Ambientes incertos com gestores proativos pré-dispostos a riscos estão mais satisfeitos com desempenho: um estudo com pet shops Outros Idiomas

ID:
64842
Resumo:
Objetivo: O objetivo da pesquisa foi analisar a relação entre a orientação empreendedora e o desempenho organizacional sob a influência da incerteza ambiental, em pet shops. Método: Para alcançar o objetivo foi desenvolvida uma pesquisa quantitativa, com o uso da técnica survey. A amostra esteve composta por 112 pet shops de cidades de Santa Catarina. O estudo teve abordagem quantitativa, com caráter descritivo-correlacional. A análise de dados com uso das seguintes técnicas: análise fatorial exploratória (AFE), análise de variância (Anova), de correlação e de regressão múltipla. Originalidade/Relevância: A originalidade e relevância do artigo estão, por um lado, na consecução de novas evidências empíricas a respeito das relações entre os construtos propostos. Por outro, na proposição de articulações teóricas ainda parcialmente respondidas em estudos empíricos para a realidade brasileira. Resultados: Os resultados evidenciaram que as correlações entre orientação empreendedora e desempenho, mensurado pelos escores fatoriais, foram positivas e significantes. As regressões para o desempenho utilizando as dimensões da orientação empreendedora e o ambiente, medido pela soma das médias da percepção de intensidade e frequência das mudanças, indicaram que ele influencia de modo positivo, conjuntamente com proatividade e assunção de riscos. Contribuições teóricas/metodológicas: A pesquisa contribui com a teoria orientação empreendedora avançando e fornecendo novas evidências empíricas às pesquisas ao relacionar o construto com o desempenho, em pet shops. Assim como contribui para o campo da incerteza ambiental, ao verificar seu efeito mediador na relação entre orientação empreendedora e o desempenho organizacional.
Citação ABNT:
LIZOTE, S. A.; TESTON, S. F.; ZAWADZKI, P.; ALVES, C. S. R. Ambientes incertos com gestores proativos pré-dispostos a riscos estão mais satisfeitos com desempenho: um estudo com pet shops. Future Studies Research Journal: Trends and Strategies, v. 13, n. 3, p. 409-434, 2021.
Citação APA:
Lizote, S. A., Teston, S. F., Zawadzki, P., & Alves, C. S. R. (2021). Ambientes incertos com gestores proativos pré-dispostos a riscos estão mais satisfeitos com desempenho: um estudo com pet shops. Future Studies Research Journal: Trends and Strategies, 13(3), 409-434.
DOI:
https://doi.org/10.24023/FutureJournal/2175-5825/2021.v13i3.584
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/64842/ambientes-incertos-com-gestores-proativos-pre-dispostos-a-riscos-estao-mais-satisfeitos-com-desempenho--um-estudo-com-pet-shops/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Aldrich, H. E. (1979). Organizations and environments. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall.

Andrade, M. A., Lenzi, F. C., Rossetto, C. R., & Teston, S. F. (2020).Capacidade absortiva e orientação empreendedora dos jornais brasileiros. Revista de Ciências da Administração, 22, 63-80.

Bataglia, W., Franklin, M. A., Caldeira, A., Silva, A. A. (2009). Implicações das teorias ambientais para a administração estratégica. Revista Gestão.ORG, 7(3), 314-330.

Bortoluzzi, S. C., Ensslin, S. R., & Ensslin, L. (2010). Avaliação de desempenho dos aspectos tangíveis e intangíveis da área de mercado: estudo de caso em uma média empresa industrial. Rev. Bras. de Gestão de Negócios, 12(37), 425-446.

Camozzato, E. S., Verdinelli, M. A., Lizote, S. A., & Serafim, F. K. (2017). Orientação Empreendedora, Autoeficácia dos Gestores e Satisfação com o Desempenho: Um Estudo em Empresas Incubadas. Revista de Ciências da Administração, 19(48), 68-83.

Carmona, V. C., Martens, C. D. P., & de Freitas, H. M. R. (2020). Os antecedentes da orientação empreendedora em negócios sociais. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, 9(2), 71-96.

Carneiro-Da-Cunha, J. A., Hourneaux Jr, F., & Corrêa, H. L. (2016). Evolution and chronology of the organisational performance measurement field. International Journal of Business Performance Management, 17(2), 223-240.

Carvalho, C. E. (2011). Relacionamento entre ambiente organizacional, capacidades, orientação estratégica e desempenho: um estudo no setor hoteleiro brasileiro. Tese (Doutorado em Administração e Turismo). Universidade do Vale do Itajaí.

Carvalho, C. E., Rossetto, C. R., & Verdinelli, M. A. (2016). Strategic orientation as a mediator between environmental dimensions and performance: a study with Brazilian hotels. Journal of Hospitality Marketing & Management, 25(7),870-895.

Carvalho, J. F., & Oliveira, J. L. (2016). A relevância da gestão do capital de giro para a sobrevivência das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) no Brasil. Revista Cesumar Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, 21(1), 81-96.

Cassol, A., Meneghatti, M. R., Freitas, A. D. G., & Gubert, L. (2020). Análise da Relação entre Orientação Empreendedora, Ambiente Organizacional e Desempenho de Empresas de Pequeno Porte (EPP). Revista Ciências Administrativas, 26(Ed. Comemorativa 30 anos), 1-12.

Chakravarthy, B. S. (1996). Measuring strategic performance. Strategic Management Journal, 7(5), 437-447.

Clercq. D. D., Honig. B., & Martin. B. (2013). The roles of learning orientation and passion for work in the formation of entrepreneurial intention. International Small Business Journal, Thousand Oaks, 31(6), 652-676.

Covin, J. G., & Slevin, D. P. (1989). Strategic management of small firms in hostile and benign environments. Strategic Management Journal, 10(1), 75–87. doi:10.1002/smj.4250100107

Covin, J. G., & Slevin, D. P. (1991). A Conceptual model of entrepreneurship as firm behavior. Entrepreneurship Theory and Practice, 16(1), 7–26. doi:10.1177/104225879101600102.

Damke, E. J., & Gimenez, F. A. P. (2014). Configurações estratégicas e desempenho organizacional: um estudo em Micro e Pequenas empresas do setor de varejo. In: ENANPAD, 38, 2014, Rio de Janeiro. Anais.

Dess, G. G., & Beard, D. W. (1984). Dimensions of Organizational Task Environments. Administrative Science Quarterly, 29(1), 52. doi:10.2307/2393080.

Dess, G. G., & Rasheed, A. M. A. (1991). Conceptualizing and measuring organizational environment: a critique and suggestions. Journal of Management, 17(4), 701-710.

Dess, G. G., Lumpkin, G. T., & Covin, J. G. (1997). Entrepreneurial strategy making and firm performance: tests of contingency and configurational models. Strategic Management Journal, 18(9), 677–695. doi:10.1002/(sici)1097-0266(199710)18:9<677::aidsmj905>3.0.co;2-q.

Duncan, R. B. (1972). Characteristics of organizational environments and perceived environmental uncertainty. Administrative Science Quarterly, 17(3), 313. doi:10.2307/2392145.

Emery, F. E., & Trist, E. L. (1965). The causal texture of organizational environments. Human Relations, 18, 21-31.

Escobar, M. A. R. (2012). Relação das capacidades dinâmicas e orientação empreendedora com o desempenho em agências de viagens moderada pelo ambiente organizacional. Tese (Doutorado em Administração e Turismo). Universidade do Vale do Itajaí.

Escobar, M. A. R., Lima, M. S., & Verdinelli, M. A. (2012). Relação entre orientação empreendedora, ambiente e desempenho organizacional em pequenas e médias empresas. In: Encontro de estudos sobre empreendedorismo e gestão de pequenas empresas. Florianópolis. VII ANEGEPE, Anais.

Faul, F., Erdfelder, E., Buchner, A., & Lang, A. G. (2009). Statistical power analyses using G*Power 3.1: Tests for correlation and regression analyses. Behavior Research Methods, 41, 1149-1160.

Finney, S. J., & DiStefano, C. (2013). Nonnormal and categorical data in structural equation modeling. In G. R. Hancock & R. O. Mueller (Eds.), Quantitative methods in education and the behavioral sciences: Issues, research, and teaching. Structural equation modeling: a second course (p. 439–492). IAP Information Age Publishing.

França, A. B., Saraiva, J., & Hashimoto, M. (2012). Orientação empreendedora como indicador do grau de empreendedorismo corporativo: fatores que caracterizam os intraempreendedores e influenciam sua percepção. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, 1(3), 78-103.

Friedrich, M. P. A., Bogoni, N. M, & Beuren, I. M. (2020). Reflexos das mudanças estratégicas no desempenho organizacional. Revista Eletrônica de Estratégia & Negócios, 13(1), 190-214.

Gardelin, J., & Verdinelli, M. A. (2010). A percepção da munificência ambiental e a sua relação com o comportamento estratégico em pequenas empresas na cidade de Tapejara (RS). In: Congresso Virtual Brasileiro de Administração. Anais...

Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social. (6. ed.) São Paulo: Atlas.

Gulini, P. L. (2005). Ambiente Organizacional, comportamento estratégico e desempenho empresarial: um estudo no setor de provedores de internet de Santa Catarina. Dissertação (Mestrado em Administração). Universidade do Vale do Itajaí.

Gulini, P. L., & Rossetto, C. R. (2005). Comportamento estratégico e ambiente organizacional: um estudo de caso no setor de provedores de internet de Santa Catarina. In IV Congresso de Administração Gestão Estratégica nas Organizações, Alfenas. Anais.

Gunasekaran, A., & Kobu, B. (2007). Performance measures and metrics in logistics and supply chain management: a review of recent literature (1995–2004) for research and applications. International Journal of Production Research, 45(12), 2819–2840. doi:10.1080/00207540600806513.

Hair Jr., Black, W. C., Babin, B. J., Anderson, R. E., Tatham, R. L. (2009). Análise multivariada de dados. (6th ed.), Porto Alegre: Bookman.

Hoque, Z. (2005). Linking environmental uncertainty to non-financial performance measures and performance: a research note. The British Accounting Review, 37(4), 471–481. doi:10.1016/j.bar.2005.08.003.

Igarashi, D., Ensslin, S., Ensslin, L., & Paladini, E. (2008). A qualidade do ensino sob o viés da avaliação de um programa de pós-graduação em contabilidade: proposta de estruturação de um modelo híbrido. Revista de Administração, 43(2), 117-137. doi:10.1590/S0080-21072008000200001

Jogaratnam, G. (2002). Entrepreneurial orientation and environmental hostility: an assessment of small, independent restaurant businesses. Journal of Hospitality & Tourism Research, 26(3), 258–277. doi:10.1177/1096348002026003004.

Kourteli, L. (2005). Scanning the business external environment for information: evidence from Greece. Information Research, 11(1), 2005.

Laine, I., & Galkina, T. (2017). The interplay of effectuation and causation in decision making: Russian SMEs under institutional uncertainty. International Entrepreneurship and Management Journal, 13(3), 905–941. doi:10.1007/s11365-016-0423-6

Lazzarotti, F., Silveira, A. L. T. da, Carvalho, C. E., Rossetto, C. R., & Sychoski, J. C. (1). Orientação Empreendedora: Um Estudo das Dimensões e sua Relação com Desempenho em Empresas Graduadas. Revista De Administração Contemporânea, 19(6), 673-695. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac20151829

Lizote, S. A., Faber, S. G., Verdinelli, M. A., Rossetto, C. R. (2012). Relação entre orientação empreendedora, desempenho e ambiente a partir da percepção dos gestores de cooperativas. In: Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração. XXXVI EnANPAD, Anais.

Lizote, S. A., Teston, S. F., Zawadzki, P., Gupta, S. K. (2020). Entrepreneurial orientation and cost practice in the Brazilian South hotel chain. RACE, 19(1), 9-28.doi: 0.18593/race.23184

Lumpkin, G. T., & Dess, G. G. (1996). Clarifying the entrepreneurial orientation construct and linking it to performance. The Academy of Management Review, 21(1), 135. doi:10.2307/258632.

Marconi, M. De A., & Lakatos, E. M. (2012). Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. (7. ed.) São Paulo: Atlas.

Mariano, A. L. (2011). Orientação empreendedora, ambiente e desempenho organizacional: um estudo nas unidades operativas do Senac na região sul do país. Dissertação (Mestrado em Administração). Universidade do Vale do Itajaí.

Marins, L. M., & Zawislak, P. A. (2010). O desempenho inovativo de sete firmas brasileiras à luz de um conjunto de novos indicadores de inovação. In: Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração. XXXIV EnANPAD, Anais.

Marquezan, L. H. F., Diehl, C. A., & Alberton, J. R. (2013). Indicadores não financeiros de avaliação de desempenho: análise de conteúdo em relatórios anuais digitais. Contabilidade, Gestão e Governança, 16(2), 46-61.

Martens, C. D. P., Freitas, H., & Boissin, J. (2010). Orientação empreendedora: revisitando conceitos e aproximando com a internacionalização das organizações. Revista da Micro e Pequena Empresa, 4(2), 112-126.

Mello, S. C. B., Paiva Jr., F. G., Neto, A. F. S., Lubi, L. H. O. (2004). O. Maturidade empreendedora e expertise em compasso de inovação e risco: um estudo em empresas de base tecnológica. In: Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração. XXVIII EnANPAD, Anais.

Miller, D. (1983). The correlates of entrepreneurship in three types of firms. Management Science, 29(7), 770-791.

Monteiro, A. P., Soares, A. M., & Rua, O. L. (2013). Desempenho das exportações: influência dos recursos intangíveis, capacidades dinâmicas e orientação empreendedora. Revista Ibero-Americana de Estratégia, 12(3), 12-36.

Palma, A., & Padilha, A. C. M. (2020). Visão baseada em recursos (VBR) na formulação das estratégias das indústrias de confecção do vestuário de Sarandi (RS). Revista Alcance, 27(1), 63-81. doi: 10.14210/alcance.v27n1(Jan/Abr).p63-81

Pelham, A. M., & Wilson, D. T. (1996). A longitudinal study of the impact of market structure, firm structure, strategy, and market orientation culture on dimensions of small-firm performance. Journal of Academy of Marketing Science, 24(1), 27-43.

Perin, M. G., & Sampaio, C. H. (1999). Performance empresarial: uma comparação entre indicadores subjetivos e objetivos. In Encontro Nacional dos Programas de PósGraduação e Pesquisa em Administração. XXIII EnANPAD, Anais.

Rauch, A., Wiklund, J., Lumpkin, G. T., & Frese, M. (2009). Entrepreneurial Orientation and Business Performance: An Assessment of Past Research and Suggestions for the Future. Entrepreneurship Theory and Practice, 33(3), 761–787. doi:10.1111/j.15406520.2009.00308.x

Rengel, R., & Ensslin, S. R. (2020). Avaliação de desempenho dos estilos de liderança: análise da literatura e agenda de pesquisa. Revista Economia & Gestão, 20(57), 44-62.

Robinson, P. B., Stimpson, D. V., Huefner, J. C., & Hunt, H. K. (1991). An attitude approach to the prediction of entrepreneurship. Entrepreneurship Theory and Practice, 15(4), 13–32. doi:10.1177/104225879101500405.

Rosenbusch, N., Bausch, A., & Galander, A. (2007). The impact of environmental characteristics on firm performance: a meta-analysis. Academy of Management, Proceeding, 16. doi:10.5465/ambpp.2007.26530718

Runyan, R., Droge, C., & Swinney, J. (2008). Entrepreneurial Orientation versus Small Business Orientation: What Are Their Relationships to Firm Performance? Journal of Small Business Management, 46(4), 567–588. doi:10.1111/j.1540-627x.2008.00257.x.

Santos, A. C., Alves, M. S., & Bitencourt, C. C. (2015). Dimensões da orientação empreendedora e o impacto no desempenho de empresas incubadas. BASE Revista de Administração e Contabilidade da Unisinos, 12(3), 242-255.

Santos, J. D., & Campos, A. L. S. Dimensões da orientação empreendedora de gestores de pequenas e médias empresas e o processo de internacionalização. Revista da Micro e Pequena Empresa, 11(1), 2-19.

Sharfman, M. P., & Dean, J. W. (1991). Conceptualizing and Measuring the Organizational Environment: A Multidimensional Approach. Journal of Management, 17(4), 681–700. doi:10.1177/014920639101700403.

Tabachnick, B. G., & Fidel, L. S. (2001). Using Multivariate Statistics. (4th ed.), Boston: Allyn and Bacon.

Teixeira, O. R. P., Rossetto, C. R., & Carvalho, C. E. (2009). A relação entre o ambiente organizacional e o comportamento estratégico no setor hoteleiro de Florianópolis (SC). Turismo Visão e Ação, 11, 157-174.

Wiklund, J., & Shepherd, D. (2005). Entrepreneurial orientation and small business performance: a configurational approach. Journal of Business Venturing, 20(1), 71–91. doi:10.1016/j.jbusvent.2004.01.001

Zahra, S. A. (1993). A conceptual model of entrepreneurship as firm behavior: a critique and extension. Entrepreneurship Theory and Practice, 17(4), 5–21. doi:10.1177/104225879301700401.

Zahra, S. A., & Covin, J. G. (1995). Contextual influences on the corporate entrepreneurship-performance relationship: A longitudinal analysis. Journal of Business Venturing, 10(1), 43–58. doi:10.1016/0883-9026(94)00004-e.