi elaborado com base nas empresas de capital aberto, listadas na B3, nos anos de 2014 e 2015. As informações sobre a adoção da contabilidade de hedge foram obtidas nas notas explicativas das demonstrações contábeis. Após inferência e análises estatísticas, através dos Mínimos Quadrados Ordinários, percebe-se que os resultados não apresentaram uma relação estatisticamente significativa entre hedge accounting e o valor da firma, tampouco entre reclassificação dos instrumentos financeiros e o valor da firma.Tal resultado pode ser explicado pela ausência do impactono caixa e no fluxo de caixa esperado, devido a adoção dessas práticas contábeis, o que deixa o investidor indiferente em relação a tais ferramentas. Palavras-chave: Instrumentos Financeiros; Contabilidade de Hedge; Reclassificação; Valor da Empresa.
Citação ABNT:
BORGHETI, L. N.; SILVA, R. L. M.; NARDI, P. C. C. 'Hedge Accounting' e Reclassificação dos Instrumentos financeiros: Um Estudo sobre o Impacto no Valor das Firmas Brasileiras . Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade, v. 9, n. 1, p. 37-57, 2019.
Citação APA:
Borgheti, L. N., Silva, R. L. M., & Nardi, P. C. C. (2019). 'Hedge Accounting' e Reclassificação dos Instrumentos financeiros: Um Estudo sobre o Impacto no Valor das Firmas Brasileiras . Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade, 9(1), 37-57.
DOI:
https://doi.org/10.18028/rgfc.v9i1.6132
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/59883/-hedge-accounting--e-reclassificacao-dos-instrumentos-financeiros--um-estudo-sobre-o-impacto-no-valor-das-firmas-brasileiras-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ALLAYANNIS, G.S. OFEK, E. Exchange rate exposure, hedging, and the use of foreign currency derivatives. Journal of International Money and Finance, v. 20, n. 2, p. 273-296, 1998.

ALLAYANNIS, G.S., WESTON, J. The use of foreign currency derivatives and firm market value. Review of Financial Studies, v. 14, n. 1, p. 243-276, 2001.

ALMEIDA, J. E. F. Qualidade da informação contábil em ambientes competitivos. 2010. Tese (Doutorado em Controladoria e Contabilidade: Contabilidade) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. doi:10.11606/T.12.2010.tde-29112010-182706. Acesso em: 2020-06-23.

ARETZ, K., BARTRAM, S. M. Corporate hedging and shareholder value. Journal of Financial Research. v. 33, n.4, p. 317-371, 2010.

AVEN, T. Risk Assessment and risk management: Review of recent advances on their foundation. European Journal of Operational Research,v. 253, n. 1, p. 1–13, 2016.

AYTURK, Y., GURBUZ, A. O., YANIK, S. Corporate derivatives use and firm value: Evidence from Turkey. Borsa Istanbul Review, v. 16, n. 2, p. 108-120, 2016.

BARTON, J.Does the Use of Financial Derivatives Affect Earnings Management Decisions? The Accounting Review, v. 76, n. 1, p. 1–26, 2001.

BASTRAM, S. M., BROWN, G. W., CONRAD, J. The effects of derivatives on firm risk and value. Journal of Financial and Quantitative Analyses, v. 46, n. 4, p. 967-999, 2011.

BRASIL. CPC 39 Instrumentos Financeiros: apresentação, de 19 de novembro de 2009.

BRASIL. CPC 46 Mensuração do Valor Justo, de 20 de dezembro de 2012. COMITÊ DE

BRASIL. CPC 48 Instrumentos Financeiros, de 22 de dezembro de 2016.

CANONGIA, M. A. G., SILVA, A. H. C. Análise do Impacto no Mercado de Capitais Devido à Adoção de Hedge Accounting por Empresas Brasileiras. Pensar Contábil, v. 16, n. 61, p. 417, 2014.

CASTRO, W. Hedge Accounting: Gerenciamento de Resultado e Fragilidades do CPC 38/IAS 39.September 14, 2014. SSRN. Disponível em: . Acesso em: 23 jun. 2020.

CHOI, J. J.,MAO, C. X.,UPADHYAY, A. D. Earnings Management and Derivative Hedging with Fair Valuation: Evidence from the Effects of FAS 133. The Accounting Review, v. 90, n. 4, p. 1437-1467, 2015.

COELHO, A. C. D.,LOPES, A. B. Avaliação da prática de gerenciamento de resultados na apuração de lucro por companhias abertas brasileiras conforme seu grau de alavancagem financeira. Revista de Administração Contemporânea, v. 11, n. spe2, p. 121-144, 2007.

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 39. Brasília, DF, 2009. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2016.

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 48. Brasília, DF, 2016. Disponível em: . Acesso em: 11 jun. 2020.

CORREIA, L. F., AMARAL, H. F. Determinantes da liquidez de mercado de ações negociadas na BM&FBovespa. Brazilian Business Review, v. 11, n. 6, p. 77-100, 2014.

DANTAS, J. A., DE MEDEIROS, O. R., LUSTOSA, P. R. B. Reação do mercado à alavancagem operacional: um estudo empírico no Brasil. Revista Contabilidade & Finanças, v. 17, n. 41, p. 72-86, 2006.

FAMÁ, R.; BARROS, L. A. B. C. Q de Tobin e seu uso em finanças: aspectos metodológicos e conceituais. Caderno de Pesquisas em Administração, v. 7, n. 4, p. 27-43, 2000.

FÁVERO, L. P. Análise de Dados: modelos de regressão com Excel, Stata e SPSS. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

FÁVERO, L. P. Dados em painel em contabilidade e finanças: teoria e aplicação. Brazilian Business Review, Vitória, v. 10, n. 1, p. 131 156, 2013.

FÁVERO, L. P. et al. (Org.) Métodos quantitativos com Stata. Rio deJaneiro:Campus, 2014.

GALDI, F. C. BARRETO, E.; FLORES, E. Contabilidade de Instrumentos Financeiros. São Paulo: Atlas, 2018.

GALDI, F. C.; GUERRA, L. G. Fernando. Determinantes para utilização de Hedge Accouting: uma escolha contábil. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, v. 3, n. 2, maio/ago. 2009.

GUARIGLIA, A., YANG, J. A. balancing act: Managing financial constraints and agency costs to minimize investment inefficiency in the Chinese market. Journal of Corporate Finance, v. 36, p. 111-130, fev. 2016.

GUAY, W. R. The Impact of derivatives on firm risk: an empirical examination of new derivatives users. Journal of Accounting and Economics, v. 26, n. 1-3, p. 319-351, 1999.

INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA. Boletim Macro IBRE FGV. Lívio Ribeiro. Outubro de 2015. Disponível em . Acesso em: 18 de junho de 2020.

INTERNATIONAL ACCOUNTING STANDARDS (IAS).IAS 39 Financial Instruments: recognition and measurement. IFRS Foundation. 2001. London, UK. Disponível em: . Acesso em: 22 novembro 2016.

INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARDS (IFRS). IFRS 7 Financial Instruments: Disclosures. IFRS Foundation. 2016. London, UK. Disponível em Acesso em: 11 de junho de 2020.

INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARDS (IFRS). IFRS 9 Financial Instruments. IFRS Foundation. 2018. London, UK. Disponível em Acesso em: 11 de junho de 2020.

KAYO, E. K.; FAMÁ, R. Teoria de agência e crescimento: evidências empíricas dos efeitos positivos e negativos do endividamento. REGE Revista de Gestão, v. 4, n. 2, 2010.

KHOLMY, K., ERNSTBERGER, J. Reclassification of Financial Instruments in the Financial Crisis – Empirical Evidence from the European Banking Sector. Março, 2010.

LARRANAGA, F. A., GRISI, C. C. H., MONTINI, A. A. Fatores Competitivos que Afetam a Decisão de Investimento Estrangeiro Direto no Brasil. Revista de Administração Mackenzie, v. 17, n. 1, p. 112-134, 2016.

LAUTON, J. A. S. Análise do Grau de Evidenciação de Instrumentos Financeiros dos 10 Maiores Bancos Brasileiros.Brasília: Universidade de Brasília, 2016. Disponível em . Acesso em: 23 de junho de 2020.

LIMA, F. G. Análise de riscos. 1 Ed. São Paulo: Atlas, 2015.

LIMA, I. S.,GALARDI, N., NEUBAUER, I. Mercados de Investimentos Financeiros 2ªedição. Atlas: São Paulo, 2011.

LIMA, J. B. N. A relevância da informação contábil e o processo de convergência para as normas IFRS no Brasil. 2011. 244 f. Tese (Doutorado em Controladoria e Contabilidade: Contabilidade) – Faculdade de Economia Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo,São Paulo, 2011.doi:10.11606/T.12.2011.tde-24032011-185955. Acesso em: 202006-23.

LOPES, A. B. GALDI, F.; LIMA, I. Manual de contabilidade e tributação de instrumentos financeiros e derivativos. São Paulo: Atlas, 2009.

LOPES, A. B.,SANTOS, N. S. A administração do lucro contábil e os critérios para determinação da eficácia do hedge accounting: utilização da correlação simples dentro do arcabouço do SFASnº 133. Revista Contabilidade & Finanças, v. 14, n. 31, p. 16-25, jan./abril, 2003.

MACKENZIE, B., COETSEE, D., NJIKIZANA, T., CHAMBOKO, R., COLYVAS, B., HANEKOM, B.IFRS 2012: interpretação e ampliação. Porto Alegre: Bookman, 2013.

MARTINEZ, A. L. Gerenciamento dos resultados contábeis: estudo empírico das companhias abertas brasileiras. 2001. 153 f. Tese (Doutorado em Controladoria e Contabilidade: Contabilidade) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. doi:10.11606/T.12.2002.tde-14052002-110538. Acesso em: 2020-06-23.

MATOS, E. B. S., REZENDE, R. B., PAULO, E., MARQUES, M. M., FERREIRA, L. O. G. Utilização de derivativos e hedge accounting nas empresas brasileiras e japonesas na NYSE. Revista de Contabilidade e Controladoria, v. 5, n. 2, p. 74-90, maio/ago. 2013.

MOHAMMED, H. K.,KNAPKOVA, A. The Impact of Total Risk Management on Company's Performance. Procedia-Social and Behavioral Sciences, v. 220, p. 271-277, 2016. Disponível em . Acesso em: 23 junho 2020.

MOURAD, N. A.,PARASKEVOPOULOS, A. IFRS: Normas Internacionais de contabilidade para Instrumentos Financeiros IAS 32, IAS 39 e IFRS 7. São Paulo: Atlas, 2010.

OLIVEIRA, V. A.,LEMES, S. Nível de convergência dos princípios contábeis brasileiros e norte-americanos às normas do IASB: uma contribuição para a adoção das IFRS por empresas brasileiras. Revista Contabilidade & Finanças, v. 22, n. 56, p. 155-173, 2011.

PANARETOU, A. Corporate risk management and firm value: evidence from the UK market. European Journal of Finance,v. 20, n. 12,nov. 2014. Disponível em . Acesso em: 23 de junho de 2020.

PAULA, D. A. Adoção do hedge accouting no Brasil: impactos e possíveis determinantes. 2019. Dissertação (Mestrado em Controladoria e Contabilidade: Contabilidade) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, University of São Paulo, São Paulo, 2019. doi:10.11606/D.12.2019.tde-18092019-163757. Acesso em: 2020-06-11.

PÉREZ-GONZÁLEZ, F., YUN, H.Risk Management and Firm Value: Evidence from Weather Derivatives. The Journal of Finance, v. 68, n. 5,out. 2013. PINCUS, M.;

PORTULHAK, H., RAFFAELLI, S. C. D., SILVA, P. Y. C., SOARES, R. O. Income smoothing and use of derivatives instruments in non-financial companies listed on BM&F Bovespa. Enfoque, v. 33, n. 2, p. 105-119, 2014.

RAJGOPAL, S. The Interaction between Accrual Management and Hedging: Evidence from Oil and Gas Firms. The Accounting Review, v. 77, n. 1, pp. 127-160, jan. 2002.

RIBEIRO, P. L.,MACHADO, S. J.,JÚNIOR, J. L. R. Swap, futuro e opções: impacto do uso de instrumentos derivativos sobre o valor das firmas brasileiras. Revista de Administração Mackenzie, v. 14, n. 1, p. 126, 2013.

ROSSI JÚNIOR, J. L. A Utilização De Derivativos Agrega Valor À Firma? Um Estudo Do Caso Brasileiro. RAE Revista de Administração de Empresas. v. 48, n. 4, out-dez. 2008.

SANTOS, R.B. A prática da gestão de riscos financeiros e geração de valor ao acionista: um estudo das empresas brasileiras não financeiras. 2016. 117f. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2016.

SANTOS, R.B.. LIMA, F. G., GATSIOS, R. C. ALMEIDA, R. B. Risk management and value creation: new evidence of Brazilian non-financial companies. Applied Economics, v. 49 n. 58, p. 5815-5827, 2017.

SCOTT, W. R. Financial Accounting Theory. 7 ed. University of Waterloo Prentice Hall Canada, 2005.

SILVA, F. C.Hedge accounting no Brasil. 2014. Tese (Doutorado em Controladoria e Contabilidade: Contabilidade) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, University of São Paulo, São Paulo, 2014. doi:10.11606/T.12.2014.tde-27062014-182634. Acesso em: 2020-06-18.

SILVA, S. S. A Contabilidade de Hedge na Petrobras. Brasília: Núcleo de Estudos e Pesquisas/CONLEG/Senado, set./2013 (Texto para Discussão nº 138). Disponível em: . Acesso em 18 set. 2013.

SSRN. Disponível em: . Acesso em: 20 de dezembro de 2018.

VALOR ECONÔMICO. Hedge tira R$ 36 bi do prejuízo da Petrobras, por Thais Carrança. Março, 2016. Disponível em . Acesso em: 19 de dezembro de 2018.

WALKER, Q., KRUGER, J., MIGIRO, S., SULAIMAN, L. A. Hedging and company value– a comparison between South Africa and United States of America. Asian Journal of Business and Management, v. 2, n. 6, p. 568-581, 2014.

WATTS, R. L., ZIMMERMAN, J. L. Positive Accounting Theory. New Jersey: PrenticeHall, 1986.

WOOLDRIDGE, J. M. Econometric analysis of cross section and panel data. 2 ed. Cambridge: Mit Press, 2010.

WOOLDRIDGE, J. M.. Introdução à econometria: uma abordagem moderna. 4. ed. São Paulo: CENGAGE Learning, 2011.