Cultura organizacional e mito fundador: um estudo de caso em uma empresa familiar Outros Idiomas

ID:
9231
Resumo:
Nos últimos anos, o tema simbolismo organizacional assumiu importância crescente na administração. Dentro desta abordagem, encontram-se conceitos  relacionados ao mito fundador e à cultura organizacional. O fundador assume um papel fundamental no processo de moldar os padrões culturais de uma  organização e após sua morte o mesmo pode ser transformado em um mito. Neste trabalho, procurou-se identificar o sentido da morte do fundador para os atores organizacionais bem como compreender as mudanças ocorridas nas relações de trabalho após a sua morte. Para tanto, utilizou-se da pesquisa qualitativa, do método do estudo de caso, de entrevistas em profundidade e da análise de conteúdo. Observou-se que a história de uma organização carrega muito da história do seu fundador. Constatou-se também que o sentido da morte do fundador para os atores organizacionais envolveu uma série de mudanças que acarretaram em um rompimento com os valores e princípios preconizados por ele.
Citação ABNT:
LOURENÇO, C. D. S.; FERREIRA, P. A. Cultura organizacional e mito fundador: um estudo de caso em uma empresa familiar. Gestão & Regionalidade, v. 28, n. 84, p. 61-76, 2012.
Citação APA:
Lourenço, C. D. S., & Ferreira, P. A. (2012). Cultura organizacional e mito fundador: um estudo de caso em uma empresa familiar. Gestão & Regionalidade, 28(84), 61-76.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/9231/cultura-organizacional-e-mito-fundador--um-estudo-de-caso-em-uma-empresa-familiar/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
MACÊDO, Kátia Barbosa; CAIXETA, Cássia Maria M.; GUIMARÃES, Daniela Cristina; MACÊDO, Goiacira Nascimento S. & HERNANDEZ, Janete C. O processo sucessório em organizações familiares e a exclusão da mulher. Psicologia & Sociedade, v. 16, n. 3, p. 6981, Porto Alegre, setembro/dezembro, 2004. Disponível em: . Acesso em: 03 de janeiro de 2006.

AMBONI, Nério; ANDRADE, Rui Otávio B. de & LIMA, Arnaldo José de. Práticas de gestão no grupo Cecrisa SA. Revista de Administração da Unimep, v. 9, n. 3, p. 1-23, Piracicaba, setembro/dezembro 2011.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Portugal: Edições 70, 2009. 281p.

BARRETO, Eduardo Fausto. Estilos gerenciais e o impacto das organizações. 2003. 232p. Tese (Doutorado em Administração) – Universidade Federal da Bahia. Salvador: UFBA.

BERNHOEFT, Renato. Desafios e oportunidades das sociedades familiares In: MARTINS, Ives Gandra da S.; MENEZES, Paulo Lucena de & BERNHOEFT, Renato (orgs.). Empresas familiares brasileiras: perfil e perspectivas. São Paulo: Negócios, 1999. p. 53-74.

CARRIERI, Alexandre de Pádua; SARAIVA, Luiz Alex S. & GRZYBOVSKI, Denize (orgs.). Organizações familiares: um mosaico brasileiro. Passo Fundo: EdUPF, 2008. 450p.

COSTA, Armando Dalla & LUZ, Adão Eleutério da. Sucessão e sucesso nas empresas familiares: o caso do grupo Pão de Açúcar. In: V CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA ECONÔMICA & 6ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DE EMPRESAS. Anais... Caxambu: ABPHE, 2003. Disponível em: . Acesso em: 6 de janeiro de 2006.

DAVEL, Eduardo Paes B. & COLBARI, Antônia. Organizações familiares: desafios, provocações e contribuições para a pesquisa organizacional. In: XXVII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO – ENANPAD. Anais... Atibaia: Anpad, 2003.

ECCEL, Cláudia S.; CAVEDON, Neusa Rolita & CRAIDE, Aline. A empresa familiar cachorro quente do rosário: entre a antropologia e a administração. In: XXIX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO – ENANPAD. Anais... Brasília: Anpad, 2005.

ENRIQUEZ, Eugène. Organização em análise. Petrópolis: Vozes, 1997. 302p.

FLEURY, Maria Tereza L. Estórias, mitos e heróis: cultura organizacional e relações de trabalho. Revista de Administração de Empresas, v. 27, n. 4, p. 7-18, Rio de Janeiro, outubro/dezembro, 1987.

GABRIEL, Yiannes. Organizational nostalgia – reflections on “the golden age”. In: FINEMAN, Stephen. (org.). Emotion in organizations. London: Sage, 1993. p. 118-141.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989. 224p.

GONÇALVES, Camila Andrade & MEDEIROS, Cíntia R. O. Mary Kay: a influência do líder na cultura organizacional. In: I ENCONTRO DAS FACULDADES DE GESTÃO E NEGÓCIOS – ENFAGEN. Anais... Uberlândia: Fagen, 2011.

HATCH, Mary Jo. The dynamics of organizational culture. Academy of Management Review, v. 18, n. 4, p. 657-693, October, 1993.

LODI, João Bosco. A empresa familiar. São Paulo: Pioneira, 1998. 198p.

MACHADO, Denise Del Prá N. & CARVALHO, Carlos Eduardo. Traços culturais de pequenas empresas do setor madeireiro. Revista Gestão & Regionalidade, n. 65, p. 18-26, São Caetano do Sul, setembro/dezembro, 2006.

MASCARENHAS, André O. Etnografia e cultura organizacional: uma contribuição da antropologia à administração de empresas. Revista de Administração de Empresas, v. 42, n. 2, p. 88-94, São Paulo, abril/junho, 2002.

SANTANA, Gisele Mirian A. de; COSTA, Renata Romagnoli; PRADO, Andressa de Fraia; CANDELARIA, Victor Hugo de F. & OLIVEIRA, Luciel Henrique de Sucessão de empresas familiares: análise corporativa de dois estudos em organizações gaúchas. In: VII Seminário EM ADMINISTRAÇÃO – SEMEAD. Anais.... São Paulo: FEA/USP, 2005. Disponível em: . Acesso em: 4 de janeiro de 2006.

SCHEIN, Edgar H. Organizational culture and leadership: a dynamic view. San Francisco: JosseyBass, 1986. 346p.

SCHEIN, Edgar H. The role of the founder in the creation of organizational culture. Family Business Review, v. 8, n. 3, p. 221-238, September, 1995.

SILVA, Roseane Grossi & VALADÃO JÚNIOR, Valdir Machado. Cultura organizacional: revelando manifestações que traduzem limites e/ou possibilidades a continuidade de uma empresa familiar. In: XXXV ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO – ENANPAD. Anais... Rio de Janeiro: Anpad, 2011.

SMIRCICH, Linda. Concepts of culture and organizational analysis. Administrative Sciense Quartely, v. 28, n. 3, p. 339-358, September, 1983.

SOUZA, Mériti de. Mito fundador, narrativas e história oficial: representações identitárias na cultura brasileira. In: VIII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIA SOCIAIS. Anais... Coimbra: Universidade de Coimbra, 2004. Disponível em: . Acesso em: 4 de janeiro de 2006.

VERGARA, Sylvia Constant. Métodos de pesquisa em administração. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006. 288p.

VILHENA, Maria Angela. Os mortos estão vivos: traços da religiosidade brasileira. Revista de Estudos da Religião – Rever, v. 3, n. 4, p. 103-131, São Paulo, 2004.

WAIANDT, Claudiani & DAVEL, Eduardo. Organizações, representações e sincretismo: a experiência de uma empresa familiar que enfrenta mudanças e sucessões de gestão. Revista de Administração Contemporânea, v. 12, n. 2, p. 369-394, Curitiba, abril/junho, 2008.

WAIANDT, Claudiani & JUNQUILHO, Gelson Silva. Representações familiares em transição: a experiência da gestão em uma organização capixaba de bebidas. In: XXIX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO – ENANPAD. Anais... Brasília: Anpad, 2005.

WOOD JR., Thomaz. Organizações de simbolismo intensivo. Revista de Administração de Empresas, v. 40, n. 1, p. 20-28, São Paulo, janeiro/março, 2000.

WORCMAN, Karen. A história na empresa: identidades e oportunidades. Museu da Pessoa, novembro, 1999. Disponível em: . Acesso em: 4 de janeiro de 2006.

WRIGHT, Susan (org.). Anthropology in organizations. London: Routledge, 1994. 217p.

YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005. 212p.