Fatores Limitadores e Contributivos de Negócios Tecnológicos de Impacto Social Inseridos no Ecossistema de Inovação da Paraíba Outros Idiomas

ID:
63717
Resumo:
Este trabalho tem o objetivo analisar quais são os fatores contributivos e limitadores para os negócios tecnológicos de impacto social presentes no ecossistema de inovação da Paraíba, de acordo com o modelo de Jappe (2013). Em termos metodológicos, é empregada uma abordagem qualitativa do tipo descritiva, e foi realizado um estudo multicasos de empresas vinculados à Incubadora de Negócios Criativos e Inovadores de Campina Grande (ITCG). A coleta de dados se deu por meio de entrevistas semiestruturadas com os gestores das organizações, além do exame de documentos internos e observação participante. A análise, por sua vez, foi baseada na triangulação dos dados obtidos, tendo como principal fonte de informação as entrevistas realizadas. Os dados obtidos foram expostos baseados em cinco dimensões compostas por 8 aspectos contributivos e 18 limitadores, de acordo com o modelo de Jappe (2013). Os resultados apontam que na dimensão valor social os empreendedores apresentam a intencionalidade de gerar impacto social; bem como utilizam mecanismos de mercado na busca da sustentabilidade financeira. Na dimensão de governança corporativa e processo de tomada de decisão, percebeu se que as estruturas internas precisam estar alinhadas à proposta de desenvolvimento da empresa, embora não efetivamente aplicadas. Os empreendimentos recebem suporte jurídico da ITCG em relação as questões de negócio. O estudo permitiu identificar que as tensões nos negócios sociais investigados são inerentes ao perfil em que elas atuam. Assim, equilibrar o lucro com objetivos sociais e ambientais gera o desafio mais evidente nos negócios sociais.
Citação ABNT:
LIRA, A. N. G.; MOREIRA, V. F.; CORREIA, S. ?. N. Fatores Limitadores e Contributivos de Negócios Tecnológicos de Impacto Social Inseridos no Ecossistema de Inovação da Paraíba . Revista Brasileira de Gestão e Inovação, v. 9, n. 1, p. 17-44, 2021.
Citação APA:
Lira, A. N. G., Moreira, V. F., & Correia, S. ?. N. (2021). Fatores Limitadores e Contributivos de Negócios Tecnológicos de Impacto Social Inseridos no Ecossistema de Inovação da Paraíba . Revista Brasileira de Gestão e Inovação, 9(1), 17-44.
DOI:
10.18226/23190639.v9n1.02
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/63717/fatores-limitadores-e-contributivos-de-negocios-tecnologicos-de-impacto-social-inseridos-no-ecossistema-de-inovacao-da-paraiba-/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Aguiar, T. C. A., & Moreira, V. F. (2019). Negócios de Impacto Social: Um estudo bibliométrico sobre as publicações nacionais e internacionais. XXII SEMEAD Seminários em Administração, São Paulo, Brasil.

Alter, K. (2007). Social enterprise typology. Vitue Ventures LLC, 12, 1–124.

Ambos, T. C., Fuchs, S. H., & Zimmermann, A. (2020). Managing interrelated tensions in headquarters–subsidiary relationships: The case of a multinational hybrid organization. Journal of International Business Studies, 51(6), 906–932. https://doi.org/10.1057/s41267020-00307-z

Ávila, L. V., Rocha, M. P., Arigony, M. M., Dill, R. A., & Mazza, V. M. S. (2016). Negócios com Impacto Social: Características, Modelos e Métricas de Avaliação. Gestão e Desenvolvimento em Revista, 2(1), 4–13.

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. 3. Reimp. Lisboa: Edições 70.

Barki, E. (2015). Negócios de impacto: tendência ou modismo?. GV executivo, 14(1), 14-17.

Battilana, J., Sengul, M., Pache, A. C., & Model, J. (2015). Harnessing productive tensions in hybrid organizations: The case of work integration social enterprises. Academy of Management Journal, 58(6), 1658–1685.

Ber, M. J. L., Bansal, P., & Branzei, O. (2010). Managing the tensions between social and economic value in hybrid organizations. Proceeding of the 38th Annual Administrative Sciences Association of Canada (ASAC) Conference, 2509–2528, Regina, Saskatcewan, Canadá.

Boyd, B., Henning, N., Reyna, E., Wang, D., Welch, M., & Hoffman, A. J. (2017). Hybrid organizations: New business models for environmental leadership. Nova York: Routledge.

Comini, G. M. (2016). Negócios sociais e inovação social: Um retrato de experiências brasileiras. PhD Thesis, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Comini, G., Barki, E., & de Aguiar, L. T. (2012). A three-pronged approach to social business: A Brazilian multi-case analysis. Revista de Administração, 47(3), 385–397.

Correia, S. É. N., Oliveira, V. M. D., & Gomez, C. R. P. (2016). Dimensions of social innovation and the roles of organizational actor: The proposition of a framework. RAM. Revista de Administração Mackenzie, 17(6), 102–133. https://doi.org/10.1590/167869712016/administracao.v17n6p102-133

Creswell, J. W., Creswell, J. D. (2017) Reseach Design: qualitative, quantitative and mixed methods approachs. 5 ed. Londres. Sage Publications, 2017.

Defourny, J., & Nyssens, M. (2017). Fundamentals for an international typology of social enterprise models. VOLUNTAS: International Journal of Voluntary and Nonprofit Organizations, 28(6), 2469–2497.

Doherty, B., Foster, G., Meehan, J., & Mason, C. (2009). Management for social enterprise. Londes: Sage Publications.

Doherty, B., Haugh, H., & Lyon, F. (2014). Social enterprises as hybrid organizations: A review and research agenda. International Journal of Management Reviews, 16(4), 417–436.

Eisenhardt, K. M., & Graebner, M. E. (2007). Theory building from cases: Opportunities and challenges. Academy of management journal, 50(1), 25–32.

França, G. C. F., Rigo, A. S., & Souza, W. J. (2019). The Reconciliation Between Economic and Social in the Notion of Social Enterprise. In Theory of Social Enterprise and Pluralism: Social Movements, Solidarity Economy, and Global South (p. 130-155). Nova York: Routledge.

Freitas, W. R., & Jabbour, C. J. (2011). Utilizando estudo de caso (s) como estratégia de pesquisa qualitativa: Boas práticas e sugestões. Revista Estudo & Debate, 18(2).

Gamble, E. N., Parker, S. C., & Moroz, P. W. (2019). Measuring the integration of social and environmental missions in hybrid organizations. Journal of Business Ethics, 167, 271–284.

Gioia, D. A., Corley, K. G., & Hamilton, A. L. (2013). Seeking qualitative rigor in inductive research: Notes on the Gioia methodology. Organizational research methods, 16(1), 15–31.

Gonin, M., Besharov, M. H.-P., & Smith, W. K. (2013). Managing social-business tensions: A review and research agenda for social enterprises. Academy of Management Proceedings, vol 23, 407-442.

Gottlieb, S. C., Frederiksen, N., Koch, C., & Thuesen, C. (2020). Hybrid organisations as trading zones: Responses to institutional complexity in the shaping of strategic partnerships. Construction Management and Economics, vol 38, 603-622.

Hazenberg, R., Bajwa-Patel, M., Mazzei, M., Roy, M. J., & Baglioni, S. (2016). The role of institutional and stakeholder networks in shaping social enterprise ecosystems in Europe. Social Enterprise Journal, 12(3), 302–321.

Jackson, T. (2009). Prosperity without growth: Economics for a finite planet. Nova York: Routledge.

Jappe, M. L. M. (2013). Fatores contributivos e fatores limitadores para negócios sociais no Brasil: Um estudo exploratório nas regiões sul e sudeste. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul PPGA, Rio Grande do Sul, Brasil.

Jay, J. (2013). Navigating paradox as a mechanism of change and innovation in hybrid organizations. Academy of management journal, 56(1), 137–159.

Kannothra, C. G., Manning, S., & Haigh, N. (2018). How hybrids manage growth and social– business tensions in global supply chains: The case of impact sourcing. Journal of Business Ethics, 148(2), 271–290.

Kerlin, J. A. (2006). Social enterprise in the United States and Europe: Understanding and learning from the differences. Voluntas: International Journal of Voluntary and Nonprofit Organizations, 17(3), 246.

Kyama, R., Comini, G., & D’Amario, E. (2014). Criação de Negócios sociais no Brasil: Um estudo exploratório. XXXVIII Enanpad, São Paulo, São Paulo, Brasil.

Larrinaga, O. V. (2017). Is it desirable, necessary and possible to perform research using case studies? Cuadernos de Gestión, 17(1), 147–171.

Lincoln, Y. S., & Guba, E. G. (2000). The only generalization is: There is no generalization. Case study method, vol 4, 27–44.

Márquez, P. C., Reficco, E., & Berger, G. (2010). Socially inclusive business: Engaging the poor through market initiatives in Iberoamerica. David Rockefeller Center for Latin American Studies.

Minatto, F., Rodrigues Vicente, E. F., & Alonso Borba, J. (2019). Maiores Ongs do Setor Ambiental: Uma Análise da Diversificação das Receitas. Revista Evidenciação Contábil & Finanças, 127-148.

Nascimento, D. da C., & Teodósio, A. dos S. (2016). Negócios sociais no seio da economia colaborativa: Novidades antigas entre a inovação social e o consumo. EnAPG, São Paulo, São Paulo, Brasil, 7.

Nicholls, A. (2010). The legitimacy of social entrepreneurship: Reflexive isomorphism in a pre–paradigmatic field. Entrepreneurship theory and practice, 34(4), 611–633.

Pache, A.-C., & Santos, F. (2013). Inside the hybrid organization: Selective coupling as a response to competing institutional logics. Academy of management journal, 56(4), 972– 1001.

Patton, M. Q. (2014). Qualitative research & evaluation methods: Integrating theory and practice. Londes: Sage publications.

Portocarrero, F., & Delgado, Á. (2010). Inclusive business and social value creation. Socially inclusive business: Engaging the poor through market initiatives in Iberoamerica, 261–293.

Pratono, A. H., & Sutanti, A. (2016). The ecosystem of social enterprise: Social culture, legal framework, and policy review in Indonesia. Pacific Science Review B: Humanities and Social Sciences, 2(3), 106–112.

Roundy, P. T. (2017). Hybrid organizations and the logics of entrepreneurial ecosystems. International Entrepreneurship and Management Journal, 13(4), 1221–1237.

Sachs, I. (2007). Rumo à ecossocioeconomia: Teoria e prática do desenvolvimento. São Paulo: Cortez.

Schad, J., Lewis, M. W., Raisch, S., & Smith, W. K. (2016). Paradox research in management science: Looking back to move forward. The Academy of Management Annals, 10(1), 5–64.

Seyfang, G., & Longhurst, N. (2013). Desperately seeking niches: Grassroots innovations and niche development in the community currency field. Global Environmental Change, 23(5), 881–891.

Smith, W. K., Besharov, M. L., & Gonin, M. (2013). Managing social-business tensions: A review and research agenda for social enterprises. Society for Business Ethics / Philosophy Documentation Center, vol 23, 407-442.

Souza, A. G. (2019). Empresas sociais: Uma abordagem societária. São Paulo: Almedina.

Vermeulen, P., Zietsma, C., Greenwood, R., & Langley, A. (2016). Strategic responses to institutional complexity. Strategic Organization, 14(4), 277–286.

Wang, Z., & Zhou, Y. (2020). Business model innovation, legitimacy and performance: Social enterprises in China. Management Decision.

Wells, R., & Anasti, T. (2019). Hybrid Models for Social Change: Legitimacy Among Community-Based Nonprofit Organizations. VOLUNTAS: International Journal of Voluntary and Nonprofit Organizations, 31, 1134–1147.

Yin, R. K. (2015). Qualitative research from start to finish. Nova York: Guilford Publications.

Yunus, M. (2009). Creating a World Without Poverty: Social Business and the Future of Capitalism. Social Change, 39(2), 299–302.

Yunus, M., Moingeon, B., & Lehmann-Ortega, L. (2010). Building Social Business Models: Lessons from the Grameen Experience. Long Range Planning, 43(2), 308–325.

Zhang, Y., & Shaw, J. D. (2012). Publishing in AMJ—Part 5: Crafting the methods and results.

Zhang, Y., & Wildemuth, B. M. (2009). Qualitative analysis of content. Applications of social research methods to questions in information and library science, vol 2, 318-329.