Desempenho de empresas participantes de rede interorganizacionais: analisando a influência do capital social e da capacidade absortiva Outros Idiomas

ID:
8739
Resumo:
O ensaio discute fatores que levam empresas participantes de redes horizontais a obterem diferentes desempenhos organizacionais. A rede horizontal é um modelo constituído com base em relações simétricas de poder entre os participantes e sem a existência de uma empresa líder (VERSCHOORE, 2006). Embora os gestores das redes busquem oferecer a todas as empresas as mesmas oportunidades de acesso a conhecimentos e recursos, verifica-se que na prática empresas de uma rede atingem diferentes resultados com a participação no arranjo (PEREIRA e VENTURINI, 2006). O argumento deste ensaio é que diferenças na capacidade absortiva (CA) e no capital social (CS) de cada empresa ajudam a explicar porque elas obtêm diferentes níveis de desempenho ao participar de uma mesma rede. Partindo-se do ponto de vista de que o capital social de uma organização oportuniza acesso a recursos valiosos (ADLER e KWON, 2002) e tem efeitos positivos sobre seu desempenho (LEANA e PIL, 2006), sugere-se que o efeito combinado dos níveis de capacidade absortiva e de capital social das empresas de uma rede empresarial auxilia a compreender diferenças de desempenho. A contribuição teórica do trabalho consiste na análise da relação entre capacidade absortiva e capital social e desempenho de empresas em rede.
Citação ABNT:
WEGNER, D.; MAEHLER, A. E. Desempenho de empresas participantes de rede interorganizacionais: analisando a influência do capital social e da capacidade absortiva. Revista Gestão & Planejamento, v. 13, n. 2, p. 191-211, 2012.
Citação APA:
Wegner, D., & Maehler, A. E. (2012). Desempenho de empresas participantes de rede interorganizacionais: analisando a influência do capital social e da capacidade absortiva. Revista Gestão & Planejamento, 13(2), 191-211.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/8739/desempenho-de-empresas-participantes-de-rede-interorganizacionais--analisando-a-influencia-do-capital-social-e-da-capacidade-absortiva/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ADLER, P. S.; KWON, S. Social capital: prospects for a new concept. Academy of Management Review, v. 27, n.1, p. 17-40, 2002.

ANDRADE, A. M. Bullwhip effect e capacidade absortiva das empresas: uma pesquisa com múltiplos casos. Dissertação de Mestrado – Escola de Administração, Programa de Pós Graduação em Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2009.

BALESTRIN, A.; VARGAS, L. M.; FAYARD, P. Knowledge creation in small-firm network. Journal of Knowledge Management, v. 12, n. 2, p. 94-106, 2008.

BARNEY, J. Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, v. 17, n. 1, p. 99-120, 1991.

BOURDIEU, P. O capital social: notas provisórias. In: CATANI, A.; NOGUEIRA, M. A. (Orgs.) Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1998.

BRASS, D. J.; GALASKIEWICZ, J.; GREVE, H. R.; TSAI, W. Taking Stock of Networks and Organizations: A multilevel perspective. Academy of Management Journal, v. 47, n.6, p. 795-817, 2004.

BURT, R.S. The contingent value of social capital. Administrative Science Quarterly, v. 42, n. 2, v. 339-365, 1997.

CASAROTTO FILHO, N.; PIRES, L. H. Redes de pequenas e médias empresas e desenvolvimento local: estratégias para a conquista da competitividade global com base na experiência italiana. São Paulo: Atlas, 1999.

CASTRO, M.; BULGACOV, S.; HOFFMANN, V.E. Relacionamentos Interorganizacionais e Resultados: Estudo em uma Rede de Cooperação Horizontal da Região Central do Paraná. RAC – Revista de Administração Contemporânea, v.15, n. 1, p. 25-46, 2011.

CHANDLER, G.N.; JANSEN, E. The founder’s self-assessed competence and venture performance. Journal of Business Venturing, v. 7, n. 3, 223–236, 1992.

CHEN, C. P.; LIU, P. L.; TSAI, C. H. A study of the influence of organizational knowledge ability and knowledge absorptive capacity on organizational performance in Taiwan`s Hi-Tech enterprises. Journal of Applied Sciences, v. 8, n. 7, p. 1138-1148, 2008.

COHEN, W; LEVINTHAL, D. Absorptive capacity: a new perspective on learning and innovation. Administrative Science Quarterly, v. 35, n. 1, p. 128–152, 1990.

COLEMAN, J.S. Social capital in the creation of human capital. American Journal of Sociology, v. 94, n. 1, p. 95–120, 1988.

DE NEGRI, F. Determinantes da inovação e da capacidade de absorção nas firmas brasileiras: qual a influência do perfil da mão-de-obra? In: DE NEGRI, F.; DE NEGRI, J. A., COLEHO, D. Tecnologia, exportação e emprego. Brasilia: IPEA, 2006

DENG, P. Effects of absorptive capacity on international acquisitions of Chinese firms. In: ALON, I.; FETSCHERIN, M.; GUGLER P. Chinese International Investments. London: Palgrave Macmillan, 2012.

EBERS, M.; GRANDORI, A. The Forms, Costs, and Development Dynamics of Inter-Organizational Networking. In: EBERS, M. The formation of inter-organizational networks. New York: Oxford University Press, 1999.

FLATTEN, T. C.; ENGELEN, A.; ZAHARA, S. A.; BRETT EL, M. A measure of absorptive capacity: scale development and validation. European Management Journal, n. 29, n. 2, p. 98-116, 2011.

FLORÉN, H.; TELL, J. The emergent prerequisites of managerial learning in small firms networks. Leadership & Organization Development Journal, v. 25, n. 3, p. 292307, 2004.

FOSFURI, A.; TRIBO, J. Exploring the antecedents of potential absorptive capacity and its impact on innovation performance. The International Journal of Management Science, v. 36, n. 2, p. 173-187, 2008.

GELETKANYCS, M.A.; HAMBRICK, D.C. The external ties of top executives: Implications for strategic choice and performance. Administrative Science Quarterly, n.42, n. 4, p. 654-681, 1997.

GIULIANI, E. Cluster absorptive capacity: why do some clusters forge ahead and others lag behind? European Urban and Regional Studies, v. 12, n. 3, p. 269-288, 2005.

GRANOVETTER, M. Economic action and social structure: The problem of embeddedness. American Journal of Sociology, v. 3, n. 91, p. 481-510, 1985.

GRANOVETTER, M. The Strength of Weak Ties. American Journal of Sociology, v. 78, n. 6, p. 1360-1380, 1973.

GRANT, R.M. The resource-based theory of competitive advantage. California Management Review, v.33, n.3, p. 114-135, 1991.

GRAY, C. Absorptive capacity, knowledge management and innovation in entrepreneurial small firms. International Journal of Entrepreneurial Behaviour & Research, v.12, n. 06, p. 345-360, 2006.

HITT, M.; IRELAND, R. D.; HOSKISSON, R. E. Administração estratégica. Rio de Janeiro: Pioneira Thomsom Learning, 2008.

HOFER, C.; SANDBERG, W. Improving new venture performance: Some guidelines for success. American Journal of Small Business, v. 12, n. 1, p. 11-25, 1987.

INKPEN, A.; TSANG, E.W.K. Social Capital, Networks, and Knowledge Transfer. Academy of Management Review, v. 30, n. 1, p. 146-165, 2005.

IRELAND, R. D.; HITT, M.A.; VAIDYANATH, D. Alliance management as a source of competitive advantage. Journal of Management, n. 28, n. 3, p. 413-446, 2002.

JANSEN, J. P.; VAN DE BOSCH, F. A.; VOLBERDA, H. Managing potential and realized absorptive capacity: how do organizational antecedents matter? Academy of Management Journal, v. 48, n. 6, p. 999-1015, 2005.

JARILLO, J.C. Strategic Networks: Creating the borderless organization. Oxford: Butterworth-Heinemann, 1993.

JARILLO, J. C. On Strategic Networks. Strategic Management Journal, v. 9, n.1, p. 31-41, 1988.

KALE, P.; SINGH, H.; PERLMUTTER, H. Learning and protection of proprietary assets in strategic alliances: Building relational capital. Strategic Management Journal, v.21, n. 3, p. 217-237, 2000.

LARSON, A.; STARR, J. A. A Network Model of Organization Formation. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 17, p. 5-15, 1993.

LAZZARINI, S.G. Mudar tudo para não mudar nada: Análise da dinâmica de redes de proprietários no Brasil como “Mundos pequenos”. RAE-Eletrônica, v.6, n.1, 2007.

LEANA, C. R.; PIL, F. K. Social capital and organizational performance: Evidence from urban public schools. Organization Science, v.17, n.3, p. 353-366, 2006.

LESSER, E. L. Leveraging Social Capital in Organizations. In: LESSER, E. L. (Org.) Knowledge and Social Capital. Boston: Butterworth Heinemann, 2000.

LIAO, J.; WELSCH, H. Social capital and entrepreneurial growth aspiration: a comparison of technology and non-technology-based nascent entrepreneurs. Journal of High Technology Management Research, v. 14, n. 1, p. 149–170, 2003.

MARTELETO, R.M.; SILVA, A.B.O. Redes e capital social: o enfoque da informação para o desenvolvimento local. Ciência da Informação, v.3, n.3, p.41-49, 2004.

McFADYEN, M.A.; CANNELLA Jr., A.A. Social capital and knowledge creation: diminishing returns of the number and strength of exchange relationships. Academy of Management Journal, v. 47, n. 5, p. 735-746, 2004.

MINBAEVA, D.; PETERSEN, T.; BJORKMAN, I.; FEY, C.F.; PARK, H.J. MNC knowledge transfer, subsidiary absortiptive capacity and HRM. Journal of International Business Studies, Washington, v. 34, n.5, p. 586-599, 2003.

MOUSTAGHFIR, K. The dynamics of knowledge assets and their link with performance. Measuring Business Excellence, v. 12, n. 02, p. 10-24, 2008.

NAHAPIET, J. The Role of Social Capital in Inter-organizational Relationships. In: CROPPER, S. et al. Oxford Handbook of Inter-Organizational Relations. New York: Oxford University Press, 2008.

NAHAPIET, J.; GOSHAL, S. Social Capital, Intellectual Capital, and the Organizational Advantage. Academy of Management Review, v. 23, n. 2, p. 242-266, 1998.

OLIVEIRA, V.M.; CÂNDIDO, G.A. As contribuições dos conceitos e modelos de redes organizacionais no setor varejista: Um estudo exploratório em pequenos supermercados no estado da Paraíba. Revista Eletrônica de Administração, v.15, n.3, p. 1-27, 2009.

OLK, P. Modeling and Measuring the Performance of Alliances. In: SHENKAR, O.; REUER, J. J. (Ed.). Handbook of Strategic Alliances. London: Sage, 2005.

PACAGNAN, M.N. Alianças estratégicas e redes colaborativas como alternativa. Revista de Gestão USP, v.13, n. especial, p.19-30, 2006.

PEREIRA, B. A. D.; VENTURINI, J. C. Identificação dos fatores determinantes do desempenho das empresas inseridas em redes horizontais. Revista de Ciências da Administração, v. 8, n. 16, p. 1-22, 2006.

PETERAF, M. The cornerstones of competitive advantage: a resource-based view. Strategic Management Journal, v. 14, n. 3, p. 179-191, 1993.

PODOLNY, J.; PAGE, K.Networks forms of organization. Annual Reviews Sociological, v . 24, n. 1, p.57-76, 1998.

PROVAN, K.G.; SYDOW, J. Evaluating inter-organizational relationships. In: CROPPER, S.; et al. The Oxford Handbook of Interorganizational relations. Oxford: Oxford University Press, 2008.

PROVAN, K.; KENIS, P. Modes of Network Governance: Structure, Management, and Effectiveness. Journal of Public Administration Research and Theory, v. 18, n.1, p. 229-252, 2008.

ROBERTS, N.; GALLUCH, P.S.; DINGER, M. GROVER, V. Absorptive Capacity and Information Systems Research: Review, Synthesis, and Directions for Future Research. MIS Quartely, v. 36, n. 2, p. 625-648, 2011.

SEEVERS, M.T.; SKINNER, S.J.; DAHLSTROM, R. Performance Implications of a Retail Purchasing Network: The Role of Social Capital. Journal of Retailing, v. 86, n.4, p. 310-321, 2010.

SMITH, K.G.; COLLINS, C.J.; CLARK, K.D. Existing knowledge, knowledge creation capability, and the rate of new product introduction in high-technology firms. Academy of Management Journal, v. 48, n.2, p. 346-357, 2005.

SODA, G. The management of firms alliance network positioning: Implications for innovation. European Management Journal, v. 29, n. 5, p.377-388, 2011.

SPITHOVEN, A., CLARYSSE, B.; KNOCKAERT, M. Building absorptive capacity to organize inbound open innovation in traditional industries. Technovation, v. 31, n. 1, p. 10-21, 2011.

SYDOW, J.; MILWARD, H.B. Reviewing the Evaluation Perspective: On Criteria, Occasions, Procedures, and Practices. Special Interest Group (SIG) on Interorganizational Relations (IOR), 10 th International Conference on Multi-Organisational Partnerships, Alliances and Networks (MOPAN), University of Strathclyde, Glasgow, June 27, 2003.

TODEVA, E. Business Networks: Strategy and Structure. London: Toutledge, 2006.

TODOROVA, G. e DURISIN, B. Absorptive capacity: valuing a reconceptualization. Academy of Management Review, v.32, n. 3, p. 774–786, 2007.

TRACEY, P. e CLARK, G. Alliances, networks and competitive strategy: rethinking clusters of innovation. Growth and change, v. 34, n. 1, p. 1-16, 2003.

TSAI, W.; GHOSHAL, S. Social Capital and Value Creation: The Role of Intrafirm Networks. Academy of Management Journal, v. 41, n. 4, p. 464–476, 1998.

TSAI, W. Knowledge transfer in intraorganizational networks: effects of network position and absortive capacity on business unit innovation and performance. Academy of Management Journal, v. 44, n. 5, p. 996-1004, 2001.

TURETA, C.; PAÇO-CUNHA, E. Emergência e constituição de redes interorganizacionais de pequenas e médias empresas: Um estudo de caso no contexto brasileiro. Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, v.6, n.1, p. 1-24, 2008.

UZZI, B.; GILLESPIE, J.J. Knowledge Spillover in Corporate Financing Networks: Embeddedness and the Firm’s Debt Performance. Strategic Management Journal, v. 23, n. 7, p. 595-618, 2002.

VERSCHOORE, J. R. S. Redes de Cooperação Interorganizacionais: A Identificação de Atributos e Benefícios para um Modelo de Gestão. Tese de Doutorado – Escola de Administração, Programa de Pós Graduação em Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2006.

VERSCHOORE, J.R.; BALESTRIN, A. Ganhos competitivos das empresas em redes de cooperação. Revista de Administração – eletrônica (RAUSP-e), v. 1, n. 1, p. 1-21, 2008.