Estudo da influência da governança corporativa e do ambiente institucional dos países na lucratividade das empresas Outros Idiomas

ID:
7375
Resumo:
A governança das corporações pode impactar o desempenho de empresas. Porém, ambientes institucionais e regras de governança dos países também podem influenciar, pelo menos indiretamente, características das firmas. Nesse contexto, esta pesquisa tem por objetivo investigar a relevância de variáveis de um país, particularmente, de variáveis associadas à governança, na lucratividade de empresas. Por meio de análise de regressão em dois níveis, buscase identificar (i) como variáveis específicas da empresa afetam diretamente seu desempenho e (ii) como variáveis de um país impactam indiretamente a lucratividade de firmas. Com base em 17.493 empresas de 38 países, estabelece-se que: (i) os níveis de burocracia, corrupção e imposição da lei de um país não são relevantes para a lucratividade de uma empresa, (ii) o grau de competitividade de um país tem influência indireta no desempenho corporativo, afetando a sensibilidade da lucratividade às dificuldades financeiras de empresas e ao dinamismo de setores, (iii) a assimetria informacional ligada à falta de disclosure sobre lucros e salários influencia a sensibilidade da lucratividade às dificuldades financeiras e (iv) a proteção ao credor pode afetar a sensibilidade da lucratividade ao grau de tangibilidade da empresa, uma vez que ativos fixos, mais tangíveis, podem servir de garantia para empréstimos.
Citação ABNT:
KIMURA, H.; KAYO, E. K.; PERERA, L. C. J.; KERR, R. B. Estudo da influência da governança corporativa e do ambiente institucional dos países na lucratividade das empresas. BASE - Revista de Administração e Contabilidade da UNISINOS, v. 9, n. 2, p. 101-115, 2012.
Citação APA:
Kimura, H., Kayo, E. K., Perera, L. C. J., & Kerr, R. B. (2012). Estudo da influência da governança corporativa e do ambiente institucional dos países na lucratividade das empresas. BASE - Revista de Administração e Contabilidade da UNISINOS, 9(2), 101-115.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/7375/estudo-da-influencia-da-governanca-corporativa-e-do-ambiente-institucional-dos-paises-na-lucratividade-das-empresas/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
AGUIAR, A.B.; CORRAR, L.J.; BATISTELLA, F.D. Adoção de práticas de governança corporativa e o comportamento das ações na Bovespa: evidências empíricas. Revista de Administração da USP, v. 39, n. 4, p. 338-347. 2004.

AGUILERA, R.V.; JACKSON, G. The cross-national-diversity of corporate governance: Dimensions and determinants. Academy of Management Review, v. 28, p. 447-465. 2003.

ALCHIAN, A. Uncertainty, evolution and economic theory. Journal of Political Economy, v. 58, n. 3, p. 211-221. 1950. ttp://dx.doi.org/10.1086/256940

ALMEIDA, H.; CAMPELLO, M. Financial constraints, asset tangibility and corporate investment. Review of Financial Studies, v. 20, p. 1429-1460. 2007. http://dx.doi.org/10.1093/rfs/hhm019

ALTMAN, E.L. Financial ratios, discriminant analysis, and the prediction of corporate bankruptcy. The Journal of Finance, v. 23, n. 4, p. 589-609. 1968.

BECHT, M.; BOLTON, P.; ROELL, A. Corporate governance and control. In: G.M. CONSTANTINIDES; M. HARRIS; R.M. STULZ (ed.),Handbook of the Economics of Finance, v. 1, n. 1, p. 1-109. 2003.

BERKOWITZ, D.; PISTOR, K.; RICHARD, J. Economic development, legality, and the transplant effect. European Economic Review, v. 47, n. 1, p. 165-195. 2003. http://dx.doi.org/10.1016/S0014-2921(01)00196-9

BERLE, A.; MEANS, G. The modern corporation and private property. New York, Macmillan, 396 p. 1932.

BHASA, M.P. Global corporate governance: Debates and challenges. Corporate Governance, v. 4, n. 2, p. 5-17. 2004. http://dx.doi.org/10.1108/14720700410534930

BOYD, B. CEO duality and firm performance: A contingency model. Strategic Management Journal, v. 16, p. 301-312. 1995. http://dx.doi.org/10.1002/smj.4250160404

CARVALHAL DA SILVA, A.L. Governança corporativa, valor, alavancagem e política de dividendos das empresas brasileiras. Revista de Administração da USP, v. 39, n. 4, p. 348-361. 2004.

CARVALHO, A.G. Governança corporativa no Brasil em perspectiva. Revista de Administração da USP, v. 37, n. 3, p. 19-32. 2002.

CASTROGIOVANNI, G.J. Environmental munificency: A theoretical assessment. Academy of Management Review, v. 16, p. 542-565. 1991.

CLAESSENS, S.; KLAPPER, L.F. 2002. Bankruptcy around the world: explanations of its relative use. Policy Research Working Paper Series 2865. Washington, The World Bank, 34 p.

DEMIRGUC-KUNT, A.; LEVINE, R. 1999. Bank-based and market-based financial systems: Cross-country comparisons. World Bank Policy Working Paper no 2143. Washington, The World Bank, 72 p.

DESS, G.G.; BEARD, D.W. Dimensions of organizational task environments. Administrative Science Quarterly, v. 29, p. 52-73. 1984. http://dx.doi.org/10.2307/2393080

DOIDGE, C.; KAROLYI, A.G.; STULZ, R.M. Why do countries matter so much for corporate governance? Journal of Financial Economics, v. 86, n. 1, p. 1-39. 2007. http://dx.doi.org/10.1016/j.jfineco.2006.09.002

DURNEY, A.; LI, K.; MORCK, R.; YEUNG, B. Capital markets and capital allocation: implications for economies in transition. Economics of Transition, v. 12, n. 593-634. 2004. http://dx.doi.org/10.1111/j.0967-0750.2004.00196.x

EASTERBROOK, F.H.; FISCHEL, D.R. The economic structure of corporate law. Cambridge, Harvard University Press, 384 p. 1991.

EELLS, R.S.F. The meaning of modern business: an introduction to the philosophy of large corporate enterprise. New York, Columbia University Press, 427 p. 1960.

FALEYE, O.; MEHROTRA, V.; MORCK, R. When labor has a voice in corporate governance. Journal of Financial and Quantitative Analysis, v. 41, n. 3, p. 489-510. 2006. http://dx.doi.org/10.1017/S0022109000002519

FUNCHAL, B.; GALDI, F.C.; LOPES, A.B. Interactions between corporate governance, bankruptcy laws and firm’s debt financing: The Brazilian case. Brazilian Administration Review, v. 5, n. 3, p.245-259. 2008. http://dx.doi.org/10.1590/S1807-76922008000300006

GELMAN, A.; HILL, J. Data analysis using regression and multilevel/hierarchical models. Cambridge, Cambridge University Press, 648 p. 2006. http://dx.doi.org/10.1017/CBO9780511790942

GLOBAL COMPETITIVENESS REPORT (GCR). 2001-2002. Global Competitiveness Report: 2001-2002. Geneva, World Economic Forum, 527 p.

HART, O. Corporate governance: Some theory and implications. The Economic Journal, v. 105, n. 430, p. 678-689. 1995. http://dx.doi.org/10.2307/2235027

HSIAO, C. Analysis of panel data. 2ª ed., Cambridge, Cambridge University Press, 384 p. 2003.

IYER, D.; MILLER, K.D. Performance feedback, slack, and the timing of acquisitions. Academy of Management Journal, v. 51, n. 4, p. 808-822. 2008. http://dx.doi.org/10.5465/AMJ.2008.33666024

JENSEN, M.; MECKLING, W. Theory if the firm: Managerial behaviour, agency costs, and ownership structure. Journal of Financial Economics, v. 3, p. 305-360. 1976. http://dx.doi.org/10.1016/0304-405X(76)90026-X

JENSEN, M. The modern industrial revolution. The Journal of Finance, v. 48, n. 3, p. 831-880. 1993. http://dx.doi.org/10.2307/2329018

JOHN, R.; LITOV, L.; YEUNG, B. Corporate governance and risk taking. The Journal of Finance, v. 63, n. 4, p. 1679-1728. 2008. http://dx.doi.org/10.1111/j.1540-6261.2008.01372.x

JONG, A.D.; KABIR, R.; NGUYEN, T.T. Capital structure around the world: The roles of firm- and country-specific determinants. Journal of Banking & Finance, v. 32, n. 9, p. 1954-1969. 2008. http://dx.doi.org/10.1016/j.jbankfin.2007.12.034

KAPLAN, S.N.; MINTON, B.A. Appointments of outsiders to Japanese boards: Determinants and implications for managers. Journal of Financial Economics, v. 36, p. 225-258. 1994. http://dx.doi.org/10.1016/0304-405X(94)90025-6

KING, R.G.; LEVINE, R. Finance and growth: Schumpeter might be right. Quarterly Journal of Economics, v. 108, p. 717-738. 1993. http://dx.doi.org/10.2307/2118406

LAMEIRA, V.J.; NESS JR., W.L.; MACEDO-SOARES, D.L.A. Governança corporativa: impactos no valor das companhias abertas brasileiras. Revista de Administração da USP, v. 42, n. 1, p. 64-73. 2007.

LA PORTA, R.; LOPEZ-DE-SILANES, F.; SHLEIFER, A.; VISHNY, R.W. Investor protection and corporate governance. Journal of Financial Economics, v. 58, n. 1, p. 1-25. 2000. http://dx.doi.org/10.1016/S0304-405X(00)00065-9

LA PORTA, R.; LOPEZ-DE-SILANES, F.; SHLEIFER, A.; VISHNY, R.W. Law and finance. Journal of Political Economy, v. 106, n. 6, p. 1113-1155. 1998. http://dx.doi.org/10.1086/250042

LEAL, R.P.C.; CARVALHAL-DA-SILVA, A.L. Corporate governance and value in Brazil (and in Chile). In: A. CHONG; F. LOPEZDE-SILANES, Investor protection and corporate governance: Firm level evidence across Latin America. Palo Alto, Stanford University Press, p. 213-287. 2007.

LEEUW, J.; KREFT, I.G.G. Random coefficient models for multilevel analysis. Journal of Educational Statistics, v. 11, p. 57-86. 1986.http://dx.doi.org/10.2307/1164848

MODIGLIANI, F.; MILLER, M.H. Corporate income taxes and the cost of capital: A correction. American Economic Review, v. 53, p. 433-443. 1963.

MODIGLIANI, F.; MILLER, M.H. The cost of capital, corporation finance and the theory of investment. American Economic Review, v. 48, n. 3, p. 261-297. 1958.

MORCK, R.K.; YEUNG, B.; YU, W. The information content of stock markets: Why do emerging markets have synchronous stock price movements? Journal of Financial Economics, v. 58, p. 215-260. 2000. http://dx.doi.org/10.1016/S0304-405X(00)00071-4

NORTH, D.C. Institutions, institutional change and economic performance. Oxford, Oxford University Press, 152 p. 1990.

RAJAN, R.; ZINGALES, L. What do we know about capital structure? Some evidence form international data. Journal of Finance, v. 50, n. 1421-1460. 1995.

ROGERS, P.; RIBEIRO, K.C.S.; SOUSA, A.F. Impactos de fatores macroeconômicos nas melhores práticas de governança corporativa no Brasil. Revista de Administração da USP, v. 42, n. 3, p. 265-279. 2007.

ROSS, S. The economic theory of agency: The principal’s problem. American Economic Review, v. 63, n. 2, p. 134-139. 1973.

SHLEIFER, A.; VISHNY, R. A survey of corporate governance. The Journal of Finance, v. 52, p. 727-783. 1998.

SHLEIFER, A.; WOLFENZON, D. Investor protection and equity markets. Journal of Financial Economics, v. 66, p. 3-27. 2002. http://dx.doi.org/10.1016/S0304-405X(02)00149-6

SILVEIRA, A.D.M.; BARROS, L.A.B.C.; FAMÁ, R. Estrutura de governança e valor nas companhias abertas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, v. 43, n. 3, p. 50-64. 2003.

SILVEIRA, A.D.M.; LEAL, R.P.C.; BARROS, L.A.B.C., CARVALHAL DA SILVA, A.L. Evolution and determinants of firm-level corporate governance quality in Brazil. Revista de Administração da USP, v. 44, n. 3, p. 173-189. 2009.

SILVEIRA, A.D.M.; PEROBELLI, F.F.C.; BARROS, L.A.B.C. Governança corporativa e os determinantes da estrutura de capital: evidências empíricas no Brasil. Revista de Administração Contemporânea, v. 12, n. 3, p. 763-788. 2008.

STIGLITZ, J.E. Information and the change in the paradigm in Economics, part 2. American Economist, v. 48, n. 1, p. 17-49. 2004.

WEIMER, J.; PAPE, J.C. A taxonomy of systems of corporate governance. Corporate Governance – An International Review, v. 7, p. 152-166. 1999.

WU, X. Corporate governance and corruption: A cross-country analysis. Governance: An International Journal of Policy, Administration, and Institutions, v. 18, n. 2, p. 151-170. 2005. http://dx.doi.org/10.1111/j.1468-0491.2005.00271.x

ZATTONI, A.; CUOMO, F. Why adopt codes of good governance? A comparison of institutional and efficiency perspectives. Corporate Governance, v. 16, n. 1, p. 1-15. 2008. http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-8683.2008.00661.x

ZINGALES, L. 1998. Corporate governance. In: P. NEWMAN (ed.), The new Palgrave dictionary of economics and the law. London, Stockton Press, p. 36-49.