O estrategista da Micro, Pequena e Média Empresa privada brasileira Outros Idiomas

ID:
6606
Resumo:
A importância das micro, pequenas e médias empresas brasileiras (MPME) para o desenvolvimento econômico e geração de empregos não tem encontrado paralelo no que tange à produção de teorias no campo da estratégia, consideradas as limitações da capacidade de ação das MPMEs e das idiossincrasias de seus líderes. Este artigo busca contribuir para a compreensão dos processos de formação das estratégias nessas empresas segundo a natureza do pensamento estratégico dos líderes-estrategistas e com base no comportamento declarado, adotando como referência a taxonomia das estratégias genéricas e dos processos cognitivos de tomada de decisão e pensamento estratégico. Tem como objetivo propor uma tipologia que permita compreender a natureza do pensamento estratégico desses gestores, identificando suas principais dimensões características e propondo instrumento que permita sua categorização e comparação. A aplicação de survey com amostra intencional formada por 70 estrategistas permitiu o uso de análise fatorial para construção das categorias e escala, e a observação que, no universo de estrategistas pesquisados no que tange a sua forma de pensar, a intuição é perspectiva complementar, não predominante, o caráter coletivo é acentuado na formação das estratégias, bem como a valorização do formalismo e a crença na importância de planejar e registrar as intenções.
Citação ABNT:
FONTES FILHO, J. R.; NUNES, G. S. A. O estrategista da Micro, Pequena e Média Empresa privada brasileira. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, v. 12, n. 36, p. 271-288, 2010.
Citação APA:
Fontes Filho, J. R., & Nunes, G. S. A. (2010). O estrategista da Micro, Pequena e Média Empresa privada brasileira. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 12(36), 271-288.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/6606/o-estrategista-da-micro--pequena-e-media-empresa-privada-brasileira/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ALMEIDA, M. I. R. Desenvolvimento de um modelo de planejamento estratégico de pequenas empresas. 1995. 230 f. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995.

ANSOFF, H. I. Corporate strategy. New York: McGraw Hill, 1965.

BARNEY, J. B. Is the resource-based "view" a useful perspective for strategic management research? Yes. Academy of Management Review, Briarcliff Manor, v. 26, n. l, p. 41-56, Jan. 2001.

BARROS NETO, J. P. O processo de formulação estratégica em pequenas empresas de construções e edificações: um múltiplo estudo de caso. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 19.; 1999, Rio de Janeiro. Anais eletrônicos... Porto Alegre: ABEPRO, 1999. Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2009.

BERTERO, C. O.; VASCONCELOS, F. C.; BINDER, M. P. Estratégia empresarial: a produção científica brasileira entre 1991 e 2002. RAE -Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 43, n. 4, p. 48-62, out./dez. 2003.

BNDES BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. Carta-Circular nº 64/2002: porte das empresas. 2002. Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2009.

BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis n° 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n° 5.452, de 1° de maio de 1943, da Lei n. 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar nº 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. Brasília, DF, 2006. Disponível em:. Acesso em: 26 fev. 2009.

BURKE, A. L.; MILLER, KM. Taking the mystery out of intuition decision making. Academy of Management Executive, Ada, v. 13, n. 4, p. 91-99, 1999.

CHANDLER JUNIOR, A. D. Strategy and structure, Cambridge, MA: MIT Press, 1962.

CHER, R. A gerência das pequenas e médias empresas: o que saber para administrá-las. São Paulo: Maltese, 1991.

DeVELLIS, R. F. Scale development: theory and applications. 2 ed. Thousand Oaks: Sage Publications, 2003. (Applied Social Research Methods Series, v. 26).

EBBEN, J. J.; JOHNSON, A. C. Efficiency, flexibility, or both?Evidence linking strategy to performance in small firms. Strategic Management Journal, Chichester, v. 26, n. 13, p. 1249-1259, Dec. 2005.

EISENHARDT, K. M.; MARTIN, J. A. Dynamic capabilities: what are they? Strategic Management Journal, Chichester, v. 21, n. 10/11, p. 1105-1121, Oct./Nov. 2000.

EISENHARDT, K. M.; ZBARACKI, M. J. Strategic decision making. Strategic Management Journal, Chichester, v. 13, n. 13, p. 17-37, Winter. 1992.

ESCRIVÃO FILHO, E.; NAKAMURA, M. M. Estratégia empresarial e as pequenas e médias empresas. São Paulo: Escola Engenharia São Carlos, USP, 1996.

FARIA, A.; IMASATO, T. Autoridade e legitimidade em estratégia. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, v. 5, n. 3, p. 1-18, 2007.

HAIR, J. et al. Fundamentos de métodos de pesquisa em administração. Porto Alegre: Bookman, 2005.

HARRINSON, M. I.; PHILLIPS, B. Strategic decision making: an integrative explanation. Research in the Sociology of Organizations, Greenwich, v. 9, p. 319-358, 1991.

JUNG, C. G. Psycological types: the collected works of C. G. Jung. Princeton, NJ: Princeton University Press, 1971. v. 6.

LEITNER, K. H.; GÜLDENBERG, S. Generic strategies and firm performance in SMEs: a longitudinal study of Austrian SMEs. Small Business Economics, Dordrecht, v. 35, n. 2, p. 169-189, Sept. 2010.

LEZANA, A. Formação de jovens empreendedores. Florianópolis: SEBRAE, 1995.

LONGENECKER, J.; MOORE, W. C.; PETTY, W. J. Administração de pequenas empresas: ênfase na gerência empresarial. São Paulo: Makron Books, 1997.

MALHOTRA, K. N. Pesquisa de marketing. Porto Alegre: Bookmann, 2006.

MILES, R. E; SNOW, C. C. Organizational strategy; structure, and process. Stanford: Stanford Business Books, 2003.

MINTZBERG, H. The rise and fall of strategic planning. New York: Free Press, 1994.

MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de estratégia. Porto Alegre: Bookman, 2003.

MINTZBERG, H.; RAISINGHANI, D.; THEORET, A. The structure of unstructured decision processes. Administrative Science Quarterly, Ithaca, v. 21, n. 2, p. 246-275, June 1976.

MINTZBERG, H.; WATERS, J. A. Of strategies, deliberate and emergent. Strategic Management Journal, Chichester, v. 6, n. 3, p. 257-272, July/Sept. 1985.

MINTZBERG, H.; WATERS, J. A. Tracking strategy in a entrepreneurial firm. Academy of Management Journal, New York, v. 25, p. 465-499, 1982.

PORTER, E. M. Estratégia competitiva. Rio de Janeiro: Campus, 1986.

SEBRAE. Anuário do trabalho na micro e pequena empresa. Brasília, DF: DIEESE, 2008.

SIMON, H A. A behavioral model of rational choice. The Quarterly Journal of Economics, Cambridge, v. 69, n. 1, p. 99-118, Feb. 1955.

TAMAYO, A.; GONDIM, M. Escala de valores organizacionais. Revista de Administração, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 62-72, abr./jun. 1996.

TREGOE, B. B.; ZIMMERMAN, J. W. A estratégia da alta gerência. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.

VALLES, M. S. Técnicas cualitativas de investigación social: reflexion metodológica y práctica profesional. Madrid: Sintesis Sociologia, 1997.

VASCONCELOS, F. C. Teorias em estratégia. São Paulo: Núcleo de Pesquisas e Publicações, 2002. (Relatório de Pesquisa, 5).

VEIT, M. R.; GONÇALVES FILHO, C. Mensuração do perfil do potencial empreendedor e seu impacto no desempenho das pequenas empresas. In: ENCONTRO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 31.; 2007, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: ANPAD, 2007.

WEBER, M. Economia y sociedad. Madrid: Fonda de Cultura Econômica, 1993.

WHITTINGTON, R. O que é estratégia. São Paulo: Thomson, 2002.

ZACCARELLI, S. B.; FISCHMANN,A.A. Estratégias genéricas: classificação e usos. RAE: Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 34, n. 4, p. 13-22, jul./ago. 1994.