Um olhar para a integração vertical a partir de recursos e capacidades organizacionais: Um estudo em fábricas do setor de confecção de roupas Outros Idiomas

ID:
61122
Resumo:
O presente artigo tem o objetivo de compreender a influência dos recursos e capacidades estratégicos na escolha pela integração vertical em fábricas de confecção de roupas femininas de Maringá. Com isso, busca-se aferir se a presença de recursos e capacidades estratégicos afeta a escolha por produzir internamente etapas da cadeia de valor das empresas investigadas. Para atingir o objetivo proposto realizou-se uma pesquisa teórico-empírica, de natureza qualitativa e do tipo descritiva, utilizando-se de entrevistas semiestruturadas com gerentes e sócios das fábricas de confecção de roupas. No que se refere aos resultados, identificou-se que, em todas as fábricas, é utilizada a estrutura de governança integração vertical no processo de modelagem e criação, etapas que constituem a identidade dessas empresas. Também foi constatada a presença de contratos, principalmente na etapa de costura. Verificou-se que a integração vertical, como possível fonte geradora de vantagem competitiva em fábricas de confecção de roupas, é influenciada por recursos e capacidades estratégicos, notadamente recursos físicos (máquina de corte automatizado, software próprio, estrutura física própria), observando-se que esses recursos foram encontrados, principalmente, nas empresas que são mais integradas verticalmente. Conclui-se que as fábricas que possuem maior nível de integração vertical são também as que dispõem de mais recursos e capacidades estratégicos, potenciais geradores de vantagem competitiva.
Citação ABNT:
FERREIRA, B.; AUGUSTO, C. A. Um olhar para a integração vertical a partir de recursos e capacidades organizacionais: Um estudo em fábricas do setor de confecção de roupas. Desenvolvimento em Questão, v. 18, n. 53, p. 307-329, 2020.
Citação APA:
Ferreira, B., & Augusto, C. A. (2020). Um olhar para a integração vertical a partir de recursos e capacidades organizacionais: Um estudo em fábricas do setor de confecção de roupas. Desenvolvimento em Questão, 18(53), 307-329.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/61122/um-olhar-para-a-integracao-vertical-a-partir-de-recursos-e-capacidades-organizacionais--um-estudo-em-fabricas-do-setor-de-confeccao-de-roupas/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ARGYRES, N.; ZENGER, T. Capabilities, Transaction Costs, and Firm Boundaries. Organization Science, v. 23, n. 6, p. 1.643-1.657, Nov./Dec. 2012.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA TÊXTIL E DE CONFECÇÃO. Disponível em: http://www.abit.org. br/. Acesso em: 10 jul. 2017.

AUGUSTO, C. A.; SOUZA, J. P.; CARIO, S. A. F. Nova economia institucional: vertentes complementares. Revista Ibero-Americana de Estratégia, v. 13, n. 1, p. 93-108, 2014.

AUGUSTO, C. A.; SOUZA, J. P.; ERDMANN, R. H.; CARIO, A. F. Cadeia de suprimentos: uma análise a partir da teoria dos custos de transação, da teoria dos custos de mensuração e da visão baseada em recursos. REG: Revista de Economia e Gestão, Belo Horizonte, v. 15, n. 39, p. 1-22, abr./jun. 2015.

BAIN, J. S. Industrial organization. New York: Wiley, 1959.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. 1. ed. São Paulo: Almedina Brasil, 2016.

BARNEY, J. B. Firm Resources and Sustained Competitive Advantage. Journal of Management, v. 17, n. 1, p. 99-120, 1991.

BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. B. Administração estratégica e vantagem competitiva. 3. ed. São Paulo: Pearson, 2011.

CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS – MTE. Disponível em: https://caged.maisemprego.mte.gov.br/portalcaged/. Acesso em: 10 jul. 2019.

CARVALHO, T. M.; LIMA, P. F.; THOMÉ, K. M. Economic analysis of taxes in agribusiness: production cost or transaction cost. Custos e @gronegócio on line, v. 11, n. 1, p. 71-95. Jan./Mar. 2015.

CHANDLER, A. D. Strategy and structure. Cambridge, MA: The MIT Press, 1962.

COASE, R. H. The nature of the firm. Economica, London, v. 4, n. 16, p. 386-405, Nov. 1937.

CROOK, T. R.; COMBS, J. G.; KETCHEN JR, D. J.; AGUINIS, H. Organizing around Transaction Costs: What have we learned and where do we go from here? Academy of Management Perspectives, v. 27, n. 1, p. 63-79, 2013.

GODOY, A. S. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. RAE: Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 35, n. 3, p. 20-29, maio/jun. 1995.

GOHR, C. F.; SANTOS, L. C.; BURIN, C. B.; MARQUES, M. S.; ARAI, R. M. Recursos estratégicos e vantagem competitiva: aplicação do modelo VRIO em uma organização do setor sucroalcooleiro. RGO: Revista Gestão Organizacional, v. 4, n. 1, p. 61-71, jan./jun. 2011.

HENTEN; A. H.; WINDEKILDE; I. M. Transaction costs and the sharing economy. Info, v. 18, n. 1, p. 1-20, 2016.

HITT, M. A.; IRELAND, R. D.; HOSKISSON, R. E. Administração estratégica. 1. ed. São Paulo: Thomson, 2005.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: https://www.ibge.gov.br//. Acesso em: 10 jul. 2018.

MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas; amostragens e técnicas de pesquisa; elaboração, análise e interpretação de dados. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

MAURO, Maurício de. Influência da utilização de práticas de gestão operacional no desempenho de empresas do setor sucroalcooleiro no Estado de São Paulo. 2010. 159 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Administração, Escola de Administração de Empresas em São Paulo, São Paulo, 2010.

MÉNARD, Claude. The economics of hybrid organizations. Journal of Institutional and Theoretical Economics, v. 160, n. 3, p. 345-376, 2004.

NORTH, Douglas. Institutions. Journal of Economic Perspective, v. 5, n. 1, p. 97-112, Pittsburgh, Winter 1991.

OLIVEIRA, R. R.; MARTINS, H. C.; DIAS, A. T. A gestão do portfólio de projetos e a teoria dos custos de transação: proposições teóricas. Revista Gestão e Planejamento, v. 19, p. 137-158, jan./dez. 2018.

PENROSE, E. T. The theory of the growth of the firm. New York: John Wiley, 1959.

PETERAF, M. A. The Cornerstones of Competitive Advantage: A Resource-Based View. Strategic Management Journal, v. 14, n. 3, p. 179-191, mar. 1993.

POPPO, Laura; ZENGER, Todd. Testing alternative theories of the firm: transaction cost, knowledge-based, and measurement explanations for make-or-buy decisions in information services. Strategic Management Journal, v. 19, n.9, p. 853-877, Sept. 1998.

PORTER M. E. Competitive advantage. New York: Free Press, 1985.

SAES, Maria Sylvia Macchione. Estratégias de diferenciação e apropriação da quase-renda na agricultura: a produção de pequena escala. 2009. 162 f. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

WERNERFELT, B. A Resource-Based View of the firm. Strategic Management Journal, v. 5, n. 2, p. 171-180, Apr./June. 1984.

WILLIAMSON, O. E. Comparative Economic Organization: the Analysis of Discrete Structural Alternatives. Administrative Science Quarterly, v. 36, p. 269-296, 1991.

WILLIAMSON, O. E. The economic institutions of capitalism: firms, markets, relational contracting. New York: Free Press, 1985.

WILLIAMSON, O. E. The mechanisms of governance. New York: Oxford University Press, 1996.